terça-feira, março 15, 2011

A receita do cota instalado para jovem pagar

Precisamos aumentar as exportações para a Economia crescer e criar postos de trabalho. Para isso acontecer teremos de diminuir os impostos e os custos de contexto. Mas não podemos diminuir os impostos porque o Estado tem demasiada despesa. O Estado tem demasiada despesa porque gasta muito e mal.
Para além do desperdício e da irresponsabilidade na gestão, a geração do pós 25 de Abril atribuiu a si própria, por decreto, uma série de “direitos sociais”. Essa geração garantiu, como nenhuma outra antes ou depois, empregos vitalícios, salários acima das respectivas qualificações e pensões de reforma muito acima das respectivas contribuições. Os seus membros chegaram sem mérito nem esforço a posições que nunca teriam alcançado se a vida pública não tivesse sido politizada pela revolução. Esses empregos vitalícios sem mérito ou trabalho e respectivas pensões estão agora a ser pagos por esta nova geração, que não poderá ter emprego estável ou uma reforma garantida, porque têm de sustentar os “direitos adquiridos” da geração anterior.
O mais dramático é que essa geração continua a mandar no Estado e a ocupar os partidos políticos, pelo que continuam a insistir na mesma receita. Ou seja, mais Estado, mais gastos, mais impostos. Logo, menos investimento, menos exportações, menos receitas, menos emprego e mais precariedade no trabalho jovem.

1 comentário:

amsf disse...

Os portugueses não querem perceber que não é o Estado que os "alimenta" mas são eles que "alimentam" o Estado. Não querem perceber que os chamados dinheiros públicos antes de o serem eram dinheiros privados. Até é comprensível porque a maioria é beneficiária líquida deste sistema uma vez uma parte significativa dos dinheiros públicos foram arrecadados sob a forma de empréstimos ao exterior e não sob a forma de cobrança de impostos. Tendo em conta que o cidadão não sente a dívida pública como sendo sua até fica a ganhar (em média)pois recebe do Estado mais do que dá. Esse saldo positivo para o cidadão presente será pago pelos seus filhos e netos. Mas mais uma vez como a dívida pública e algo abstracto pouco se preocupa com esse problema. Se não conseguimos ser rápidamente eficientes/produtivos pelo menos teremos que reduzir os nossos consumos, de preferência de produtos/serviços importados.

amsf