quinta-feira, março 10, 2011

Indomável

José Sócrates tem muito que se critique. Eu já o fiz. E provavelmente voltarei a fazê-lo. Mas também admiro-o. Admiro a sua determinação, a sua resistência sem limites, o seu “faro” político, a combatividade, a perseverança. Deste homem já tudo se disse, tudo se inventou, exagerou, distorceu e intrigou. Não terá havido político neste país que fosse alvo de mais e maiores tentativas de assassinato político. Lidera o único governo sem maioria absoluta da Europa, tem uma Assembleia e um Presidente hostis, os mercados financeiros não lhe dão tréguas, o preço do petróleo sobe, a economia não arranca, o desemprego não para de crescer. Qual de nós resistiria a tanto? Por muito menos, outros bateram com a porta. E no entanto ninguém o quer enfrentar em eleições. A Direita e à Esquerda continuam com medo. A questão é que, apesar da terrível conjuntura, ninguém parece disponível para enfrentar José Sócrates numas eleições antecipadas. E isso, porque muito que se tenha para criticar, é algo que merece respeito.

1 comentário:

Anónimo disse...

Carago Paulo!

Dois posts - reflexões - muito bons. Tirando o exagero da geração fantástica, porque, pelo que disseste dos bisavós, avós e pais eles também foram gerações fantásticas.

Abraço,
EM