quinta-feira, outubro 17, 2013

Empreendorismo amigo dos animais

Ontém vi uma senhora  na promenade junto ao centromar a tentar vender uns naperons de crochet. Na verdade isto nada tem de inovador.
O que se passou de seguida é que me surpreedeu pelo sentido de oportunidade.
Ao passar junto de uns gatos que por lá andam, uns turistas apróximaram-se dos bichanos para lhes fazer umas festas. Nesse momento a senhora que tentava vender os naperons apróxima-se do turista e diz-lhe no melhor inglês que consegue, que tem uma latinha de comida para gato que pode vender-lhe para ele alimentar os gatos.
Ficaram todos felizes. Os gatos, a senhora empreendedora, os turistas e eu que assisti a tudo em primeira fila.

terça-feira, outubro 15, 2013

E nós deixamos?

O OE2014 será mais do mesmo. Mais do mesmo sacrifício, mais do mesmo fracasso.

O governo propõe cortar 4000M€ de despesas do estado, esperando com isso diminuir o défice do estado em 2,3%.
Estas contas não batem certo e passarei a explicar porquê.

Indicam alguns estudos sobre processos de ajustamento abrupto como o que foi desenhado para Portugal que por cada euro que o estado não gasta implica uma diminuição do PIB de apróximadamente 1,5 euros.
Isto significa que o corte anunciado de 4000M€ terá um impacto negativo no PIB de 6000M€, ou seja, uma queda no PIB devido apenas a medidas de austeridade de 3,6%.

Tendo em conta que carga fiscal em Portugal é de aproximadamente de 40%, significa que resultante da queda do PIB o governo tem uma quebra das receitas fiscais de 2400M€, ficando apenas com 1600M€ (0,9% do PIB).

Mas não é tudo. A queda do PIB terá com certeza uma quebra do emprego na ordem dos 150 mil indivíduos, implicando gastos avultados com subsídios de desemprego, que tendo em conta os valores médios por beneficiário do subsidio de desemprego será da ordem dos 750M€.

Assim, dos 4000M€ que o estado pretendia poupar, fica apenas com 950M€.

Tanto corte e tanta miséria para, correndo tudo bem, e nunca até agora correu, se conseguir reduzir o défice em apenas 0,5% do PIB.
Depois, lá para meados do ano estarão a anunciar a necessidade de cortar ainda mais sob pena de não atingir os objectivos traçados.

quarta-feira, outubro 09, 2013

Desfibrilador

Este blogue anda a precisar dum choque que o faça voltar à vida.