terça-feira, agosto 28, 2012

A culpa é do mexilhão

Já sabíamos, através da cultura popular, que quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão. Querendo dizer que os mais fracos estão naturalmente mais expostos às adversidades da vida.

Mas ontem, no forum de cultura avançada,  chamado de universidade de verão do PSD, através do seu vice-presidente, ficamos a saber que os mais fracos são também os culpados de todo o mal que acontece ao país.

Disse, Jorge Moreira da Silva, que a culpa pela má execução orçamental, não é do governo do PSD/CDS. A culpa, está-se mesmo a ver, é dos Portugueses que não consomem, apesar de não terem um tostão no bolso, e dos empresários que não estão dispostos a trabalhar apenas para pagar impostos.

Depois não se queixem.

segunda-feira, agosto 27, 2012

Desvio colossal

O primeiro ministro que há um ano atrás ficou surpreendido com um suposto desvio colossal de 1.000 Milhões nas metas orçamentais, herdado do governo anterior, nada disse ainda sobre o desvio de 3.000 Milhões de euros nas receitas fiscais previstas para este ano.

Em vez disso, envia uma bomba de fumo, a chamada "concessão da RTP a privados", para que este tema substitua rapidamente o anterior, em termos de mediatismo.

Haverá tempo para discutir o tema RTP, quando este for apresentado pelo responsável governativo com a tutela. Neste momento é imperioso que se impeça, que sob pretexto de atingir as metas estabelecidas se imponha uma canga ainda maior sobre as costas dos portugueses.

sexta-feira, agosto 24, 2012

Estão loucos

Só um louco insiste numa ação e espera que os resultados sejam diferentes.

Andava um atleta a tentar melhorar a sua performance, e foi falar com uns especialistas.
Estes, após analisar o atleta, chegaram à conclusão que o problema era o excesso de peso e que a forma de diminuir rapidamente esse excesso seria eliminar uma perna, o seu órgão mais pesado.

Após algumas corridas verificou-se que a coisa não estava a correr de acordo com o esperado e seriam necessárias novas medidas.

A conclusão dos especialistas foi imediata: provavelmente o atleta não perdeu peso suficiente. E logo, sugeriram: corte-se a outra perna.

O treinador, que era visto como uma pessoa séria,  temendo que o corte da segunda perna fosse um desastre, disse: o problema é sério e não se resolve com meias medidas. Por precaução, é melhor cortar também a cabeça.