segunda-feira, janeiro 31, 2011

Os inimigos do "Estado Social"

Manuel Alegre baseou toda a sua campanha na "defesa do Estado Social". O resultado está à vista.

Lembrete

O adversário do PS é o PSD.

O garrote do PSD-M às famílias madeirenses

"(...) no mesmo ano em que o Dr. Jardim exige sacrificios aos funcionários públicos não dá o exemplo, exigindo o fim das loucuras de investimentos de interesse duvidoso, o fim da construção de estádios de futebol ou mesmo da continuação da operação totalmente falhada das sociedades de desenvolvimento." Carlos Pereira
A não diminuição dos salários na função pública madeirense custaria cerca de 5 Milhões de euros. Mas Jardim e o seu PSD acham que os funcionários públicos não precisam de dinheiro. Eles não têm de pagar renda, comida, creche, escolas, medicamentos, transporte, gasolina, etc. Eles roubam às famílias madeirenses para gastar na propaganda do regime, através do o Jornal da Madeira, e no futebol profissional. Só para o campo de Marítimo são € 41 Milhões.
Os madeirenses pagam mais impostos do que os açorianos, pagam a gasolina mais cara, pagam o descarregamento das mercadorias mais caro, têm menos apoios sociais e agora os funcionários públicos têm redução no ordenado. Nada disto era inevitável, como demonstram os Açores. O garrote nas famílias madeirenses é da responsabilidade exclusiva do PSD-Madeira.

Tristes de espírito

Os partidos da oposição madeirense, incapazes de conquistarem votos ao partido que está no poder há mais de 30 anos, entretêm-se agora a tentar retirar votos a José Manuel Coelho.

Todos querem a queda do PSD ... desde que isso não ponha em causa os seus lugarzinhos.

Continuem assim que vamos longe.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

À deriva

Quando era mais necessário os dirigentes dos PS-M terem mais inteligência e paciência, multiplicam-se em conferências de imprensa inúteis.

Política desportiva de sucesso na Madeira

E em segundo a promoção que estes estrangeiros fazem a correr atrás da bola num qualquer campo em Paços de Ferreira ou em Leiria está a se traduzir numa clara vantagem para o turismo como se pode ler aqui: "no ano passado este destino turístico «perdeu mais de 10 mil hóspedes e 800 mil dormidas em comparação com o ano anterior» e em Julho deste ano era «a única região» a apresentar «valores negativos de menos 4 por cento»."
Na senda da boa governação a que o regime jardinista nos habituou, o passo lógico foi gastar mais 41 Milhões num estádio para o Marítimo.
Enquanto isso, o mesmo governo, corta nos salários dos funcionários públicos madeirenses. Estes têm a consolação de pagar ordenados milionários a uma serie de estrangeiros e ainda um estádio novinho e, se tiverem sorte, poderão ver os jogos na tv, porque não vão ter dinheiro para o bilhete.



quarta-feira, janeiro 26, 2011

Evitem se preocupar com o PSD-M

Nas eleições Regionais o PSD-M avançará com o seu exército de caciques, com o controlo sobre a comunicação social e o uso e abuso do dinheiro do povo para fazer campanha e desinformação maciça. Ou seja, a receita do costume. Portanto, nem vale a pena se preocuparem com o PSD se os alicerces do regime se mantêm bem firmes.

Respostas dos eleitores às confusões estratégicas do PS

  1. Pode o PS se misturar com o BE? Resposta: Não.
  2. O PND ganha coligando-se com o PS? Resposta: Não.

O PS é o único (por enquanto) partido com vocação de poder na Madeira. Como tal deve recentrar o seu discurso político e paulatinamente construir uma imagem de responsabilidade e credibilidade que leve os madeirenses a acreditar que são a alternativa ao PSD.

O BE, PCP e PND são partidos de protesto, de contra-poder. E, como tal, têm uma agenda adequada à sua natureza. Esse não pode ser o caminho do PS. Insistir num caminho comum é um erro. É uma questão de tempo até o BE e o PND perceberem que têm de se afastar do PS, porque também eles têm o seu caminho a percorrer. Ou o PS se afasta, mantendo boas relações e deixando espaço para entendimentos pontuais, ou será afastado e ficará isolado e sem tempo para se reorganizar.

sábado, janeiro 22, 2011

quarta-feira, janeiro 12, 2011

A Alemanha, outra vez...

"Economia alemã cresce 3,6%, a maior expansão em 20 anos"


Do que é que eu tenho medo? Da Alemanha.
Alemanha está a fazer o seu caminho para se tornar no país dominante na Europa e uma super potência mundial. Vão conseguir pela força do dinheiro o que não conseguiram pelas armas.

sábado, janeiro 08, 2011

As acções de Cavaco

No ano de 2001 surgiram as primeiras dúvidas sobre a transparência das operações do BPN.
No mesmo ano e após a demissão de António Guterres em Outubro, na sequência da derrota eleitoral nas eleições autárquicas, perspectivava-se o regresso do PSD ao poder, como veio a suceder.

Cavaco Silva, que como diz o outro, percebe de finanças e está atento à banca, viu aí uma oportunidade.
Num rasgo de genialidade conseguiu associar o regresso ao poder do PSD com a melhoria das perspectivas económicas para o banc(d)o dos seus amigos.
Se bem pensou, melhor fez.
Investiu e ganhou. O seu PSD voltou ao poder e os campos dos seus amigos voltaram a florir.

Quando, ainda apenas nos bastidores se começou a desenhar a fuga de barroso e a recusa de Ferreira Leite em lhe ocupar o lugar, Cavaco percebeu que era altura de vender.

Assim se conta uma história inocente e honesta.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Entrevista a José Manuel Coelho

Vi com atenção a entrevista de José Manuel Coelho, hoje na RTP.
Mais uma vez, a entrevistadora foi duma falta de imparcialidade e profissionalismo gritantes.
Tudo na entrevista foi feito, tal como a outros candidatos, para descredebilizar os entrevistados e desviar os assuntos dos temas incómodos a Cavaco.
O facto de Judite de Sousa ser esposa de um membro da comissão de honra da candidatura de Cavaco deveria fazer com que fosse escolhida outra entrevistadora menos comprometida.
Fartei-me de rir com a forma como a entrevistadora se picou quando José Manuel Coelho afirmou que muitos políticos menos sérios arranjam tachos para todos, até para as amantes.

Penso que Coelho não esteve mal, apesar dos ataques constantes e tentativa de descredibiliza-lo.
Continue.

P.S. - foi hoje divulgado uma sondagem da intercampus que dá 1,6% a José Manuel Coelho. Como é habitual estas sondagens são feitas apenas para Portugal continental. Tendo em consideração a votação nas últimas eleições presidenciais, isto deve significar cerca de 90.000 votos, ou seja, mas votos que aqueles que AJJ alguma vez teve.

Marques Mendes traduzido

A limpeza da imagem do candidato presidencial Cavaco Silva está cada vez mais difícil. Ontém, Marques Mendes em directo na TVI24 veio em seu auxilio, de forma desastrada diga-se de passagem.
Já toda a gente sabia que o BPN e a sociedade sua detentora, a SLN, eram detidas e geridas por figuras do Cavaquismo e apenas por estas. Ao afirmar que Cavaco tinha vendido acções ao mesmo preço que outros as venderam, não significa que Cavaco não foi alvo de favorecimento. Apenas diz que foi tão favorecido como outros que por lá andavam.
Marques Mendes também não disse, pois seria mentira, que todos os que venderam naquela altura venderam ao mesmo preço que vendeu Cavaco. Marques Mendes apenas confirmou que Cavaco fazia parte do grupo restrito que tinha direito a mais valias superiores à valorização da Sociedade SLN durante aquele período.
Além disso Marques Mendes nada diz sobre o valor de compra das acções da SLN por Cavaco Silva. Para que tenha havido mais valias fabulosas, como houve, basta que tenha havido uma compra a um custo muito inferior ao que era norma na altura da compra. Será que foi isso que aconteceu? Duma forma ou de outra, sabe-se apenas que Cavaco foi beneficiário directo das falcatruas que os seus amigos faziam no BPN, que apresentava valorizações e mais valias suportadas em fraudes e encobrimento de prejuízos através de, por exemplo, o Banco Insular de Cabo Verde.

Outro pormenor que não deve passar despercebido é o facto de grande parte dos financiadores da sua 1ª candidatura à presidência da República, e eventualmente desta, são os mesmos que por um lado faziam parte do grupo restrito com acesso às mais valias extraordinárias e por outro faziam parte do grupo restritissimo dos homens da confiança de Cavaco que administravam, quer a SLN quer o BPN, e que levaram o banco à situação que se conhece.

Infelizmente, tudo isto, que é grave e deveria merecer censura da população, parece ser relativamente indiferente para aqueles que apoiam Cavaco e segundo as sondagens, lhe darão a vitória eleitoral.
Espero sinceramente estar equivocado. Ainda não perdi a esperança.

Renovação política tuga

Outros "renovadores" espontâneos: Rui Rio (PSD), no Porto, Joaquim Raposo (PS), na Amadora, Fernando Seara (PSD), em Sintra, Fernando Ruas (PSD), em Viseu, Maria Emília de Sousa (CDU), em Almada, e os independentes Isaltino Morais (Oeiras), Valentim Loureiro (Gondomar), António Capucho (PSD), em Cascais, Isabel Damasceno (PSD), em Leiria, e Ana Cristina Ribeiro (BE), em Salvaterra de Magos, são outros autarcas que de forma "espontânea" vão descobrir as virtudes da renovação na política e não vão se recandidatar. O Carlos Encarnação (PSD), em Coimbra, já lhe deu um "cansaço" súbito e saiu.
Nada disto tem a ver com a Lei n.º46/2005, de Julho de 05.
No caso de Miguel Albuquerque é amor genuíno e puro pela renovação. Aliás uma marca do PSD-Madeira. Basta olhar para a história e ver que o autarca sempre se bateu pela renovação. E foi um grande defensor da lei da limitação dos mandatos, exactamente para obrigar os que estavam agarrados ao poder a saírem.
A política assim é bonita.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Legalizar a ladroagem

Paulo Morais: "(...) A pretexto de diminuir as despesas, a legislação agora em vigor permite também que haja donativos indirectos ou em espécie. Ou seja, um amigalhaço poderá pagar uns cartazes ou umas jantaradas e até emprestar umas sedes. Claro que os ofertantes querem contrapartidas. E os partidos, não dispondo de meios próprios, só podem garantir essas contrapartidas à custa da utilização dos recursos públicos. Os políticos e dirigentes da Administração continuarão assim a exercer o poder público em benefício de quem lhes financia as campanhas. O financiamento partidário é hoje um investimento certo, de retorno rápido e colossal.
Aprovada pelo Parlamento, esta recente legislação incentiva a promiscuidade entre negócios e política, fomenta o roubo dos recursos colectivos. Legaliza a ladroagem. Incompreensivelmente, o presidente pactuou com esta vergonha, promulgando mais uma lei iníqua. Tornou-se co-responsável. Afinal, "tão ladrão é o que vai à horta, como o que fica à porta".

"Os velhos privilégios corporativos"

António Marinho Pinto: (...)na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974 e, sobretudo, a partir da criação do Centro de Estudos Judiciários, os magistrados desfizeram essa aliança, criaram sindicatos e voltaram-se unicamente para a defesa dos seus interesses egoístas. Perderam o sentido de serviço público próprio das suas funções e assumiram-se unicamente como poder - um poder ilimitado e sem qualquer escrutínio democrático. Sentindo-se donos da justiça e senhores dos tribunais, eles desfizeram a tradicional aliança com a advocacia e passaram a tratar os advogados com arrogância, prepotência e mesmo com hostilidade e desprezo.

Unidos pelas mesmas reivindicações (os velhos privilégios corporativos) perante o mesmo patrão (o estado de direito), as magistraturas judicial e do Ministério Público afundaram-se numa vergonhosa promiscuidade funcional. A desjudicialização da justiça e o aumento das custas judiciais são também consequências directas dessa degenerescência. (...)"