segunda-feira, dezembro 01, 2008

A mentira como estratégia política

Na entrevista concedida à RDP-Madeira, hoje, domingo, 30 de Novembro de 2008, o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Dr. Miguel Mendonça, comentando a não eleição do deputado do PS, Bernardo Martins, para Vice-Presidente deste órgão, disse que “também, na Assembleia da República, o candidato do CDS, Krus Abecassis, foi a votos, quatro vezes e nunca foi eleito Vice-Presidente do Parlamento nacional” É falso.

Do mesmo modo, falou Filipe Malheiro, Chefe de Gabinete do Presidente da Assembleia, quando no seu blogue “Ultraperiferias”, em 30 Agosto deste ano, sentenciou que “Krus Abecassis nunca chegou a ser eleito Vice-Presidente” da Assembleia da República. Não é verdade.

Na mesma linha, se pronunciou o PSD/Madeira, num comunicado em Madeira, em 15 de Novembro deste ano. É mentira.



Fui pesquisar e publico extracto do Diário da Assembleia do dia da eleição




DIÁRIO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

VII LEGISLATURA 4.ª SESSÃO LEGISLATIVA (1998-1999)
REUNIÃO PLENÁRIA DE 19 DE NOVEMBRO DE 1998

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O Sr. Presidente (António de Almeida Santos)

Srs. Deputados, tenho o prazer de vos anunciar que o resultado da eleição para Vice-Presidente da Mesa da Assembleia da República a que se procedeu foi de 193 votantes, tendo o candidato proposto pelo CDS-PP, Nuno Abecasis, recebido 132 votos «sim» e 42 votos «não». Houve ainda 9 abstenções e 10 votos brancos.

Parabéns, Sr. Deputado Nuno Abecasis.

Aplausos gerais.

Aliás, Sr. Vice-Presidente Nuno Abecasis.
Um grande abraço, meu querido amigo.

Via Réplica e Contra-Réplica e A Cagarra

sexta-feira, novembro 28, 2008

Mitos urbanos

Antes de Maria de Lurdes Rodrigues os professores eram profissionais altamente motivados, os alunos aprendiam mais e tinham melhores resultados, não havia intrigas entre professores e a avaliação dos docentes contribuia para uma melhoria significativa da qualidade do ensino.

Se os alunos não tinham sucesso, a culpa seria com certeza da má qualidade das instalações, dos manuais desadequados, dos programas extensos e inevitávelmente das condições sociais onde a escola estava inserida.

As escolas privadas só tem melhores resultados porque os alunos pagam 500€ por mês.

Só é pena que todos estes mitos tenham pés de barro.
Antes de Maria de Lurdes Rodrigues os professores sempre tiveram razões para estar desmotivados, desde os baixos salários, ao excesso de trabalho, o terem que tirar férias quando os meninos tiram férias, ou seja, uma carga de trabalhos.

É verdade que muitas das instalações escolares eram miseráveis, mas também é verdade que nunca ninguem tinha feito uma efectiva reorganizaão do parque escolar. Havia escolas com pouquissimos alunos que se iam mantendo apenas por falta de coragem politica e por inércia.
Além disso ia demasiado dinheiro para os recursos humanos, pagando alguns professores mediocres como se fossem excelentes, e retirando dinheiro necessário para materiais e instalações.

E por fim, é bom que os portugueses saibam que cada aluno da escola pública custa em média 562€, ou seja, quase o mesmo que a escola que ficou em 1º do ranking.

Carta aberta de Emanuel Bento a Luis Filipe Malheiro

CARTA A UM BLOGUISTA DA TRETA

Meu Caro Filipe Malheiro (ou devo dizer Chefe de Gabinete do Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira?!),

Começo a ficar deveras farto de si e da sua falsidade e maledicência:

Já lho disse antes por mail, mal havia regressado à ilha, por causa de uns posts que você escreveu sobre mim, que não escrevo nada, seja o que for, a coberto do anonimato. Mas, você ou é estúpido ou faz-se, e se é esta a situação, pior ainda, pois, faz-se estúpido de propósito para atingir outros através de mim. Não sou autor de blog algum neste momento.

Já nessa altura, você covardemente tentou ligar-me ao www.opravdailheu.blogs.sapo.pt e tive que lhe enviar por mail os comentários, identificados, que fiz nesse blog a ameçar com uma queixa-crime, independentemente de quem seja o autor, caso insistissem em insinuar que nele colaborava. Essas tentativas desse blog em insinuar que fulano, beltrano e sicrano, colaboram no supracitado blog são (e continuam a ser) recorrentes, mas nunca vi, a bem ou a mal, você preocupar-se com isso. E só por isto, já se percebe a sua (falta de) ética...

Muito antes de você sequer sonhar com a blogosfera, andava lá eu - durante 3 anos - e nunca deixei de assinar o que publicava com o meu nome. Todavia, desde que fui para Lisboa, em Novembro de 2006, que deixei de escrever em blogs como autor, recorrendo, agora, a comentários em que assino com o meu nome quando a necessidade assim obriga e mesmo isto somente após ter regressado. E, basta andar na blogosfera dita "regional", para verificar que é assim como digo e não como você falsamente insinua que é. Tanto assim é como lhe digo, que foram publicados, a meu pedido alguns comentários como posts no www.acagarra.blogspot.com no rescaldo daqueles episódios da Assembleia Legislativa e também antes por causa do Teleférico do Rabaçal.

Ora, se fosse (eu) o autor do www.politicapuraedura.blogspot.com, não precisaria de andar a pedir a quem quer que fosse que publicasse comentários meus como posts; pura e simplesmente, usaria o blog que você acusa ser da minha autoria. Ademais, basta estar atento à forma como se escreve nesse ou noutros blogs, para verificar que não sou eu o autor. "Graças a Deus", ainda sei escrever e tenho um estilo muito próprio de o fazer, o que já não se pode dizer de si, que escreve mal e porcamente - valha-nos os copy/paste que vai fazendo; se fosse a si, apostava ainda muito mais nessa técnica...

Para escrever sobre Política e os atrasados mentais que infestam esta ilha, basta-me a minha colaboração no Garajau. Ainda não há muito tempo escrevi uma "peça" sobre o seu blog e as recorrentes picardias com o www.apontamentossemnome.blogspot.com (do deputado do PS-M Carlos Pereira), que assinei com o meu nome, embora constasse de uma secção em que os textos, por norma, não são assinados (no Garajau a regra costuma ser assinar apenas artigos de opinião e editoriais), justamente para você saber quem tinha sido o autor e não começar com as habituais referências à sua família em que mais parece uma "sopeira" a padecer do útero - se não sabe, o que quero dizer com isto, Freud explica. E se precisar, de boa vontade empresto-lhe um dos meus 5.000 livros, a ver se percebe.

Já há tempos, debalde ter escrito que não mais usaria o meu nome em vão, você voltou a fazê-lo. Aliás, deve padecer de alguma enfermidade (psíquica) ou deformação de carácter, porque é useiro e vezeiro nessas promessas. Ora encerra definitivamente o blog, ora nunca mais fala deste ou daquele, ora isto, ora aquilo. Recomendo-lhe, portanto, a leitura de Heidegger e o conceito de "Angst", talvez o ajude, quem sabe?!... Ou, então, alguma forma de psicoterapia. O "psicodrama" pode ser-lhe útil. Eu cá não tenho problemas em afirmar, publicamente, que já fiz psicoterapia e gostei!

Como nunca tem a frontalidade de chamar os burros pelos nomes, nessa ocasião voltou às suas insinuações dizendo-me funcionário partidário. Meu Caro, funcionário partidário foi você, que durante anos e anos, exerceu as funções de secretário-geral adjunto do PSD-M. Não sou recenseado sequer nem tenciono nunca ser e não trabalho para o PND, apesar de não ter qualquer problema em reconhecer que, no que for preciso, o dito grupo do PND tem a minha solidariedade e contribuição no combate a este regime podre que o sustenta a si e tantos outros.

Colaboro com o Garajau já há uns bons anos. Colaboração que continuei em Lisboa, quando assinava os meus artigos de opinião primeiro como "Salsicha Izidoro" e depois como "Bruna dos Prazeres", como lhe disse, por mail, aquando das suas primeiras referências sobre mim e se alguns dos artigos que escrevi mesmo com esses pseudónimos desse origem a um qualquer processo em Tribunal, seria eu, Emanuel Bento, e mais ninguém a assumir as consequências do que escrevo, como sempre o fiz.

Que fique, pois, bem claro, após este texto, que não sou eu quem escreve o www.politicapuraedura.blogspot.com e que se alguma vez voltar à blogosfera de forma activa e permanente não será para escrever sobre Política.

E já agora, para finalizar: arranje uma vida. (censurado) deixe-se de falsas afirmações e insinuações no que a mim toca.

EMANUEL BENTO

Alunos querem novo estatuto

Os alunos consideram que a separação da escola em duas classes, alunos e professores, não se justifica e já fizeram chegar ao governo as suas reivindicações.
Além disso, as associações representantes do alunos discordam completamente do modelo de avaliação e preparam-se para apresentar um modelo mais simples, baseado na elaboração de uma ficha de auto-avaliação que depois será analisada pelos colegas, se lhes apetecer, claro.
Os alunos consideram que o modelo de avaliação proposto é o que garante uma maior harmonia dentro das escolas e é muito menos burocrático que o que está actualmente em vigor, em que é preciso fazer vários exames por disciplina durante o ano.
Muitos dos alunos contactados afirmam que estão na escola para aprender e não para perder tempo com burocracias e avaliações que só lhes retira tempo do essencial.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Cartão Municipal de Familia Numerosa do Funchal

Foi ontem aprovado em Assembleia Municipal o Regulamento do Cartão Municipal de Família Numerosa, que visa conceder alguns benefícios a estas famílias.
Esta proposta partiu de uma iniciativa do Vereador do CDS, Dr. Ricardo Vieira, e contou com o apoio unânime aquando da sua apresentação em reunião de Câmara.
Apesar de concordar com a ideia que está por trás da proposta, o PS em particular e os partidos da esquerda em geral, colocaram alguns reparos que não foram tidos em conta e como tal não foram aprovados.
Em primeiro lugar a esquerda na Assembleia Municipal do Funchal contestou a definição de família numerosa do dito regulamento, uma vez que esta apenas inclui os cônjuges e 3 filhos dependentes, deixando de fora as famílias com menos filhos dependentes mas com idosos dependentes. Numa altura em que se tenta manter os idosos em casa junto das suas famílias em vez de os institucionalizar, não compreendemos esta posição de recusa do PSD em alargar o conceito de família numerosa.
Por outro lado não está subjacente aos benefícios dados pelo cartão municipal de família numerosa o facto de os beneficiários necessitarem de facto dessa ajuda.
Na verdade o cartão abrange todas as famílias numerosas, quer estas tenham poucos rendimentos, quer este tenham elevados rendimentos, quer este usem os benefícios para necessidades básicas, quer usem os benefícios para encher as piscinas.
Foi por isso que o grupo do PS na Assembleia Municipal do Funchal propôs que o cartão de família numerosa fosse dado apenas às famílias com um rendimento inferior a 50% do RMN por elemento da família, valor que foi contestado pelo BE por o considerar um rendimento demasiado baixo. Admitimos que sim, o valor de 50% do RMN por elemento é baixo, mas é esse valor que é habitualmente usado como referência para os benefícios sociais.
Resumindo, consideramos que a proposta do cartão de família numerosa seria muito mais justo se por um lado pudesse alargar o conceito de família numerosa aos ascendentes dependentes e por outro lado pudesse beneficiar quem realmente precisa.

Quem nos acode?

Se não fosse o governo da república a baixar o IRS, a baixar as taxas máximas de IMI e a aumentar os prazos de isenção de IMI os madeirenses bem podiam ficar sentados à espera da ajuda do PSD que não veriam uma única medida que os ajudasse a atravessar este período conturbado.
Para nós madeirenses o pior está para vir a partir de 2011.
Só nessa altura sentiremos o peso dos empréstimos, concessões, avales e todo o género de engenharias financeiras que têm sido usadas pelo PSD-M.
Quem assim governa, não governa com responsabilidade nem a pensar no seu povo. Governa a pensar em si e em manter o poder a todo o custo.

A dupla face do PSD-M

A maioria do PSD na Assembleia Municipal do Funchal trava duras batalhas com os partidos da oposição. E, no entanto, não deixam de ser cordiais, respeitarem os adversários e honrarem os acordos de cavalheiros.

Como disse um dia o Gonçalo no seu blog, há de facto mais do que um PSD-Madeira.

Prazos médios de pagamentos da autarquias madeirenses

Calheta - 702
Santa Cruz - 546
Machico - 308
Funchal - 239
São Vicente - 232
Porto Santo - 220
Ponta do Sol - 195
Câmara de Lobos - 153
Porto Moniz - 126

PMP apurado em 30/06/2008 fonte dgaa

Comissão de Proteção de Crianças e Jovens do Funchal

É com orgulho que anuncio que o nosso camarada de blogue, o Dr. Paulo Barata, foi eleito pela Assembleia Municipal do Funchal, como membro da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Funchal.
Estou certo que a sua experiência e empenho serão uma mais valia na ajuda às crianças e jovens em risco do nosso município.
Boa sorte e bom trabalho.

Propostas do PS na Assembleia Municipal do Funchal relativas ao Imposto Municipal sobre Imóveis

1.-

Em sede de proposta de orçamento de estado para 2009 foram aprovadas medidas fiscais anti-cíclicas com vista a minorar o impacto nas famílias dos custos crescentes com habitação.

Neste âmbito foram reduzidas as taxas máximas de IMI para 0,7% (antes 0,8%) do valor tributável do imóvel aplicado a prédios urbanos não avaliados, e para um limite de 0,4% (antes 0,5%) para prédios urbanos avaliados segundo o CIMI.

Além disso tem-se verificado, ano após ano, um crescimento generoso das receitas da CMF provenientes do IMI, que se prevê venha a ter um crescimento ainda maior face a uma onda de finalização de períodos de isenção deste imposto municipal.

Por fim, é reconhecido pela generalidade dos intervenientes que a avaliação patrimonial dos imóveis no Funchal está inflacionada, levando a um acréscimo do IMI pago pelos proprietários, uma vez que este imposto é calculado com base no valor patrimonial do imóvel, agravado pela situação da sobre-avaliação dos imóveis levar a períodos de isenção de imposto inferiores ao que seria devido se a avaliação patrimonial fosse a correcta.

Tendo em consideração as premissas antes expostas, o grupo municipal do Partido Socialista apresenta a seguinte propostas:

- Redução das taxas de IMI para prédios urbanos não avaliados e avaliados de 0,7% e 0,35% para 0,6% e 0,3% respectivamente.

2.-

Tendo em consideração que existem no concelho do Funchal inúmeros prédios urbanos degradados e devolutos e, considerando que as taxas de IMI, em parte, são factores de inibição para a reabilitação e recuperação deste património, propõe o grupo municipal do Partido Socialista:

- Levantamento dos prédios urbanos devolutos, degradados e em ruína.

- Minorar em 30% a taxa de IMI para os prédios urbanos avaliados enquanto “degradados e/ou devolutos” que tenham apresentado junto do serviços competentes da CMF um projecto de reabilitação, desde que as obras decorram durante o ano de 2009.


3.-

Tendo em vista um quadro de combate e prevenção de incêndios florestais, incêndios estes que podem oferecer sérios riscos à segurança e integridade da população e dos seus bens, designadamente as suas habitações, vem o grupo municipal do Partido Socialista propor ao abrigo do artigo 112.º do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 287/2003:

- Efectuar o levantamento dos prédios rústicos com área florestal em situação de abandono.

- Majoração para o dobro da taxa aplicável aos prédios rústicos com área florestal em situação de abandono (conforme definido na Lei n.º 21/2006), não podendo da referida majoração resultar uma colecta de imposto inferior a 20€ por cada prédio abrangido.

Todas estas propostas foram chumbadas pela maioria, mesmo aquelas em que mostraram concordância.

P.S. - Ao contrário do que foi noticiado hoje na TSF Madeira o PS não propôs a aplicação do imposto de derrama. Um pouco de rigor não fica mal.

quarta-feira, novembro 26, 2008

De ''iniciativa particular''

O PS apresentou hoje na Assembleia Municipal do Funchal quatro propostas. Foram todas de ''iniciativa particular''...

BPN tem ligações a deputados do PSD da Madeira

26.11.2008 - 08h47 Tolentino de Nóbrega
O Grupo Banco Português de Negócios tem ligações a deputados do PSD-Madeira na Assembleia Regional. Tranquada Gomes, membro da direcção do grupo parlamentar do PSD-Madeira, é o advogado na região de Abdool Vakil, presidente do Banco Efisa, incluído no grupo BPN. Além disso, o Efisa tem "representação permanente" da sua sucursal financeira no "off-shore" na Madeira no escritório que esse advogado mantém com Coito Pita, outro deputado do PSD na Assembleia Regional.


Estes dois deputados são membros da direcção do grupo parlamentar regional. Coito Pita é presidente da 1.ª comissão (Política Geral) e demitiu-se recentemente de vice da bancada, aquando do episódio com o deputado do PND. Tranquada Gomes é presidente da comissão de Regimento e Mandatos.

Contactado pelo PÚBLICO, Coito Pita afirmou que apenas disponibilizou "espaço arrendado do escritório para a sucursal financeira" do Banco Efisa e confirmou que Tranquada "é que é o advogado de Abdool Vakil para os negócios na região".

A escritura de criação da representação permanente do Banco Efisa SA (Sucursal Financeira Exterior), matriculada a 12 de Novembro de 2003 na Conservatória Privativa da Zona Franca da Madeira, indica como "local de representação" a sede daquela sociedade de advogados madeirenses que, por não estarem sujeitos ao regime nacional de incompatibilidades e impedimentos dos deputados, podem fazer negócios e prestar serviços ao Governo Regional em simultâneo.

O Banco Efisa, sem qualquer balcão no Funchal, tem sido contratado pelo Governo Regional da Madeira para montar e liderar operações de financiamento para empresas regionais de capitais públicos. Sem concurso público, aquela instituição do grupo BPN foi escolhida para concretizar a emissão de cinco empréstimos obrigacionistas, no montante total de 190 milhões de euros, para financiamento de quatro sociedades de desenvolvimento e uma de parques empresariais, criadas para contornar a norma de endividamento zero das regiões autónomas.

A operação foi decidida pelo conselho de governo no dia 3 de Outubro de 2002, quase um ano antes de Alberto João Jardim presidir à inauguração da primeira agência do BPN na Madeira, na presença do então presidente da instituição José Oliveira Costa.

Além destes empréstimos, a Madeira contratualizou, através das sociedades de desenvolvimento regionais, outras cinco operações de financiamento no valor global de 125 milhões de euros, negociados com os bancos Efisa e OPI, pelo período de 25 anos, conforme consta das deliberações aprovadas pelo governo no plenário de 18 de Outubro do ano passado. Impedida de aumentar o seu endividamento líquido, a região já efectuou quatro empréstimos, num total de 515 milhões de euros, com recurso a estas sociedades, todos com um período de carência de capital de oito anos e um reembolso nos 10 anos subsequentes, o que significa que a Madeira só começará a amortizar estas dívidas depois de 2011, ano em que Jardim termina o mandato e tenciona abandonar o governo.

Várias operações

Entre várias outras operações, em 2005 o BPN efectuou também a reestruturação do passivo bancário da Empresa de Electricidade da Madeira, sociedade de capitais públicos totalmente detidos pela região, com um financiamento de 220 milhões de euros. Adicionalmente, ajudou a empresa a classificar o risco da sua dívida.

O Banco Efisa actuou também como organizador do financiamento à sociedade APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, com aval do Governo Regional, no valor de 63 milhões de euros. Também "viu renovados os mandatos de acompanhamento das concessões Scut Vialitoral e Via Expresso, enquanto assessor financeiro do Governo Regional da Madeira", como se lê no relatório e contas da instituição.

O Centro Internacional de Negócios da Madeira foi uma das praças off-shore utilizadas pelo grupo SLN/BPN, entre Janeiro de 2007 e Abril de 2008, antes da demissão de Oliveira Costa, para enviar 30 milhões de euros para o Brasil.

in Público

Homens do BPN financiaram campanha de Cavaco

Apesar de todos os órgãos de comunicação social terem acesso aos documentos depositados no tribunal constitucional, sobre o financiamento das campanhas presidenciais, e de o assunto estar na ordem do dia, apenas o 24 horas fez noticia com o financiamento dos homens do BPN para a campana de Cavaco.
Segundo notícia do 24 horas foram cerca de 100.000 € que Oliveira e costa, Joaquim Coimbra, Abdool Vakil entre outros deram para a campanha de Cavaco.
Cada vez mais percebe-se o incomodo de Cavaco com este caso. Alem de ter muitos nomes da sua confiança envolvidos sabe-se agora sem margem de dúvida que foi com o apoio destes homens que Cavaco chegou a presidente.

Mais uma vergonha na ALM

No tempo do futebol e das jantaradas já Jaime Ramos era mal educado.

terça-feira, novembro 25, 2008

ORAM 2009 pouco sério

O que dizer de um orçamento regional que coloca como investimento a realizar, obras que já estão concluidas e deixa de fora promessas eleitorais de longa data?
É um orçamento sério, não é?

Gato escondido com rabo de fora

O Governo Regional do PSD tudo tem feito para esconder o ORAM 2009 dos madeirenses.
Não querem que se perceba que o acento tónico deste orçamento é a inercia. Nada neste orçamento indica que o governo regional percebeu que a economia madeirense está em crise e que é preciso dar os estímulos correctos para resolver os problemas do desemprego, das falências das empresas, no fundo dar estímulos que combatam a falta de alternativas que nos é apresentada neste momento.
Este orçamento regional é um passo no sentido errado, tendo em conta que corta em tudo menos naquilo em que sempre apostou, ou seja, nas infraestrutura (nas essenciais, mas também nas que são redundantes e supérfluas).
Os madeirenses já voltaram a emigrar. Dentro em pouco veremos também a fuga generalizada de empresas, tendo à cabeça aquelas que sempre ganharam com este regime, mas que agora irão apostar em outros mercados e em outras economias.

Os números do nosso desemprego III

Não é claro para algumas pessoas que existem duas fontes de dados para os números relativos as desemprego, sendo estas: os números de inscritos nos centros de emprego e os inquéritos estatísticos.
Para bem do rigor, quando se querem comparar evoluções não se devem comparar os dados de uma fonte com os dados de outra fonte, mas antes comparar a evolução independente de cada uma das fontes.
Os dados dos centros de emprego mostram quantas pessoas estão à procura de emprego. Não mostrando a relação entre o número de desempregados e o total da população activa, e consequentemente não mostrando a taxa de desemprego.
Por outro lado, os dados estatísticos sobre o desemprego, conjugam alguns dados estatísticos com sejam a evolução demográfica da população com dados de inquéritos estatísticos recolhidos a cada mês sobre o desemprego.
É neste último ponto que reside parte da diferença entre os dados dos centros de emprego e os dados estatísticos, uma vez que para os dados estatísticos não são contabilizados como desempregados pessoas que nos últimos 15 dias não procuraram activamente trabalho.
Em alturas de crise, a desmotivação é maior, levando a que haja um maior número de pessoas que por não acreditarem que vão arranjar trabalho simplesmente não tentam. Será certamente o caso de muitos desempregados de longa duração e com mais de 50 anos que pura e simplesmente desistem de procurar trabalho, fazendo parte dos dados dos inscritos nos centros de emprego mas não fazendo parte das estatísticas de desemprego.

Outra questão que não é desprezável é a emigração.
Em alturas de fraco crescimento económico e aumento do desemprego existe um claro aumento da emigração, contrariando as previsões estatísticas que indicam que a população esta a crescer.

Resumindo. Podemos afirmar com clareza que na Madeira e com base nos dados dos centros de emprego, que o número de desempregados inscritos e à procura de emprego está a subir.
Quanto aos dados estatísticos, e tendo como base um aumento visível da emigração podemos afirmar que a população activa não estará a crescer tanto como é indicado pelo modelo de previsão de crescimento da população e por outro lado existe um número crescente de desempregados que desistiram de procurar emprego levando a que a taxa de desemprego (população activa/desempregados) na Madeira seja superior ao anunciado, resultado de a população activa estar sobre dimensionada e do número de desempregados estar sob dimensionada.

Premiar o mérito

É consensual entre os professores que o processo de avaliação, tal como tinha sido inicialmente proposto e mesmo agora depois das simplificações, é trabalhoso e consome muito do tempo dos intervenientes.
É por isso com estranheza que vejo a reacção de alguns professores relativamente àqueles que se esforçaram por implementar o sistema de avaliação tal como estava proposto, numa demonstração inequívoca de desprezo pelo trabalho e mérito dos outros.
Não se ouviu da boca de um professor ou sindicato uma palavra de admiração pelo enorme esforço despendido.
Antes pelo contrário. A escola de Beiriz na Póvoa do Varzim foi acusada pelas outras escolas (leia-se pelos professores das outras escolas) de ser fura-greve (???).
Não deveriam as escolas tentar perceber como foi implementada a avaliação docente na E,B23 de Beiriz? Como simplificaram os processos? Como lidaram com a burocracia? Que trabalho têm agora, depois da fase inicial de implementação do modelo de avaliação?

Que raio de cultura andam os professores a ensinar nas nossas escolas?
Não é esta a ideia que eu tenho dos professores, mas cada vez mais são precisos sinais claros da classe docente para demonstrar que a maioria dos professores não se revê na mediocridade e na inveja, e que os valores transmitidos aos alunos são os valores do: trabalho, mérito e solidariedade.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Porque sou contra o cheque-ensino.

Com o aumento da conflitualidade entre a classe docente e o ministério da educação, por questões que se devem essencialmente com remunerações e carreira, são cada vez mais audíveis os argumentos a favor do cheque-ensino que transferiria para a direcção da escola ou agrupamento de escolas a responsabilidade da contratação do quadro de professores, cabendo apenas ao estado o financiamento da escola baseado numa avaliação da escola e do número de alunos.
Segundo os defensores do modelo do cheque-ensino a concorrência faria com que as próprias escolas procurassem uma melhoria continua, de modo a captar mais alunos e por essa via captar mais fundos.
Em meu entender o problema está precisamente no facto de nos sítios onde neste momento os resultados escolares são piores, nomeadamente no interior e fora das grandes cidades, existirem menos escolas e menos potencial de concorrência entre escolas, levando a que o modelo de cheque-ensino agravasse ainda mais as desigualdades existentes entre escolas do interior e as escolas dos grandes centros urbanos.
Por outro lado coloca-se a questão da escolha da escola reflectir-se na escolha dos alunos, ou seja, se os alunos puderem escolher a melhor escola, isso tem como implicação directa que se houver numa escola maior procura que oferta, esta também poderá escolher os melhores alunos, aumentando mais uma vez as desigualdades, desta vez entre bons e maus alunos.

Na Madeira e exceptuando o Funchal, não existe nenhum concelho com mais de uma escola secundária. Pergunto: que concorrência é que pode existir nestas condições?
Não servirá o modelo do cheque-ensino apenas para desresponsabilizar os governantes?

Não contem comigo para defender esta dama.

Professores são um empecilho para a FENPROF

A FENPROF irá entregar (só agora) ao ministério da educação uma proposta de modelo de avaliação.
No entanto, e não fosse dar-se a situação dos professores e os outros sindicatos aceitarem algumas das medidas de simplificação proposta pelo governo, a FENPROF vai apresentar a proposta de modelo de avaliação sem consultar os professores e sem a concordância dos outros sindicatos.
Mário Nogueira usa os professores como peões no seu jogo de acesso à liderança da CGTP, e não admite que estes (ou os interesses destes) se metam no seu caminho.
Se ainda havia dúvidas que o que estava em causa era o ressabiamento existente entre o PCP e o PS que lhe retira o eleitorado de esquerda, todas elas se dissiparam.