segunda-feira, abril 04, 2011

Uma entrevista programática

Tomás Vasques: É notório que Pedro Passos Coelho e o PSD não têm mais do que vagas ideias sobre o que fazer se vierem a ganhar as eleições. O discurso generalista e muitas vezes contraditório do líder do PSD não augura nada de bom. Como escreve, hoje, no Público, Vasco Pulido Valente: «toda a gente esperava que ele tivesse alguma coisa dentro da cabeça e a comunicasse ao país. Não comunicou nada.» Na mesma linha, Diogo Leite Campos, vice-presidente do PSD, em entrevista «programática» ao jornal i, à pergunta Como é que o PSD vai arranjar, até ao final do ano, 5,5 mil milhões de euros se for governo? Responde «Em primeiro lugar, vai governar bem.». Perante o vazio da resposta, a jornalista insiste: Mas isso não são medidas concretas. Resposta: «Nas linhas gerais, apresentadas pelo programa de governo do PSD, há dois pilares fundamentais a curtíssimo prazo: um é a recuperação financeira, outro é a recuperação económica e social.» Aqui a jornalista interroga: Como é que isso se faz? E veio a resposta: «É preciso voltar a criar confiança.». E continua por aí fora. É demasiado desolador para ser verdade, mas é.

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