quarta-feira, março 23, 2011

O animal feroz

As últimas sondagens diziam que o PSD tinha mais 6% nas intenções de voto que o PS. Acontece porém, que em campanha as eleições tornam-se na escolha para primeiro-ministro entre líderes partidários.
Nessa "batalha" Pedro Passos Coelho não é adversário para José Sócrates. Sendo politicamente mais fraco, enfrenta um político fortíssimo em campanha e que vai na sua 3.º candidatura. Há ainda que somar a experiência governativa e o natural domínio dos dossiers da governação. Por outro lado, o PSD não tem um programa da governo. E a Direita tem um líder forte politicamente, bem preparado, experiente e com um programa claro: Paulo Portas. A última vez que o PSD conseguiu ganhar as eleições foi com Durão Barroso e por apenas 2,8% dos votos. Mas PPC não é Durão Barroso. Há aí um mundo de diferença. A Sócrates muitos, muitas vezes, disseram estar morto politicamente. Enganaram-se. Estas coisas dependem muito da personalidade dos políticos em contenda. E já era tempo de não terem duvídas sobre a personalidade de Sócrates. Para o derrotarem, não basta marcar eleições, vão ter de suar e muito. A ver vamos.

2 comentários:

Luís disse...

Paulo,

Esperemos que Sócrates se demita ou seja demitido e que não se volte a candidatar porque, infelizmente, tens razão quando dizes que ele irá fazer a vida negra ao PPC.

Skills políticas à parte, é certo que Sócrates tem sido incompetente, desonesto e, acima de tudo, desligado da realidade. Os problemas não se resolvem com promessas, números camuflados e outras chico-espertices.

Está mais do que na altura de todos nós interiorizarmos que é necessária uma mudança radical na forma como encaramos a nossa vida política nacional e, por isso, espero que haja um governo maioritário ainda este ano com uma coligação PSD/CDS.

PS: estou com um feeling de que estamos a poucas horas de ver o Sócrates a bater com a porta.

Fernando Letra disse...

"Está mais do que na altura de todos nós interiorizarmos que é necessária uma mudança radical na forma como encaramos a nossa vida política nacional e, por isso, espero que haja um governo maioritário ainda este ano com uma coligação PSD/CDS."

Isto é uma mudança radical? Cheira-me a mais do mesmo...