segunda-feira, fevereiro 28, 2011

PPM

Se um partido, que conseguisse agregar as diversas oposições, seria interessante, mas algo difícil de atingir na prática, um partido que conseguisse dividir o partido do poder seria muito mais interessante.

É apenas questão do todo poderoso colocar o autarca da capital entre a espada e a parede e o que hoje parece impossível talvez se materialize.

O imposto "extra" sobre as petroliferas

A Moção Política de Jacinto Serrão defende, como medida inovadora e divergente da política de José Sócrates, um "imposto "extra" sobre as petrolíferas".
Acontece porém que, em Setembro de 2008, o Secretário de Estados dos Assuntos Fiscais do Governo da República apresentou na Assembleia da República um "Pacote de medidas Anti-Cíclicas". Uma das medidas foi a "tributação autónoma para empresas de fabricação e distribuição de produtos petrolíferos refinados". Na prática, o Governo avançou com uma tributação "extra" de 25% sobre os ganhos extraordinários para petrolíferas e distribuidoras de produtos petrolíferos.
Presente nessa sessão da AR estava o deputado Jacinto Serrão.

Que mal lhes pergunte

Relativamente à candidatura de Jacinto Serrão, André Escórcio pergunta, e com toda a razão, se não “é nos órgãos do Partido e nos momentos próprios que se devem dirimir as diversas opiniões sobre a condução política?"

A resposta é óbvia: Claro que sim!

Mas isso leva-nos a outra pergunta óbvia: Sendo Jacinto Serrão membro do Secretariado nacional do PS há 1 ano, e tendo-o sido de 2004 a 2007, num total de 5 anos e ainda deputado do PS na Assembleia da República de 2007 a 2010, porque é que nunca ninguém o ouviu manifestar essas discordâncias tão profundas?

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Opacidade

Alguém me sabe explicar por que razão a Madeira é a única região do País cujos órgãos de comunicação social continuam sem aparecer no site da ERC relativo à transparência da propriedade dos mesmos?

Tem lá órgãos de comunicação social nacionais, do Algarve, Leiria, Açores, etc., dos maiores aos mais pequenos. Só não aparecem os da Madeira.
Mais se estranha quando se sabe que é omitida a participação de algumas grandes holdings de comunicação social nacionais, como a controlinvest, em órgãos de comunicação social da Madeira.

Diário de Noticias da Madeira, Tribuna e diário cidade, jornal da madeira, e as inúmeras rádios locais escapam assim ao escrutínio da população em geral.

Haverá quem me explique a razão desta excepção feita à Madeira?

Memória de galinha

Num tempo de fartura de acesso à informação, como este em que vivemos, é estranho testemunhar a aparente falta de memória que os indivíduos demonstram relativamente a coisas que se passaram há pouco tempo.

Em 2007 os preços do petróleo atingiram valores insuportáveis e em consequência disso foram usados alimentos para produzir combustiveis, levando o preço destes bens a valores insuportáveis para uma parte considerável do mundo.
Os custos para os países fortemente importadores de petróleo, como Portugal, agravaram de forma significativa o défice comercial e o endividamento externo.

Nesta linha, a aposta em energias renováveis, como o vento, o solar e as barragens, seriam a linha lógica para diminuir a nossa crónica dependência energética.
Apesar dessa aposta parecer lógica, não faltou quem, em tempo de baixa do preço do petróleo (resultado da recessão económica mundial) afirmasse que a aposta nesses tipos de energia traziam sobre-custos para o tecido económico nacional.

Com a recuperação económica e aumento da procura por produtos petrolíferos, os preços do petróleo voltaram a subir, bem como os preços dos bens alimentares.
A subida dos preços dos alimentos estão em grande parte na origem das instabilidade social que está neste momento a atingir os países do norte de África. E essa instabilidade está a ter um efeito de retroalimentação no aumento dos preços do petróleo.

Para agravar toda esta situação está o facto de neste momento as necessidades mundiais se situarem num patamar superior ao que estavam antes do pico do petróleo em 2007, uma vez que os países emergentes com a China à cabeça continuaram a crescer de forma significativa, apesar da recessão mundial.

Lembro-me de em 2008 ter afirmado que o petróleo apenas estava em valores tão baixos devido à recessão, e que inevitavelmente os valores voltariam a subir com a recuperação económica, voltando assim a provocar de novo uma recessão, num ciclo que só seria possível sair, alterando profundamente as fontes de energia bem como a forma com gastamos a energia.

Quem me conhece sabe que sou pouco "ecofundamentalista". Não defendo a utilização de energias renováveis por questões ecológicas mas sim económicas, e por uma questão de, no caso concreto de Portugal, podermos utilizar melhor as energias que temos disponíveis em detrimento daquelas que temos de importar.

Espero que a crise que aí vem, e que espero (mas não acredito) não seja muito severa, carimbe definitivamente na cabeça dos nossos decisores a necessidade de acelerarmos o nosso paradigma energético. Todo o tempo que desperdiçarmos será dinheiro deitado fora.

De mal a pior IV

Petrolíferas avisam que combustíveis vão continuar a aumentar

De mal a pior III

Os juros do crédito à habitação vão subir no próximo mês.

O problema do país II

O anúncio da FENPROF de que vai incitar os professores a entupir o Ministério da Educação com questões para impedir que o processo de avaliação avance é paradigmático da captura da escola pública pela corporação.
A "escola pública" e o "estado social" que estes funcionários defendem nada tem a ver com preocupações sociais, tem exclusivamente a ver com a manutenção deste esquema de emprego garantido para o resto da vida, sem avaliação, e com a sua corporação a mandar no seu próprio destino.
São estas pessoas que com estas atitudes de captura e manipulação da escola pública para os seus próprios interesses, arruinam a confiança dos restantes trabalhadores que pagam, com muito custo, este "estado social".

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Qual é o problema de Portugal?

Este é publicado neste artigo do "Economist" sobre Portugal. A comparação do crescimento médio do PIB entre Portugal e outros países da UE e com a média da Zona Euro, demonstra que o problema de Portugal é o seu miserável crescimento económico médio anual, de 0,7%, durante a última década.
É simples, por um lado Portugal produz muito pouca riqueza e, por outro, gasta demasiado.
E para cúmulo, são os que não produzem riqueza que tomando conta dos partidos políticos vêm dizer aos poucos que produzem riqueza como vamos sair deste ciclo. E a solução é ainda mais caricata: gastar mais e taxar mais os poucos que produzem.

A importância do petróleo da Líbia




Endgame in Tripoli

The Economist: Muammar Qaddafi, the ruler of LIBYA, deployed tanks and fighter jets in an attempt to put down a popular uprising, ignited by street protests, that started in the east of the country and spread to Tripoli, the capital. Rebels held large swathes of territory after taking heavy losses estimated to be at least 1,000 killed and many more injured.

THE PRESIDENTIAL STAMP

Prosecutors in BRAZIL started an investigation into Luiz Inacio Lula da Silva, whose presidential term ended last year, for spending $3.5m of public funds in 2004 to send letters promoting low-interest loans. The prosecutors say the letters had no legitimate purpose and only served to benefit a bank that was subsequently linked to a corruption scandal.

O que faz falta é animar a malta

Fez ontem 23 anos que Zeca Afonso nos deixou. Mas a sua música será sempre actual.

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta

Os ditadores e o que resta da extrema esquerda

A única forma de impedir a continuação do genocídio em curso na Líbia será através do uso da força. Como sempre que há problemas, terão de ser os americanos a sacrificar vidas e a gastar o seu dinheiro. Depois do trabalho sujo feito, lá teremos o que resta da extrema esquerda a organizar manifestações contra o "imperialismo americano".

A revolução vai chegar a Angola?

Angolanos ameaçam com revoltas como no Egipto

The bizarre Gadhafi I met


"Libyan leader Moammar Gadhafi is the strangest head of state I've ever met."


Interessante reportagem sobre Gadhafi na CNN. [link]

O dia em os mudos vão falar e os paraliticos andar

Texto de Rui Ramos no Expresso:
[...]
Talvez o reino dos nossos políticos já não seja deste mundo. Esperamos deles uma palavra, um gesto, uma atitude, um esforço que eles, na sua sabedoria, percebem já não valer a pena. O que importa discute-se em Bruxelas, decide-se em Berlim. É isso? Ou estamos apenas perante a estupefação de indivíduos que cultivaram algumas habilidades, mas não foram ensinados para enfrentar grandes acontecimentos?

O atual pessoal político preparou-se para gerir e arbitrar pequenas coisas. O povo estava engaiolado no Estado social, e o Estado social estava encaixado na Europa unida. Era o fim da história. Nunca lhes terá passado pela cabeça, nem aos seus domadores, que este mundo pudesse mudar. Agora, o que há para fazer toca de tão perto o maquinismo do regime - a redução dos cidadãos a funcionários, utentes, pensionistas, subsidiados e protegidos -, que ninguém quer mostrar a cara, a não ser para depois apanhar os cacos.

Se os políticos não se mexem, também mais ninguém se mexe. Cada ponto percentual de agravamento do desemprego vale-nos outra lição sobre o risco de 'uma explosão social'. Dessa célebre 'explosão', não vimos, até agora, mais do que a mercearia das pequenas greves geridas pelo PCP no aconchego das empresas públicas. O Estado social habituou o povo a esperar. Os políticos olham para a Alemanha, e o povo olha para os políticos. O que está em baixo reflete o que está em cima.

Os entendidos falam-nos do próximo orçamento, daqui a nove meses, como o dia em que, finalmente, os mudos vão falar e os paralíticos andar. Talvez o Governo dure até lá - o país é que pode não durar.

Parabens à Madeira

A Madeira terá ultrapassado em 2008, a média europeia de PIB per capita em paridade de poder de compra. É um resultado notável.
É verdade que a Madeira tem uma grande desigualdade social, que tem um endividamento elevado e que tem o CINM que inflaciona o PIB, mas será que somos a única região na Europa nessas condições? Duvido.
A posição da Madeira comparativamente a outras regiões insulares europeias não nos envergonha nada. Bem pelo contrário.
Segundo dados do mesmo boletim, a Madeira situa-se melhor colocada que a generalidade das regiões nas mesmas condições, nomeadamente espanholas, italianas, francesas, etc. .

Não podemos ignorar o mérito de todos os trabalhadores e empresários madeirenses que contribuíram para este resultado, nem o mérito do governo regional, mas também não podemos esquecer que vivemos num país em que existe uma enorme generosidade do estado central em relação às suas regiões autónomas insulares.
Sem esse apoio (de todos os portugueses) não estaríamos em condições de ter chegado onde chegamos.

Da mesquinhez lusa


Ontem sofri para conseguir ver o meu clube nos oitavos-de-final. Ao meu lado, dois colegas benfiquistas puxavam pelo Sevilha e faziam festa com os golos falhado do Porto.
Não percebo quando vejo benfiquistas a torcer para que o FCP seja eliminado de uma competição europeia. Então estas pessoas não gostam do seu país? Preferem que os clubes estrangeiros ganhem aos portugueses? Sinceramente, é algo que não consigo entender. Felizmente que os benfiquistas são muitos e só poucos têm esta atitude.
Sendo adepto do FCP logo a noite vou torcer pelo Benfica, como sempre faço em relação a qualquer equipa portuguesa.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Um certo "Estado Social", traduzido

Pacheco Pereira: Sobre o BE, mas podia ser sobre o PCP, o PSD-Madeira e algumas pessoas no PS, e a sua base eleitoral ligada ao ensino e às actividades culturais, nomeadamente jovens detentores de um diploma que não tem qualquer valorização no mercado de trabalho, mas que exigem que o Estado lhes garanta um "emprego com direitos", i.e., um emprego garantido na função pública para o resto da vida. Vale a pena ler o artigo.

Esta não vem nos livros

Confesso que não compreendo a estratégia da actual direção do PS-M. Deve ser do meu afastamento.

Mas há uma coisa que eu sei. Sei que uma humilhação em congresso, e a consequente chacota, não será um grande elixir que mobilize o partido para as próximas eleições regionais de Outubro.

Sei também que quem defende esta estratégia, e suporta a actual direcção, deverá ser inteiramente responsável pelos seus resultados. Para o bem e para o mal.

Como o Estado que temos trava a Economia

Mário Centeno: O Estado tem pessoas não qualificadas a mais e a ganharem acima da média do mercado e, por causa disso, não consegue atrair os bons quadros porque não lhes paga o suficiente.

Qual é o problema do Estado Social?

João Pinto e Castro: "Quais são os problemas reais que ameaçam a sobrevivência do Estado Social?
O primeiro reside na frequente captura dos serviços sociais pelos agentes envolvidos na sua prestação, degradando-os e encarecendo-os. Na prática é como se as escolas públicas estivessem ao serviço dos professores (...) e os hospitais, ao do pessoal hospitalar. Naturalmente, isso reduz o apreço do cidadão pelos serviços sociais, ao constatarem que a retórica dos direitos foi apropriada por egoístas corporações profissionais."

Coitada da Sra. Merkel

A chanceler Angela Merkel foi derrotada insofismavelmente nas eleições da Cidade-Estado de Hamburgo pelo SPD, de novo mais europeu. A chanceler Merkel perde eleições locais desde que optou por uma aliança com os liberais e abandonou a política federal do governo anterior de coligação com o SPD. Em vez de verem o que é claro como água, os intérpretes lusitanos da vida política alemã preferem juntar-se aos adeptos da visão delirante de uma Merkel castigada por uma política de solidariedade europeia que não existe.

por José Medeiros Ferreira

terça-feira, fevereiro 22, 2011

De mal a pior II

Preço do petróleo no máximo de 2 anos

De mal a pior

Dois grandes problemas: no Médio Oriente estão localizadas as maiores reservas de petróleo do Mundo, essenciais para as economias ocidentais e não há, nesses países, força "política" mais poderosa e mais organizada, neste momento, do que os grupos fundamentalistas islâmicos.


O Ocidente corre o risco de ver o fornecimento de petróleo passar para as mãos dos radicais. Se isso acontecer ninguém sabe o que poderão fazer. Sabemos que esses movimentos diabolizam os países ocidentais ao ponto de organizarem ataques suicidas em Nova Iorque, Londres ou Madrid. Mas a destruição que podem causar através do controlo do petróleo não tem paralelo.


A imagem mostra o efeito que as manifestações no Egipto tiveram no preço do petróleo em apenas 5 dias. Ninguém sabe ao certo o que vem aí, mas uma coisa é certa: se o preço do petróleo continuar a aumentar as coisas vão piorar.

sábado, fevereiro 19, 2011

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Novo Hospital - Antologia da mentira

Post de 13/08/2009: "(...) Na pág. 70 do programa eleitoral do PSD (2004) a promessa: "Cosntrução do novo hospital" (...) Edição do JM de 9/10/2004 "Novo hospital em marcha" [ver mais]

Jardim dá instruções a Albuquerque

Albuquerque é um especialista a enganar tolos.
Republico em baixo um post de 22 de Outubro de 2008, altura em que Jardim deu ordens a Albuquerque para não aprovar o projecto para o estádio do Marítimo. Na altura a câmara era um adorno.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

A revolta da Brigada do Reumático

A Brigada do Reumático ficou fula com o anúncio do protesto contra o aterro no Funchal. Vai daí lançam um desenhinho no DN e anunciam "obra". Mais do mesmo, portanto. Nem é preciso ser engenheiro para ver que para fazer aquela "obra" haveria que retira o aterro, como é óbvio aquilo não se pode simplesmente construir em cima de um aterro. Mais um atestado de burrice para si, com a assinatura da Brigada do Reumático.

Para quem escreve o Diario Económico

É de alguma forma normal que os partidos da oposição não fiquem muito entusiasmados quando as coisas correm bem ao país. Quanto maior a insatisfação, maiores as possibilidades de ascenderem ao poder.

Agora, parece-me algo estranho que um jornal especializado em economia, com deveres de imparcialidade e factualidade, assuma essas dores, que sendo normais em política não o deveriam ser em jornalismo.

O titulo "Portugal vende dívida a 12 meses com juro abaixo do esperado" leva-me a perguntar: esperado por quem? Donde vem essa esperança que os juros aumentem e não diminuam, como veio a acontecer?
Por diversas vezes o DE mostrou que é uma personagem activa na especulação, ajudando aqueles que pretendem retirar lucros com a dúvida e incerteza.

Nota negativa para este tipo de jornalismo.


Antes o BE que o PCP

Enquanto que o BE, com a apresentação de uma moção de censura, propõe-se criticar as políticas das quais discorda, não alinhando no entanto na entrega do poder a um partido ou coligação com politicas ainda mais afastadas da sua matriz ideológica, o PCP propõe-se ajudar a direita a derrubar o actual governo nem que para isso faça tábua rasa da sua ideologia.

Esta atitude do PCP faz-me lembrar uma atitude muito querida a muitas religiões que consiste em apresentar um inferno tenebroso para poderem anunciar-se como salvadores e oferecer o céu.

Como dizia há poucos dias Paulo Pedroso, para o PCP, o PSD é apenas o adversário. O PS é o inimigo.
Quanto maior for o sucesso do PS, maior o afastamento dos eleitores em relação ao PCP.

Também aqui na Madeira o sucesso da governação depende em grande medida da comparação com o continente e com os Açores. Quanto pior estiverem melhor parece a Madeira.
Para o PSD-M é insuportável ter no continente um governo que faz.

Não admira assim que Alberto João tenha prontamente anunciado de os deputados do PSD-M deveriam votar favoravelmente uma moção de censura cozinhada entre PCP, PSD e CDS.

Para Alberto João e para o PCP o mais importante é afastar Sócrates, antes que eles próprios fiquem mal na fotografia.

Grandes obras maritimas da propaganda para acalmar a contestação


Lembram-se do governo regional fazer publicitar a cores e na última página no DN-M esta imagem de pura propaganda com o único intuito de acalmar a contestação?
Estava lá tudo. Os barquinhos quietos, a praia de areia amarela, o molhe de protecção ao molhe de protecção. Felizmente esta aberração não saiu do papel, apesar de ainda se ter gasto uns milhões com esta brincadeira.

Agora o governo regional volta a brincar, desta vez com os funchalenses.
Aqueles loucos propõem-se fazer, entre outras coisas, um molhe de acostagem para navios de grande porte, a uma cota inferior em 2 metros ao cais do Funchal, ou seja, junto ao nível do mar, e exposto ao mar de Sudeste. Para cumulo disto tudo, querem por aqueles que ganham a vida com as actividades marítimo-turísticas, dentro duma marina (des)protegida por este futuro molhe.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Este país não é para corruptos

"Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer."
Ler o texto

Africa rising



"Africa rising" é um interessante livro sobre o potencial económico do continente africano. O livro dá-nos a conhecer várias experiências económicas bem sucedidas neste novo mercado de 900 milhões de consumidores. A fraqueza do livro é a falta de experiência no terreno do seu autor. Uma coisa é estudar África e outra, bem diferente, é trabalhar lá. No entanto, é uma leitura que vale a pena e recomendo. Comprei na FNAC e penso que só existe a versão original (em inglês).

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Estabilidade política II

Já repararam (ver post abaixo) que neste momento o PSD, estando afastado do poder à mais de 6 anos, está tão desgastado como o PS e Sócrates estavam no inicio desta legislatura e após 5 anos de governação em condições pouco simpáticas.

Quanto tempo duraria um governo destes, iniciando o seu mandato assim tão debilitado?

Que melhorias sentiriam os portugueses?

Estabilidade política

Segundo a última sondagem da Eurosondagem, se as eleições legislativas fossem hoje os resultados seriam os seguintes:
PSD: 36,3%
PS: 29,3%
CDS-PP: 10,2%
BE: 9,5%
CDU: 9,2%

Lembro, que os resultados das últimas eleições, que não permitiram que nenhum partido ou coligação de dois partidos tivesse maioria absoluta no parlamento, foram:
PS - 36,55%
PSD - 29,11%
CDS-PP - 10,43%
BE - 9,82%
CDU - 7,86%

Resumindo:
Com eleições legislativas neste momento obteríamos exactamente o mesmo cenário de instabilidade política que resultou das últimas eleições.

Moção de Censura preventiva

Suspeito que a Moção de Censura a apresentar pelo BE será tão recheada de chavões ideológicos que tornará impossível à direita votá-la favoravelmente.
O objectivo é mesmo esse. Chumbada a moção de censura apresentada pelo BE, este partido fica desobrigado de votar favoravelmente qualquer moção apresentada pela direita.
O BE não desconhece que quando o PSD sobe nas intenções de voto, toda a esquerda perde, votos e deputados.
Sendo o PS e PSD iguais, segundo os bloquistas, não duvido que a sua escolha recaia sobre o cenário que lhe garanta maior representatividade parlamentar. E esse cenário não é com certeza com o PSD(+CDS) no poder.

Esta moção de censura é uma acção preventiva e é uma garantia que este governo se manterá no poder por mais uns tempos. Assim, por caminhos tortos se atinge a estabilidade política.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Madeirenses pagam €260.000 por mês para o JM

No Expresso: "Nos últimos 15 anos, os subsídios do Governo Regional ao JM ascenderam aos 34 milhões de euros. Em 2007, as verbas afectas àquele órgão regional da imprensa escrita rondou os 3,1 milhões de euros, sendo a média diária por edição de 6.200 euros."

Este é mesmo valor que o Governo Regional dos Açores utilizou para impedir os cortes nos salários da função pública regional.
E na Madeira, o que fez o PSD?
Cortou os salários e usou o nosso dinheiro para pagar a propaganda partidária do PSD.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Viver à grande e à sua custa

Nos AÇORES: "Apesar de não ter sido objecto de nenhuma redução por via legislativa nacional, o Governo dos Açores resolveu, por opção de gestão própria, reduzir em 20% o montante das ajudas de custo para as deslocações dos membros do Governo Regional dos Açores e respectivos gabinetes."


E na Madeira?

Governo gasta 740 mil euros na aquisição de 19 carros (DN). Isto dá quase €39.000 por carro.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Crise? Para quem?

Em 2011 a Madeira receberá a maior verba da República alguma vez transferida num único ano: 452 MILHÕES DE €.
Cada madeirense paga em média mais 7oo€ de impostos que um açoriano.
A receita de IVA na Madeira é sensivelmente o dobro da dos Açores.
Então como pode o Governo Regional dos Açores manter os salários e o Governo Regional na Madeira não pode?
Ou será que podia e escolheu não apoiar os madeirenses?

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Para recordar todos dias II

Nos últimos 4 anos, Jardim queimou 16 Milhões de € no Jornal da Madeira para fazer propaganda ao PSD.

Evitar cortes nos salários da função pública custaria apenas 5 Milhões.

Carros, viagens, festas, tachos...à sua custa


Para além de queimar milhões no Jornal da Madeira e no futebol profissional, o que será que o Governo Regional da Madeira/PSD faz com o dinheiro dos nosso impostos?


Apoia os funcionários públicos a atravessar a crise, como fez o Governo dos Açores?

Ajuda os idosos com um complemento social, como se fez nos Açores?


Não!

Jardim, além de acumular uma reforma para a qual nunca trabalhou com um ordenado milionário, gasta com os seus acólitos à grande e à francesa em "despesas correntes", ou seja carros, viagens, festas e tachos para os afilhados. Só "no Orçamento para 2010 a Madeira, com duas ilhas habitadas, gastou mais 300 milhões de euros nas tais "despesas correntes" que os Açores, que tem 9 ilhas."

Para recordar todos os dias



Todos os funcionários públicos que foram roubados nos seus salários e todos os comerciantes que sofrerão as consequências da diminuição do poder de compra, devem olhar todos os dias para o Jornal da Madeira e lembrar-se que o Governo Regional/PSD prefere gastar os nossos impostos na sua propaganda partidária, do que apoiar as famílias madeirenses na maior crise das nossas vidas.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Os fariseus de hoje II

Para continuar a acumular o salário com uma reforma para a qual nunca trabalhou, Jardim não aplica a Lei do Orçamento de Estado, mas para roubar o salário dos funcionários públicos aplica a mesma lei.

Os fariseus de hoje

No Público:

Jardim acumula reforma com salário
Os presidentes da assembleia e do governo da Madeira continuam a acumular os vencimentos relativos ao cargo com a pensão da reforma da função pública. Além de Miguel Mendonça e de Alberto João Jardim, usufruem desta excepção dois outros membros do governo regional e cinco deputados que em Janeiro foram abonados nos valores do salário e da aposentação. Contrariando a lei do OE que obriga os titulares de cargos políticos aposentados a optarem pela pensão ou pela remuneração correspondente à função, a Madeira entende que está protegida pelo seu Estatuto Político-Administrativo."
É caso para recordar as Escrituras: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia." Mateus 23.27

A traição do PSD-M aos funcionários públicos

O PSD já vem traindo os que prometeu defender há muito tempo, por exemplo quando chumbou o projecto de decreto legislativo regional para contagem do tempo de serviço congelado entre 2005 e 2007 aos professores.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Egipto

Existem alguns estudos que indicam que com valores abaixo de 10.000$ de pib per capita em PPC dificilmente a democracia pode vingar, presumivelmente devido escasso peso da classe média na sociedade. A título de exemplo, Portugal em 1975 tinha um pib per capita em PPC de cerca de 9200$, ou seja, próximo dos limites para o desenvolvimento da democracia, e todos sabemos o perto que estivemos de voltar a cair noutra ditadura.
O Egipto, com um rendimento per capita em paridade de poder de compra de cerca de 6000$, tem poucas condições para que a democracia se desenvolva.
A existência de eleições, só por si, não é condição suficiente para o desenvolvimento da democracia, nem é garantia que em pouco tempo, o novo poder não assuma práticas semelhantes às do poder que foi destronado.

A comunidade internacional tem todo o interesse em ajudar os egípcios a se desenvolverem e tem todo o interesse a pressionar o poder político a implementar reformas que façam crescer a classe média no país, nomeadamente através de uma melhor distribuição de rendimentos.
No entanto, seria absurdo promover uma mudança política adversa aos nossos interesses, ainda por cima com poucos ganhos, em termos de liberdade e democracia, para o povo egípcio.