Na verdade o calculo do IRS é um pouco mais complicado. De modo a evitar saltos entre patamares, o cálculo é feito usando a média do patamar imediatamente inferior aplicado ao valor mais alto desse patamar mais a taxa do patamar correspondente aplicado ao remanescente entre o rendimento actual e o limite superior do patamar imediatamente inferior.
Relembro que tudo isto é feito com o objectivo da equidade social, isto é, quem recebe mais paga uma taxa superior.
Este sistema além de ser complicado de implementar e fiscalizar acaba por distorcer o mercado, condicionando a actividade dos trabalhadores, levando estes a inibir-se de realizar o declarar o trabalho de modo a não ver o Estado a ficar com quase todo o rendimento do seu trabalho extra.
No entanto existem alguns sistemas que atingindo o mesmo objectivo da equidade implentam-no de uma maneira muito mais simples e não distorcendo o mercado.
Um desses sistemas consiste em usar uma taxa única de IRS para todos os trabalhadores, independentemente do seu rendimento acompanhado de uma subvenção igual para todos os trabalhadores.
Deste modo um trabalhador com baixos rendimentos receberá tanto da subvenção como o que pagou de imposto, significando que na prática a sua taxa de IRS é mais baixa.
Para um trabalhador com elevados rendimentos, a subvenção é muito inferior ao valor que pagou de imposto, significando na prática que paga um IRS mais alto.
Uma das maiores vantagens deste sistema é o facto de toda a gente a todo o momento saber qual a sua taxa e a sua subvenção, ao contrário do sistema actual em que pouca gente sabe em que escalão está. Nos países onde este sistema tem sido implementado, tem-se verificado um aumento consideraval de produtividade e diminuição de fuga aos impostos.
Uma das desvantagens deste sistema é que a classe média acaba por pagar mais impostos do que paga neste momento. No entanto o sistema actual incentiva os trabalhadores a ficarem "presos" ao seu patamar.
No gráfico anteiror podemos ver uma comparação entre o sistema actual e o sistema de taxa única, com um IRS de 30% e uma subvenção anual de 1180€. No eixos vertical temos a taxa efectiva de IRS e no eixo vertical temos o rendimento anual.
Note-se que estes dois gráficos garantem exactamente a mesma cobrança fiscal.












