sábado, junho 11, 2011

Mais um diletante

António Barreto é um diletante, um irresponsável. Está neste momento a “dissertar”  sobre a Justiça. É asneira atrás de asneira. Como é possível dar crédito a este homem?

quarta-feira, junho 08, 2011

Análise de resultados eleitorais

A relação de forças entre os principais partidos, nas eleições legislativas nacionais variou muito desde o inicio do ciclo que agora termina.
Em 2005 o PS-M, à boleia do que aconteceu a nível nacional, obteve um dos seus melhores resultados, tendo tido apenas menos 25% dos votos que o PSD e tendo obtido o mesmo número de deputados. Nessas eleições o peso relativo do CDS para o PS foi de 5 para 1, ou seja, o PS obteve 5 vezes mais votos que o CDS.

Em 2009, houve uma profunda alteração de pesos relativos, com o PS a baixar e o PSD e CDS a crescer.
Nessas eleições, por um lado o PSD passou a representar mais do dobro dos votos do PS e pelo outro lado o CDS aproximou-se do PS passando a representar mais de metade dos votos obtidos pelo PS.

Em 2011, a relação de forças de ambos os lados voltou a alterar-se em desfavor do PS. O PSD passou a representar mais de 3 vezes os votos do PS e o CDS teve praticamente os mesmos votos que o PS, tendo mesmo ultrapassado o PS na maior parte dos concelhos da região.

Comparando apenas os valores do PS entre eleições as coisas não são mais animadoras, tendo o PS perdido 25% do seu eleitorado relativamente a 2009 ou, pior ainda, 60% relativamente a 2005.

Querendo fazer uma análise positiva da situação como aqui se faz, poderia dizer que o ritmo de perda de eleitores está a diminuir trazendo boas perspectivas para o futuro.

A propaganda e a p... da realidade

Durante a campanha eleitoral foram repetidas até à náusea umas projecções que colocavam Portugal como o único país do MUNDO em recessão para este ano.
Acontece que os dados revelados hoje pelo Eurostat mostram-nos uma realidade diferente, com Dinamarca, Noruega e Japão a acompanharem Portugal no ambiente recessivo. Além disso o crescimento da quase totalidade dos países da UE, EUA e Japão é pouco mais do que anémica.

Só por enviesamento jornalístico se pode justificar que umas projecções, só porque nos são desfavoráveis, tenham muito mais relevância do que a realidade que desmente essas mesmas projecções.

Obrigado Zé e até sempre

Sem surpresa, o PS perdeu as eleições. Pelas circunstâncias e por tudo o que foi feito para que isso acontecesse, não poderia deixar de ser assim. Mas se o PS não teve um resultado muito pior, isso deve-se à tenacidade, à coragem e à inesgotável força anímica de José Sócrates. Este foi o político mais perseguido e vilipendiado que há memória em Portugal. Tudo serviu para lhe atacar. E a tudo ele resistiu. Enfrentou a maior crise financeira internacional das nossas vidas. Um presidente falso e trapaceiro. Uma coligação negativa no Parlamento. Uma Direita com fome de poder e uma esquerda radical irresponsável. Na hora do adeus, saiu de cabeça erguida. Sem ressentimentos. Com posse de Estado. Um homem vítima da maior campanha de ódio que já assistimos, sai com um sorriso. Um democrata, acima de tudo. O seu discurso final ficar-me-á gravado na memória, “Não devemos temer o julgamento da História”, disse. Diria mais: “atrás de mim virá, quem bom de mim fará”. Obrigado José Sócrates e até sempre.

segunda-feira, junho 06, 2011

Bloco de esquerda

Parece-me evidente que o PS e o BE partilham uma parte do eleitorado, que nestas eleições se agregaram ao PS tentando evitar a vitória da direita.
Esse eleitorado constitui uma parte considerável do que tinha sido o eleitorado do BE nas últimas eleições de 2009.
Sabendo isso, torna-se ainda mais estranho perceber os ataques sistemáticos do BE ao PS, descurando os ataques à direita, chegando ao ponto de considerar tudo a mesma coisa.
Não tenho nenhuma procuração dos eleitores que flutuam entre o BE e o PS mas parece-me que estes apenas optam pelo BE se essa escolha se traduzir numa inflexão para a esquerda do PS e apenas quando não está em causa a vitória do PS. Quando a vitória do PS está ameaçada, votam PS... ou ficam em casa.
Deste modo, qualquer estratégia política do BE que tenha por objectivo deitar o PS a baixo, como aconteceu nestas eleições, é uma estratégia suicida.

Resultados Eleitorais

Os portugueses escolheram em consciência. Está escolhido.
O PSD ganhou claramente estas eleições legislativas, tendo conquistado a confiança e o aval da população no programa proposto.
Esta escolha constitui indiscutivelmente uma guinada para a direita, e como tal constitui uma derrota para o PS, em particular, mas também para toda a esquerda política em Portugal.

Boa sorte aos vencedores. Que consigam corrigir todos os defeitos que apontaram ao governo demissionário e que tragam prosperidade ao povo português.

sexta-feira, junho 03, 2011

Asfixia democrática

Se o PSD ganhar as eleições do próximo dia 5, como muitas sondagens indicam, teremos:
Presidente da Republica - PSD
Primeiro Ministro - PSD
Associação de autarcas e a maioria das CM - PSD
Governo Regional da Madeira - PSD
Banco de Portugal - PSD
CGD - PSD
BPI - PSD
BES - quem estiver no poder
Bolsa de Valores - PSD

Na imprensa temos:
Público - PSD
Expresso - PSD
Correio da Manhã - PSD
Sol - PSD
SIC - PSD
DN - quem estiver no poder

Isto não é só meter os ovos todos dentro do mesmo cesto, é meter demasiados ovos dentro do mesmo cesto.

quarta-feira, junho 01, 2011

Sistema político

O nosso sistema político não favorece a formação de maiorias governativas monopartidárias.

Mesmo as soluções governativas de maioria com mais de um partido, têm sido incapazes de concluir um mandato.

Os governos de minoria, são em média mais gastadores e menos eficazes.

Então o que fazer? Não será tempo de promover uma mudança de sistema político?

A mesma luta

Aqueles que, trabalhando em empresas públicas, utilizam as campanhas eleitorais para "chantagear" o poder político e assim conseguirem ganhos pessoais, são na realidade os melhores amigos daqueles que acham que o estado não deveria ter nenhuma empresa pública.

Os trabalhadores da CP e da TAP (p. ex.) , muitos deles com rendimentos muito superiores à média, continuam a achar que os contribuintes aceitam com naturalidade pagar-lhe todos os devaneios.

A grande fraude

A Madeira tem aproximadamente 250.000 residentes, dos quais 20% (50.000) têm menos de 18 anos, donde podemos retirar que a Madeira deveria ter aproximadamente 200.000 votantes.
Nas últimas eleições presidenciais, estavam inscritos na Madeira 255.705 votantes, valor em muito superior ao efectivo número de votantes na Madeira.

Daqui se depreende que mesmo que todos os madeirenses fossem votar, a abstenção seria de 25%.
Pior do que isto é o facto de quem controla a elaboração dos cadernos eleitorais, estando na posse de informação a propósito de indivíduos que na realidade não deveriam estar nos cadernos eleitorais, poder usar essa informação para cometer fraudes eleitorais, como colocar mortos e emigrantes a votar.

Este é um problema que não é exclusivo da Madeira, mas que segundo um estudo apresentado recentemente toma na Madeira a sua expressão mais elevada.