sexta-feira, abril 15, 2011

75.000 M€ para 3 anos

Como é do conhecimento geral, o valor do recurso ao crédito do estado português para este ano é de aproximadamente 40.000 M€.

Por outro lado, as estimativas do BCE/FMI para as necessidades de financiamento para os próximos 3 anos é de cerca de 75.000 M€, ou seja, cerca de 25.000 M€ por ano, o que significa uma forte redução das necessidades de financiamento externo para os próximos anos.

Assim sendo, não percebo donde vem tanto fatalismo em relação às contas públicas portuguesas.
Não devemos esconder aqueles que são os nossos maiores desafios, mas entrar em histerias não ajuda a resolver nada.
Temos de equilibrar quer a balança externa, quer os défices orçamentais e sobretudo o endividamento externo, mas esse objectivo deverá ser obtido predominantemente através do crescimento económico.

Há quem veja na austeridade um bem em si mesmo. Mas não é. O bem maior a ser perseguido, em termos económicos, é o equilíbrio das contas nacionais (público + privado), ou seja, sermos capazes de produzir pelo menos tanto quanto aquilo que necessitamos.

1 comentário:

Anónimo disse...

Os "políticos" gostam muito de falar do futuro porque do futuro pode-se dizer o que se quizer.

Diz em quanto é que o Estado português se individou em 2010 pois esse valor não é hipotéctico, é uma realidade.

O FMI ainda não indicou o valor de que Portugal necessitará e o que se tem dito é 80 MIL milhões...

A acreditar nesse valor anual a questão que se põe é se Portugal conseguiria "vender" 25 MIL milhões de dívida a juros que pudesse pagar ou que os nossos credores achassem que podesse pagar de forma a continuarem a nos financiar.

Perspectivo que os nossos credores terão que aceitar renegociar as nossas dívidas (hair cut do capital e maturidade dos empréstimos) e que consequentemente o mercado da dívida nos seja vedado durante anos!

Digo isto porque o serviço da dívida contraída junto do FMI tem prioridade sobre todos os outros credores. Não vejo como é que Portugal possa pagar ao FMI ANTES de continuar a honrar as suas dívidas. Se pagar ao FMI primeiro não conseguirá ir pagando as restantes dívidas respeitando os prazos pré-defenidos.

Mas esta uma opinião de quem não percebe nada do assunto...

amsf