Isto de ter que fazer concursos públicos é uma maçada. Que o diga o Presidente da CMF que no caso dos estacionamentos teve que inventar uma série de critérios à posteriori para que um determinado grupo empresarial ganhasse o concurso.
Não sei quais foram os critérios criados de modo a encaixarem que nem uma luva na dita empresa, mas sei que em outros concursos, esses critérios revelam uma elevada criatividade por parte dos nossos governantes.
Dos mais criativos que eu conheço, está o que levou a actual empresa que detem a exploração do centro de inspecções da Madeira a ganhar o concurso.
Nessa altura, e com um critério (entre muitos outros) também criado depois de aberto o concurso, o factor decisivo de atribuição da licença foi........Qualidade arquitectónica.
É ou não é revelador?!
terça-feira, abril 10, 2007
domingo, abril 08, 2007
Judas:o Crente
O papel de Judas é frequentemente associado á traição. No entanto, se pensar-mos um pouco mais profundamente sobre o assunto, podemos chegar á conclusão que o papel de Judas é o papel da fé. Uma fé tão grande que apenas ele acreditou que Jesus era realmente o filho de Deus e que seria capaz de resuscitar.
Mais nenhum apóstolo foi tão longe na sua fé.
Como sempre, intimamente ligado á fé, está a duvida. A dúvida de ter levado á morte o seu mestre e amigo, mesmo que este não fosse o messias, levou-o a cometer suicidio.
Todo o evangelho está repleto de simbologia, e neste caso como noutros, aqueles que são vistos como traidores, são os têm as convicções mais fortes e fazem o que deve ser feito para atingir o bem de todos.
Mais nenhum apóstolo foi tão longe na sua fé.
Como sempre, intimamente ligado á fé, está a duvida. A dúvida de ter levado á morte o seu mestre e amigo, mesmo que este não fosse o messias, levou-o a cometer suicidio.
Todo o evangelho está repleto de simbologia, e neste caso como noutros, aqueles que são vistos como traidores, são os têm as convicções mais fortes e fazem o que deve ser feito para atingir o bem de todos.
quinta-feira, abril 05, 2007
A queda vertiginosa do PSD
quarta-feira, abril 04, 2007
SRS falida
Soubemos através de um relatório da Secção Regional da Madeira do Tribunal de Contas sobre as empresas participadas pelo governo regional, que diversas dessas empresas estão técnicamente falidas.
Uma delas, a SRS EPE apresenta mesmo um passivo de 71 milhões de euros.
O que significa isto? Significa que os madeirenses vão deixar de ter acesso a cuidados de saúde?
Não.
Significa apenas que ano após ano o governo regional deixou o SRS com saldo negativo, levando à situação em que o passivo é superior aos activos da SRS.
Esta prática do Governo Regional apenas significa uma desorçamentação dos gastos em saúde. Ano após ano o GR orçamenta gastos com a saúde que apenas cobrem parte dos reais custos.
Esta prática foi comum no passado com diversos governos da república e os resultados foram os que todos os portugueses tiveram a oportunidade de ver, isto é, endividamento e défice crescente.
O PSD ou por falta de vontade ou por falta de capacidade não tem enfrentado este problema.
De que estão á espera os madeirenses para mudar este estado de coisas?!
Só o PS está preparado para levar a Madeira a bom porto.
Uma delas, a SRS EPE apresenta mesmo um passivo de 71 milhões de euros.
O que significa isto? Significa que os madeirenses vão deixar de ter acesso a cuidados de saúde?
Não.
Significa apenas que ano após ano o governo regional deixou o SRS com saldo negativo, levando à situação em que o passivo é superior aos activos da SRS.
Esta prática do Governo Regional apenas significa uma desorçamentação dos gastos em saúde. Ano após ano o GR orçamenta gastos com a saúde que apenas cobrem parte dos reais custos.
Esta prática foi comum no passado com diversos governos da república e os resultados foram os que todos os portugueses tiveram a oportunidade de ver, isto é, endividamento e défice crescente.
O PSD ou por falta de vontade ou por falta de capacidade não tem enfrentado este problema.
De que estão á espera os madeirenses para mudar este estado de coisas?!
Só o PS está preparado para levar a Madeira a bom porto.
terça-feira, abril 03, 2007
Os oportunistas dos pseudo-ambientalistas
Lembro-me de nas autárquicas de 2005 a candidatura do PS andar a fazer campanha em São Martinho. Momentos antes de iniciarmos a distribuição de material reparei que um dos elementos andava a retirar papéis do carro de campanha e a atirá-los para um terreno baldio. Nunca mais esqueci-me desta imagem. Hoje este senhor é um dos cacacacandidatos (desculpem a minha gaguez) oportunistas do Movimento do Partido da Terra. Um pseudo-ambientalista.
Este partido foi fundado pelo Arq. Gonçalo Ribeiro Teles. Foi o precursor da defesa do ambiente em Portugal. Uma personalidade que aprendi a respeitar e que é hoje uma das minhas referências na área do planeamento e gestão dos espaços naturais.
Existir uma candidatura do MPT encabeçada por este senhor é uma vergonha para o MPT e para os seus militantes, para os que fundaram e fazem fé nos princípios em que assentam a defesa do ambiente, mas também para os que de forma ingénua e desinteressada juntaram-se a esta lista na região.
Este partido foi fundado pelo Arq. Gonçalo Ribeiro Teles. Foi o precursor da defesa do ambiente em Portugal. Uma personalidade que aprendi a respeitar e que é hoje uma das minhas referências na área do planeamento e gestão dos espaços naturais.
Existir uma candidatura do MPT encabeçada por este senhor é uma vergonha para o MPT e para os seus militantes, para os que fundaram e fazem fé nos princípios em que assentam a defesa do ambiente, mas também para os que de forma ingénua e desinteressada juntaram-se a esta lista na região.
Verdades inconvenientes ou mentiras convenientes?

Fico surpreendido com a falta de vontade que muitas pessoas têm de ser confrontadas com o contraditório.
Nos videos seguintes podemos ver alguns argumentos que desagradam muito aos defensores do investimento na redução da emissão de C02.
O primeiro video (18 min) é uma apresentação do Copenhagen Consensus 2005 com o homem que escreveu o livro O Ambientalista Céptico, Bjorn Lomborg.
O segundo, é um video (75 min) sobre as causas reais do aquecimento global.
segunda-feira, abril 02, 2007
Só asneiradas
Resolvido!
Ficamos a saber pelo candidato oportunista do MPT, o senhor Ismael Fernandes, que a solução para diminuir os focos de toxicodependência na região passa por abrir esquadras da PSP. Nem mais.
Para quê as medidas de prevenção primária, CAT's, centros de tratamento, equipas de rua,...
Estes tipos põem-se a atirar postas de pescada para a opinião pública sem saberem sequer do que estão a falar.
E assim é a política regional.
Ficamos a saber pelo candidato oportunista do MPT, o senhor Ismael Fernandes, que a solução para diminuir os focos de toxicodependência na região passa por abrir esquadras da PSP. Nem mais.
Para quê as medidas de prevenção primária, CAT's, centros de tratamento, equipas de rua,...
Estes tipos põem-se a atirar postas de pescada para a opinião pública sem saberem sequer do que estão a falar.
E assim é a política regional.
Demagogia fiscal
Apareceram recentemente espalhados por toda a Madeira uns paineis publicitários que já andavam pelo continente há algum tempo.
Num desses cartazes é indicado (com referência ao INE) que cada português paga mais 330€ de impostos. A informação é tão fraca que nem faz referência ao periodo a que corresponde esse aumento. Será por Mês, por Ano?!
Também não diz, porque não interessa dizer, que o Governo Regional beneficia de grande parte desse aumento.
Também não diz, mas podia dizer, porque é verdade, que as Regiões autonomas têm alguma aunonomia fical, e que podem reduzir até 30% as taxas cobradas no continente.
Nesses apineis publicitários, também não diz que nos Açores, impostos como o IRS são mais baixos que na Madeira. A titulo de exemplo, para saber quanto pagaria a menos de IRS se vivesse nos Açores, basta que na simulação da declaração electrónica dê a indicação que vive nos Açores. As diferenças são muitos significativas.
Se o governo regional da Madeira considera tão mau o aumento de impostos, então porque não os baixa?
A demagogia do PSD parece que não tem limites.
Num desses cartazes é indicado (com referência ao INE) que cada português paga mais 330€ de impostos. A informação é tão fraca que nem faz referência ao periodo a que corresponde esse aumento. Será por Mês, por Ano?!
Também não diz, porque não interessa dizer, que o Governo Regional beneficia de grande parte desse aumento.
Também não diz, mas podia dizer, porque é verdade, que as Regiões autonomas têm alguma aunonomia fical, e que podem reduzir até 30% as taxas cobradas no continente.
Nesses apineis publicitários, também não diz que nos Açores, impostos como o IRS são mais baixos que na Madeira. A titulo de exemplo, para saber quanto pagaria a menos de IRS se vivesse nos Açores, basta que na simulação da declaração electrónica dê a indicação que vive nos Açores. As diferenças são muitos significativas.
Se o governo regional da Madeira considera tão mau o aumento de impostos, então porque não os baixa?
A demagogia do PSD parece que não tem limites.
sábado, março 31, 2007
A ironia do destino...
O actual Governo Regional demitiu-se alegando dificuldades financeiras. Acontece, e eu ando relativamente bem informado, que muitas das obras públicas actuais estão a acelerar os trabalhos, com muitas horas extraordinárias que se arrastam até de madrugada, para serem inauguradas até 4 de Maio.
Eu também sei que o enrocamento recém inaugurado da Ribeira Brava, também com muito trabalho extraordinário, está ainda em ''construção'', houve muito trabalho apressado mal feito. Tudo para estar pronto para a inauguração.
Alguém surpreendido?
Eu também sei que o enrocamento recém inaugurado da Ribeira Brava, também com muito trabalho extraordinário, está ainda em ''construção'', houve muito trabalho apressado mal feito. Tudo para estar pronto para a inauguração.
Alguém surpreendido?
sexta-feira, março 30, 2007
Ainda sobre Allgarve
A leitura dos artigos de opinião de José Crespo de Carvalho é obrigatória.
A ler ''Allgarve, All Cool'' no Semanário Económico.
A ler ''Allgarve, All Cool'' no Semanário Económico.
quinta-feira, março 29, 2007
Câmara escura

Acho incompreensível que a Assembleia Legislativa da Madeira aínda não tenha um sistema de captação de imagens.
Os plenários, ao contrário das comissões especializadas, são públicas, por isso, seria interessante, para não dizer decisivo para a qualidade da nossa democracia que um maior número de pessoas pudesse ter acesso a essa informação.
A transmissão dos plenários em tempo real, na internet ou através de um canal especializado de tv cabo, é possível tecnicamente, e só não foi feito aínda por razões como a falta de transparência.
Uma coisa é ter acesso á informação já tratada/filtrada pelos orgãos de comunicação social e outra completamente diferente é aceder á informação em bruto.
Para terminar, gostaria de poder aceder a informação dos diversos parlamentos nacionais e regionais, através da TV Cabo (AR Tv), para assim mais facilmente comparar a qualidade do trabalho realizado nos diversos sitios.
A nossa democracia ficaria a ganhar muito com isso.
quarta-feira, março 28, 2007
terça-feira, março 27, 2007
Lobo vestido de cordeiro

Disseram-me (mas eu não quero acreditar) que o DN-M têm um novo editor chefe, mas só até ao dia das eleições legislativas regionais.
Sai Calisto entra Ricardo Miguel Oliveira(muito próximo de Cunha e Silva).
Certo é que já se notam algumas diferenças de critérios editoriais, mas também é possivél que a mesma pessoa possa mudar conforme se aproxima o acto eleitoral e o ambiente aquece.
Vamos a exemplos. No passado Sábado, a JS realizou uma sessão de apresentação das propostas para as politicas de juventude. Participaram mais de 150 pessoas. O destaque dado a este evento (comparado com outros de menor participação) foi vergonhoso.
Por outro lado, numa formação para delegados e membros de mesas de voto, em que a participação foi enorme, e que devido a esse facto, foi necessário arranjar uma sala maior, o destaque que o DN-M dá é sobre a irritação de uma senhora devido ao atraso no inicio da referida formação.
São critérios editoriais estranhos, não são?
domingo, março 25, 2007
Eles lá sabem...
Um significativo apoio à Igreja Católica foi prometido por José Ramos-Horta no primeiro comício da campanha para as eleições presidenciais de Timor-Leste, marcadas para 9 de Abril.
No seu discurso em Díli, Ramos Horta citou o Concílio Vaticano II e propôs mesmo "a inclusão de uma referência significativa a Deus" na Constituição de Timor.
No DN
No seu discurso em Díli, Ramos Horta citou o Concílio Vaticano II e propôs mesmo "a inclusão de uma referência significativa a Deus" na Constituição de Timor.
No DN
OPA, OTA e outras estórias
O renascimento do dossier OTA é paradigmático. Termina a grande OPA, reinicia a OTA. Somos todos manipuláveis. Controla-nos a Comunicação Social. Quem controla a Comunicação Social? Balsemão, Belmiro e Oliveira. Só.
Eles sabem, as emoções vendem. A polémica rende. O oportunismo político segue-a.
Reconheço que o tema ''OTA'' ainda não me despertou muito interesse. Podemos atacar pela falta de estudos. Pela localização. Desnecessário. Outras alternativas viáveis. Pelas condições de solo e atmosféricas. Insustentável. Luxuoso. blá blá...
O Governo defende-se. Ainda não passou de estudos. O TGV passa por lá. É um novo modelo público-privado. O Estado entra apenas (?) com 20%, os privados com os 80% do custo. Gere os privados (valha-nos isto).
Quantas OTAs existem na Madeira?
Eles sabem, as emoções vendem. A polémica rende. O oportunismo político segue-a.
Reconheço que o tema ''OTA'' ainda não me despertou muito interesse. Podemos atacar pela falta de estudos. Pela localização. Desnecessário. Outras alternativas viáveis. Pelas condições de solo e atmosféricas. Insustentável. Luxuoso. blá blá...
O Governo defende-se. Ainda não passou de estudos. O TGV passa por lá. É um novo modelo público-privado. O Estado entra apenas (?) com 20%, os privados com os 80% do custo. Gere os privados (valha-nos isto).
Quantas OTAs existem na Madeira?
Concordo em absoluto!

...tenhamos por exemplo empresas privadas envolvidas na gestão de espaços naturais protegidos. Não há nada na lei que o proíba, não é uma obrigação exclusiva do Estado e da Administração Pública. Poderá, como noutras áreas, abrir-se a privatizações. (...) Desde que a conservação seja feita, não vejo impedimento nenhum. Isso poderá criar oportunidades para maior investimento nas áreas protegidas, na conservação da natureza, porque são factores de desenvolvimento e potenciação de áreas novas de negócio e criação de emprego local, com base nesses valores naturais.
Domingos Abreu (DR Ambiente) no JM
Para comprender o passado recente, o presente e o futuro próximo
O que a Madeira tem agora são restaurantes e hotéis vazios. Nós dependemos do turismo e o turismo na Madeira é um desastre. As receitas têm baixado entre 30 a 40%." Aponta culpas: "O problema é que temos um jovem director do turismo cuja única experiência no sector foi gerir um cinema.
Gary Stevens no Tribuna da Madeira
(proprietário do famoso balão)
Gary Stevens no Tribuna da Madeira
(proprietário do famoso balão)
No comments
O presidente do Clube de Campismo de Lisboa anunciou hoje que vai pedir uma indemnização ao Governo pelos danos provocados pelo avanço do mar, na última semana, na Costa da Caparica, indicando que estes ascendem a milhares de euros.
No Público
No Público
sábado, março 24, 2007
Ou há moralidade ou mamam todos
A imprensa nacional dá hoje eco da promiscuidade existente na gestão de empresas municipais.
Muitas dessas empresas não passam de fachadas para que os autarcas/gestores pudessem receber umas massas extra. Segundo a imprensa, esses gestores ganhavam em média 75% a mais que o Presidente da República, mais prémios de produtivedade duvidosos, além do ordenado de autarca.
Como é óbvio, para estes, a nova Lei das Finanças Locais é uma péssima noticia, uma vez que impede que um autarca/gestor municipal ganhe mais do que como autarca.
Esta situação escandalosa tendia para a generalização, muitas vezes em autarquias praticamente falidas e com pouco para gerir.
Como sempre, virá o Dr. Relvas dizer que isso não passavam de situações pontuais e que os autarcas não podem ser todos condenados por erros de apenas alguns. Concordo.
Mas se esta promiscuidade não for permitida NUNCA, ficamos concerteza muito melhor.
Neste caso tal como em muitos outros o Governo Socialista optou pela moralidade.
O que dirão agora os que tiveram responsabilidades governativas antes e nada fizeram?
Muitas dessas empresas não passam de fachadas para que os autarcas/gestores pudessem receber umas massas extra. Segundo a imprensa, esses gestores ganhavam em média 75% a mais que o Presidente da República, mais prémios de produtivedade duvidosos, além do ordenado de autarca.
Como é óbvio, para estes, a nova Lei das Finanças Locais é uma péssima noticia, uma vez que impede que um autarca/gestor municipal ganhe mais do que como autarca.
Esta situação escandalosa tendia para a generalização, muitas vezes em autarquias praticamente falidas e com pouco para gerir.
Como sempre, virá o Dr. Relvas dizer que isso não passavam de situações pontuais e que os autarcas não podem ser todos condenados por erros de apenas alguns. Concordo.
Mas se esta promiscuidade não for permitida NUNCA, ficamos concerteza muito melhor.
Neste caso tal como em muitos outros o Governo Socialista optou pela moralidade.
O que dirão agora os que tiveram responsabilidades governativas antes e nada fizeram?
terça-feira, março 20, 2007
Costa da Caparica

Ao ver as recentes nocicias sobre a invasão do mar na costa da caparica lembrei-me de um post do Nelio de Sousa sobre os recifes artificiais.
Na imagem acima podemos ver o resultado da aplicação dos recifes artificiais para a protecção da orla costeira em Miami.
Os resultados são fabulosos.
Estas imagens mostram que com o devido estudo da movimentação de sedimentos e com algumas intervensões cirurgicas é possivel repôr uma situação de equilibrio em que todos os interesses ficam salvaguardados.
Pagar este conhecimento altamente especializado pode sair caro, é verdade.
Mas a ignorância concerteza sai muito mais caro. Só na primeira intervenção de tentativa para impedir o mar de chegar ao parque de campismo da costa da caparica custou 50 mil contos e de nada serviu. É caso para dizer que foi dinheiro deitado ao mar.
O tipo de solução encontrado na Madeira para tentar impedir os impetos marítimos são da mesma natureza que os que vão ser aplicados na costa da caparica, isto é, engenharia pesada (muito betão a emergir do mar e muita descaracterização paisagistica).
Havendo outras soluções com menos impactos visuais e aparentemente com melhores resultados, porque se insiste nesta aposta na ignorância?
Não consigo compreender.
Evolução da taxa de desemprego na Madeira
O Comunicado do Sr. Secretário Regional dos Recursos Humanos não é rigoroso, já que apenas compara a taxa de desemprego da Madeira do 3.º trimestre (Julho, Agosto e Setembro) com a do último trimestre (Outubro, Novembro e Dezembro) de 2006. Ora, de facto o número de desempregados na Madeira teve um ligeiro abrandamento no último trimestre de 2006 na Madeira, mais precisamente 0,3% (quase nada) e isso deve-se ao facto desse trimestre coincidir com o Natal e fim-de-ano, altura em que excepcionalmente o comércio, o turismo e a restauração emprega algumas pessoas para fazer frente ao aumento de actividade própria da época. Contudo, se analisarmos a evolução do mês de Dezembro de 2006 para o mês de Janeiro de 2007, verificamos que só em um mês o desemprego aumenta 5%, confirmando que o desemprego na Madeira continua a subir de forma imparável.
Assim, e segundo os dados oficiais do Instituto de Emprego e Formação Profissional (confirmar no site: www.iefp.pt ) em Janeiro de 2002 havia 4.065 desempregados na Madeira e em Janeiro de 2007 havia 8.895. Quer isto dizer que em 5 anos as “políticas de emprego” do Governo Regional foram responsáveis pela criação de 4.830 novos desempregados, ou seja a taxa de desemprego na Madeira aumentou 119%. Conclusão: as políticas de emprego deste Governo falharam e o aumento do desemprego na Madeira é consistente de há muitos anos a esta parte.
Se compararmos a taxa de desemprego na Madeira de Janeiro de 2006 como a de Janeiro de 2007 (comparação com período homólogo), constatamos que houve um crescimento do desemprego de 18,2% (1.367 novos desempregados, a um ritmo de 114 novos desempregados por mês). Enquanto que se fizermos a mesmo comparação com a taxa de desemprego do Continente verificamos que diminuiu 7,3%. Conclusão: no último ano o desemprego está a aumentar na Madeira e a diminuir no Continente.
Quanto à comparação do número absoluto de desempregados entre o Continente e a Madeira, eu pergunto: é sério comparar o número de desempregados do Continente onde está cerca de 95% da população activa de Portugal, com o n.º de desempregados da Madeira onde apenas estão 2,5% da população activa?
Portanto, perante os dados oficiais do IEFP, cada um tirará as conclusões que achar adequadas sobre a responsabilidade e a seriedade do comunicado do Sr. Secretário Regional dos Recursos Humanos.
Paulo Barata
Assim, e segundo os dados oficiais do Instituto de Emprego e Formação Profissional (confirmar no site: www.iefp.pt ) em Janeiro de 2002 havia 4.065 desempregados na Madeira e em Janeiro de 2007 havia 8.895. Quer isto dizer que em 5 anos as “políticas de emprego” do Governo Regional foram responsáveis pela criação de 4.830 novos desempregados, ou seja a taxa de desemprego na Madeira aumentou 119%. Conclusão: as políticas de emprego deste Governo falharam e o aumento do desemprego na Madeira é consistente de há muitos anos a esta parte.
Se compararmos a taxa de desemprego na Madeira de Janeiro de 2006 como a de Janeiro de 2007 (comparação com período homólogo), constatamos que houve um crescimento do desemprego de 18,2% (1.367 novos desempregados, a um ritmo de 114 novos desempregados por mês). Enquanto que se fizermos a mesmo comparação com a taxa de desemprego do Continente verificamos que diminuiu 7,3%. Conclusão: no último ano o desemprego está a aumentar na Madeira e a diminuir no Continente.
Quanto à comparação do número absoluto de desempregados entre o Continente e a Madeira, eu pergunto: é sério comparar o número de desempregados do Continente onde está cerca de 95% da população activa de Portugal, com o n.º de desempregados da Madeira onde apenas estão 2,5% da população activa?
Portanto, perante os dados oficiais do IEFP, cada um tirará as conclusões que achar adequadas sobre a responsabilidade e a seriedade do comunicado do Sr. Secretário Regional dos Recursos Humanos.
Paulo Barata
Lei eleitoral
Desde há algum tempo que o PS-M vem marcando pontos na política Regional.
A lei eleitoral que estará em vigor pela primeira vez nestas eleições só o estará porque o PS-M (através do Dr. Jacinto Serrão) e o restante grupo parlamentar do PS na assembleia da republica trabalharam para que assim fosse.
Esta nova lei eleitoral veio trazer a justiça que deveria estar inerente a qualquer acto eleitoral.
Durante mais de 20 anos o PSD beneficiou de uma lei eleitoral que lhe dava uma representação parlamentar muito superior á sua representação eleitoral.
Foi sem espanto que ouvi o presidente do PSD Madeira a afirmar que a lei eleitoral foi alterada por vontade do PSD e não por vontade de todos os partidos que eram escandalosamente prejudicados pela reduzida dimensão dos circulos eleitorais.
E digo sem espanto, porque as mentiras do PSD já não me espantam. São a normalidade do dia a dia.
Mentem quando falam do desemprego na Madeira, mentem quando falam da riqueza dos madeirenses e mentem quando tentam passar a imagem que esta crise não tem origem na sua má governação.
Mas como todos sabem não é possivel enganar toda a gente durante todo o tempo, e os madeirenses estão dispertos para a realidade madeirense, nua e crua.
A lei eleitoral que estará em vigor pela primeira vez nestas eleições só o estará porque o PS-M (através do Dr. Jacinto Serrão) e o restante grupo parlamentar do PS na assembleia da republica trabalharam para que assim fosse.
Esta nova lei eleitoral veio trazer a justiça que deveria estar inerente a qualquer acto eleitoral.
Durante mais de 20 anos o PSD beneficiou de uma lei eleitoral que lhe dava uma representação parlamentar muito superior á sua representação eleitoral.
Foi sem espanto que ouvi o presidente do PSD Madeira a afirmar que a lei eleitoral foi alterada por vontade do PSD e não por vontade de todos os partidos que eram escandalosamente prejudicados pela reduzida dimensão dos circulos eleitorais.
E digo sem espanto, porque as mentiras do PSD já não me espantam. São a normalidade do dia a dia.
Mentem quando falam do desemprego na Madeira, mentem quando falam da riqueza dos madeirenses e mentem quando tentam passar a imagem que esta crise não tem origem na sua má governação.
Mas como todos sabem não é possivel enganar toda a gente durante todo o tempo, e os madeirenses estão dispertos para a realidade madeirense, nua e crua.
quarta-feira, março 14, 2007
Dados preocupantes - Turismo

O número de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros da Região Autónoma da Madeira tem sofrido uma evolução preocupante.
Olhando para a variação homologa, temos:
Agosto 2006: +4,4%
Setembro 2006: +2,4%
Outubro 2006: -2,4%
Novembro 2006: -2,2%
Dezembro 2006: -1,9%
Janeiro 2007: -6,3%
Isto, enquanto todas as outras regiões do País têm variações positivas do nº de dormidas.
Em meu entender existem algumas causas para esta situação:
- Má promoção da Madeira
- Descarecterização paisagistica
- Preço das viagens/taxas aeroportuárias
É preciso agir rapidamente de modo a eliminar estas desvantagens e potenciar tudo o que temos de bom.
A promoção da Madeira deve ter em conta a consolidação dos mercados existentes, como o Inglês e o Alemão e tentar cativar mercados emergentes tais como o dos novos países da UE e do Bloco de Leste.
Não é possivel continuar a construir mamarachos como os enrocamentos dos Reis Magos, Ponta de Sol, Ribeira Brava entre outros e achar que os turistas são insenciveis a essa descaracterização paisagistica.
Com a liberalização da linha aérea para a Madeira foi dado um passo decisivo para a diminuição de custos das viagens. Falta dar o passo seguinte que é o de reduzir as taxas aeroportuárias.
Por outro lado, é preciso ter em atenção que a taxa de ocupação dos hoteis está a diminuir. É necessário incentivar uma renovação das unidades hoteleiras, ou construção de novas unidades acompanhadas de abate de outras, mais antigas e mais desadequadas ás necessidades e exigencias actuais dos turistas.
A peso do sector turismo na actividade económica da Madeira não se compadece com experimentalismos de estagiários.
terça-feira, março 13, 2007
Desemprego

Na altura de campanha eleitoral o Eng. Socrates prometeu que aumentaria em 150.000 o número de empregos em Portugal.
Só no último ano foram criados em Portugal 37.000 postos de trabalho. No entando, devido a um aumento da população activa em cerca de 43.000 pessoas levou a que a taxa de desemprego crescesse ligeiramente (0,1%).
Cá na Madeira o cenário é bem diferente.
É verdade que a população activa na Madeira também cresceu em cerca de 700 pessoas, mas ao contrário do que aconteceu no resto do País o número de empregos diminuiu em relação ao ano anterior.
A conjugação destes dois factores levou a que o desemprego na Madeira tenha aumentado mais de 15% no último ano.
É por isto, que o gráfico do desemprego nacional e regional, divulgado hoje pela Secretaria Regional de Recursos Humanos, em que se mostra apenas a evolução trimestral (aínda por cima, no trimestre maior actividade turistica na Madeira) é uma afronta á inteligência dos madeirenses.
P.S. - Porque será que a Secretaria dos Recursos Humanos não mostrou também a evolução do desemprego nos Açores?
sexta-feira, março 09, 2007
Perguntas pertinentes

A propósito do anuncio da Sociedade de Desenvolvimento Ponta Oeste S.A. na ultima página do DN M de hoje, com o titulo "o que eles não querem que se contrua...".
PERGUNTO
1. Quanto custará a muralha de protecção à muralha de protecção?
2. Será necessária mais alguma muralha, ou estas duas serão suficientes?
3. O tal promotor imobiliário estará disposto a pagar mais de 36 M€ por uma marina que não vale mais de 15M€ (se funcionasse)?
4. Porque não foi esse suposto promotor a construi-la?
5. Alguem acredita que não será o Governo Regional, isto é, todos os madeirenses, a pagar tudo isto?
As respostas são obvias, mas não deixa de ser um exercicio interessate fazê-las.
quinta-feira, março 08, 2007
Fundos Europeus
Toda a atitude do Governo Regional da Madeira na negociação dos fundos europeus para o próximo QCA é de uma total irresponsabilidade.
Além de esconder o estudo do Prof. Augusto Mateus, encomendado pelo próprio GR, e que mostrava as grandes fragilidades que a economia madeirense aínda padecia, vamos agora saber que também recusou ir para negociação "coligado" com os Açores, que permitiria mantermo-nos como região alargada de objectivo I.
Essa coligação, a exemplo do que aconteceu em Itália, poderia trazer vantagens para ambas as Regiões Autónomas.
Mas o Governo Regional da Madeira, na pessoa do seu presidente, não sabem negociar. Não conseguem entrar numa relacionamento em que ambos ganham. Na sua mente só existe o nós (bons) e os outros (maus).
Com esta atitude de total irresponsabilidade e isolacionismo, perderam os Madeirenses, e perdeu Portugal.
Muitos destes fundos que se perderam seriam entregues a projectos privados e apenas parte seria entregue ao GR. Talvez por isso o GR considere esta uma perda insignificante.
Neste caso, e por falta de poder negocial, perdemos 450M€.
É tempo dos Madeirenses escolherem aqueles que mais garantias dão ao seu futuro. E essa escolha não passa pelo partido que está agora no poder.
Além de esconder o estudo do Prof. Augusto Mateus, encomendado pelo próprio GR, e que mostrava as grandes fragilidades que a economia madeirense aínda padecia, vamos agora saber que também recusou ir para negociação "coligado" com os Açores, que permitiria mantermo-nos como região alargada de objectivo I.
Essa coligação, a exemplo do que aconteceu em Itália, poderia trazer vantagens para ambas as Regiões Autónomas.
Mas o Governo Regional da Madeira, na pessoa do seu presidente, não sabem negociar. Não conseguem entrar numa relacionamento em que ambos ganham. Na sua mente só existe o nós (bons) e os outros (maus).
Com esta atitude de total irresponsabilidade e isolacionismo, perderam os Madeirenses, e perdeu Portugal.
Muitos destes fundos que se perderam seriam entregues a projectos privados e apenas parte seria entregue ao GR. Talvez por isso o GR considere esta uma perda insignificante.
Neste caso, e por falta de poder negocial, perdemos 450M€.
É tempo dos Madeirenses escolherem aqueles que mais garantias dão ao seu futuro. E essa escolha não passa pelo partido que está agora no poder.
terça-feira, março 06, 2007
A agricultura que temos
Na madeira existem 2800 agricultores a tempo inteiro, dos quais 1516 são agricultores de secretária, isto é, não são mesmo agricultores mas sim funcionários da Direcção Regional de Agricultura.
Para desgraça de quem anda a sujar as mãos na terra, os agricultores de secretária é que ficam com os recursos financeiros quase todos.
Vejamos, de um total de despesas de funcionamento da referida Direcção Regional de 16.2 M€, 15.1 M€ são despesas com pessoal. Fantástico, não é!?
Em relação ao Ministério da Agricultura o problema é o mesmo, ou pelo menos era, até há um ano atrás, antes do Ministro da Agricultura colocar muita desta gente nos supranumerários.
O que será que esta gente pensa que anda a fazer?
Muito sinceramente, gostava de saber.
Para desgraça de quem anda a sujar as mãos na terra, os agricultores de secretária é que ficam com os recursos financeiros quase todos.
Vejamos, de um total de despesas de funcionamento da referida Direcção Regional de 16.2 M€, 15.1 M€ são despesas com pessoal. Fantástico, não é!?
Em relação ao Ministério da Agricultura o problema é o mesmo, ou pelo menos era, até há um ano atrás, antes do Ministro da Agricultura colocar muita desta gente nos supranumerários.
O que será que esta gente pensa que anda a fazer?
Muito sinceramente, gostava de saber.
domingo, março 04, 2007
Museu Salazar
Confesso que fico chocado com estes pseudo-defensores da liberdade, intitulados de anti-fascistas, que querem a todo o custo impedir a liberdade dos outros, fascistas ou não.
Salazar existiu. Foi admirado por uns, temido e odiado por outros.
Impedir a divulgação do que de bom e de mau foi feito pelo homem que governou o País durante tanto tempo é negar a história.
Um dia, também aqui na Madeira, haverá um museu dedicado a Alberto João Jardim. Respeitemos a liberdade que temos e deixemos que o tempo nos elucide.
Salazar existiu. Foi admirado por uns, temido e odiado por outros.
Impedir a divulgação do que de bom e de mau foi feito pelo homem que governou o País durante tanto tempo é negar a história.
Um dia, também aqui na Madeira, haverá um museu dedicado a Alberto João Jardim. Respeitemos a liberdade que temos e deixemos que o tempo nos elucide.
quinta-feira, março 01, 2007
No comments
“Gosto de fazer da política um jogo”, afirma sem complexos em 98. “Eu faço muita cena em política. Gosto de ser actor. Sempre levei a vida um pouco a brincar, também gosto de brincar com a política”.
A 28 de Abril, nas comemorações do aniversário do ditador, junta-se ao coro com lábia que solta um “Viva Salazar! Abaixo o reviralho!”.
No CM
A 28 de Abril, nas comemorações do aniversário do ditador, junta-se ao coro com lábia que solta um “Viva Salazar! Abaixo o reviralho!”.
No CM
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Sondagens
Em 2004, em vesperas de eleições legislativas regionais, foi publicada pelo DN-M uma sondagem que dava ao PSD 63% das intenções de votos e ao PS apenas 22%.
O que se passou nas urnas foi bem diferente.
O PSD teve menos 10% do que faria prever a sondagem, isto é, 53% e o PS teve 27,5% e não os 22% que indicava a sondagem.
A dita sondagem indicava também uma queda vertiginosa do CDS.
O Dr. Ricardo Vieira, então mandatário do CDS, comentava esta sondagem dizendo que aínda havia muitos indecisos e que além disso havia muita gente que simplesmente se recusara a responder á sondagem telefónica.
Parece-me que neste momento se está a passar algo de semelhante.
Na sondagem publicada hoje pelo DN-M, em 600 e poucas pessoas inquiridas mais de 100 recusaram-se a responder.
É sabido que um sondagem telefónica não preserva a confidencialidade do voto, e por isso, não é o melhor meio de fazer sondagens.
Quando as sondagens são feitas deste modo, além do erro da amostragem, temos de associar o erro devido ao facto das pessoas se inibirem em responder.
Por outro lado não podemos negar que a própria sondagem tem um efeito no eleitorado, mobilizando nuns casos e desmobilizando noutros, chegando mesmo a influenciar o sentido de voto.
É por estas e por outras que não nos podemos fiar nos resultados das sondagens.
O que conta realmente é o resultado do dia das eleições.
O que se passou nas urnas foi bem diferente.
O PSD teve menos 10% do que faria prever a sondagem, isto é, 53% e o PS teve 27,5% e não os 22% que indicava a sondagem.
A dita sondagem indicava também uma queda vertiginosa do CDS.
O Dr. Ricardo Vieira, então mandatário do CDS, comentava esta sondagem dizendo que aínda havia muitos indecisos e que além disso havia muita gente que simplesmente se recusara a responder á sondagem telefónica.
Parece-me que neste momento se está a passar algo de semelhante.
Na sondagem publicada hoje pelo DN-M, em 600 e poucas pessoas inquiridas mais de 100 recusaram-se a responder.
É sabido que um sondagem telefónica não preserva a confidencialidade do voto, e por isso, não é o melhor meio de fazer sondagens.
Quando as sondagens são feitas deste modo, além do erro da amostragem, temos de associar o erro devido ao facto das pessoas se inibirem em responder.
Por outro lado não podemos negar que a própria sondagem tem um efeito no eleitorado, mobilizando nuns casos e desmobilizando noutros, chegando mesmo a influenciar o sentido de voto.
É por estas e por outras que não nos podemos fiar nos resultados das sondagens.
O que conta realmente é o resultado do dia das eleições.
sábado, fevereiro 24, 2007
Dupla personalidade
...a antecipação de eleições regionais, para obtenção de um mandato até 2011, não se trata de “jogo político-partidário”. Quem me conhece, sabe que, embora também o consiga jogar, não é prática que eu aprecie, nem na qual goste de perder tempo.
Esta antecipação de eleições, pretendendo um mandato até 2011, não é para qualquer ridículo e inócuo “ajuste de contas”...
AJJ n' O Primeiro de Janeiro
Esta antecipação de eleições, pretendendo um mandato até 2011, não é para qualquer ridículo e inócuo “ajuste de contas”...
AJJ n' O Primeiro de Janeiro
A Madeira tem futuro
A lei das finanças regionais podia ser melhor para a Madeira. Impõe-nos uma redução de verbas. Mas neste momento devemos ser solidários com todo o país, que também tem sofrido cortes orçamentais, desde o estado central ás autarquias.
É verdade que este ano a região receberá menos 35 milhões de euros.
Mas 35 milhões de euros numa região com um PIB de 4000 milhões, representa 0,8%. Não é por aqui que a economia madeirense entrará em colapso.
Por outro lado o crescimento do PIB regional tem andado á volta de 5% ao ano.
Este crescimento deveria corresponder a um aumento do emprego, mas o que se tem passado é precisamente o inverso, situando-se em níveis semelhantes aos do inicio da década de 80.
Então porque razão está a crescer o número de desempregados?
Na minha opinião isso deve-se ao facto de a economia madeirense ser excessivamente dependente do investimento público, e neste momento, com um endividamento público exorbitante(igual a 100% do orçamento regional anual), o investimento tem sido reduzido, levando ao consequente aumento do desemprego.
Para inverter esta situação temos de ser capazes de atrair investimento privado externo.
Com politicas de atração de investimento e com uma maior qualificação dos nossos recursos humanos tudo seria mais fácil, no entanto existem áreas económicas onde aínda podemos fazer a diferença, como por exemplo o turismo.
Temos de olhar para os erros cometidos no passado e aprender com eles. Temos de ser capazes de melhorar as nossas qualificações. Com outras qualificações poderemos diversificar a nossa economia e atrair o desejado investimento.
Existe um modelo económico alternativo a este que tem sido seguido por este governo regional. A economia não se pode limitar á construção civil e construção de infraestruturas, ainda para mais quando estas actividades poêm muitas vezes em causa a qualidade em sectores chaves e tradicionais da nossa economia, como é o caso turismo, destruindo o nosso melhor cartaz turistico que é a paisagem natural.
A MUDANÇA é possivel. A Madeira tem futuro.
É verdade que este ano a região receberá menos 35 milhões de euros.
Mas 35 milhões de euros numa região com um PIB de 4000 milhões, representa 0,8%. Não é por aqui que a economia madeirense entrará em colapso.
Por outro lado o crescimento do PIB regional tem andado á volta de 5% ao ano.
Este crescimento deveria corresponder a um aumento do emprego, mas o que se tem passado é precisamente o inverso, situando-se em níveis semelhantes aos do inicio da década de 80.
Então porque razão está a crescer o número de desempregados?
Na minha opinião isso deve-se ao facto de a economia madeirense ser excessivamente dependente do investimento público, e neste momento, com um endividamento público exorbitante(igual a 100% do orçamento regional anual), o investimento tem sido reduzido, levando ao consequente aumento do desemprego.
Para inverter esta situação temos de ser capazes de atrair investimento privado externo.
Com politicas de atração de investimento e com uma maior qualificação dos nossos recursos humanos tudo seria mais fácil, no entanto existem áreas económicas onde aínda podemos fazer a diferença, como por exemplo o turismo.
Temos de olhar para os erros cometidos no passado e aprender com eles. Temos de ser capazes de melhorar as nossas qualificações. Com outras qualificações poderemos diversificar a nossa economia e atrair o desejado investimento.
Existe um modelo económico alternativo a este que tem sido seguido por este governo regional. A economia não se pode limitar á construção civil e construção de infraestruturas, ainda para mais quando estas actividades poêm muitas vezes em causa a qualidade em sectores chaves e tradicionais da nossa economia, como é o caso turismo, destruindo o nosso melhor cartaz turistico que é a paisagem natural.
A MUDANÇA é possivel. A Madeira tem futuro.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Garrote financeiro
"Considerando a importância e a necessidade de promover/
divulgar o destino turístico Madeira, através da Associação de
Promoção da Região Autónoma da Madeira, como um
instrumento fundamental para orientar a política do Governo
Regional para o desenvolvimento turístico da Região.
Considerando que a Associação de Promoção da Região
Autónoma da Madeira prossegue o objectivo estatutário de apoiar
o Governo Regional na promoção do destino turístico Madeira;
Considerando, ainda, que a Associação de Promoção da
Região Autónoma da Madeira é uma associação de direito
privado, se encontra vocacionada para a concretização de
actividades de promoção e captação de negócio através de
actividades nas áreas de relações públicas, apoio a eventos,
congressos e incentivos, acções promocionais e de parceria;
O Conselho de Governo reunido em plenário em 21 de Julho
de 2005, resolveu..." (retirado do JORAM)
Atribuir a verba de 99.225 €.
Por outro lado o Governo da República só atribuiu, através do programa PITER, 114.000.000 €, para o Porto Santo.
E aínda têm lata de morder a mão que lhes dá de comer.
divulgar o destino turístico Madeira, através da Associação de
Promoção da Região Autónoma da Madeira, como um
instrumento fundamental para orientar a política do Governo
Regional para o desenvolvimento turístico da Região.
Considerando que a Associação de Promoção da Região
Autónoma da Madeira prossegue o objectivo estatutário de apoiar
o Governo Regional na promoção do destino turístico Madeira;
Considerando, ainda, que a Associação de Promoção da
Região Autónoma da Madeira é uma associação de direito
privado, se encontra vocacionada para a concretização de
actividades de promoção e captação de negócio através de
actividades nas áreas de relações públicas, apoio a eventos,
congressos e incentivos, acções promocionais e de parceria;
O Conselho de Governo reunido em plenário em 21 de Julho
de 2005, resolveu..." (retirado do JORAM)
Atribuir a verba de 99.225 €.
Por outro lado o Governo da República só atribuiu, através do programa PITER, 114.000.000 €, para o Porto Santo.
E aínda têm lata de morder a mão que lhes dá de comer.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Organizar a estrutura politico-administrativa da RAM
Esta parece ser a altura certa para ‘’arrumar a casa’’ e organizar a estrutura politico-administrativa da nossa Região Autónoma. Senão, vejamos:
O actual organigrama é o seguinte:
- Presidência do Governo regional
- Vice-Presidência do Governo Regional
- Secretaria Regional dos Recursos Humanos
- Secretaria Regional do Turismo e Cultura
- Secretaria Regional Equipamento Social e Transportes
- Secretaria Regional Assuntos Sociais
- Secretaria Regional da Educação
- Secretaria Regional do Plano e Finanças
- Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais
Penso que não se concebe a inexistência de uma Secretaria Regional da Economia. Neste mundo globalizado e supercompetitivo, em que os governos têm a responsabilidade e a iniciativa de procurar investimento privado, na Madeira não existe um organismo que reúna um conjunto de competências características de uma secretaria de economia. A Região Autónoma do Açores possuem uma Secretária Regional da Economia e tão bem tem dado bons frutos. É só perguntar ao deputado-empresário Sílvio Santos, ao Grupo Sá entre outros, que têm investido nos Açores e que beneficiam desta estrutura. Estas competências na nossa Região encontram-se fragmentadas por inúmeras estruturas tuteladas ora pela Vice-Presidência, ora pela Secretaria Regional do Turismo, ora Secretaria Regional do Plano e Finanças e até pela Secretaria do Ambiente e Recursos Naturais. Lembram-se da campanha lançada por esta última para os produtos regionais (o que é feito dessa campanha?)? Esta nova Secretaria passava a integrar a Gabinete da Zona Franca da Madeira e Instituto de Gestão de Fundos Comunitários na actualidade sob a dependência da Secretaria Regional das Finanças.
Eu eliminava também a Secretaria Regional do Turismo, as competências da Direcção Regional do Turismo eram reforçadas e incrementava as parcerias com a Associação de Promoção da Madeira. Julgo que existir ao maior nível uma Secretaria Regional do Turismo, mesmo enquanto maior actividade económica não se justifica, soa a república das bananas. Por outro lado, a Cultura que é tutelada por esta Secretaria passava a integrar a Secretaria Regional da Educação. A DRAC, a Biblioteca Regional e o Arquivo, museus, etc. estão sob a dependência do Turismo e os resultados estão à vista de todos. Há-que aproximar estas estruturas das instituições de ensino tuteladas pela Secretaria Regional da Educação. Parece (?) que criaram-se Secretarias para se adaptar aos gostos dos que as governam…
Actualmente a Secretaria Regional Equipamento Social e Transportes tutela o ordenamento do território em vez da Secretária Regional do Ambiente, penso até que deve ser caso único na Europa. Muitas das agressões ambientais que se têm feito na nossa Região devem-se em parte à fraca sensibilidade por parte dos técnicos da SREST para as questões da gestão e conservação da Natureza. O ambiente e o ordenamento do território são indissociáveis!
O actual organigrama é o seguinte:
- Presidência do Governo regional
- Vice-Presidência do Governo Regional
- Secretaria Regional dos Recursos Humanos
- Secretaria Regional do Turismo e Cultura
- Secretaria Regional Equipamento Social e Transportes
- Secretaria Regional Assuntos Sociais
- Secretaria Regional da Educação
- Secretaria Regional do Plano e Finanças
- Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais
Penso que não se concebe a inexistência de uma Secretaria Regional da Economia. Neste mundo globalizado e supercompetitivo, em que os governos têm a responsabilidade e a iniciativa de procurar investimento privado, na Madeira não existe um organismo que reúna um conjunto de competências características de uma secretaria de economia. A Região Autónoma do Açores possuem uma Secretária Regional da Economia e tão bem tem dado bons frutos. É só perguntar ao deputado-empresário Sílvio Santos, ao Grupo Sá entre outros, que têm investido nos Açores e que beneficiam desta estrutura. Estas competências na nossa Região encontram-se fragmentadas por inúmeras estruturas tuteladas ora pela Vice-Presidência, ora pela Secretaria Regional do Turismo, ora Secretaria Regional do Plano e Finanças e até pela Secretaria do Ambiente e Recursos Naturais. Lembram-se da campanha lançada por esta última para os produtos regionais (o que é feito dessa campanha?)? Esta nova Secretaria passava a integrar a Gabinete da Zona Franca da Madeira e Instituto de Gestão de Fundos Comunitários na actualidade sob a dependência da Secretaria Regional das Finanças.
Eu eliminava também a Secretaria Regional do Turismo, as competências da Direcção Regional do Turismo eram reforçadas e incrementava as parcerias com a Associação de Promoção da Madeira. Julgo que existir ao maior nível uma Secretaria Regional do Turismo, mesmo enquanto maior actividade económica não se justifica, soa a república das bananas. Por outro lado, a Cultura que é tutelada por esta Secretaria passava a integrar a Secretaria Regional da Educação. A DRAC, a Biblioteca Regional e o Arquivo, museus, etc. estão sob a dependência do Turismo e os resultados estão à vista de todos. Há-que aproximar estas estruturas das instituições de ensino tuteladas pela Secretaria Regional da Educação. Parece (?) que criaram-se Secretarias para se adaptar aos gostos dos que as governam…
Actualmente a Secretaria Regional Equipamento Social e Transportes tutela o ordenamento do território em vez da Secretária Regional do Ambiente, penso até que deve ser caso único na Europa. Muitas das agressões ambientais que se têm feito na nossa Região devem-se em parte à fraca sensibilidade por parte dos técnicos da SREST para as questões da gestão e conservação da Natureza. O ambiente e o ordenamento do território são indissociáveis!
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Demissão II
É dado por certo por muita gente que o Presidente do GR vai anunciar o pedido de demissão.
A verificar-se este cenário, fica claro o desespero em que se encontra o PSD-Madeira.
Com uma nova lei eleitoral, mais justa e muito menos favorável ao PSD, os danos internos serão tremendos, podendo o PSD perder cerca de 20 deputados.
Por outro lado temos ouvido alguns sectores do PSD regional a afirmar que é necessário fazer uma sangria interna, isto é, que é necessário eliminar alguns parasitas que apenas querem usar o PSD e o GR em beneficio próprio.
Não deixa de ser interessante que sejam algumas personagens de topo do PSD Madeira a afirmar agora o que o PS Madeira vem afirmando á muito tempo.
Mas esta imagem de virgens ofendidas não convence ninguem. Se esses parasitas existem dentro do PSD é porque sempre tiveram onde se alimentar, e arrisco-me a dizer, á vista de todos.
Do lado do PS, e apesar do cenário de eleições em 2008 ser mais agradável, pois acentuaria-se a queda do PSD e o crescimento do PS, como dizia eu, do lado do PS está tudo preparado para ir a eleições e disputar o melhor resultado de sempre.
Os conflitos internos no PS Madeira são residuais, e estão confinados a alguns ressabiados que não pôem os pés em nenhuma iniciativa do PS, á décadas.
P.S. - Quem deve estar a ver a vida a andar para trás são os deputados Isidoro e Ismael que foram eleitos pelas listas do PS e depois passaram a corsários do PSD Madeira, aínda por cima pagos com o dinheiro de todos nós.
A verificar-se este cenário, fica claro o desespero em que se encontra o PSD-Madeira.
Com uma nova lei eleitoral, mais justa e muito menos favorável ao PSD, os danos internos serão tremendos, podendo o PSD perder cerca de 20 deputados.
Por outro lado temos ouvido alguns sectores do PSD regional a afirmar que é necessário fazer uma sangria interna, isto é, que é necessário eliminar alguns parasitas que apenas querem usar o PSD e o GR em beneficio próprio.
Não deixa de ser interessante que sejam algumas personagens de topo do PSD Madeira a afirmar agora o que o PS Madeira vem afirmando á muito tempo.
Mas esta imagem de virgens ofendidas não convence ninguem. Se esses parasitas existem dentro do PSD é porque sempre tiveram onde se alimentar, e arrisco-me a dizer, á vista de todos.
Do lado do PS, e apesar do cenário de eleições em 2008 ser mais agradável, pois acentuaria-se a queda do PSD e o crescimento do PS, como dizia eu, do lado do PS está tudo preparado para ir a eleições e disputar o melhor resultado de sempre.
Os conflitos internos no PS Madeira são residuais, e estão confinados a alguns ressabiados que não pôem os pés em nenhuma iniciativa do PS, á décadas.
P.S. - Quem deve estar a ver a vida a andar para trás são os deputados Isidoro e Ismael que foram eleitos pelas listas do PS e depois passaram a corsários do PSD Madeira, aínda por cima pagos com o dinheiro de todos nós.
A demissão
Ao que parece AJJ irá anunciar hoje pelas 18h a sua demissão do cargo de Presidente do Governo Regional. O Presidente da República já foi informado desta decisão.
Provocar a queda do Governo Regional nesta altura e nas actuais circunstâncias é um sinal da mais pura irresponsabilidade política. AJJ assume que não tem sentido de Estado e competência para governar sob regras mais exigentes e transparentes, conforme exige a nova Lei das Finanças Regionais, e que é incapaz de governar em situação de maior aperto financeiro. Falta-lhe a criatividade e a habilidade exigidas para governar. Que cara e legitimidade tem para governar após este período? Que novos superpoderes terá para fazer face às dificuldades? É que a nova Lei das Finanças para as Regiões Autónomas não será alterada…
Outra evidência tem a haver com o facto dos menores recursos financeiros disponíveis, AJJ não ser capaz de estancar os benefícios e o clientelismo que gira à volta do Executivo Regional. Os Ramos, os Sousas, os Avelinos, os Santos, etc., adquiriram estatutos e direitos já muito difíceis de tornar reversíveis conforme explica muito bem o Professor Virgílio Pereira.
Esta demissão provocará instabilidade política, altamente penalizadora para uma economia frágil e dependente do exterior. Tudo para alimentar guerrilhas politico-partidárias dentro do próprio PSD-M, conforme o próprio já admitiu quando falou em ‘’sangria’’ no último sábado.
AJJ é vitima de si próprio, pela defesa de um modelo socioeconómico que indiscutivelmente fracassou, e das criaturas sorvedouras do Orçamento Regional que foi alimentando e protegendo ao longo destes últimos 30 anos de poder.
Provocar a queda do Governo Regional nesta altura e nas actuais circunstâncias é um sinal da mais pura irresponsabilidade política. AJJ assume que não tem sentido de Estado e competência para governar sob regras mais exigentes e transparentes, conforme exige a nova Lei das Finanças Regionais, e que é incapaz de governar em situação de maior aperto financeiro. Falta-lhe a criatividade e a habilidade exigidas para governar. Que cara e legitimidade tem para governar após este período? Que novos superpoderes terá para fazer face às dificuldades? É que a nova Lei das Finanças para as Regiões Autónomas não será alterada…
Outra evidência tem a haver com o facto dos menores recursos financeiros disponíveis, AJJ não ser capaz de estancar os benefícios e o clientelismo que gira à volta do Executivo Regional. Os Ramos, os Sousas, os Avelinos, os Santos, etc., adquiriram estatutos e direitos já muito difíceis de tornar reversíveis conforme explica muito bem o Professor Virgílio Pereira.
Esta demissão provocará instabilidade política, altamente penalizadora para uma economia frágil e dependente do exterior. Tudo para alimentar guerrilhas politico-partidárias dentro do próprio PSD-M, conforme o próprio já admitiu quando falou em ‘’sangria’’ no último sábado.
AJJ é vitima de si próprio, pela defesa de um modelo socioeconómico que indiscutivelmente fracassou, e das criaturas sorvedouras do Orçamento Regional que foi alimentando e protegendo ao longo destes últimos 30 anos de poder.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Breve reflexão sobre o Referendo
O balanço destes últimos dois meses de debate sobre a questão colada a referendo foi em meu entender positivo. Primeiro, porque permitiu esclarecer os que se alheavam desta questão. Houve imensos debates, muita e variada informação, etc. Segundo, e em comparação com os dois referendos anteriores, houve maior maturidade intelectual, maior envolvimento dos cidadãos, da juventude, e até dos agentes políticos, de um modo geral houve maior interesse em adquirir conhecimento e envolver-se no debate.
Atrevo-me a afirmar que é maior o conjunto de questões que unem do que as que desunem os dois movimentos opositores. Salvo um grupo minoritário, dentro do movimento do Não, a grande maioria está insatisfeita com a actual lei. Há que forçosamente haver alterações. Alterações de forma a conferir maior segurança e dignidade à mulher e defender o elemento mais fraco nesta cadeia de valor e de interesse, o feto.
Estamos insatisfeitos com a possibilidade de no quadro jurídico nacional haver a condenação da mulher que aborta. Estamos insatisfeitos pelo facto do sistema não perseguir/condenar os promotores do aborto, muitos dos quais profissionais de saúde. Estamos insatisfeitos pelas evidentes insuficiências nos processos de planeamento familiar. Estamos insatisfeitos com a negligência do Estado perante os que carecem de apoio para suportar uma nova vida. Estamos insatisfeitos com a falta de vontade política dos governantes que ocupam ou ocuparam lugares de decisão política. Na minha opinião, e independentemente da nossa posição no dia 11, é evidente a falta de vontade politica dos governantes para alterar o rumo das coisas, que de forma transversal interferem com esta questão. Existe ainda muito por fazer em prol do bem-estar e da qualidade de vida do cidadão português.
Existe uma certeza, a responsabilidade é maior para o movimento do Não se porventura ganhar. Não pode cruzar os braços, acomodadar-se ou ficar indiferente. Há que mover forças para alterar a actual situação.
Atrevo-me a afirmar que é maior o conjunto de questões que unem do que as que desunem os dois movimentos opositores. Salvo um grupo minoritário, dentro do movimento do Não, a grande maioria está insatisfeita com a actual lei. Há que forçosamente haver alterações. Alterações de forma a conferir maior segurança e dignidade à mulher e defender o elemento mais fraco nesta cadeia de valor e de interesse, o feto.
Estamos insatisfeitos com a possibilidade de no quadro jurídico nacional haver a condenação da mulher que aborta. Estamos insatisfeitos pelo facto do sistema não perseguir/condenar os promotores do aborto, muitos dos quais profissionais de saúde. Estamos insatisfeitos pelas evidentes insuficiências nos processos de planeamento familiar. Estamos insatisfeitos com a negligência do Estado perante os que carecem de apoio para suportar uma nova vida. Estamos insatisfeitos com a falta de vontade política dos governantes que ocupam ou ocuparam lugares de decisão política. Na minha opinião, e independentemente da nossa posição no dia 11, é evidente a falta de vontade politica dos governantes para alterar o rumo das coisas, que de forma transversal interferem com esta questão. Existe ainda muito por fazer em prol do bem-estar e da qualidade de vida do cidadão português.
Existe uma certeza, a responsabilidade é maior para o movimento do Não se porventura ganhar. Não pode cruzar os braços, acomodadar-se ou ficar indiferente. Há que mover forças para alterar a actual situação.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Controlo da Comunicação Social II
O relacionamento do Governo Regional da Madeira com os órgãos de comunicação do arquipélago demonstra bem como é que a liberdade de expressão pode ser condicionada num regime democrático.
Por Amilcar Correia no Público.
Por Amilcar Correia no Público.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Ai, a puta da democracia
"Custe o que custar [o Jornal da Madeira] tem de ser mantido para continuar a desenvolver uma luta contra o sistema imposto" Alberto João Jardim
Resta acrescentar que o "sistema imposto" ao Albertinho é o sistema democrático.
Resta acrescentar que o "sistema imposto" ao Albertinho é o sistema democrático.
Estudo da PWC Consulting ao JM

A grande dependência do poder regional é um dos aspectos mais negativos apontados pela PWC Consulting (2003) num estudo encomendado pela administração do jornal (..).
A "imagem negativa" do jornal, diz a PWC, assenta na "ausência de independência política e religiosa, dependência dos subsídios do governo, cultura conservadora, estilo/conteúdo editorial e tiragem desconhecida".
Constatou ainda que o antigo porta-voz católico "não é imparcial", mas "um misto de jornal informativo e opinativo com forte influência política". E conclui que "os capitais próprios negativos reflectem uma situação líquida preocupante". Com a entrada em vigor do Código das Sociedades Comerciais, "a dissolução da empresa poderá ser requerida por qualquer credor".
''Ministério Público investiga ingerência de Jardim no Jornal da Madeira''
por Tolentino de Nóbrega no PÚBLICO
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Porque custa o JM tão caro?
Segundo um relatório do Tribunal de Contas o Governo Regional atribuiu, apenas em 2005, 4.600.000 € ao Jornal da Madeira.
Num jornal com uma tiragem que não deve ultrapassar as 2000 unidades diárias,isto é, aproximadamente 750.000 exemplares por ano, significa que cada jornal custa aos contribuintes mais de 5€, isto sem contar com o dinheiro que era suposto o JM fazer com publicidade e com a venda dos próprios jornais.
Então como se explicam estes valores exorbitantes?
Estes valores só se podem explicar olhando para o painel de colaboradores do JM: Alberto João Jardim, Luís Filipe Malheiro, Gilberto Teixeira, Alberto Casimiro, Gabriel Drumond, Luciano Castanheira, Manuel de Portugal, R. Morna Nascimento, João Carlos Abreu entre muitos outros.
O JM não passa de uma forma encapotada do GR pagar a quadros do PSD com o dinheiro que é de todos os Madeirenses.
Alberto João sabe disso muito bem e sabe que a união dentro do PSD só se consegue se todos estiverem de barriga cheia, ou neste caso, bolsos cheios.
Mas estes abutres são insasiáveis e muitos deles acumulam estes honorários com os de assessores dos mais diversos departamentos do GR.
E nós, os madeirenses, todos sem excepção, a pagar a esta matilha de ladrões.
Quando é que isto vai acabar?
PS 1 - Se o que estivesse em causa fosse a pluralidade de ideias e divulgação das mesmas, como defende Alberto João, não seria de esperar que houvesse um esforço para que o JM pudesse ter uma tiragem maior!?
PS 2 - Será que ninguem acha estranho que o PSD tenha o apoio eleitoral que tem e que muito pouca gente queira saber do seu jornal oficioso?
Num jornal com uma tiragem que não deve ultrapassar as 2000 unidades diárias,isto é, aproximadamente 750.000 exemplares por ano, significa que cada jornal custa aos contribuintes mais de 5€, isto sem contar com o dinheiro que era suposto o JM fazer com publicidade e com a venda dos próprios jornais.
Então como se explicam estes valores exorbitantes?
Estes valores só se podem explicar olhando para o painel de colaboradores do JM: Alberto João Jardim, Luís Filipe Malheiro, Gilberto Teixeira, Alberto Casimiro, Gabriel Drumond, Luciano Castanheira, Manuel de Portugal, R. Morna Nascimento, João Carlos Abreu entre muitos outros.
O JM não passa de uma forma encapotada do GR pagar a quadros do PSD com o dinheiro que é de todos os Madeirenses.
Alberto João sabe disso muito bem e sabe que a união dentro do PSD só se consegue se todos estiverem de barriga cheia, ou neste caso, bolsos cheios.
Mas estes abutres são insasiáveis e muitos deles acumulam estes honorários com os de assessores dos mais diversos departamentos do GR.
E nós, os madeirenses, todos sem excepção, a pagar a esta matilha de ladrões.
Quando é que isto vai acabar?
PS 1 - Se o que estivesse em causa fosse a pluralidade de ideias e divulgação das mesmas, como defende Alberto João, não seria de esperar que houvesse um esforço para que o JM pudesse ter uma tiragem maior!?
PS 2 - Será que ninguem acha estranho que o PSD tenha o apoio eleitoral que tem e que muito pouca gente queira saber do seu jornal oficioso?
Mais do que suficiente!
Vi uma ecografia em três dimensões de um feto às 10 semanas. Foi uma experiência muito forte, onde observei o movimento das mãos e dos braços e ouvi o batimento do coração. Desde esse momento fiquei com a convicção profunda deque ali está “alguém” como eu. Aquele ser pode ser mais ou menos “desejado”, mas é único e irrepetível. Apesar de não ter voz para gritar merece ser protegido.
Depois de ouvir os argumentos do “sim” sobre a humilhação da mulher exposta a ser julgada, tenho de concluir que a maior das “humilhações” seria a do feto a quem não se reconhece a existência e o direito a viver.
''Três razões para o “não”'' por Paulo Marcelo, Advogado e professor universitário no DE.
Depois de ouvir os argumentos do “sim” sobre a humilhação da mulher exposta a ser julgada, tenho de concluir que a maior das “humilhações” seria a do feto a quem não se reconhece a existência e o direito a viver.
''Três razões para o “não”'' por Paulo Marcelo, Advogado e professor universitário no DE.
Porque SIM
Muitos dos defensores da Não despenalização do aborto no referendo realizado em 98, defendiam que era possível implementar politicas de apoio ás familias, educação sexual, agilização dos processos de adopção, etc. de modo a fazer diminuir o nº de abortos realizados em Portugal.
Entretanto alguns desses politicos já tiveram responsabilidades governativas, como por exemplo o Dr. Bagão Felix, entre outros.
Passado todo este tempo essas politicas continuam por implementar, e continuaram por muito mais tempo se o Sim não ganhar no referendo do dia 11 de Fevereiro.
E porque não foram implementadas essas politicas!?
A resposta é simples. Nunca foi intensão desses politicos implementá-las. Apenas pretendiam que a despenalização não fosse aprovada. Esse era o objectivo imediato.
Por outro lado não há nenhum estudo que indique que a lei actual é eficaz na diminuição do nº de abortos. Não digo que a despenalização será mais eficaz. Seria hipócrita da minha parte afirmá-lo. Mas pelo menos eliminariamos grande parte dos danos que a actual lei trás ás mulheres que efectuam um aborto clandestinamente.
Por isso, é importante que todos os que consideram que a situação não pode continuar como está, votem SIM no próximo dia 11. Não votar ou votar Não, não é contribuir para que diminua o nº de abortos realizados em Portugal, é sim contribuir para que esses abortos se realizem sem nenhum apoio, sem nenhum aconselhamento e com danos irreparáveis para muitas mulheres.
Entretanto alguns desses politicos já tiveram responsabilidades governativas, como por exemplo o Dr. Bagão Felix, entre outros.
Passado todo este tempo essas politicas continuam por implementar, e continuaram por muito mais tempo se o Sim não ganhar no referendo do dia 11 de Fevereiro.
E porque não foram implementadas essas politicas!?
A resposta é simples. Nunca foi intensão desses politicos implementá-las. Apenas pretendiam que a despenalização não fosse aprovada. Esse era o objectivo imediato.
Por outro lado não há nenhum estudo que indique que a lei actual é eficaz na diminuição do nº de abortos. Não digo que a despenalização será mais eficaz. Seria hipócrita da minha parte afirmá-lo. Mas pelo menos eliminariamos grande parte dos danos que a actual lei trás ás mulheres que efectuam um aborto clandestinamente.
Por isso, é importante que todos os que consideram que a situação não pode continuar como está, votem SIM no próximo dia 11. Não votar ou votar Não, não é contribuir para que diminua o nº de abortos realizados em Portugal, é sim contribuir para que esses abortos se realizem sem nenhum apoio, sem nenhum aconselhamento e com danos irreparáveis para muitas mulheres.
O verdadeiro combate pela liberdade
"Eu sou contra o aborto e até acho que está ali uma vida humana. Mas não devo impor esta minha opinião aos outros. Tem de haver liberdade para decidir." Muitas pessoas votarão "sim" no próximo referendo com esta posição. Acham que em tema tão decisivo para a vida da mulher deve dar-se liberdade.
Em todos os outros aspectos sociais ninguém raciocina deste modo. Nunca se ouviu dizer: "Eu até acho que se deve conduzir devagar, mas cada um é livre de andar como quiser"; ou "Eu até penso que não se deve despedir sem justa causa, mas a liberdade empresarial deve prevalecer"; ou ainda "Eu até sou contra a droga, mas cada um que decida".
''O verdadeiro combate pela liberdade'' por João César das Neves no DN.
Em todos os outros aspectos sociais ninguém raciocina deste modo. Nunca se ouviu dizer: "Eu até acho que se deve conduzir devagar, mas cada um é livre de andar como quiser"; ou "Eu até penso que não se deve despedir sem justa causa, mas a liberdade empresarial deve prevalecer"; ou ainda "Eu até sou contra a droga, mas cada um que decida".
''O verdadeiro combate pela liberdade'' por João César das Neves no DN.
domingo, fevereiro 04, 2007
''Alberto João e bom comportamento''
(...) não o aprecio enquanto figura pública. Não gosto do estilo populista, do tom frequentemente desbragado, da forma como que se refere às instituições públicas, da atitude de chantagem permanente em relação ao "Continente". Considero mesmo que poucos políticos se podem dar ao luxo, como ele o faz, de beneficiar de uma impunidade quase total no quadro de uma democracia, gozando de uma liberdade de expressão e de acção praticamente ilimitadas. Não gosto destes aspectos nem do muito do que nos vai chegando acerca das práticas políticas locais na Madeira. Por tudo isto, não me parece que o contributo dele para o Portugal democrático possa ser encarado como meritório ou louvável.
''Alberto João e bom comportamento'' por Elisa Ferreira no JN
''Alberto João e bom comportamento'' por Elisa Ferreira no JN
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Surf, um exemplo de turismo sustentável

Many good surf spots are in remote areas. Therefore surf tourism can provide a source of income for people living outside big cities or in poorer countries. With the surfers’ respect for the ocean and environment, surf tourism can be sustainable, as it does not generally cause ecological damage.
Spain: The example of the Spanish surfing village Mundaka shows how important surf tourism can be for a local economy. There, excavations had changed the currents at the beach break, thus destroying the swell. The economy of the village was so dependent on the surfers and the annual surf competitions, that the Spanish government assigned a geological institute to study how to reconstruct the famous wave/or institute with the task of reconstructing the famous wave.
Surf Tourism: Spanish and Indonesian case studies in UN Atlas of the Ocean (2/02/2007)
Grande Tema: Grupos de interesse e outras estórias
O Grande Tema do Tribuna da Madeira sofreu um reajustamento, ou como refere o jornalista ''um arejamento'', sai Coito Pita entra Virgilio Pereira.
''Virgilio Pereira – No PSD há um grupo de cidadãos que se diz fiel e indefectível do presidente do Governo, mas estão lá nitidamente a defender os seus interesses, e nada mais. E querem que ele [Jardim] continue, para, acima de tudo, defenderem os seus interesses. Não são os interesses do partido nem os da Região que estão em causa.
Tribuna – O grupo está identificado?
Virgilio Pereira – Os senhores jornalistas e também os meus colegas de painel têm um poder de investigação que eu admiro. Investiguem.''
Ver AQUI
''Virgilio Pereira – No PSD há um grupo de cidadãos que se diz fiel e indefectível do presidente do Governo, mas estão lá nitidamente a defender os seus interesses, e nada mais. E querem que ele [Jardim] continue, para, acima de tudo, defenderem os seus interesses. Não são os interesses do partido nem os da Região que estão em causa.
Tribuna – O grupo está identificado?
Virgilio Pereira – Os senhores jornalistas e também os meus colegas de painel têm um poder de investigação que eu admiro. Investiguem.''
Ver AQUI
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Materializar as boas intenções: Agência para a Qualidade do Ensino Superior
Este Decreto-Lei, aprovado na generalidade para consulta pública, visa criar a Agência para a Qualidade do Ensino Superior, com a natureza de fundação de direito privado, no seguimento das recomendações emitidas pela ENQA (European Association for Quality Assurance in Higher Education).
A Agência, que representa um elemento central para a reforma do ensino superior português, tem como fim a promoção da qualidade do ensino superior, designadamente através dos procedimentos de avaliação e de acreditação dos estabelecimentos de ensino superior e dos seus ciclos de estudos, bem como o desempenho das funções inerentes à inserção de Portugal no sistema europeu de garantia da qualidade do ensino superior.
Resolução de Conselho de Ministro de 1/02/07
A Agência, que representa um elemento central para a reforma do ensino superior português, tem como fim a promoção da qualidade do ensino superior, designadamente através dos procedimentos de avaliação e de acreditação dos estabelecimentos de ensino superior e dos seus ciclos de estudos, bem como o desempenho das funções inerentes à inserção de Portugal no sistema europeu de garantia da qualidade do ensino superior.
Resolução de Conselho de Ministro de 1/02/07
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Parque automóvel novo em Portugal é o menos poluente da Europa
O actual regime tributário automóvel “empurrou” os consumidores portugueses para a compra de veículos de menor cilindrada e transformou Portugal no país com menores emissões de CO2 da União Europeia.
Enquanto a média europeia é de 163gramas/100km, Portugal pode orgulhar-se de registar emissões médias de 143g/100km nos automóveis novos. A Alemanha e a Suécia têm valores de 189 e 192g/100km.
No DE
Enquanto a média europeia é de 163gramas/100km, Portugal pode orgulhar-se de registar emissões médias de 143g/100km nos automóveis novos. A Alemanha e a Suécia têm valores de 189 e 192g/100km.
No DE
Simplex 2007 Vs Operação Arrasar: Inércia e Incompetência
Em Julho de 2005 o Presidente do GR anunciava o início do processo de simplificação e desburocratização da Administração Pública Regional, denominado então por este de ''Operação Arrasar''. Volvidos quase 19 meses os resultados são uma mão cheia de nada. Apenas um slogan e nem sequer uma apresentação com o mal-amado powerpoint.
Pelo contrário, o Governo da República apresentou o Simplex 2006, fez o balanço deste e apresentou já um pacote de novas medidas, Simplex 2007, para a agilização da máquina da Administração Pública Central.
Consultar AQUI o Simplex 2007.
Pelo contrário, o Governo da República apresentou o Simplex 2006, fez o balanço deste e apresentou já um pacote de novas medidas, Simplex 2007, para a agilização da máquina da Administração Pública Central.
Consultar AQUI o Simplex 2007.
terça-feira, janeiro 30, 2007
"Palmas porque é festa! por Rogério Freitas Sousa
No passado dia 10, foi publicada a Resolução nº 1/2007/M do Conselho do Governo Regional, que ratificou a suspensão parcial do plano director municipal do Município do Funchal e as medidas preventivas a sujeitar as áreas suspensas, aprovadas - uma e outras - por deliberação da Assembleia Municipal de 29 de Setembro de 2006.
Não convém esquecer que a dita suspensão parcial do plano director da iniciativa do Município do Funchal incidia sobre os “espaços urbanos, zona mista habitacional e terciária, central, habitacional, turística, de paisagem humanizada protegida do Monte, industriais, de equipamentos colectivos e serviços públicos, quintas e outras zonas verdes privadas...”. E que teve por objecto um vasto conjunto de pontuais e cirúrgicas regras do respectivo regulamento municipal. Seguramente seleccionadas à lupa grada para que o regabofe continue e seja incrementado, sem mais problemas com ilegalidades – maiores ou menores - do dia a dia.
Neste contexto, a Resolução nº 1/2007/M do Sr. Conselho do Governo Regional é lapidar e imaculada: ela – a resolução – foi adoptada porque, como expressamente consta do seu preâmbulo, “o processo foi instruído com a colaboração da Direcção Regional do Ordenamento do Território…”. Ponto final! Parágrafo, travessão!
Tanto basta para que o Sr. Conselho do Governo Regional tenha por claramente satisfeitas as obrigações que sobre si impendia de especialmente fundamentar a sua inócua Resolução de ratificação da suspensão parcial do plano director municipal.
Na verdade, e sem ser preciso condescender, só gente muito má formada e intelectualmente desonesta – no calão: burra quadrada! - pode não perceber, perante a simplicidade, clareza, logicidade e suficiência textual da Resolução nº 1/2007/M, o iter lógico que lhe precedeu. Concretamente, as transparentes e evidentes “circunstâncias excepcionais”, a detalhada e minuciosa “alteração significativa das perspectivas de desenvolvimento” e os indiscutíveis e ostensivos “interesses públicos relevantes” afectados.
Está lá tudo: na colaboração da Direcção Regional do Ordenamento do Território!!!
Só aí porque a Resolução tal qual publicada no Jornal Oficial mais parece uma tardia e rude peça de circo ou uma pífia brincadeira de Carnaval."
No Directriz
Não convém esquecer que a dita suspensão parcial do plano director da iniciativa do Município do Funchal incidia sobre os “espaços urbanos, zona mista habitacional e terciária, central, habitacional, turística, de paisagem humanizada protegida do Monte, industriais, de equipamentos colectivos e serviços públicos, quintas e outras zonas verdes privadas...”. E que teve por objecto um vasto conjunto de pontuais e cirúrgicas regras do respectivo regulamento municipal. Seguramente seleccionadas à lupa grada para que o regabofe continue e seja incrementado, sem mais problemas com ilegalidades – maiores ou menores - do dia a dia.
Neste contexto, a Resolução nº 1/2007/M do Sr. Conselho do Governo Regional é lapidar e imaculada: ela – a resolução – foi adoptada porque, como expressamente consta do seu preâmbulo, “o processo foi instruído com a colaboração da Direcção Regional do Ordenamento do Território…”. Ponto final! Parágrafo, travessão!
Tanto basta para que o Sr. Conselho do Governo Regional tenha por claramente satisfeitas as obrigações que sobre si impendia de especialmente fundamentar a sua inócua Resolução de ratificação da suspensão parcial do plano director municipal.
Na verdade, e sem ser preciso condescender, só gente muito má formada e intelectualmente desonesta – no calão: burra quadrada! - pode não perceber, perante a simplicidade, clareza, logicidade e suficiência textual da Resolução nº 1/2007/M, o iter lógico que lhe precedeu. Concretamente, as transparentes e evidentes “circunstâncias excepcionais”, a detalhada e minuciosa “alteração significativa das perspectivas de desenvolvimento” e os indiscutíveis e ostensivos “interesses públicos relevantes” afectados.
Está lá tudo: na colaboração da Direcção Regional do Ordenamento do Território!!!
Só aí porque a Resolução tal qual publicada no Jornal Oficial mais parece uma tardia e rude peça de circo ou uma pífia brincadeira de Carnaval."
No Directriz
segunda-feira, janeiro 29, 2007
As confissões de Rita
Lembram-se da manifestação espontânea de professores aquando da deslocação de José Socrates à Madeira?
Pois é! Afinal não foi espontânea, foi organizada.
Organizada por alguns sindicalistas, entre os quais Rita Pestana.
Ficamos a saber, através de declarações desta sindicalista, que esta informou Alberto João Jardim do que se iria passar, e que este concordou e deu a sua autorização.
Tudo isto é irregular.
O normal quando se organiza uma manifestação é informar as autoridades policiais,e não o Presidente do GR que não tem nenhuma competência nesta matéria, de modo que a policia possa garantir a segurança de todos (manifestantes inclusivé).
Por outro lado o Presidente do GR não tem nada que dar ou deixar de dar a sua autorização, apesar de vontade não lhe faltar.
Então, porque pediu Rita Pestana autorização a Alberto João Jardim!?
O que queria ela que este lhe desse?
Não sei responder, são apenas algumas perguntas que ficam no ar.
Pois é! Afinal não foi espontânea, foi organizada.
Organizada por alguns sindicalistas, entre os quais Rita Pestana.
Ficamos a saber, através de declarações desta sindicalista, que esta informou Alberto João Jardim do que se iria passar, e que este concordou e deu a sua autorização.
Tudo isto é irregular.
O normal quando se organiza uma manifestação é informar as autoridades policiais,e não o Presidente do GR que não tem nenhuma competência nesta matéria, de modo que a policia possa garantir a segurança de todos (manifestantes inclusivé).
Por outro lado o Presidente do GR não tem nada que dar ou deixar de dar a sua autorização, apesar de vontade não lhe faltar.
Então, porque pediu Rita Pestana autorização a Alberto João Jardim!?
O que queria ela que este lhe desse?
Não sei responder, são apenas algumas perguntas que ficam no ar.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
quarta-feira, janeiro 24, 2007
As mulheres que conheço
Uma das consequências do actual quadro legislativo em relação ao aborto é que não se consegue ter uma percepção da dimensão do problema do aborto clandestino.
Concerteza TODOS conhecemos pessoas que já abortaram. Algumas vezes temos conhecimento do caso. Na maior parte das vezes não.
Conheço várias mulheres que em determinada altura da sua vida tiveram uma gravidez indesejada, e acabaram por realizar um aborto.
Não as vejo, a nenhuma delas, como criminosas. Vejo-as como via antes de tomarem essa decisão dificil. Respeito a decisão delas, seja ela qual fôr.
Por outro lado, não me vejo a mim como cumplice e criminoso, mas tenho a certeza que não me conseguiria olhar ao espelho se denunciasse aqueles "crimes", e obrigasse aquelas amigas a uma exposição pública humilhante.
O objecivo de reduzir o número de abortos não é conseguido com a actual lei. E os danos colaterais desta lei são enormes. Assim sendo, considero que esta lei deve ser alterada.
O meu apelo é que pensem nas vossas amigas, irmãs, primas, mãe. E sintam o que seria vêlas humilhadas na praça pública por uma decisão que é intima e pessoal.
Concerteza TODOS conhecemos pessoas que já abortaram. Algumas vezes temos conhecimento do caso. Na maior parte das vezes não.
Conheço várias mulheres que em determinada altura da sua vida tiveram uma gravidez indesejada, e acabaram por realizar um aborto.
Não as vejo, a nenhuma delas, como criminosas. Vejo-as como via antes de tomarem essa decisão dificil. Respeito a decisão delas, seja ela qual fôr.
Por outro lado, não me vejo a mim como cumplice e criminoso, mas tenho a certeza que não me conseguiria olhar ao espelho se denunciasse aqueles "crimes", e obrigasse aquelas amigas a uma exposição pública humilhante.
O objecivo de reduzir o número de abortos não é conseguido com a actual lei. E os danos colaterais desta lei são enormes. Assim sendo, considero que esta lei deve ser alterada.
O meu apelo é que pensem nas vossas amigas, irmãs, primas, mãe. E sintam o que seria vêlas humilhadas na praça pública por uma decisão que é intima e pessoal.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Açores confirmam Estatuto da Carreira Docente distinto
Os professores da ilha de São Miguel manifestaram-se ontem favoráveis, por larga maioria, à adopção de um estatuto da carreira docente específico para os Açores, cujo processo negocial com o Governo Regional deverá ficar concluído até Março.
Num plenário em Ponta Delgada, dos 501 votantes, 419 consideraram-se favoráveis ao estatuto regional, e apenas 64 rejeitaram a proposta do Governo açoriano. O presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) adiantou, no final do plenário, que o resultado do escrutínio "não significa uma adesão incondicional à proposta regional", uma vez que irão decorrer plenários idênticos nas restantes ilhas açorianas.
Para Armando Dutra, a questão das faltas e da avaliação contempladas na proposta de estatuto regional suscitam discordância por parte dos professores e merecem ser "melhor ponderadas". "Estou confiante que ainda vamos introduzir mais algumas alteração no estatuto regional", frisou o sindicalista, alegando que "em democracia o diálogo é essencial, até porque nenhuma das partes tem toda a verdade do seu lado".
No JN
Num plenário em Ponta Delgada, dos 501 votantes, 419 consideraram-se favoráveis ao estatuto regional, e apenas 64 rejeitaram a proposta do Governo açoriano. O presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) adiantou, no final do plenário, que o resultado do escrutínio "não significa uma adesão incondicional à proposta regional", uma vez que irão decorrer plenários idênticos nas restantes ilhas açorianas.
Para Armando Dutra, a questão das faltas e da avaliação contempladas na proposta de estatuto regional suscitam discordância por parte dos professores e merecem ser "melhor ponderadas". "Estou confiante que ainda vamos introduzir mais algumas alteração no estatuto regional", frisou o sindicalista, alegando que "em democracia o diálogo é essencial, até porque nenhuma das partes tem toda a verdade do seu lado".
No JN
segunda-feira, janeiro 22, 2007
domingo, janeiro 21, 2007
O sorvedouro Costa da Caparica
Os fenómenos naturais são manifestações de forças (químicas, físicas ou biológicas) que face a determinadas perturbações reagem procurando o equilíbrio. Deste modo, constrói, destrói, molda, etc.
Ora, o que acontece actualmente nas dunas da Costa da Caparica, são evidência de determinadas perturbações no ambiente, nomeadamente a construção de enrocamentos, pontões, muralhas de protecção, portos, etc. que alteram os processos naturais de dinâmica costeiras. A costa portuguesa sofre de processos naturais de regressão da costa (com o ganho de terra pelo mar), no entanto o Homem acelerou de forma significativa estes processos. O facto de se terem construídos tais infra-estruturas no litoral português, e quem conhece a costa norte, sabe dos inúmeras protecções que foram construídas, desequilibrou os processos físicos naturais que se manifestavam, designadamente a deposição de sedimentos ao longo da costa, provenientes de processos erosivos costeiros ou por alimentação via fluvial. A construção de barragens estancou a alimentação de sedimentos no litoral.

Deste modo e face à menor quantidade de deposição de sedimentos a natureza procura novamente o equilíbrio. Embora os efeitos se manifestem na Costa da Caparica a perturbação tem sido provocada ao longo da costa.
Este é apenas mais um exemplo, (na costa algarvia são vários). O Homem negligencia as forças da natureza, mesmo conhecendo-as. O que é estranho, investimos em conhecimento, financiamento predominantemente público, mas o desconsideramos face à vontade política. É a subserviência e subversão do poder técnico ao político. Actualmente e no futuro assistiremos a outras ''Costas da Caparica'', obrigando ao Estado (Administração Central, Regional e Local) o dispêndio de elevadas verbas para reparar o que irreparável.

Penso que é indigno, a acção mitigadora levada a cabo pelo Instituto da Água para atenuar os efeitos na Costa, limita-se a alimentar com areia esta praia, quando a origem destes desequilíbrios encontram-se ao longo de toda a costa portuguesa. Tentamos resolver numa escala local quando se exige é a resolução ao nível de uma escala superior.
Ora, o que acontece actualmente nas dunas da Costa da Caparica, são evidência de determinadas perturbações no ambiente, nomeadamente a construção de enrocamentos, pontões, muralhas de protecção, portos, etc. que alteram os processos naturais de dinâmica costeiras. A costa portuguesa sofre de processos naturais de regressão da costa (com o ganho de terra pelo mar), no entanto o Homem acelerou de forma significativa estes processos. O facto de se terem construídos tais infra-estruturas no litoral português, e quem conhece a costa norte, sabe dos inúmeras protecções que foram construídas, desequilibrou os processos físicos naturais que se manifestavam, designadamente a deposição de sedimentos ao longo da costa, provenientes de processos erosivos costeiros ou por alimentação via fluvial. A construção de barragens estancou a alimentação de sedimentos no litoral.

Deste modo e face à menor quantidade de deposição de sedimentos a natureza procura novamente o equilíbrio. Embora os efeitos se manifestem na Costa da Caparica a perturbação tem sido provocada ao longo da costa.
Este é apenas mais um exemplo, (na costa algarvia são vários). O Homem negligencia as forças da natureza, mesmo conhecendo-as. O que é estranho, investimos em conhecimento, financiamento predominantemente público, mas o desconsideramos face à vontade política. É a subserviência e subversão do poder técnico ao político. Actualmente e no futuro assistiremos a outras ''Costas da Caparica'', obrigando ao Estado (Administração Central, Regional e Local) o dispêndio de elevadas verbas para reparar o que irreparável.

Penso que é indigno, a acção mitigadora levada a cabo pelo Instituto da Água para atenuar os efeitos na Costa, limita-se a alimentar com areia esta praia, quando a origem destes desequilíbrios encontram-se ao longo de toda a costa portuguesa. Tentamos resolver numa escala local quando se exige é a resolução ao nível de uma escala superior.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Citações
"Se olharmos para a maioria dos países que despenalizou o aborto – quase todos incluindo-o nos tratamento prestados pelo Serviço Nacional de Saúde –, vemos os resultados: na Alemanha, de cerca de 180 mil interrupções de gravidez registadas em 1980, evolui-se para um número de menos de 130 mil em 2004. Na Dinamarca, de cerca de 23 mil, em 1981, passou-se para um número de cerca de 15 mil, em 2003. Em Itália, de quase 234 mil, em 1983, decresceu-se para 134 mil, em 2002. Porquê? Porque a despenalização do aborto correspondeu a uma política de planeamento familiar integrada. Dirão: não é isso que será feito em Portugal. Não sei. Mas sei que foi feito onde o aborto foi despenalizado e não foi feito nos países que mantém o aborto ilegal. Porquê? Porque não é possível trabalhar com estas mulheres enquanto elas estiverem na clandestinidade e porque parece haver uma coincidência entre os países que têm dificuldade em aceitar a educação sexual nas escolas, a divulgação da contracepção e o planeamento familiar com os países que mantém o aborto ilegal".
Retirado de um texto extenso do Daniel Oliveira
Retirado de um texto extenso do Daniel Oliveira
Deve ser Notícia: ''Empresário remodela projecto para estar de acordo com PDM''
''No centro da cidade de Santa Cruz, merecendo elogios do presidente da Câmara
O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz visitou ontem um empreendimento imobiliário privado, cujo desenho inicial era diferente.
José Alberto Gonçalves explicou que se todos os empresários reagissem da mesma forma que este, que tem um empreendimento a nascer nas margens da Ribeira de Santa Cruz, “e mudassem os projectos para estarem de acordo com o Plano Director Municipal, tínhamos noventa por cento das coisas resolvidas neste concelho”.
O autarca fez questão de realçar, durante a visita, que bastou uma reunião com todo o departamento de Urbanismo e com os promotores para que fossem refeitos alguns pontos.
O proprietário “apanhou a ideia e remodelou tudo o que era preciso, com custos significativos, atrasando o início da obra”, mas “fê-lo, estando agora os trabalhos a decorrer e uma loja de vendas a funcionar”, com o presidente a desejar ao empresário todo o sucesso para o futuro.'' JM
Não pretendo desvalorizar o trabalho da nova equipa executiva de Santa Cruz, de facto, é mesmo surpreendente e até notícia quando um projecto de construção cumpre as normas do regulamento do Plano Director Municipal.
Quem são os (ir)responsáveis?
O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz visitou ontem um empreendimento imobiliário privado, cujo desenho inicial era diferente.
José Alberto Gonçalves explicou que se todos os empresários reagissem da mesma forma que este, que tem um empreendimento a nascer nas margens da Ribeira de Santa Cruz, “e mudassem os projectos para estarem de acordo com o Plano Director Municipal, tínhamos noventa por cento das coisas resolvidas neste concelho”.
O autarca fez questão de realçar, durante a visita, que bastou uma reunião com todo o departamento de Urbanismo e com os promotores para que fossem refeitos alguns pontos.
O proprietário “apanhou a ideia e remodelou tudo o que era preciso, com custos significativos, atrasando o início da obra”, mas “fê-lo, estando agora os trabalhos a decorrer e uma loja de vendas a funcionar”, com o presidente a desejar ao empresário todo o sucesso para o futuro.'' JM
Não pretendo desvalorizar o trabalho da nova equipa executiva de Santa Cruz, de facto, é mesmo surpreendente e até notícia quando um projecto de construção cumpre as normas do regulamento do Plano Director Municipal.
Quem são os (ir)responsáveis?
quinta-feira, janeiro 18, 2007
O rigor da escrita
''Nas ilhas do grupo Oriental - Santa Maria, São Miguel e Terceira...''
''No grupo Central - Faial, Pico, São Jorge e Graciosa...''
no DN-M por Miguel T. Cunha
Esclarecimento: A ilha Terceira pertence ao Grupo Central.
''No grupo Central - Faial, Pico, São Jorge e Graciosa...''
no DN-M por Miguel T. Cunha
Esclarecimento: A ilha Terceira pertence ao Grupo Central.
terça-feira, janeiro 16, 2007
O puxão de orelhas de Conceição Estudante
1. Quem segue com atenção as entrevistas, os comunicados à imprensa, conferências, etc. a área dos assuntos sociais são referidos e defendidos pelos governantes como ‘’exemplar’’, ‘’modelo’’, ‘’único’’ etc.. Agora veio a Secretária Regional dos Assuntos Sociais denunciar graves deficiências do nosso Serviço Regional de Saúde, nomeando inclusive alguns dos responsáveis, a classe dos enfermeiros.
2. Não tenho conhecimento de um exemplo semelhante, o facto de um responsável do Governo Regional fazer tais acusações e denúncias públicas. Este facto mostra o quanto é grave o estado da saúde na Região. Relembro as declarações do Presidente da Ordem dos Médicos no Verão, acusando esta Secretaria de má distribuição da prestação de serviços médicos na Região.
3. Constato a total ausência de toda a Oposição para o tema da Saúde. É também deveras esclarecedor.
2. Não tenho conhecimento de um exemplo semelhante, o facto de um responsável do Governo Regional fazer tais acusações e denúncias públicas. Este facto mostra o quanto é grave o estado da saúde na Região. Relembro as declarações do Presidente da Ordem dos Médicos no Verão, acusando esta Secretaria de má distribuição da prestação de serviços médicos na Região.
3. Constato a total ausência de toda a Oposição para o tema da Saúde. É também deveras esclarecedor.
Actualização: 71
Conclusão da reunião entre o GR e a C.M. do Porto Santo:
''O edifício do restaurante Baiana é agora da Sociedade de Desenvolvimento. No futuro, será remodelado e o inquilino pagará «renda actualizada».''
No JM
Segundo José Manuel Rodrigues (Tribuna de 7 de Janeiro) as Sociedades de Desenvolvimento eram já concessionárias de 70 restaurantes na RAM.
''O edifício do restaurante Baiana é agora da Sociedade de Desenvolvimento. No futuro, será remodelado e o inquilino pagará «renda actualizada».''
No JM
Segundo José Manuel Rodrigues (Tribuna de 7 de Janeiro) as Sociedades de Desenvolvimento eram já concessionárias de 70 restaurantes na RAM.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Estado-Social Vs Estado-Garantia
Tino, nem a propósito...
Onde é que a ideia de "Estado-garantia" se distancia da maioria das versões de "Estado social" construídas na segunda metade do século XX? Ao colocar no seu centro a obrigação do Estado de defender a liberdade, em especial a liberdade de escolher diferentes caminhos ao longo da vida, garantindo ao mesmo tempo que ninguém, por falta de meios, fica privado dessa liberdade. Ou seja, em lugar de tratar todos por igual, o Estado deve antes assegurar que todos têm iguais oportunidades de serem livres e, também, diferentes.
Como escreveu Fernando Adão da Fonseca na revista Nova Cidadania, "o verdadeiro Estado Social é um Estado-Garantia, na medida em que lhe compete garantir um mínimo de liberdade de escolha a todos os cidadãos. Quando um direito estiver em risco por falta de meios, o Estado-Garantia tem a obrigação de garantir os recursos económicos que possibilitem o exercício da liberdade protegida por esse direito".
''Novos paradigmas'' - Editorial do Público por José Manuel Fernandes
Onde é que a ideia de "Estado-garantia" se distancia da maioria das versões de "Estado social" construídas na segunda metade do século XX? Ao colocar no seu centro a obrigação do Estado de defender a liberdade, em especial a liberdade de escolher diferentes caminhos ao longo da vida, garantindo ao mesmo tempo que ninguém, por falta de meios, fica privado dessa liberdade. Ou seja, em lugar de tratar todos por igual, o Estado deve antes assegurar que todos têm iguais oportunidades de serem livres e, também, diferentes.
Como escreveu Fernando Adão da Fonseca na revista Nova Cidadania, "o verdadeiro Estado Social é um Estado-Garantia, na medida em que lhe compete garantir um mínimo de liberdade de escolha a todos os cidadãos. Quando um direito estiver em risco por falta de meios, o Estado-Garantia tem a obrigação de garantir os recursos económicos que possibilitem o exercício da liberdade protegida por esse direito".
''Novos paradigmas'' - Editorial do Público por José Manuel Fernandes
domingo, janeiro 14, 2007
AJJ em entrevista à SIC
''Não sei como é que há políticos a enriquecer em 4 a 5 anos''
''Não sei como é que há empresários a enriquecer em 4 a 5 anos''
e ''Empresas a ter resultados fabulosos''
''Não sei como é que há empresários a enriquecer em 4 a 5 anos''
e ''Empresas a ter resultados fabulosos''
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Resposta a LFM
Há quanto tempo um ministro, enquanto tal, e não como dirigente de partido, não visita a Região?
No jornal sustentado pelos madeirenses.
O articulista, chefe de gabinete, secretário-geral adjunto do PSD-M e comentador (ufa...) Luís Filipe Malheiro deve gostar muito de queijo.
Recordo-lhe que Luís Amado esteve na Região em 2006, enquanto Ministro da Defesa, na cerimónia oficial para a entrega do helicóptero. Têm também passado pela RAM diversos Secretários de Estado. Lembro-lhe ainda aquele infeliz episódio do Vice-Presidente de amuar-se e de não comparecer numa apresentação (desburocratização da Justiça) do Secretário de Estado da Justiça, Tiago Silveira, só pelo facto de ter-se reunido com membros do PS-M.
No jornal sustentado pelos madeirenses.
O articulista, chefe de gabinete, secretário-geral adjunto do PSD-M e comentador (ufa...) Luís Filipe Malheiro deve gostar muito de queijo.
Recordo-lhe que Luís Amado esteve na Região em 2006, enquanto Ministro da Defesa, na cerimónia oficial para a entrega do helicóptero. Têm também passado pela RAM diversos Secretários de Estado. Lembro-lhe ainda aquele infeliz episódio do Vice-Presidente de amuar-se e de não comparecer numa apresentação (desburocratização da Justiça) do Secretário de Estado da Justiça, Tiago Silveira, só pelo facto de ter-se reunido com membros do PS-M.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Jaime Freitas e o seu Sindicato
''Educação será mais cara com as Finanças Regionais''
Para o presidente do Sindicato Democrático dos Professores da Madeira, Jaime Freitas, os cortes nas transferências de dinheiro do Estado para a Madeira, previstos na Lei das Finanças Regionais, vai afectar o sistema educativo.
...lamenta que serão as famílias que terão de «arcar com estes custos. Isto tem reflexos na escola extremamente graves» (...). «Não tenho dúvidas que um aluno rende mais quando tem um pequeno-almoço tomado convenientemente, muito mais quando a meio do dia tem uma refeição quente...
O responsável acredita que os cortes orçamentais vão trazer consequências graves para a sociedade madeirense, em particular para a Educação «com consequências nefastas para um projecto que tem sido construído com grande esforço nos últimos 15 a 20 anos». No JM.
........
Já o defendi e reafirmo que a Lei de Finanças para as Regiões Autónomas é má para a Região.
No entanto, reparo que determinadas figuras responsáveis por algumas organizações da nossa sociedade (sindicais, profissionais) aproveitam esta questão para se evidenciarem ou então ganhar certos protagonismos.
Depois da personagem da Ordem dos Médicos, agora veio a público o Presidente do SDPM prever situações ''nefastas'', ''graves'', etc.
É da mais pura e barata demagogia. Servem-se das organizações para andar à busca de um lugar ao Sol. Desconheço as posições do SDPM sofre os sucessivos insucessos e maus resultados ao nível da educação na Região (de acordo com certos indicadores estamos bem no fim da tabela ao nível das regiões do País). Desconheço também quaisquer contributos da SDPM para melhorar a qualidade do ensino e da educação na RAM. Preocupam-se só e tão só com as regalias e benefícios dos professores.
No site do SDPM, confirmem a quantidade de vezes que abordam o estado da educação regional. Adianto, ZERO!
Para o presidente do Sindicato Democrático dos Professores da Madeira, Jaime Freitas, os cortes nas transferências de dinheiro do Estado para a Madeira, previstos na Lei das Finanças Regionais, vai afectar o sistema educativo.
...lamenta que serão as famílias que terão de «arcar com estes custos. Isto tem reflexos na escola extremamente graves» (...). «Não tenho dúvidas que um aluno rende mais quando tem um pequeno-almoço tomado convenientemente, muito mais quando a meio do dia tem uma refeição quente...
O responsável acredita que os cortes orçamentais vão trazer consequências graves para a sociedade madeirense, em particular para a Educação «com consequências nefastas para um projecto que tem sido construído com grande esforço nos últimos 15 a 20 anos». No JM.
........
Já o defendi e reafirmo que a Lei de Finanças para as Regiões Autónomas é má para a Região.
No entanto, reparo que determinadas figuras responsáveis por algumas organizações da nossa sociedade (sindicais, profissionais) aproveitam esta questão para se evidenciarem ou então ganhar certos protagonismos.
Depois da personagem da Ordem dos Médicos, agora veio a público o Presidente do SDPM prever situações ''nefastas'', ''graves'', etc.
É da mais pura e barata demagogia. Servem-se das organizações para andar à busca de um lugar ao Sol. Desconheço as posições do SDPM sofre os sucessivos insucessos e maus resultados ao nível da educação na Região (de acordo com certos indicadores estamos bem no fim da tabela ao nível das regiões do País). Desconheço também quaisquer contributos da SDPM para melhorar a qualidade do ensino e da educação na RAM. Preocupam-se só e tão só com as regalias e benefícios dos professores.
No site do SDPM, confirmem a quantidade de vezes que abordam o estado da educação regional. Adianto, ZERO!
75% do lucro do petróleo iraquiano poderá ficar nos EUA e no Reino Unido
As empresas dos Estados Unidos e do Reino Unido poderão ficar com até 75% da riqueza petrolífera do Iraque se uma nova lei, que será apresentada em breve ao Parlamento de Bagdad, for aprovada.
DE
DE
Alguém é capaz de me explicar...?
ETA reivindica autoria do atentado em Barajas mas mantém cessar-fogo
A ETA reivindicou hoje, a autoria do atentado de dia 30 de Dezembro no aeroporto de Barajas, que matou duas pessoas, apesar de garantir que o cessar-fogo decretado em Março "continua vigente".
"O objectivo dessa acção armada não era causar vítimas", lê-se no comunicado enviado pela organização terrorista.
Público
A ETA reivindicou hoje, a autoria do atentado de dia 30 de Dezembro no aeroporto de Barajas, que matou duas pessoas, apesar de garantir que o cessar-fogo decretado em Março "continua vigente".
"O objectivo dessa acção armada não era causar vítimas", lê-se no comunicado enviado pela organização terrorista.
Público
terça-feira, janeiro 09, 2007
Advinhem quem foi...
''Livre, sou eu, ao denunciar vocês e a merda da pseudo-«esquerda» que se apoderou do País! ''
Ver no JM
Ver no JM
domingo, janeiro 07, 2007
Provocação sobre o aborto
1º Tendo em conta que se estima que hajam 10.000 abortos clandestinos por ano em Portugal, e que o tempo de prisão para esse "crime" é de 3 anos, quanto custará ao estado a construção e manutenção de estabelecimentos prisionais para 30.000 mulheres?
2º Uma vez que os defensores do não andam a comparar o valor de realização de um aborto com o valor de realizar uma operação, quantas operações conseguiriamos fazer com o dinheiro dos ditos estabelecimentos prisionais?
2º Uma vez que os defensores do não andam a comparar o valor de realização de um aborto com o valor de realizar uma operação, quantas operações conseguiriamos fazer com o dinheiro dos ditos estabelecimentos prisionais?
Isto é: desenvolvimento sustentável!
Real Socialism [leia-se comunismo]collapsed because it did not allow the market to tell the economic truth. Capitalism may collapse because it does not allow the market to tell the ecological truth.
Oystein Dahle, former Vice President of Exxon for Norway and the North Sea
Oystein Dahle, former Vice President of Exxon for Norway and the North Sea
sábado, janeiro 06, 2007
Carlos Santos, Procurador da República ''está sob investigação ''
Magistrado está sob investigação
Transferido o procurador que tratava do caso Apito Dourado na Madeira
Estava em casa do presidente da equipa do Nacional quando a Polícia Judiciária efectuou uma busca
Carlos Santos, o procurador da República que coordenava as investigações das certidões do Apito Dourado na Madeira, foi anteontem transferido do Funchal para o Tribunal de Família e Menores do Porto. O magistrado está a ser alvo de um processo disciplinar no Conselho Superior do Ministério Público, cujo relatório final está agora a ser analisado.
Segundo o PÚBLICO apurou, o comportamento do magistrado, cuja vaga ainda não foi preenchida, motivou polémicas. Por exemplo, um deputado do PS da Madeira denunciou as alegadas ligações perigosas entre Carlos Santos e o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim.
Tudo se terá complicado ainda mais quando a Polícia Judiciária (PJ) fez uma busca domiciliária na residência de Rui Alves, presidente do Nacional. Na casa, estava o procurador da República, acabado de regressar de Lisboa, aonde se deslocara para assistir a um jogo disputado pelo Nacional, no Estádio da Luz. A diligência foi atribulada e os investigadores só conseguiram entrar na casa de Rui Alves após terem ameaçado que arrombariam a porta. A intimação foi levada a sério e, quando o acesso foi franqueado à Polícia Judiciária, Carlos Santos acabaria por abandonar o local, desinteressando-se da diligência.
No Público
Transferido o procurador que tratava do caso Apito Dourado na Madeira
Estava em casa do presidente da equipa do Nacional quando a Polícia Judiciária efectuou uma busca
Carlos Santos, o procurador da República que coordenava as investigações das certidões do Apito Dourado na Madeira, foi anteontem transferido do Funchal para o Tribunal de Família e Menores do Porto. O magistrado está a ser alvo de um processo disciplinar no Conselho Superior do Ministério Público, cujo relatório final está agora a ser analisado.
Segundo o PÚBLICO apurou, o comportamento do magistrado, cuja vaga ainda não foi preenchida, motivou polémicas. Por exemplo, um deputado do PS da Madeira denunciou as alegadas ligações perigosas entre Carlos Santos e o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim.
Tudo se terá complicado ainda mais quando a Polícia Judiciária (PJ) fez uma busca domiciliária na residência de Rui Alves, presidente do Nacional. Na casa, estava o procurador da República, acabado de regressar de Lisboa, aonde se deslocara para assistir a um jogo disputado pelo Nacional, no Estádio da Luz. A diligência foi atribulada e os investigadores só conseguiram entrar na casa de Rui Alves após terem ameaçado que arrombariam a porta. A intimação foi levada a sério e, quando o acesso foi franqueado à Polícia Judiciária, Carlos Santos acabaria por abandonar o local, desinteressando-se da diligência.
No Público
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Referendo sobre o aborto
Por muitas voltas que os defensores da não liberalização do aborto dêm, o que estará em causa no referendo do dia 11 de Fevereiro é se queremos que as mulheres que o pratiquem sejam acusadas e condenadas á prisão.
Não estará em causa o custo da realização de abortos no SNS, como não estará em causa os custos para o SNS de abortos clandestinos efectuados sem condições médicas e higiénicas.
Eu votarei sim á liberalização. Considero que as mulheres devem e são capazes de tomar os seus juizos sobre o assunto.
Na maior parte das clinicas onde se fazem abortos , as mulheres são acompanhadas por psicólogos, para ajudar a mulher a não tomar decisões precipitadas.
Sabemos que muitos dos abortos clandestinos acabam com a esterilização da mulher. Talvez, a médio prazo, os abortos médicamente assistidos possam ter um influência positiva na natalidade, e não o seu contrário.
Não estará em causa o custo da realização de abortos no SNS, como não estará em causa os custos para o SNS de abortos clandestinos efectuados sem condições médicas e higiénicas.
Eu votarei sim á liberalização. Considero que as mulheres devem e são capazes de tomar os seus juizos sobre o assunto.
Na maior parte das clinicas onde se fazem abortos , as mulheres são acompanhadas por psicólogos, para ajudar a mulher a não tomar decisões precipitadas.
Sabemos que muitos dos abortos clandestinos acabam com a esterilização da mulher. Talvez, a médio prazo, os abortos médicamente assistidos possam ter um influência positiva na natalidade, e não o seu contrário.
Para quem governa o PSD?
O transporte marítimo de pessoas e mercadorias entre a Madeira e o Porto Santo foi concessionada ao Grupo Sousa, em exclusividade, em contrapartida deste efectuar um serviço público de ligação entre as duas ilhas.
Sabe-se agora que esse serviço público vai deixar de ser efectuado por um periodo de aproximadamente 1 mês.
O contrado de concessão deveria prever que em caso de violação o faltoso pagasse o suficiente para que pudesse ser arranjada um solução alternativa.
Não é isso que parece estar a acontecer.
Pelo que ouvi a penalização seria de apenas 5000 contos, o que não dá para arranjar uma alternativa. O que significa que em caso de incomprimento o GR ainda teria de desembolsar algum dinheiro para assegurar o serviço minimo de transportes de pessoas e mercadorias.
Mas mesmo insuficiente, este dinheiro nunca entrará nos cofres da região, porque o secretário regional do equipamento social decidiu perdoar ao faltoso.
Todos os Portosantenses e Madeirenses deixarão de ter um serviço pelo qual estão a pagar, e quem nos devia defender mostra-se mais compreensivo com quem nos está a prejudicar.
P.S. - Se há duas semanas atrás a Companhia de Aviação Açoreana (Sata) não tivesse vindo fazer a ligação aérea entre as duas ilhas, em que situação é que ficariam os Portosantenses?
Sabe-se agora que esse serviço público vai deixar de ser efectuado por um periodo de aproximadamente 1 mês.
O contrado de concessão deveria prever que em caso de violação o faltoso pagasse o suficiente para que pudesse ser arranjada um solução alternativa.
Não é isso que parece estar a acontecer.
Pelo que ouvi a penalização seria de apenas 5000 contos, o que não dá para arranjar uma alternativa. O que significa que em caso de incomprimento o GR ainda teria de desembolsar algum dinheiro para assegurar o serviço minimo de transportes de pessoas e mercadorias.
Mas mesmo insuficiente, este dinheiro nunca entrará nos cofres da região, porque o secretário regional do equipamento social decidiu perdoar ao faltoso.
Todos os Portosantenses e Madeirenses deixarão de ter um serviço pelo qual estão a pagar, e quem nos devia defender mostra-se mais compreensivo com quem nos está a prejudicar.
P.S. - Se há duas semanas atrás a Companhia de Aviação Açoreana (Sata) não tivesse vindo fazer a ligação aérea entre as duas ilhas, em que situação é que ficariam os Portosantenses?
segunda-feira, janeiro 01, 2007
Documentário Sueco - "Planeten"
Documentário da televisão estatal Sueca Sveriges Television (SVT) sobre as Alterações Climáticas.
É impressionante sem ser moralista. Em muitos aspectos é muito melhor que a Verdade Inconveniente: não se concentra numa mensagem de uma só pessoa (ouve pessoas de todo o mundo), não se concentra nas preocupações da ciência , abre o jogo e trata as alterações climáticas não como um problema mas um sintoma, não é dogmático (não quer demonstrar, ouve e mostra), apesar das incertezas, fica claro que é um problema politico portentoso que exige uma alteração radical de paradigma na nossa forma de viver e organizar...
Em 3 episódios:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Informação recolhida d' Ambientalistas.
É impressionante sem ser moralista. Em muitos aspectos é muito melhor que a Verdade Inconveniente: não se concentra numa mensagem de uma só pessoa (ouve pessoas de todo o mundo), não se concentra nas preocupações da ciência , abre o jogo e trata as alterações climáticas não como um problema mas um sintoma, não é dogmático (não quer demonstrar, ouve e mostra), apesar das incertezas, fica claro que é um problema politico portentoso que exige uma alteração radical de paradigma na nossa forma de viver e organizar...
Em 3 episódios:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Informação recolhida d' Ambientalistas.
domingo, dezembro 31, 2006
No Comments...
Entrevista a Rui Marote, presidente da Associação de Futebol da Madeira, ao DN-M
''DIÁRIO - Ao fim de 24 anos na presidência, voltou a recandidatar-se este ano. Porquê?
Rui Marote - Quando estamos nas instituições gostamos de concluir os nossos projectos. Uma das questões que levaram a candidatar-me foi o projecto de Gaula. Houve um grande entusiasmo e algumas situações relativamente aos atrasos de que não vale a pena voltar a falar. Por isso só agora estamos numa fase terminal de uma das fases.''
''DIÁRIO - Ao fim de 24 anos na presidência, voltou a recandidatar-se este ano. Porquê?
Rui Marote - Quando estamos nas instituições gostamos de concluir os nossos projectos. Uma das questões que levaram a candidatar-me foi o projecto de Gaula. Houve um grande entusiasmo e algumas situações relativamente aos atrasos de que não vale a pena voltar a falar. Por isso só agora estamos numa fase terminal de uma das fases.''
''A dignidade deles '' por Ricardo Vieira
"O aborto é sem dúvida uma questão sintomática dos valores da sociedade em que nos foram envolvendo ou da sua decadência
É querer dispor para além da nossa existência, como se amanhã fosse possível aos mais novos determinar quando é que a existência dos idosos deixaria de ter dignidade - quando fossem reformados? Quando estivessem imobilizados? Quando fossem caros ao erário público e causa de dificuldades nas políticas de assistência social?!" No DN-M
Esclarecedor.
É querer dispor para além da nossa existência, como se amanhã fosse possível aos mais novos determinar quando é que a existência dos idosos deixaria de ter dignidade - quando fossem reformados? Quando estivessem imobilizados? Quando fossem caros ao erário público e causa de dificuldades nas políticas de assistência social?!" No DN-M
Esclarecedor.
sábado, dezembro 30, 2006
Roubo!
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Igualdades
A palavra igualdade tem servido de argumento ou alibi para tudo e mais alguma coisa.
No entanto, a dita igualdade (sem mais nada que a caracterize) é como um cobertor curto, isto é, quando se puxa de um lado, deixa-se a outra ponta a descoberto.
Isto vem a propósito do pedido verificação da inconstitucionalidade da lei das finanças locais. Foi pedido a verificação da inconstitucionalidade da lei alegando que esta lei é discriminatória, isto é, não trata todos os cidadão da mesma forma, uma vez que uns podem pagar mais impostos que outros. Tudo isto é verdade, no entanto, não nos podemos esquecer que mesmo sem LFL aprovada os portugueses já são tratados de forma diferente. Cada autarquia tem um executivo próprio com as suas próprias politicas, de acordo com as suas necessidades e dificuldades. Seria ridiculo que sob o manto da igualdade se quisesse impor as politicas da autarquia vizinha.
Por outro lado, essa diferenciação entre portugueses em termos fiscais já existe, uma vez que as regiões autónomas têm uma taxa de IVA inferior ao que pagam a generalidade dos portugueses.
Considero que esta lei vai no sentido correcto, uma vez que, aumenta o factor responsabilização na gestão das autarquias.
As autarquias que estiverem com as finanças saudáveis poderão optar entre aumentar o seu investimento ou baixar a carga fiscal dos seus cidadão. E os cidadãos, na altura do voto, poderão escolher entre qual a opcção que consideram mais correcta para a sua autarquia.
No entanto, a dita igualdade (sem mais nada que a caracterize) é como um cobertor curto, isto é, quando se puxa de um lado, deixa-se a outra ponta a descoberto.
Isto vem a propósito do pedido verificação da inconstitucionalidade da lei das finanças locais. Foi pedido a verificação da inconstitucionalidade da lei alegando que esta lei é discriminatória, isto é, não trata todos os cidadão da mesma forma, uma vez que uns podem pagar mais impostos que outros. Tudo isto é verdade, no entanto, não nos podemos esquecer que mesmo sem LFL aprovada os portugueses já são tratados de forma diferente. Cada autarquia tem um executivo próprio com as suas próprias politicas, de acordo com as suas necessidades e dificuldades. Seria ridiculo que sob o manto da igualdade se quisesse impor as politicas da autarquia vizinha.
Por outro lado, essa diferenciação entre portugueses em termos fiscais já existe, uma vez que as regiões autónomas têm uma taxa de IVA inferior ao que pagam a generalidade dos portugueses.
Considero que esta lei vai no sentido correcto, uma vez que, aumenta o factor responsabilização na gestão das autarquias.
As autarquias que estiverem com as finanças saudáveis poderão optar entre aumentar o seu investimento ou baixar a carga fiscal dos seus cidadão. E os cidadãos, na altura do voto, poderão escolher entre qual a opcção que consideram mais correcta para a sua autarquia.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Relatório ''Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das NU''
''O aquecimento global já atingiu uma fase irreversível e o principal responsável por este fenómeno, que ameaça a própria viabilidade do planeta, é o Homem. É esta a grande conclusão do quarto relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas que será divulgado no início do ano. '' Notícia no DN
Síntese do Relatório AQUI
É necessário Pensar Global, Agir Local. Um bom exemplo é o ''Plano Acção para a redução de gases com efeito de estufa (GEE's)'', um conjunto de 77 medidas, apresentado pelo Governo da Comunidade de Catalunha. Tem como como objectivo a redução de 30% das emissões de GEE's.
P.e., reduziu a velocidade máxima em todas as auto-estradas e vias rápidas da área metropolitana de Barcelona (cerca de 40 municípios) de 120 km/h para os 80 Km/h.
Síntese do Relatório AQUI
É necessário Pensar Global, Agir Local. Um bom exemplo é o ''Plano Acção para a redução de gases com efeito de estufa (GEE's)'', um conjunto de 77 medidas, apresentado pelo Governo da Comunidade de Catalunha. Tem como como objectivo a redução de 30% das emissões de GEE's.
P.e., reduziu a velocidade máxima em todas as auto-estradas e vias rápidas da área metropolitana de Barcelona (cerca de 40 municípios) de 120 km/h para os 80 Km/h.
terça-feira, dezembro 26, 2006
A Oposição ao Governo PS
Depois das figuras ridículas e evidente incapacidade do PSD, dos desvaneios e implosões no CDS ou PP (?), da desorientação do BE, agora chegou a vez dos comunistas cinzentos...
''PCP critica Primeiro-Ministro por falar em «confiança» em clima de incerteza
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, por falar em «confiança» na economia portuguesa, na sua mensagem de Natal, quando «o que existe é muita incerteza».''
No Diário Digital
''PCP critica Primeiro-Ministro por falar em «confiança» em clima de incerteza
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, por falar em «confiança» na economia portuguesa, na sua mensagem de Natal, quando «o que existe é muita incerteza».''
No Diário Digital
segunda-feira, dezembro 25, 2006
''Carta de Mia Couto a Bush''
''Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietname (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão (1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait(1991), a Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão (1998), a Jugoslávia (1999)''.
Ficaram por acrescentar o Afeganistão (2001) e o Iraque (2003).
Irão(?), Coreia do Norte (?), Síria (?),...
Mia Couto - Março de 2003
Ficaram por acrescentar o Afeganistão (2001) e o Iraque (2003).
Irão(?), Coreia do Norte (?), Síria (?),...
Mia Couto - Março de 2003
domingo, dezembro 24, 2006
''Os 171 suspeitos do Apito Dourado''
São 27 dirigentes de clubes, 110 árbitros, 28 dirigentes da Liga e da Federação Portuguesa de Futebol, dois autarcas e quatro empresários. Contam-se vários os dirigentes de clubes regionais.
Algo curioso:
- António Araújo, empreiteiro, agente de jogadores e organizador de festas para árbitros amigos, animadas por prostitutas, designadas nas escutas pelos códigos «fruta e café com leite»
Ver aqui
Algo curioso:
- António Araújo, empreiteiro, agente de jogadores e organizador de festas para árbitros amigos, animadas por prostitutas, designadas nas escutas pelos códigos «fruta e café com leite»
Ver aqui
sábado, dezembro 23, 2006
''Natal com Coração'' por José Crespo de Carvalho
Um texto magnífico, mesmo para alguém tão radicalmente de direita.
«Vivemos tempos em que o homem, em geral, e o homem de negócios e de gestão, em particular, segue o culto do não sentimento. Simula a alma, em muitos casos porque já a perdeu, ou não tem coração, porque é politicamente incorrecto tê-lo.
Quero dizer que senti falta de todos os momentos em que não consegui sorrisos ou lágrimas, em que não cheguei ao abraço, ao coração, ao sentimento de todos os que passaram este ano pela minha vida. Quero dizer que me arrependo dos momentos em que devia ter sido criança, por exemplo na generosidade, e não consegui sê-lo. Quero dizer que me senti triste sempre que me afastei da genuinidade e não usei as armas do carinho e da ternura. Quero pedir desculpa, perdão, a todos quantos acharam que não estive à altura do que devia neste ano que passou e pela ocasião e comemoração deste Natal. Quero mostrar o quão importante é para mim o Natal. O quão importante é sentir que, se quiser, posso ser muito mais homem neste Natal. E o quão importante é para mim dar, como receber, afectos, carinhos, ternuras, risos, lágrimas, sentimentos, coração. Quero dizer, e desejar a todos, um Santo Natal. Um Natal com coração.»
Texto completo AQUI
«Vivemos tempos em que o homem, em geral, e o homem de negócios e de gestão, em particular, segue o culto do não sentimento. Simula a alma, em muitos casos porque já a perdeu, ou não tem coração, porque é politicamente incorrecto tê-lo.
Quero dizer que senti falta de todos os momentos em que não consegui sorrisos ou lágrimas, em que não cheguei ao abraço, ao coração, ao sentimento de todos os que passaram este ano pela minha vida. Quero dizer que me arrependo dos momentos em que devia ter sido criança, por exemplo na generosidade, e não consegui sê-lo. Quero dizer que me senti triste sempre que me afastei da genuinidade e não usei as armas do carinho e da ternura. Quero pedir desculpa, perdão, a todos quantos acharam que não estive à altura do que devia neste ano que passou e pela ocasião e comemoração deste Natal. Quero mostrar o quão importante é para mim o Natal. O quão importante é sentir que, se quiser, posso ser muito mais homem neste Natal. E o quão importante é para mim dar, como receber, afectos, carinhos, ternuras, risos, lágrimas, sentimentos, coração. Quero dizer, e desejar a todos, um Santo Natal. Um Natal com coração.»
Texto completo AQUI
sexta-feira, dezembro 22, 2006
SATA assegura ligações aéreas Madeira-Porto Santo
(...) Governo anuncia que a operação não será interrompida, sendo assegurada pela empresa de transporte aéreo SATA, Açores, que iniciará o serviço a 1 de Janeiro de 2007.
Ver Aqui
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quarta-feira, dezembro 20, 2006
Entidades reguladoras
Já tive a oportunidade de defender que as entidades regualdoras deveriam estar sob a alçada do presidente da republica, e nunca sob a alçada do governo, sob pena de poderem perder a sua independência face a politicas seguidas pelos governos.
Por outro lado parece-me óbvio que as entidades regualdoras deveriam manter-se independentes face aos regulados. Na realidade nenhuma destas situações de independência, quer face ao governo quer face aos regualdos, corresponde ao desejável.
Do conselho tarifário, que é o orgão da ERSE que regula as tarifas de electricidade, fazem parte representantes do monopolista da rede de transporte (REN), monopolista da rede de produção de Baixa, Média e Alta tensão (EDP), monopolistas na distribuição (EDP) e monopolistas na produção e distribuição na Madeira e Açores (EM e EdA), entre outros representantes dos consumidores.
Esta excessiva representação dos intervenientes (transporte, produção, distribuição e consumidores de Média e alta tensão) num orgão que deveria ter o máximo de independência, acaba por ser prejudicial para a parte mais fraca, que são os consumidores de baixa tensão normais (BTN).
Segundo a decisão deste conselho tarifário os aumentos das tarifas de electricidade, devidos aos sobrecustos de produção de energias renováveis e da co-geração, só se faria sentir para os consumidores de baixa tensão, e não por todos os intervenientes.
Apesar de considerar que esta é a pior maneira de um regualdor funcionar, considero que o governo fez bem em impor um tecto ás subidas das tarifas de electricidade de baixa tensão.
Por outro lado parece-me óbvio que as entidades regualdoras deveriam manter-se independentes face aos regulados. Na realidade nenhuma destas situações de independência, quer face ao governo quer face aos regualdos, corresponde ao desejável.
Do conselho tarifário, que é o orgão da ERSE que regula as tarifas de electricidade, fazem parte representantes do monopolista da rede de transporte (REN), monopolista da rede de produção de Baixa, Média e Alta tensão (EDP), monopolistas na distribuição (EDP) e monopolistas na produção e distribuição na Madeira e Açores (EM e EdA), entre outros representantes dos consumidores.
Esta excessiva representação dos intervenientes (transporte, produção, distribuição e consumidores de Média e alta tensão) num orgão que deveria ter o máximo de independência, acaba por ser prejudicial para a parte mais fraca, que são os consumidores de baixa tensão normais (BTN).
Segundo a decisão deste conselho tarifário os aumentos das tarifas de electricidade, devidos aos sobrecustos de produção de energias renováveis e da co-geração, só se faria sentir para os consumidores de baixa tensão, e não por todos os intervenientes.
Apesar de considerar que esta é a pior maneira de um regualdor funcionar, considero que o governo fez bem em impor um tecto ás subidas das tarifas de electricidade de baixa tensão.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Quanto custa o laxismo?
Brazão de Castro foi ontem confrontado pelos partidos da oposição na Assembleia Legislativa da Madeira com o facto do Governo Regional despender 10 milhões de contos ao longo de vinte anos para o Jornal da Madeira. O secretário regional confirmou o valor e defendeu que o Jornal era «útil para a sociedade» madeirense.
Quem não sabe mas fica a saber:
Laxismo:
En sentido general se trata de una actitud y de un comportamiento moral poco responsables y poco atento al valor de las normas morales.
Em Espanhol porque é igual.
Quem não sabe mas fica a saber:
Laxismo:
En sentido general se trata de una actitud y de un comportamiento moral poco responsables y poco atento al valor de las normas morales.
Em Espanhol porque é igual.
Conceição Estudante: «Este é o orçamento mais pequeno para os Assuntos Sociais»
Discussão do Orçamento Regional 2007 na ALM:
Conceição Estudante, Secretária Regional dos Assusntos Sociais, lamentou o facto de o Plano e Orçamento da Região para 2007 não contemplar mais verbas para os Assuntos Sociais, referindo que «este é o orçamento mais pequeno» desde que está no Governo Regional.
Conceição Estudante, Secretária Regional dos Assusntos Sociais, lamentou o facto de o Plano e Orçamento da Região para 2007 não contemplar mais verbas para os Assuntos Sociais, referindo que «este é o orçamento mais pequeno» desde que está no Governo Regional.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Revisão do PDM Funchal: Prolongamento da Participação Pública
A CMF decidiu prolongar a participação pública, por um prazo de mais trinta dias úteis, até 17 de Janeiro de 2007.
terça-feira, dezembro 12, 2006
A demência
Ontem ao falar com um amigo sobre épocas de dificuldade, este explicava-me que quando uma pessoa está habituada a ir a um restaurante e pede entrada, prato de peixe ou prato de carne, sobremesa e digestivo dificilmente consegue, numa situação de dificuldade económica, pedir apenas o prato principal, ou mesmo deixar de ir ao restaurante. Esse meu amigo afirmava que essa pessoa preferia vender a mobilia da casa a deixar de ter essas extravagâncias.
Por cá, passa-se o mesmo.
O governo regional prepara-se para vender a mobilia.
Para tal vai criar uma empresa de gestão do património da Região. Essa empresa irá pedir um empréstimo á banca para comprar o dito património. Para essa empresa poder recorrer á banca o GR dará o seu avale. Mais um.
De futuro o GR pagará renda em edificios próprios.
Esta operação não passa de mais uma maneira de contornar o limite de endividamento, que neste momento já é escandaloso.
Pior aínda, é que este novo endividamento servirá apenas para pagar dividas antigas.
É como se uma pessoa recorresse ao crédito para pagar a prestação da casa.
E aínda há quem ache que é o governo de Socrates que está a fazer mal á Madeira.
Por cá, passa-se o mesmo.
O governo regional prepara-se para vender a mobilia.
Para tal vai criar uma empresa de gestão do património da Região. Essa empresa irá pedir um empréstimo á banca para comprar o dito património. Para essa empresa poder recorrer á banca o GR dará o seu avale. Mais um.
De futuro o GR pagará renda em edificios próprios.
Esta operação não passa de mais uma maneira de contornar o limite de endividamento, que neste momento já é escandaloso.
Pior aínda, é que este novo endividamento servirá apenas para pagar dividas antigas.
É como se uma pessoa recorresse ao crédito para pagar a prestação da casa.
E aínda há quem ache que é o governo de Socrates que está a fazer mal á Madeira.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Orçamento e Autonomia

Comparando os Mapas XVIII, XIX e XX dos orçamentos de estado de 2006 e 2007, que são os correspondentes ás tranferências para as Regiões Autónomas, Municipios e Freguesias constato que existe uma previsão de aumento de verbas para a Madeira.
Esse aumento é da ordem dos 2,5%, isto é, em linha com a inflação.
A este aumento por parte do Governo da Republica o Governo Regional corresponde com uma diminuição de 5 milhões de euros das verbas para contratos programa com as autarquias.
Por aqui se vê claramente quem defende a autonomia, nomeadamente a das autarquias face ao Governo Regional.
30 milhões

Que raio de politica desportiva é esta que temos na Madeira, quando 30 milhões de euros por ano não são suficientes para criar as condições para manter nos clubes madeirenses ginastas de nível internacional, entre os quais, o atleta olimpico Felipe Bezugo.
Segundo a noticia da RTP Madeira, estes atletas vão para clubes do continente porque o pavilhão da Escola Secundária Francisco Franco, onde estes atletas habitualmente treinam, não tem condições para a preparação de atletas de elevado nível, nomeadamente por falta de equipamentos.
Por outro lado, é sabido que para um novo estádio de futebol para o maritimo não faltarão verbas, antes pelo contrário.
Fala-se que está a ser desenhada mais uma "engenhoca financeira" em que o Maritimo recorerá á banca com o avale do GR, tentando deste modo fugir ao limite de endividamento.
Crescimento Económico Vs Bom Investimento Público
A receita que a teoria económica dos anos quarenta e cinquenta dava para se acelerar o crescimento era simples: o que era necessário era aumentar rapidamente a taxa de investimento em equipamento.
(...)
Não demorou, no entanto, muito tempo até se verificar que esta receita, em muitos casos, não funcionava. Foram múltiplos os exemplos de países que investiram muito mas pouco ganharam, em termos de crescimento, com esse investimento. Por isso, a partir dos anos sessenta começou a considerar-se que era tão necessário como o equipamento o investimento em capital humano, ou seja, no ensino e formação profissional. E daí a importância que o ensino ganhou na teoria do crescimento.
João Ferreira do Amaral in Jornal de Negócios
Continuar a ler Aqui
(...)
Não demorou, no entanto, muito tempo até se verificar que esta receita, em muitos casos, não funcionava. Foram múltiplos os exemplos de países que investiram muito mas pouco ganharam, em termos de crescimento, com esse investimento. Por isso, a partir dos anos sessenta começou a considerar-se que era tão necessário como o equipamento o investimento em capital humano, ou seja, no ensino e formação profissional. E daí a importância que o ensino ganhou na teoria do crescimento.
João Ferreira do Amaral in Jornal de Negócios
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