Não se questiona a obra, mas pode questionar-se o que custou a obra e quem beneficiou com esse excesso de custo.
Comparativamente, só fomos melhores que outros na medida em que gastamos tanto, ou nos endividamos tanto para fazer sensivelmente o mesmo. A partir do momento em que vão aparecendo as dívidas e nos apercebemos que pagamos um ferrari para afinal ter um fiat uno, vem-nos a questão essencial: Quem pagará?
Pagarão todos aqueles que directa ou indirectamente beneficiaram com a má gestão e desperdício, ou pagarão todos aqueles que concordando ou não, não tiveram voto nas escolhas feitas, e mesmo podendo fazer escolhas, nunca tiveram acesso à informação a que tinham direito?
Muitos optaram por não pagar e emigrarão. Outros, porque já comeram carne suficiente e não querem roer os ossos, fugirão com o dinheiro roubado aos madeirenses.
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