sexta-feira, abril 01, 2011

Quem criou o problema que chame o FMI

Em politica, ainda para mais nos tempos atribulados em que vivemos, a memória é curtíssima.
Há apenas duas semanas atrás o governo apresentou aos portugueses e ás instituições europeias as linhas orientadoras para o PEC.
O presidente da república, havia dito que há limites nos sacrifícios que se podem pedir aos portugueses.
O PSD seguiu-lhe o discurso, dizendo que era inaceitável pedir mais austeridade, e com o argumento que o PEC era mau e o governo era incompetente, apresentou uma resolução na AR, que sendo aprovada levou ao chumbo do PEC e à demissão do governo.
A não aprovação do PEC e a queda do governo criou grande apreensão nas entidades europeias e levou a um crescendo de desconfiança por parte dos mercados.

Os mesmos que achavam que o governo não tinha legitimidade para pedir mais sacrifícios e que achavam que o governo era incompetente, ou seja, Cavaco e o PSD, e que provocaram um agravamento inegável das condições de financiamento do País, querem agora, que seja o governo incompetente e sem legitimidade a negociar e comprometer-se com o que um futuro governo pode ou não querer fazer.
Será que está tudo louco.

O PR tem a legitimidade e a "competência" para designar quem negociará as condições de ajuda externa, se esta for necessária.
Caso contrário, devera ser o próximo governo a decidir. Nunca este, que tudo fez para evitar a necessidade de recurso ao FMI e que não é responsável pela precipitação desta crise.

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