terça-feira, maio 03, 2011

Explicações

Parece que o PSD pretende explicações do governo sobre o crescimento da dívida directa do estado.
Acho muito bem. É também para isso que existem os partidos da oposição.

No entanto, no PORDATA, para não falar dos dados oficiais disponíveis, é possível consultar o evoluir da dívida ao longo do tempo. Havendo informação disponível até 2010.
E o que podemos ver lá?

No reinado de Cavaco Silva, a dívida cresceu cerca de 19,72% ao ano, passando de 11.730M€ em 1985 para 52.488M€ em 1995. Cavaco é mesmo o campeão do aumento da dívida, tendo multiplicado por 5 o seu valor em apenas 10 anos de governação.

Com Guterres a dívida teve um crescimento anual de 5,5%, representando 72.450M€ em 2001, tendo aumentado apenas 0,25 vezes durante os 6 anos de governação socialista.

Durante a governação PSD/CDS de Durão Barroso/Portas/Santana Lopes a dívida voltou a acelerar e cresceu 8,89% ao ano. Tendo o governo de coligação deixado uma dívida de 101.758M€.

Com Sócrates, o crescimento anual da dívida foi de 8,4%, sendo apenas maior que o de Guterres, mas inferior ao crescimento anual de Durão Barroso e muito inferior ao de Cavaco.
Não podemos no entanto esquecer que durante estes últimos anos atravessamos uma tormenta que tendo vindo do exterior tornou as nossas debilidades internas muito mais acentuadas.

Mais uma vez, fica provado que o PSD não dá lições a ninguém na utilização dos dinheiros públicos.

3 comentários:

Anónimo disse...

Não quero ser desmancha prazeres mas cada governo não paga a "sua" própria governação. A dívida contraida, por exemplo, no mandato do Guterres provavelmente foi para pagar a fase final da governação do Cavaco pelo que não se podem tirar ilações desses números!

Imaginemos que o Passos Coelho é eleito a 5 de Junho a quem atribuir a dívida que será contraido junto do FMI nos dias seguintes?

amsf

Tino disse...

O Stock da divida pública, que é do que estes números tratam, refere-se apenas à dívida contraída por cada governo.

A ajuda ao FMI é supostamente para pagar dívidas já existentes e não para aumentar dívida.Por outras palavras, paga-se dívidas que estão em vias de vencer, ficando com uma dívida ao FMI.

Anónimo disse...

A questão não é essa!
As dívidas contraidas por um determinado governo não servem para honrar compromissos futuros desse mesmo governo mas geralmente para pagar "projectos" realizados e inaugurados no(s) governo(s) anterior(es)!
Não é assim tão difícil de perceber...

amsf