quinta-feira, junho 18, 2009
O que é noticia?
No entanto no corpo da noticia podemos ler que "Exemplo paradigmático de uma área em que foi substancial a evolução neste período é o das listas de espera cirúrgicas (a maior parte dos doentes aguardam agora entre 61 e 120 dias por uma operação não urgente, quando em 2007 esperavam 121 a 210 dias), mas, mesmo assim, ainda não foi ultrapassado o “desafio” do cancro. Continua a ser “excessivo” o tempo de espera nas cirurgias de doenças neoplásicas malignas, refere o relatório. “Comparativamente com os 14 dias de espera recomendados pela Canadian Society Surgery of Oncology, os tempos de espera praticados ainda exigem uma considerável melhoria na gestão de todo o processo”, conclui.
Julgava eu, que não sou jornalista, que o título deveria espelhar o mais fielmente possível o conteúdo da notícia, mas pelos vistos o sound bite é que é importante.
Mas não é qualquer sound bite. O titulo também poderia ser: Tempo de espera em cirurgia reduzido para metade em apenas um ano. Título este que também chamaria a atenção.
A escolha feita para o título pelo Público foi clara, e mostra que também há jornalismo comprometido.
quarta-feira, junho 17, 2009
Ai os neo-liberais? II
Os neo-liberais não defendem que o estado deva garantir educação, saúde e assistência social a toda a população, como não defende que o estado deve funcionar como um contrapeso da economia, recuando e amealhando quando a economia está bem e intervindo quando a economia precisa de ser estimulada.
Eu e muitos dos que fazem parte da esquerda moderna, somos a favor de tudo isto.
Defendo intransigentemente a liberdade de iniciativa e a diversidade, e por isso abomino a formatação e castração da iniciativa privada típica de uma esquerda antiquada e radical.
A questão dos professores e dos funcionários públicos não é uma questão de esquerda ou de neo-liberalismo. É uma questão de democracia.
Um estado democrático refém dos seus funcionários é tão mau, democraticamente falando, como um estado dependente de grupos económicos monopolistas.
Um Estado de esquerda democrática e moderna, não deve ter preconceitos em relação às empresas. e pode e deve comprar serviços e bens para desempenhar as suas funções.
Um Estado de esquerda democrática e moderna, como eu a vejo, defende a descentralização das decisões e do poder, reduzindo os riscos à liberdade, existentes nas sociedades planeadas.
Defendo uma lei do trabalho igual para todos, e não uma para os trabalhadores privados e outra para os funcionários públicos.
Defendo a busca pela mudança e a flexibilidade, como defendo mais direitos no desemprego, direitos de maternidade/paternidade e direito à formação.
Defendo a protecção dos trabalhadores e não dos postos de trabalho.
Perante tudo isto, haverá ainda alguém que me considere neo-liberal? Com certeza que sim, mas apenas por laxismo intelectual.
P.S. - Sei que muitos funcionários públicos apesar de terem levado um abanão nas suas expectativas, partilham também desta visão de esquerda. No entanto os seus interesses privados foram afectados e têm mostrado o seu descontentamento onde devem, ou seja, nas eleições. E estão no seu direito.
terça-feira, junho 16, 2009
Ai os neo-liberais!!!
Não duvido que o Miguel, que anda há muito mais tempo nisto que eu, esteja completamente certo, dado o seu conhecimento da base de apoio que ao longo do tempo foi mostrando simpatia pelo PS.
No entanto, há algo nesta constatação que me incomoda.
Seria aceitável que o PS beneficiasse de tal modo a sua base de apoio, que nada sobrasse, em termos de apoio para a restante sociedade? Parece-me que não.
Um governo de esquerda, como eu a vejo, governa para que toda a sociedade, e principalmente os mais frágeis, tenham acesso a um conjunto de bens essenciais, dos quais incluo a saúde, a educação, a assistência social e a justiça.
Um governo de esquerda luta contra as desigualdades, proporcionando igualdade de oportunidades, transferindo bens dos mais abastados para aqueles que por herança ou por contingências da vida, fazem parte da parte mais frágil da sociedade.
E os professores e funcionários públicos onde encaixam nisto tudo?
Deve um governo de esquerda dedicar o seu trabalho a aumentar os seus bens e conforto, ou pelo contrário deve exigir deles um maior esforço, de modo que o estado produza bens para combater desigualdades, e não para se alimentar a si próprio?
A resposta a esta questão não é evidente, para quem se diz de esquerda!?
Alguns neo-liberais deste governo de Sócrates fizeram mais pelo combate às desigualdades do que alegres poetas que só têm palavras para dar.
Devido a Correia de Campos, neste momento as listas de espera são mais pequenas, existem mais 2 Milhões de pessoas com acesso a unidades de saúde familiar, e Portugal passou a ser o pais do mundo com a mais baixa taxa de mortalidade infantil (Lembram-se do que disseram do fecho das maternidades).
Na educação, e devido a Maria de Lurdes Rodrigues, inverteu-se a tendência decrescente de alunos, muitas pessoas viram reconhecidos os seus conhecimentos, e muitos jovens passaram a ter acesso a um computador e à internet (não apenas os ricos).
Na segurança social, muitos foram os idosos com fraquíssimos recursos que passaram a ter acesso a um complemento solidário e que neste momento têm acesso a medicamentos genéricos inteiramente gratuitos.
Para um governo neo-liberal não está nada mal.
É verdade que muitas destas medidas não foram bem explicadas, quer pelo PS a nivel nacional, quer por nós cá na Madeira, mas uma coisa é certa, este é o governo que mais se aproxima da minha visão de esquerda.
No passado António Guterres seguiu a estratégia defendida pelo Miguel Fonseca, tornando todos os professores e funcionários públicos muito mais felizes, mas no fim, nem o ensino melhorou, nem os serviços públicos melhoraram e como corolário de tudo isto Guterres não ganhou as eleições. Pensem nisso.
segunda-feira, junho 15, 2009
Comissão Politica PS-M
Penso que a minha posição é clara.
A actual direcção do PS-M não conseguiu descolar dos maus resultados das eleições de 2007. Antes os agravou.
A purga estalinista tentada por JCG está a ter efeitos nefastos quer dentro quer fora do partido.
Apesar de JCG ter sido eleito para conduzir o partido nos 3 actos eleitorais de 2009, não sei até que ponto, o presidente do PS-M continua com legitimidade para cumprir esse designio, tendo em conta que grande parte da moção de estratégia global, proposta e aprovada em congresso, foi pura e simplesmente esquecida ou mesmo contrariada pelos mesmos que a propuseram.
Sei que ainda não batemos no fundo, mas seguindo o caminho dos últimos tempos, esse fundo não deve estar muito longe.
O Peso do PS-M dentro do PS
No quadro acima podemos ver o número de votantes no PS em cada um dos distritos portugueses, nas eleições europeias de 2009 e 2004.
O quadro foi ordenado por ordem decrescente de peso dos respectivos distritos nas eleições de 2009.
Alguns pontos merecem uma reflexão séria:
1º - O peso eleitoral da Madeira face ao todo nacional em 2004 era de cerca de 2,6%
O peso do PS-M (dentro do PS) nas eleições europeias de 2004 foi de 2,11%.
O peso eleitoral da Madeira em 2009 é de 2,74%.
O peso do PS-M é de 1,62%.
O PS-M era em 2004 o 14º distrito com maior peso, tendo descido duas posições em 2009.
O PS-M está a seguir no caminho de se tornar mais irrelevante dentro do PS.
2º - Tanto em 2004 como em 2009 o candidato do PS-M era tido como não elegível. Suponho, por isso, que esse factor não influenciou o resultado final. Embora, tendo influenciado, seria positivamente, face ao facto da eleição já ter acontecido no passado.
Face ao exposto, com este resultado, fica cada vez mais difícil ao PS-M ter um lugar decente (ilegível) numa lista às eleições europeias.
Este ciclo vicioso só pode ser quebrado com o reconhecimento, por parte dos nossos pares, do nosso valor, empenho e capacidade. Isso, visivelmente não tem acontecido.
domingo, junho 14, 2009
20 votos
Não sei o que se passa, e ainda não vi uma única noticia sobre o assunto.
Será que custa assim tanto contar 10 votos de um lado e mais 10 do outro?
Haverá cegueira maior?
Fugir aos debates, como aconteceu por parte do Eng. Sócrates, ao deixar de ir ao Parlamento durante quase dois meses, no que foi seguido pelo seu cabeça de lista Vital Moreira que recusou um debate, da iniciativa da Televisão pública, com o Dr. Paulo Rangel, não só confirma que o candidato socialista não se desprendeu ainda das suas raízes, como revelou medo do adversário.
Saberá o deputado social democrata o que se passa na Madeira? Sabe quantos meses passam sem que o Presidente do Governo Regional vá à ALM? E sabe a quantos debates vão os cabeças de lista do PSD-M?
É claro que sabe.
E não saberá Guilherme Silva que o facto de não haver debates quinzenais na AR deve-se a uma decisão unanime dos lideres dos grupos parlamentares, em que o representante do PSD votou a favor?
É claro que sabe.
É raro ver tanta hipocrisia junta. Mas com Guilherme Silva é sempre assim.
sábado, junho 13, 2009
Depois de mim virá quem bom de mim fará
O secretário geral do PS-M afirma que o PS-M apenas baixou 15,91% relativamente às últimas eleições europeias, querendo sugerir que tínhamos baixado menos que os outros.
Se essa análise tivesse um ponta de credibilidade, então Jacinto Serrão que nas Regionais de 2007 viu o PS-M baixar "apenas" 12% face às anteriores Regionais de 2004 tem de ser visto como tendo tido um bom resultado.
A comparação face aos votos perdidos também coloca Jacinto Serrão e a sua equipa num patamar bem melhor que a actual equipa, isto porque de 2004 para 2007 o PS-M perdeu 42% do seu eleitorado, enquanto que agora com JCG e sua equipa o PS-M perdeu 51%.
Sabemos no entanto que JCG e o novo PS foram os primeiros a querer tirar dividendos do mau resultado de 2007. Atitude bem diferente têm agora, recusando-se a assumir as responsabilidades próprias.
P.S. - Estranhamente ou não as maiores ondas de apoio na blogosfera à actual direcção do PS-M vêm dos intriguistas de serviço do PSD-M.
quarta-feira, junho 10, 2009
Sondagens
Consistentemente estas previsões têm falhado, chegando ao ponto de anunciar chuva em dias de ceú completamente limpo, e muitas vezes prever temperaturas máximas vários graus abaixo do que se vem a verificar.
Não é admissivel que estas previsões sejam grosseiramente manipuladas de modo a manter as pessoas em casa.
terça-feira, junho 09, 2009
PR vetou lei do financiamento dos partidos
A actual lei tem alguns problemas que devem ser resolvidos, mas não existe pior altura que esta para fazer alterações ao financiamento dos partidos. Estamos em periodo eleitoral intensivo e as tentações são enormes.
Espero que os deputados se lembrem, quando este tema voltar à AR, que existem estruturas regionais dos partidos na Madeira e nos Açores, com competências própiras decorrentes da existência de Assembleias Regionais e cujo financiamento deve ser previsto, evitando o financiamento indirecto através do financiamento dos grupos parlamentares.
segunda-feira, junho 08, 2009
Desculpem lá qualquer coisinha
Acontece que os casos a quem o MP acusava Jorge Sampaio de atribuir casa afinal teriam de ser atribuídos a Kruz Abecassis.
Passadas as eleições, lá vem o MP pedir desculpa pela canalhice feita poucos dias antes.
Estes pulhas merecem pagar bem caro pelo lixo que lançam sobre o nome das pessoas. Esta gente tem nome e as ruas relações pessoais e politicas são conhecidas.
Fico a aguardar pela punição exemplar do Conselho Superior do Ministério Público, reprovando a vergonhosa actuação de alguns dos seus membros.
Caso contrário é a descredibilização total das instituições da República Portuguesa.
Tudo tem um lado positivo
De inicio não estava a ver a lógica da coisa, mas após muita reflexão lá compreendi.
Então é assim:
Gaula 2008 : 5%
Europeias 2009: 15% (3X último resultado)
Aplicando a progressão temos:
Legislativas 2009: 45%
Autárquicas 2009: 135%
E finalmente, Regionais 2011
Europeias 2009: Madeira
Conseguir baixar o peso eleitoral face ao mau resultado eleitoral das regionais de 2007, é obra só ao alcance JCG.
Perante este desastre, o que diz o presidente do PS-M!? Diz que os resultados são "animadores".
Animadores!? Só se forem para os outros partidos que a cada eleição roubam eleitorado ao PS-M.
João Carlos Gouveia não consegue transmitir claramente uma mensagem ao eleitorado, e a sua visão estratégica limita-se ao interior do Partido.
Considero uma loucura deixar nas mãos de JCG e sua equipa a condução dos próximos actos eleitorais. Essa possibilidade pode reduzir o PS-M a uma representação secundária no panorama político regional.
Aqueles que por calculismo politico têm mantido o seu apoio a JCG, incluindo muitos dos actuais membros da direcção, também são responsáveis por estes resultados e devem ser todos responsabilizados.
Já tinha afirmado no passado que estas eleições europeias seriam o ponto em que alguns elementos da direcção do PS-M usariam oportunisticamente para crititar publicamente o Presidente, achando que assim ficariam ilibados de responsabilidades. Enganam-se. As suas responsabilidades são as de ter suportado para alem do aceitável quem há muito se mostrou sem capacidade para ocupar o lugar que ocupa.
Europeias 2009
O PS ficou longe dos objectivos propostos e como tal perdeu estas eleições. Em democracia há ganhar e perder e as escolhas do povo são soberanas.
sábado, junho 06, 2009
sexta-feira, junho 05, 2009
As sondagens e o voto obrigatório
Admito que exista algum efeito nos indecisos no sentido de votar em quem se apresenta como vencedor, mas mais uma vez, não conheço nenhum estudo que o confirme.
Já em relação à mobilização dos eleitores penso que as sondagens podem ter um efeito bem mais forte. Há exemplos recentes de desmobilização daqueles que, com base na informação das sondagens, desmobilizaram face a uma vitória quase certa, alterando significativamente o resultado das eleições e tornando a votação num reflexo pouco fidedigno da vontade popular.
É nesta perspectiva que considero que o voto obrigatório podia em grande medida atenuar este efeito, que distorce o verdadeiro sentido da vontade popular.
Não sou da opinião que o voto obrigatório seja um atentado à liberdade pessoal, como alguns defendem, tendo em conta que a livre escolha entre os candidatos, e já agora, entre estes e o voto nulo e branco, mantém-se intacto, sendo eliminados os efeitos de distorção resultantes de maior ou menor mobilização de determinados grupos na sociedade.
quinta-feira, junho 04, 2009
Foi muito pouco
O único candidato que trouxe um tema europeu para a agenda foi Vital Moreira, com a questão tabu do Imposto Europeu. Logo, a demagogia e má fé tomaram conta desse caso impedindo um debate sério sobre o tema do financiamento da UE.
O JdN tentou aprofundar o tema e a ferros lá conseguiu sacar do cabeça de lista do PSD, do tal partido da verdade, que afinal também era favorável a um imposto europeu, tal como o PS, apesar de o ter negado no dia anterior.
Dos outros partidos não havia muito a esperar e as suas declarações vieram confirmá-lo. BE e PCP, como são contra a UE, desejam a todo o custo que esta não tenha fundos para poder fazer o seu trabalho, e como tal desejam que os fundos transferidos dos estados membros para a UE diminuam. O CDS acha que os 3% do PIB Europeu, que é o Orçamento da UE, é demasiado elevado e com tal deveria diminuir. PCP, BE e CDS estão de acordo que deveriam vir mais fundos para Portugal apesar de recusarem tocar no assunto do financiamento da UE.
Sendo Portugal um dos países que mais beneficiam dos Fundos Europeus, se todos os partidos realmente pretendessem mais fundos, deveriam defender o aumento das contribuições de todos os EM. Mas como já sabemos a hipocrisia politica não dá para tanto.
Havia muito mais para debater e defender: Mais ou menos PAC e acordos de Doha; Alargamento ou consolidação; Defesa comum; Politica energética comum; Tratado de Lisboa. Etc. Etc.
Nada disso foi discutido e os eleitores ficaram sem se aperceber das diferenças entre os diversos concorrentes a estas eleições.
Não tenho muitas esperanças que noutras eleições possa vir a ser diferente. Resta-nos tentar mantermo-nos informados e ir aderindo á demagogia.
PSD: Pseudo Social-Democrata?
João Cardoso Rosas no DE.
quarta-feira, junho 03, 2009
Vital Moreira

... uma Comissão Europeia dominada por um fundamentalismo neoliberal, que liberalizou as trocas sem garantias mínimas contra o “dumping” social e ambiental. O que temos hoje é a China, a Índia e outros países em competição com a Europa, sem que esta lhes exija o mínimo de condicionalidade, nem mesmo ao nível dos direitos humanos. Esse é um dos erros que eu, como homem de esquerda, censuro. Em vez de dizer que o Estado social europeu está a prejudicar a competitividade, o que devemos é submeter a competitividade a mínimos decentes e humanos. É admissível que produtos europeus compitam com produtos fabricado por crianças, por trabalho infantil, em condições infra-humanas? Não é! E a UE não devia, não deve, embarcar nesta lógica de primazia absoluta à liberalização que, obviamente, colocou a Europa numa posição muito desfavorável. E nós fomos vítimas desse fundamentalismo liberal da União.
Boa entrevista de Vital Moreira ao JdN. Com uma ideia muita esclarecida do que deve ser a União. Opinião surpreendente relativamente à adesão de novos membros mas particularmente sobre a inclusão da Turquia na UE - em que subscrevo.
segunda-feira, junho 01, 2009
Para servir de exemplo
Luis Miguel França (Tribuna da Madeira)
Quem é que é amigo? Quem é?
Esta é mais uma medida de apoio aos mais necessitados, criando simultaneamente pressão relativamente à prescrição de medicamentos genéricos.
Sem esta medida muitos idosos continuariam a ter que optar entre comprar ou não determinados medicamentos.
Governar à esquerda é precisamente evitar desperdícios a todo o custo para criar margens suficientes para diminuir desigualdades.
Há cada maluco

Ouvi dizer que anda para aí um gajo a tentar ligar a Madeira a Canárias numa mota de água.
Há gente assim. Quando se lança num desafio nunca faz as coisas pela medida pequena.
Ao Frederico Rezende, fica aqui o meu apoio, desejo de muita sorte e conselho de cautela.
Em principio será no próximo fim-de-semana se as condições meteorológicas forem favoráveis.
Vão acompanhando os desenvolvimentos em http://www.fredericorezende.blogspot.com/.
O cúmulo da hipocrisia
Qual não é o meu espanto quando vejo numa iniciativa de campanha do CDS para as eleições europeias, o Dr. Pires de Lima a afirmar que a justiça portuguesa não funcionava porque tinham mandado a menina russa para casa com a mãe.
Então agora o CDS já quer que os imigrantes venham para Portugal ter filhos? E os laços de sangue já não têm valor?
Esta tentativa de cavalgar uma onda mediática relativamente à menina russa é a maior* demonstração de hipocrisia que assisti nesta campanha. Vale tudo menos discutir a Europa.
* em segundo na escala de hipocrisia fica o facto de todos os partidos serem a favor de mais fundos da UE mas recusarem-se a falar do Imposto Europeu ou defenderem qualquer outra iniciativa.
Ainda muito temos que andar...
Não será que a censura está do lado daqueles gostavam que estes dois órgãos não emitissem a sua posição sobre aquele tipo de espaço noticioso?
Alguém porventura proibiu alguma coisa?
Acho bem que não seja proibido, mas também acho bem que quem se considera ofendido possa apresentar queixa à justiça e que quem não se revê naquele tipo de jornalismo possa emitir a sua posição com total liberdade e responsabilidade.
Estranho é que ainda se considere que dar uma opinião ou exercer um direito seja tentar censurar.
Lembrete
Existem processos de decisão que têm os seus desenvolvimentos próprios e levam a determinadas soluções. Tenham calma, ainda estamos nas europeias e é cedo para falar das autárquicas.
A intriga não está proibida, mas o uso da memória também não.
Praia dos Anjos
É triste quando um governante de uma região turística como é a Madeira não consegue ver mais numa praia do que material de construção. E se quiserem vão para outras praias que aqui quem manda é o bronco das obras.Passei muitos bons momentos da minha infância naquela praia. A casa da prima Bernardina (verde) era passagem obrigatória sempre que íamos em comitiva familiar visitar as tias avós à Ponta do Sol. Geralmente íamos à praia nos anjos e de seguida seguíamos para os Canhas para visitar o resto da familia, que eram as tias directas da minha mãe.
Fazia também parte desse roteiro a subida da ladeira até à casa do meu bisavô (Amarelo), que já na altura estava em ruina e pertencia a umas primas que tinham emigrado para a Venezuela.
Ainda no ano passado fui às lapas* na praia dos Anjos. O depósito de areia já lá estava, mas o acesso à praia não estava interdito. Lembro-me de comentar que aquela praia tinha um imenso potencial, sendo os maiores problemas o facto de haver poucos estacionamentos e não existir nenhuma estrutura de apoio, como um bar ou uma casa de banho.
Espero que não deixem que um pato bravo com gravata qualquer, permita que se roube um bem público à população para entregá-lo aos seus comparsas.
* Na verdade eu só devo ter apanhado umas 5 lapas, mas comi umas boas duzias, graças à especialista em caça à lapa que eu levei comigo. :)
O concurso As 7 maravilhas portuguesas no mundo ignora a história da escravidão e do tráfico atlântico
Apesar das dificuldades e das lutas políticas que envolveram a emergência da memória do passado escravista das nações europeias, americanas e africanas, de dez anos para cá a memória e a história do comércio atlântico passaram a fazer parte da memória pública de muitos países nos três continentes circundando o Atlântico. Em 2001, através da Lei Taubira, a França foi o primeiro país a reconhecer a escravidão e o tráfico atlântico como crimes contra a humanidade. Também na França, o 10 de Maio é doravante “dia nacional de comemoração das memórias do tráfico negreiro, da escravatura e das suas abolições”. Em 2001, em Durban na África do Sul, a Terceira Conferência da ONU contra o racismo inscreveu em suas declarações finais a escravidão como “crime contra a humanidade”. Em 1992, na Casa dos Escravos na Ilha de Gorée no Senegal, o Papa João Paulo II expressou suas desculpas pelo papel desempenhado pela Igreja Católica durante o tráfico atlântico. Bill Clinton, George W. Bush, e o próprio Presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, condenaram publicamente a participação passada de seus países no comércio atlântico de africanos escravizados. Em 2006, Michaelle Jean, governadora geral do Canadá, escolheu o Castelo de Elmina em Gana para denunciar passado escravista. Em 2007, durante as comemorações do aniversário de duzentos anos da abolição do tráfico de escravos pela Inglaterra, foi a vez do ministro Tony Blair expressar publicamente seu profundo pesar pelo papel da Grã-Bretanha no comércio de africanos escravizados.
Em pleno ano de 2009, o governo de Portugal e instituições portuguesas como a Universidade de Coimbra, escolheram um caminho oposto ao descrito acima. No primeiro semestre desse ano essas instituições apoiaram a realização de um concurso para escolher as Sete Maravilhas Portuguesas no Mundo. Na lista das Sete Maravilhas a serem votadas pelo público na internet (http://www.7maravilhas.sapo.pt), constam não somente o Castelo São Jorge da Mina (Elmina), entreposto comercial fundado pelos portugueses em 1482, mas também a Cidade Velha (Ribeira Grande) na Ilha de Santiago em Cabo Verde, além de Luanda e da Ilha de Moçambique. Ao descrever esses sítios, a organização do concurso optou por omitir o uso desses lugares para o comércio de escravos. No texto descrevendo o Castelo São Jorge da Mina ou Elmina chegou-se ao cúmulo de afirmar que aquele local foi entreposto de escravos somente a partir da ocupação holandesa em 1637.
Para ser fiel à história e moralmente responsável, consideramos que a inclusão desses “monumentos” no dito concurso deveria ser acompanhada de informações completas sobre o papel deles no tráfico atlântico, assim como sobre seu uso atual. O Castelo de São Jorge da Mina ou Elmina, por exemplo, é hoje um museu que tenta retratar a história do tráfico. Trata-se de um lugar visitado por milhares de turistas de todo o mundo, entre os quais muitos representantes da diáspora africana que buscam ali prestar homenagem a seus ancestrais. O governo português, as instituições que apóiam o concurso e sua organização ignoraram a dor daqueles que tiveram seus antepassados deportados desses entrepostos comerciais e muitas vezes ali mortos. Seria possível desvincular a arquitetura dessas construções do papel que elas tiveram no passado e que ainda têm no presente enquanto lugares de memória da imensa tragédia que representou o tráfico transatlântico e a escravidão africana nas colônias européias ? Segundo as estimativas mais recentes (www.slavevoyages.org), Portugal e posteriormente sua ex-colônia, o Brasil, foram juntos responsáveis por quase a metade dos 12 milhões de cativos transportados através do Atlântico.
Em respeito à história e à memória dos milhões de vítimas do tráfico atlântico de escravos, viemos através desta carta aberta repudiar a omissão do papel que tiveram esses lugares no comércio atlântico de africanos escravizados. Convidamos todos aqueles que têm um compromisso com a pesquisa do tráfico atlântico de escravos e da escravidão a repudiar que essa história seja banalizada e apagada em prol da exaltação de um passado português glorioso expresso na suposta "beleza" arquitetural de tais sítios de morte e tragédia.
Ana Lucia Araujo, Howard University, Washington DC, Estados Unidos
Arlindo Manuel Caldeira, professor, Centro de História de Além-Mar, Universidade Nova de Lisboa, Portugal
Mariana Pinho Candido, Princeton University, Princeton, Estados Unidos
Michel Cahen, CNRS, Centre d’Études de l’Afrique, Bordeaux, França
Christine Chivallon, CNRS, Centre d’Études de l’Afrique, Bordeaux, França
Myriam Cottias, CNRS, Diretora do Centre International de recherches sur les esclavages, Paris, França
Hebe Mattos, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil
Maurice Jackson, Georgetown University, Washington, Estados Unidos
Hendrik Kraay, University of Calgary, Canadá
Jane Landers, Vanderbilt University, Nashville, Estados Unidos
Jean-Marc Masseaut, Cahiers Anneaux de la Mémoire, Nantes, França
Claudia Mosquera Rosero-Labbé, Universidad Nacional de Colombia, Bogotá, Colombia
João José Reis, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Brasil
Anna Seiderer, Museu Real da África Central, Tervuren, Bélgica
Simão Souindola, Historiador, Luanda, Angola
Jean-Michel Mabeko-Tali, Howard University, Washington, Estados Unidos
Sincerely,
Retirado daqui
sábado, maio 30, 2009
''A antecipação dos mercados'' dizem alguns...,
Nesta última sexta-feira o barril cotou-se nos 65 doláres. A gasolina já vai para 1,17 euros.
Ou o mundo à mercê da autoridade especulativa. Digo eu.
''Economia internacional: Uma lição mal estudada''
por António Lopes, Economista e Professor de Matemática. No DN.
Quais figuras gradas do PSD!? II
Com certeza por mero acaso, o periodo em que Cavaco teve acções da SLN coincidiu com o periodo em que o PSD estava no governo, e em que alguns negócios entre o estado e a SLN se estavam a desenhar.
Entretanto, continuamos à espera dos nomes associados à roubalheira do BPN que não estão ligados ao PSD.
sexta-feira, maio 29, 2009
Combustiveis sempre a subir
Melhor seria se pudéssemos ir meter gasolina aos Açores, onde os preços não mudam desde Março e estão mais de 10c mais baixos que na Madeira.
Bom fim de semana.
Quais figuras gradas do PSD!?
Não terão sido estas figuras gradas do PSD a financiar muitas das campanhas eleitorais do PSD e de Cavaco Silva?
Não foi no governo do PSD/CDS que se fizeram os negócios do SIRESP e da OMNI e outros que tinham como protagonistas estas figuras do PSD.
E o Financiamento das Sociedades de Desenvolvimento da Madeira, não passou por estas pessoas e por figuras gradas do PSD-M?
Alguém acredita nestas virgens ofendidas?
Regulação bancária
Não tenho um mínimo de competência para aferir se o BdP fez o seu trabalho, usando todos os instrumentos que estavam ao seu dispor, ou se pelo contrário foi negligente.
Não é de pôr de parte a possibilidade dos instrumentos ao dispor do BdP, para efectuar a supervisão, serem manifestamente insuficientes, e como tal, a sua capacidade de actuação ser muito limitada.
No entanto há uma coisa que não pode deixar de ser referida. Se o colapso de algumas instituições financeiras deve-se à má supervisão, admitindo uma hipótese grosseira dos administradores sem escrúpulos não terem qualquer tipo de responsabilidade, então o facto das ajudas do estado Português às instituições bancárias ser muito inferior ao de muitos outros estados da UE, só pode significar que, apesar de ter muitos defeitos, a regulação bancária em Portugal funcionou muito menos mal que nos outros países.
Novo Membro do Conselho de Estado
Depois de Cavaco e o PSD terem perdido o seu "menino de ouro" no CE, as suas expectativas quanto à escolha do novo elemento e quanto aos pesos relativos dentro daquele órgão, com certeza que não deixarão de estar a ser considerados.
Do lado do PS houve a preocupação de indicar uma pessoa que ninguém pode acusar de falta de isenção.
Como é bom de ver, o PCP e o BE vão mais uma vez fazer o frete ao PSD, apenas com o intuito imediato de atacar a escolha do PS.
Vale tudo nesta política de terra queimada. É o que temos.
quinta-feira, maio 28, 2009
Impostos
Os primeiros dias da campanha eleitoral foram marcados pelas declarações de Vital Moreira sobre a possibilidade de criar «um imposto europeu sobre transacções financeiras». Independentemente da justeza da proposta, defendida por muito boa gente por essa Europa fora, o que conta é que, em campanha eleitoral, «imposto» é uma palavra maldita. Daí a «incomodidade» dentro do PS e as críticas de toda a oposição. As campanhas eleitorais estão transformadas num circo de promessas. Nada de realidades, nada de futuros negros. E, assim, vamos empobrecendo de ano para ano.
in Hoje Há Conquilhas via A Forma Justa
ERC reprova actuação da TVI em peças do Jornal Nacional de sexta
Na deliberação, o Conselho Regulador considerou "verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias (tal como resulta do artigo 14.º, n.º 2, alínea c) do Estatuto do Jornalista)". Afirma ainda o Conselho que a TVI se afastou de alguns princípios expostos no seu Estatuto Editorial, a cujo cumprimento se encontra vinculada, e onde se compromete "a observar, nomeadamente, nos seus programas de Informação, regras estritas de honestidade, de isenção, de imparcialidade, de pluralismo, de objectividade e de rigor".
Assim, o Conselho Regulador da ERC decidiu "instar a TVI a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalísticas, aqui se incluindo, nomeadamente, o dever de demarcar "claramente os factos da opinião" (artigo 14.º, n.º 1, alínea a) do Estatuto do Jornalista)".
O Conselho Regulador não deixa de "reafirmar, sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas e abertas como instâncias de escrutínio dos vários poderes, designadamente políticos, sociais e económicos".
Desta forma a ERC dá razão a todos aqueles, desde o simples cidadão até mais recentemente ao Bastonário da OA, que consideraram que MMG viola descaradamente o estatuto de jornalista, colocando em causa o bom nome de toda uma classe profissional.
'Caso Marote' tem hoje instrução
O caso de peculato, abuso de poder e participação económica em negócio em que está envolvido o ex-vice-presidente da Câmara do Funchal (CMF), Rui Marote, tem instrução marcada para hoje à tarde, no Tribunal Judicial do Funchal.
Segundo conseguimos apurar, a abertura de instrução foi pedida por um dos quatro arguidos.
O 'caso Marote' teve o seu epílogo a 29 de Julho de 2008 quando o Ministério Público (MP) acusou quatro arguidos, todos próximos da CMF.
Para além do ex-vice-presidente e vereador da CMF, Rui Marote, estão envolvidos no caso mais três quadros da CMF: Uma engenheira do ambiente e ex-chefe de divisão do departamento de ambiente da CMF; um engenheiro técnico, funcionário do departamento de ambiente da CMF; e o chefe de divisão de aprovisionamento e património da CMF.
O ex-vereador foi acusado pelo MP pela prática, em co-autoria material, de um crime consumado de participação económica em negócio, em concurso aparente com um crime de abuso de poder.
A ex-chefe de divisão da CMF é acusada da prática de um crime de peculato, consumado e continuado; um crime consumado de participação económica em negócio, em concurso aparente com um crime de abuso de poder.
O engenheiro técnico e o chefe de divisão de aprovisionamento são acusados, cada um, pela prática, em co-autoria material, de um crime consumado de participação económica em negócio, em concurso aparente com um crime de abuso de poder.
Em causa está uma investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária do Funchal a factos ocorridos em 2002.
Rui Marote e o chefe de aprovisionamento são acusados de terem prejudicado os interesses da CMF em benefício do Clube de Futebol União e da empresa 'Placar Vertical', através do pagamento de equipamentos desportivos.
Sobre a ex-chefe de divisão e o engenheiro técnico pendem factos relativos ao fornecimento de material de limpeza para a CMF. Ter-se-ão conluiado com o chefe de divisão de aprovisionamento para favorecerem três empresas fornecedoras de produtos químicos à CMF (entre elas a 'Woodpaint' do filho de Rui Marote), em violação dos deveres profissionais que sobre eles recaíam (zelo e lealdade).
Nalguns casos a 'Woodpaint' era mera intermediária no fornecimento de produtos e, de um momento para outro, obteve lucros de venda que ascendem a 200%.
Após o debate instrutório, o juiz de instrução Alexandre Azadinho decidirá se pronuncia ou despronuncia os arguidos. Quem for pronunciado terá de defender-se em audiência de julgamento.
Emanuel Silva no DN
Não pode ser. Isto devem ser coisas inventadas por esses comuno-socialistas. O facto das empresas do Marote filho terem deixado de fornecer bens à CMF depois da saída do Marote Pai é apenas uma coincidência.
quarta-feira, maio 27, 2009
Dias Loureiro diz que a sua manutenção do CE não se devia a um desejo de resguardo
Artigo 13.º
(Irresponsabilidade)
Os membros do Conselho de Estado não respondem civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitirem no exercício das suas funções.
Artigo 14.º
(Inviolabilidade)
1. Nenhum membro do Conselho de Estado pode ser detido ou preso sem autorização do Conselho, salvo por crime punível com pena maior e em flagrante delito.
2. Movido procedimento criminal contra algum membro do Conselho de Estado e indiciado este definitivamente por despacho de pronúncia ou equivalente, salvo no caso de crime punível com pena maior, o Conselho decidirá se aquele deve ou não ser suspenso para efeito de seguimento do processo.
Sou a favor de um imposto europeu II
Os recursos próprios são de três tipos (os números abaixo referem-se às previsões relativas a 2007):
- Os recursos próprios tradicionais (RPT) consistem principalmente em direitos que são cobrados nas importações de produtos provenientes de países terceiros; representam aproximadamente 17 300 milhões de euros ou 15% das receitas totais.
- O recurso baseado no imposto sobre o valor acrescentado (IVA) é uma percentagem uniforme aplicável às receitas do IVA harmonizado de cada Estado-Membro. O recurso baseado no IVA representa 15% das receitas totais, cerca de 17 800 milhões de euros.
- O recurso com base no rendimento nacional bruto (RNB) é uma percentagem uniforme (0,73%) aplicada ao RNB de cada Estado-Membro. Embora constitua um saldo, tornou-se a fonte de receitas mais importante e corresponde actualmente a 69% das receitas totais ou 80 000 milhões de euros.
Além disso, sou um grande defensor duma relação directa entre a responsabilidade politica e o ónus da cobrança de impostos. Impostos locais devem financiar politicas locais. Impostos nacionais devem financiar politicas nacionais e como tal defendo que seja um imposto europeu a financiar as despesas da UE.
Acho muito engraçado que se acuse os políticos de falta de verdade, mas que depois os obriguem a esconder a verdade, reagindo a posições demagógicas de quem nunca terá um pingo de responsabilidade.
A posição de defender um imposto europeu, alternativo às actuais formas de financiamento, são uma posição clarificadora que deveria ser defendida e explicada ás populações e não escondida como alguns pretendem.
Sou a favor de um imposto europeu (que já existe)
Quem é que percebe esta gente?
Já em relação a Dias Loureiro, MFL ainda não apresentou nenhuma declaração pública a exigir a Cavaco Silva que demita Dias Loureiro do Conselho de Estado, tendo em conta que foi o PR que o colocou lá.
Não me parece muito coerente, pois não?
terça-feira, maio 26, 2009
domingo, maio 24, 2009
PS - Manifesto Eleitoral Europeias 2009
2.Regular o sistema financeiro e prevenir novas crises;
3.Construir uma nova Europa Social;
4.Liderar o combate às alterações climáticas e concretizar uma Política Energética Comum;
5.Aplicar a Estratégia Marítima Integrada Europeia;
6.Reorientar a PAC e a Política Comum de Pescas;
7.Definir uma nova Estratégia para as Regiões Ultraperiféricas;
8.Aprofundar o espaço europeu de liberdade, segurança e justiça;
9.Efectivar a igualdade de género;
10.Adoptar uma política de imigração eficaz e justa;
11.Reforçar o papel da UE no mundo;
12.Reafirmar a cidadania europeia, aplicando a nova arquitectura institucional.
Ver aqui
Como gasta a UE o dinheiro dos contribuintes
Orçamento (2007): 114 mil milhões de euros;
Agricultura: 53,5 mil milhões de euros
Ajudas Regionais: 37,97 mil milhões de euros
Transferências para países terceiros: 7,29 mil milhões de euros;
Funcionamento: 6,8 mil milhões de euros
Diversos: 4,15 mil milhões de euros
Pesquisa e Inovação: 4,05 mil milhões de euros;
Educação: 959 milhões de euros;
Prevenção criminal e controle de fronteiras: 212 milhões de euros;
Fonte: BBC via Eleições2009
Entrevista de Marinho Pinto a Manuela Moura Guedes
Tou a brincar. Adorei. Já fazia falta quem pusesse aquela merda de jornalismo na ordem. Aliás, aquilo nem é jornalismo. É ignorância misturada com ódio e perseguição.
Manuela Moura Guedes quis encostar Marinho Pinto às cordas e acabou por levar um uppercut naquelas beiças que tão cedo não se esquece.
Aquele palhaço jornalístico não percebe como denunciando as maçãs podres de uma classe profissional se dignifica a classe. Pois fique sabendo que é por a classe dos jornalistas não denunciar a má prática do jornalismo que aquela senhora faz que a classe jornalística fica em causa. Passam por ignorantes, tendenciosos, sem ética nem moral, em suma, pessoas em quem não se pode confiar.
Mas MMG não é caso único. Há muito mau jornalista que, violando diariamente o seu código deontológico, continua impunemente a enganar, escondendo factos, truncando informação, colocando-a fora de contexto, inventando fontes, etc. etc. etc, preenchendo agendas politicas e económicas mas não informando com isenção como é sua obrigação.
Parabéns Senhor Marinho Pinto. Com mais pessoas como você e as classes profissionais seriam com certeza mais sérias e consequentemente mais respeitadas pela população.
sexta-feira, maio 22, 2009
112 euros para as famílias se CMF devolvesse 5% de IRS

A nova e inovadora Lei das Finanças Locais permite aos municípios, em sede das transferências do Orçamento de Estado para as autarquias locais, devolverem 5% do valor de IRS tributado no concelho a favor dos contribuintes ao abrigo deste novo instrumento de alívio fiscal.
No Funchal, se a CMF e o PSD (votou contra) adota-se esta medida, votada favoralmelmente pelo PS na Assembleia Municipal e na Câmara, as familías funchalenses recebiam em média mais 112 euros das Finanças este ano.
Fonte: Jornal de Negocios.
Desemprego na Madeira a crescer desde 2002
Hoje, o dn-m diz aquilo que eu já havia afirmado há algum tempo: o desemprego na Madeira já está a aumentar desde 2002, ou seja, antes de Sócrates e antes da LFR, não se notando qualquer agravamento relacionado com qualquer um destes acontecimentos.
O único factor comum e que explica o aumento continuado do desemprego é mesmo o governo regional e os elevados níveis de endividamento que retraem novos investimentos.
Mas há quem, por razões óbvias, prefira procurar culpados externos e negar até ao fim as responsabilidades próprias.
quinta-feira, maio 21, 2009
A confirmação
Ver aqui
Desemprego na Madeira
São neste momento 11844 pessoas à procura de emprego na Madeira. Mais 3,4% que em Março e mais 35% que no mesmo mês do ano passado.
Mas para alguns governantes irresponsáveis, parece que continuamos a viver no melhor dos mundos.
Os Açores e o Algarve registaram mesmo quedas nos números de desempregados inscritos, relativamente a Março, superiores a 5%.
É comparar as governações e tirar conclusões.
Preso Político II
Gostaria que saber o que diriam se prendessem preventivamente um juiz ou um advogado de modo a impedi-lo de faltar a uma audiência ou leitura de uma sentença.
Tenho um amigo que veio de Lisboa (onde trabalhava) até ao Funchal com o objectivo de assistir à leitura de uma sentença e no dia e hora marcada o Juiz decidiu não aparecer e adiar a dita leitura.
Sendo a prisão preventiva de JMC "normal" também deveria ser normal os policias irem buscar o juiz a casa e obrigá-lo a lá estar à hora marcada, não fosse ele baldar-se outra vez.
quarta-feira, maio 20, 2009
O presidente de alguns portugueses
A não concentração excessiva da titularidade dos meios de comunicação social é boa para a democracia.
A possibilidade dos governantes utilizarem dinheiros públicos para proteger o partido do poder é má para a democracia.
Cavaco Silva sabe disso, mas prefere proteger os empresários que querem a concentração dos média, que não querem que se saiba quem lhes paga, e prefere permitir que um órgão de comunicação social seja utilizado por um governo para distribuir benesses pelos seus protegidos e para atacar os opositores do partido que está no governo.
Está mais que visto que Cavaco é apenas o presidente de uma parte dos portugueses.
terça-feira, maio 19, 2009
Preso Político
Que raio de justiça é esta que permite que se trate a liberdade das pessoas como se fosse um bem menor?
Alguém sabe se o Dr. Alberto João foi sujeito ao mesmo tratamento na leitura da sentença que opôs Edite Estrela à sua pessoa?
Duvido.
Depois admirem-se por ninguém ter um mínimo de respeito pela justiça.
segunda-feira, maio 18, 2009
Insanidades
Pessoas que estimávamos, parecem perder o norte, na ânsia do sucesso rápido pelo impressionismo opinativo, pela estridência da intervenção e pela falha de conteúdo ou falta à verdade no comentário.
Tão necessário que seria um debate sobre temas europeus e logo uns argumentam que o essencial é a agenda doméstica. Tão útil seria discutir o compromisso nacional para uma reforçada Europa e logo outros se arvoram em representantes, na Europa, dos municípios lusos. Tão pedagógico seria discutir o melhor uso dos fundos, reforçando o seu encaminhamento para desenvolvimento humano e logo outros atiram com a poeira agrícola aos olhos dos cidadãos, ou com irresponsáveis propostas de gastar primeiro e justificar depois. O desconhecimento e a má informação sobre a agenda nacional por empolgados e estridentes candidatos leva-os, contra toda a evidência, a traçar um "panorama negro" no ensino superior, que em três anos adquiriu mais 11 mil alunos, aumentou de 30 para 33% a taxa de participação na população com 20 anos e aumentou em 19% o número de diplomados. Uma atrevida ignorância refere o "desmantelamento do sistema científico", quando ele foi reconstruído de 0,74 em 2003, para 1,18% do PIB, em 2007, superando o vergonhoso desinteresse da direita pela ciência; da passagem de 1200 para mais de 2000, por ano, das novas bolsas de doutoramento; do aumento de número de patentes registadas, de 32 em 2004, para 84 em 2007. Não se hesita em mentir com despudor, clamando não ter o Governo entregue em Bruxelas os sistemas de gestão e controlo para desbloquear verbas e validar despesas, quando os apresentou dentro do prazo, obteve certificação de pelo menos seis programas operacionais e validação de despesa no valor de 12% dos fundos aprovados. Acusar o País (governo, empresas e municípios) de inacção é esquecer que apesar de todas as longas etapas em que se desdobra um QREN (concurso, apreciação, assinatura de contrato, execução física e financeira, apresentação do pedido de reembolso, apreciação da regularidade da despesa e pagamento da comparticipação comunitária) já foram distribuídos 1,8 milhares de milhões e criados mecanismos de adiantamento até 50% nos sistemas de incentivos, até 30% para centros escolares de parceria municipal e em outros projectos municipais, nomeadamente de requalificação urbana. Os arautos da desgraça não desgraçam o País: registam-se quase 14 mil candidaturas, garantiu-se a componente nacional em 5,1 milhares de milhões, para investimentos totais de 10,6 milhares de milhões de euros. E ainda estamos no início. Pouca coisa, como se vê!
Tanta moleirinha à espera de sal!
____
António Correia de Campos, Professor universitário
sábado, maio 16, 2009
Martelando as estatisticas
E como é que a Madeira conseguiu tal proeza? Fácil. Dá-se umas marteladas nas estatísticas e já está.
A primeira martelada é dada do lado da população activa, que segundo o instituto regional de estatística subiu 2,2% em apenas um trimestre. Sem crescimento do lado da população total e com a emigração a crescer, não sei onde foram buscar este crescimento da população activa.
A segunda martelada foi dada do lado dos desempregados, não contabilizando muitos desempregados que, devido à idade avançada ou devido ao facto de serem desempregados de longa duração perderam a esperança de encontrar trabalho, deixaram de procurar emprego.
Só assim, aumentando artificialmente a população activa e "esquecendo" os desempregados de longa duração ou de idade avançada, é possível chegar aos valores apresentados para a taxa de desemprego de 6,8%.
Será que alguém duvida que a realidade é outra?
A diferença entre os dados estatísticos de desemprego e o número de inscritos nos centros de emprego em Portugal é de apenas 2,2% enquanto que essa diferença na Madeira é de 31%. Os 2,2% podem ser explicados por erros estatísticos de amostragem, mas os 31% da Madeira não. Só a trafulhice e a má fé podem explicar as discrepâncias entre os dados estatísticos de desemprego na Madeira e os números de desempregados inscritos nos centros de emprego.
Visita do PM à Madeira
Quero que os madeirenses sejam considerados pela sua autonomia e pelo seu desenvolvimento, como quero que os nossos governantes sejam responsabilizados pelas opções tomadas.
José Sócrates mostrou que trata a Madeira com a maturidade que esta merece, respeitando a nossa autonomia, sem deixar de ser solidário nas alturas necessárias, mas recusando amparar todos os nossos movimentos.
Tenho a certeza que muita gente, mesmo em lados opostos do espectro politico, pensa como eu, apesar dos discursos políticos serem bem diferentes.
Miopias

A noticia de que o Magalhães poderia causar miopia, foi a última vitória daqueles que continuam amuados por este governo ter elaborado um programa de massificação do acesso às TIC e estar em boa medida a implementá-lo.
Mas como se pode ler na mensagem acima, os problemas associados ao pequeno computador podem ser estendidos a qualquer outro computador e quem sabe aos livros.
O programa Magalhães é uma iniciativa fantástica, que veio recolocar Portugal na média dos indicadores das TIC, nomeadamente no nº de casas com computador e acesso à Internet, em que estávamos muito atrasados relativamente aos nossos parceiros europeus.
Além disso, e se calar ainda mais importante, o Magalhães permite atingir um objectivo que é muito caro aos socialistas, que é a igualdade de oportunidades, permitindo a quem não tinha recursos financeiros para ter acesso a um computador, uma igualdade de acesso a uma ferramenta didáctica como nunca tinha existido antes, e isso deveria merecer reconhecimento de todos, e não a miopia da inveja.
sexta-feira, maio 15, 2009
Portugal: os melhores na adversidade
No entanto, e se tivermos em consideração que somos uma economia pequena e aberta ao exterior, o facto de Portugal ser dos que menos vão sofrer com esta crise é digno de registo.
Esse facto não é alheio a quem dirige neste momento os destinos do País. Com outros e numa altura em que toda a Europa crescia, tínhamos em Portugal o «governo da tanga» e do «não temos dinheiro para nada», querendo colocar os portugueses num estado depressivo sem paralelo.
Os tempos são dificeis, e é nestes tempos que as nossas escolhas são mais importantes.
Vamos escolher quem nos deprime em tempos prósperos ou escolher quem nos anima em tempos difíceis? Será que ainda há duvidas!?
3000 não desempregados
Pobre gente. A julgar-se desgraçada quando afinal estão bem de vida.
Segundo os dados estatísticos, a taxa de desemprego na Madeira no 1T de 2009 foi de 6,8%, o que corresponde a 8500 desempregados.
A existência de 11456 pessoas que se dizem desempregadas, que estão inscritas nos centros de emprego da Madeira, deve significar que há gente que anda a brincar aos desempregados dizendo-se desempregado quando na realidade não está.
Agora um pouco mais a sério. Será normal que quanto mais sobem os inscritos nos centros de emprego na Madeira, maior seja a diferença relativamente aos valores apurados por inquéritos estatísticos? Não me parece. Era importante que o Dr. Carlos Estudante, o responsável pelas estatísticas da Madeira, nos explicasse qual a fonte de tanta diferença.
quarta-feira, maio 13, 2009
A democracia segundo o PSD-M
terça-feira, maio 12, 2009
Leituras obrigatórias
No seu livro "As Revoluções Tecnológicas e o Capital Financeiro" (2002), Pérez tenta mostrar que os ciclos económicos começam afinal com evoluções tecnológicas e a emergência de novas infra-estruturas. Daqui, explica, surgem movimentos especulativos que geram subidas incríveis das acções e do preço das matérias-primas. Isso, por sua vez, desencadeia generosas acumulações de riqueza no mundo financeiro e estimula políticas de laissez-faire, que se tornam norma por Martim Avillez Figueiredo.
Depois o ensaio de Eduardo Catroga, já publicado no Expresso, mas republicado pelo ionline.pt:
Megraprojectos: grito de alerta
segunda-feira, maio 11, 2009
Os prazos de pagamento dos novos investimentos
Mas é bom não esquecer que isso só é verdade quando esse investimento é pago.
Se o estado for rápido a adjudicar as obras mas for lento a pagar, não está com certeza a dar um contributo positivo.
É por isso que a redução dos prazos de pagamento, em tempo de crise, é tão ou mais importante que o investimento.
O contrário, ou seja, o aumento dos prazos de pagamento, implica a exclusão do mercado de muitas empresas que não conseguem suportar os encargos decorrentes dos atrasos ,e consequentemente, o desemprego aumenta.
Em Portugal os prazos estão a diminuir, ainda que timidamente, dando um contributo positivo que numa altura como esta tem de ser mais forte. Já na Madeira os prazos da generalidade das autarquias e do GR está a aumentar. Tirem daqui as vossas conclusões.
P.S. - nem de propósito, vejo agora esta notícia que diz exactamente aquilo que eu penso.
sábado, maio 09, 2009
Jornalista preguiçoso
Acontece que se o jornalista não tivesse sido preguiçoso e fosse ver as contas do município recentemente aprovadas (apenas pelo PSD) em Assembleia Municipal, veria que apesar do programa «pagar a tempo e horas» o Funchal AUMENTOU a sua dívida a fornecedores de 38M€ para 39,5M€, e não diminuiu, como é afirmado.
sexta-feira, maio 08, 2009
Ana Jorge: um bom exemplo

Que diferença.
De um ''ministro-gestor'', da frieza dos números, para uma ''ministra-médica'', que conhece bem o sistema.
Nestes últimos dias tem-se desdobrado em conferências de imprensa tranquilizando a opinião pública, diminuindo o alarmismo primário e ignorante da comunicação social.
Para continuar.
Meias verdades
Então, alguém me consegue explicar porque razão o quinto de incumpridores é, para a comunicação social, mais significante que os 4 quintos cumpridores?
E como era no passado? Não é verdade que os prazos estavam a aumentar e agora estão a diminuir? E porque razão isso não é notícia?
Será que na Madeira, o destaque será dado aos poucos municípios que melhoraram, e bem, os seus prazos de pagamento, e os incumpridores, que são a maioria, serão esquecidos pelos órgãos de comunicação social?
Veremos.
Isto vai meu amigos isto vai.
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.
O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meu amigos isto vai.
(Ary dos Santos)
Prazos médios de pagamento: Municípios da Madeira
Machico - 149 - 465
Santa Cruz - 278 - 307
Funchal - 186 - 289
Ribeira Brava - 26 - 266
São Vicente - 212 - 214
Calheta - 240 - 152
Ponta do Sol - 259 - 139
Porto Moniz - 35 - 124
Porto Santo - 219 - 114
Câmara de Lobos - 41 - 110
Santana - 53 - 54
Vermelho - pior
Verde - melhor
Dados retirados daqui
Os Açores e nós
No centro de Lisboa, bem perto da Avenida da República abrirá, este fim-de-semana, a primeira Loja dos Açores. O espaço concentra um gabinete de apoio ao cidadão, no qual os residentes temporários açorianos em Lisboa poderão, por exemplo, fazer o cartão único, receber informações institucionais do Executivo e das instituições das ilhas, tratar de assuntos como bolsas de estudo, entre muitos outros. Contempla igualmente um balcão de informações do Turismo dos Açores, um espaço net, um bar (cafetaria) com refeições ligeiras e um supermercado onde se podem encontrar quase todos os produtos típicos das ilhas. Tudo isto, repito, no centro de Lisboa, num espaço muito bem decorado (eu diria que extraordinariamente apelativo para um público jovem e urbano). E nós? (...)
Frases que impõem respeito
Brazão de Castro, Secretário Regional dos Recursos Humanos,Programa "Especial Informação" da Antena 1
visto no http://esquerdarevolucionaria.blogspot.com/
Prazos médios de pagamento
É do conhecimento geral que a RAM e o Município do Funchal foram os grandes beneficiários desse primeiro programa de regularização de dívidas.
Esperava-se que com o acesso a esse programa, que tanto a RAM como o Funchal, por um lado baixassem o seu nível de Encargos Assumidos e Não Pagos (EANP), ou seja, dívidas a fornecedores, e por outro que os PMP baixassem consideravelmente.
Infelizmente, nada disso aconteceu. Nem as dívidas a fornecedores diminuíram, nem os PMP baixaram.
No município do Funchal, as dívidas a fornecedores passaram de 38M€ a 31/12/07 para 39,5M€ em 31/12/08, mesmo depois de pagos os 10M€ a fornecedores do programa «Pagar a tempo e horas» de que o Município do Funchal foi beneficiário.
No mesmo período, ou seja, durante o ano de 2008, o PMP do Funchal passou de 186 dias para 289 dias.
É deste modo que a CMF e a RAM colocam sobre os ombros dos pequenos empresários todo o peso da sua má gestão, tornando a travessia desta crise ainda mais pesada do que já é.
Acordem madeirenses.
Fonseca de calculadora na mão, não olha para o próprio umbigo
Deveria, no entanto, ter em consideração que a contabilidade não se pode fazer dessa maneira, uma vez que as nossas opiniões e postagens não se limitam ao ataca um ou ataca outro.
Além disso, se o Miguel olhasse para o próprio umbigo repararia que o seu blogue tem andado tão entretido no bate boca com o Farpas que tem descurado precisamente aquilo que acusa o Farpas de não fazer, ou seja, criticar o PSD-M, ficando muito abaixo da performance do Farpas.
P.S.- a resposta ao post anterior era: Ramalho Eanes, mas parece que o barrete cabe em muito mais gente.
quinta-feira, maio 07, 2009
Quem se mete com o Farpas, leva.
É verdade mas é mentira; é mentira mas é verdade! Percebeu?
O jornalista da RTP-Madeira Luís Miguel França é o nome apontado para encabeçar a lista do Partido Socialista à Câmara Municipal de Santa Cruz. (...). Ver mais aqui.
Versão oficial:
(...) o líder do PS-Madeira desmentiu, para já, estas informações. "Não posso confirmar essa notícia. Neste momento essa notícia não tem fundamento", disse João Carlos Gouveia à rádio DIÁRIO/TSF, acrescentado que "neste momento desminto essa notícia" no DN-M de 7 de Maio de 2009.
''Dar com a língua nos dentes''
Quem resolve esta charada...?
Vamos assistindo, infelizmente, aos mesmos tiros nos pés que vi no passado.
Fora de tempo. Sem medir as consequências...
Para fora de campo.
E o povo?
E as empresas a falir? E o desemprego a aumentar? O crédito mal parado? A justiça que vai de mal a pior? E a Educação que não funciona? E o crime que aumenta? E a violência sobre as crianças? O alcoolismo e a droga que dizimam a nossa juventude? A falta de esperança que se instalou?
O que nos falta é mais políticos no desemprego!
quarta-feira, maio 06, 2009
Financimento partidário: jantares, festas e donativos
Os valores limites para os, erradamente designados, donativos em dinheiro eram absurdamente baixos. 22.000€ é um valor baixíssimo tendo em conta a dimensão dos partidos, alguns são organizações com dezenas de milhar de militantes.
Dou como exemplo os jantares/convívios em que as despesas são partilhadas pelos partidos e por cada um seus militantes/simpatizantes que neles participam. Não são precisos muitos jantares para que o limite seja atingido rapidamente, e é notória que a grande maioria desses contributos é feito em dinheiro vivo.
Por isso, concordo com o alargamento desse limite de receitas em dinheiro vivo para um valor mais ajustado com esta realidade.
No entanto considero importante que a entidade fiscalizadora das contas dos partidos possa, por um lado ter mais meios e por outro possa exigir aos partidos meios para poder fiscalizar estas iniciativas, evitando que num jantar/convívio com 1000 militantes se declare injustificadamente uma receita muito acima do que seria aceitável com tal iniciativa.
A inocência de Dias Loureiro
Não é admissível que um conselheiro de estado minta descaradamente numa comissão parlamentar de inquérito, e Dias Loureiro não tem feito outra coisa.
Se houvesse um pingo de dignidade quer em Dias Loureiro quer em Cavaco, tudo já se teria resolvido, mas pelos vistos Cavaco não pretende que Dias Loureiro perca a imunidade de conselheiro de estado e vá fazer companhia a Oliveira e Costa.
terça-feira, maio 05, 2009
Rangel vai à oral e chumba
P.S. - não havia necessidade do Ministro da Economia dar uma resposta "à bronco".
A vida é uma festa
Pois é. Fiquei agora a saber que esse passeio custou a módica quantia de 14.486,33€.
Quase 14.500€ para o secretário ir à Austrália fazer não se sabe bem o quê. Ausentou-se numa altura de crise e ainda por cima esbanja o dinheiro que tanta falta fará cá por casa.
Mais. A estes valores deve adicionar-se as respectivas ajudas de custo, etc., etc, etc.
Tem a certeza que quer que esta gente continue a tomar conta do seu dinheiro?
Eu tenho a certeza que não.
Tribunal Público e a moderna Inquisição
Todo este processo é um pequeno manual da nova Inquisição, ou dos fazedores de modernos Tribunais Públicos. Primeiro lança-se a carta ou a denúncia anónima e depois contacta-se os jornalistas e inverte-se o ónus da prova. É à vítima da calúnia que cabe provar a sua inocência. Depois é ir alimentando a chama e deixar que a vítima da calúnia vá ardendo em lume brando.
Cardoso foi condenado por ser um caluniador. E as suas declarações de hoje ao Diário demonstram que foi bem condenado.
segunda-feira, maio 04, 2009
Também tu, Brutus!?
O inverso também é verdade, ou seja, quanto mais fraco se supõe o líder, maior será o número de pessoas que se sentirão com capacidade de o confrontar e vencer.
É nesta perspectiva, que tem a ver com o bom senso e com a normal confrontação no tabuleiro político, que vejo surgir como cogumelos aqueles que se propõem suplantar o actual presidente do PS-M, ou pelo menos consideram ser capazes de apresentar um melhor conjunto de orientações programáticas.
Para já, temos o Duarte Gouveia, Maximiano Martins e Miguel Fonseca a apresentar-se a jogo, para além do incumbente JCG.
A missa ainda vai no adro e outros desafiadores poderão surgir, alguns mesmo dentro da própria direcção.
As eleições europeias e os seus resultados terão aqui um papel de charneira. Um bom resultado afastará os desafiadores, o contrário fará surgir novos.
A política é apenas um jogo onde todos tentam ganhar o máximo possível. Todos. Desde os líderes, os candidatos a líderes, e aqueles que elegem os líderes.
O bloco central faz mal à democracia
A mera possibilidade de que, independentemente do sentido de voto, os governantes serão os mesmos, variando apenas a mistura do partido A e partido B, leva ao total descrédito no sistema democrático que temos.
Admito coligações pré e pós eleitorais, mas nunca entre os dois maiores partidos do espectro político português.
Mais fácil seria se o nosso sistema político facilitasse as maiorias (absolutas), dando como contrapartida mais possibilidades de fiscalização da acção governativa.
Não está fácil II
Estes dados são preocupantes e devemos estar preparados para tempos muito dificeis.
Destaco no entanto que comparativamente à zona euro, o desempenho de Portugal está ligeiramente acima da média.
O défice da zona euro foi em 2008 de 2,3% do PIB e as previsões apontam para um aumento em 2009 de 5,25% do PIB, enquanto que Portugal passou de 2,9% para os previsíveis 6,5%, sendo este o único indicador onde Portugal fica pior comparativamente à média. Para 2010 a Comissão Europeia prevê um défice de 7% na Zona Euro e de 6,7% para Portugal.
Já relativamente à contracção da economia, a previsão da comissão europeia é que para a Zona Euro esta se situe nos -4%, ou seja, um pouco pior que o valor esperado de -3,7% para Portugal.
Também em relação ao desemprego, e sendo inegável que a situação será difícil para muita gente, a situação em Portugal (9,1%) será um pouco menos grave que na Zona Euro onde a previsão indica que o desemprego chegará aos incríveis 9,9% em 2009 e 11,5% em 2010.
Temos assistido continuamente nos últimos tempos a uma degradação da situação económica e a uma constante revisão em baixa de todos os indicadores. Ninguém sabe quando esta crise finalmente passará, mas uma coisa é certa, não é com lamurias e braços cruzados que a situação se alterará.
Não está fácil
all Member States
to worsen in all euro-area Member States but
Malta, where the deficit is projected to fall by 1pp.
While Ireland is experiencing a particularly sharp
deterioration of its government balance, mirroring
the strong impact of the economic downturn on the
country's government finances, a further nine
Member States (Austria, Belgium, Finland, France,
Germany, Luxembourg, the Netherlands, Spain
and Slovenia) are projected to see their budget
deficit worsen by more than 3 pps. in 2009. As
mentioned above, in most cases this deterioration
also reflects the adoption of sizeable fiscal
stimulus measures in line with the EERP. The
budget deficit is projected to breach the 3%-of-
GDP reference value in thirteen euro-area Member
States in 2009 (Belgium, Germany, Greece, Spain,
France, Ireland, Italy, Malta, the Netherlands,
Austria, Portugal, Slovenia and Slovakia).
In 2010, budgetary positions are projected to
worsen further in a majority of Member States,
though less severely. In Finland and Luxembourg,
this will push the deficit close to the 3%-of-GDP
reference value. In Ireland, the deficit is projected
to reach 15½ % of GDP (based on the customary
no-policy-change assumption). In Malta, the
deficit is projected to edge down somewhat, but to
remain above 3% of GDP.
in Previsões de Primavera da Comissão Europeia
sexta-feira, maio 01, 2009
Sondagem europeias
Agressão a Vital Moreira
Passados 20 anos ainda não perceberam porque um Homem como Vital Moreira não se identificava com aquele bando de bandoleiros inimigos de todas as liberdades.
P.S. - isto das generalizações é como pescar com rede de malha pequena, apanham os que merecem e os outros. Sei que muitos militantes do PCP não se revêm na violência, mas o facto de alguns dirigentes não se demarcarem nem condenarem a agressão sofrida por Vital Moreira, e outros acharem que só o facto de ali estar já era razão suficiente para apanhar umas solhas, não abona nada a favor dos que se dizem lutadores pela liberdade.
Dia do trabalhador
1. É imperioso reforçar a protecção dos trabalhadores, e não dos postos de trabalho.
2. Subsídios para um subsídio mais bem empregado.




