terça-feira, fevereiro 22, 2011

De mal a pior

Dois grandes problemas: no Médio Oriente estão localizadas as maiores reservas de petróleo do Mundo, essenciais para as economias ocidentais e não há, nesses países, força "política" mais poderosa e mais organizada, neste momento, do que os grupos fundamentalistas islâmicos.


O Ocidente corre o risco de ver o fornecimento de petróleo passar para as mãos dos radicais. Se isso acontecer ninguém sabe o que poderão fazer. Sabemos que esses movimentos diabolizam os países ocidentais ao ponto de organizarem ataques suicidas em Nova Iorque, Londres ou Madrid. Mas a destruição que podem causar através do controlo do petróleo não tem paralelo.


A imagem mostra o efeito que as manifestações no Egipto tiveram no preço do petróleo em apenas 5 dias. Ninguém sabe ao certo o que vem aí, mas uma coisa é certa: se o preço do petróleo continuar a aumentar as coisas vão piorar.

1 comentário:

amsf disse...

É curioso que a Al-Qaida, que 99% dos Ocidentais acredita existir como a descrevem nos meios de comunicação social de referência globais, não apareça no meio destas "revoltas"!


Não acredito que as lideranças Tunisinas, Egipcias, Líbias, Argelinas, Iemenitas, Jordanas, Marroquinas, do Bahren, etc não tenham tentado imputar no início das respectivas "revoltas" a responsabilidade à Al-Qaida, como o fizeram ao longo dos últimos anos para justificar a eliminação física dos opositores internos com a cumplicidade dos EUA e as agências noticiosas globais. Desta vez parece que colocar a Al-Qaida na agenda internacional não interessou aos EUA e às agencias noticiosas globais.

Até há bem pouco tempo os EUA apoiavam com equipamento, treino, informações e relações públicas esses regimes sob o pretexto que estariam a combater extremistas islâmicos.

Os crentes das armas de destruição em massa, da Al-Qaida, de todos os alibis para os EUA fazerem o que fazem pelo mundo fora podem fazer-me o favor de criar uma narrativa para que se perceba onde está a Al-Qaida e os perigosos fundamentalistas???

Já pensaram que a maior cobertura ao que está a acontecer na Líbia serve de cortina de fumo para o que está também a acontecer no Iemen, Argélia, Marrocos, Jordánia, Bahren, etc. Como toda a gente sabe a cobertura noticiosa influência e muito o que esta a acontecer no terreno. O sentimento de revolta perante informações que se creem completamente verídicas, o sentir que não se está só, que existem outros conterrâneos a se revoltar ou que o mundo acompanha-nos tem muita importância.

Quando o mesmo acontecer no "nosso mundo" quero ver como vão reagir os nossos meios de comunicação social de referência; possivelmente criminalizar aqueles que tentarem por em questão o status quo.

A percepção é tudo e como todos sabemos as percepções podem ser fabricadas de tal forma que se concretizam. Se circular de forma credível a informação de que o banco X está a falir a profecia acaba por concretizar-se com a corrida aos depósitos...