sexta-feira, abril 01, 2011

Muita parra e pouca uva

José Luís Rodrigues: O jornalista Mário Gouveia no programa da RTP-Madeira, Dossier de Imprensa, do dia 31 de Março de 2011, fez eco do que se pensa e diz sem fundamento acerca dos padres. Dizia o seguinte ilustre pensador, são todos ricos e não se sabe o que eles fazem ao dinheiro: «será para comprar batinas…; eles não fazem igrejas…; basta ir às missas para ver o que eles recebem de dinheiro…». (...) Porém, será importante destacar que o trabalho social que a Igreja realiza, muitas vezes sob muitos sacrifícios, levaria a sociedade ao caos se não fosse feito. Não será em vão, com imensas falhas é certo, a atenção que a Igreja denota a famílias carenciadas, a filhos rejeitados, a idosos abandonados, a jovens alienados com o desporto, com as drogas, com a falta de oportunidades… Outro aspecto é o da educação escolar. É imenso o trabalho social que a Igreja realiza em prol da sociedade. Trabalho que o Estado devia assegurar, mas que se demite frequentemente e quando o realiza, é feito com a maior das insensibilidades humanas e espirituais. Noutro domínio esquece-se o trabalho espiritual e a importância para o equilíbrio das populações. Como seriam os povos sem palavras de esperança em relação ao futuro, de conforto na doença e na morte?; Quem faz os diversos serviços para congregar as pessoas – a catequese e as festas; o serviço do voluntariado em prol dos outros que as comunidades religiosas organizam e etc, etc… O Santo Cura D’Ars dizia: «Deixai uma paróquia vinte anos sem padre: ali se adorarão os animais". Neste sentido a sociedade ainda seria muito mais violenta, mais desequilibrada e quem sabe caótica se este aspecto espiritual e social não fosse realizado pelas Igrejas. Quanto aos dinheiros. A minha experiência diz que quanto mais transparência melhor. (...) Como se vê muita parra e pouca uva. Porém, salvaguarde-se a importância da Igreja e papel crucial que os padres exercem em prol da fixação das populações e no acompanhamento espiritual das mesmas. Trabalho essencial, cada vez mais reconhecido e valorizado pelas entidades ligadas à saúde física, psicológica e social."

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