quarta-feira, janeiro 05, 2011

Legalizar a ladroagem

Paulo Morais: "(...) A pretexto de diminuir as despesas, a legislação agora em vigor permite também que haja donativos indirectos ou em espécie. Ou seja, um amigalhaço poderá pagar uns cartazes ou umas jantaradas e até emprestar umas sedes. Claro que os ofertantes querem contrapartidas. E os partidos, não dispondo de meios próprios, só podem garantir essas contrapartidas à custa da utilização dos recursos públicos. Os políticos e dirigentes da Administração continuarão assim a exercer o poder público em benefício de quem lhes financia as campanhas. O financiamento partidário é hoje um investimento certo, de retorno rápido e colossal.
Aprovada pelo Parlamento, esta recente legislação incentiva a promiscuidade entre negócios e política, fomenta o roubo dos recursos colectivos. Legaliza a ladroagem. Incompreensivelmente, o presidente pactuou com esta vergonha, promulgando mais uma lei iníqua. Tornou-se co-responsável. Afinal, "tão ladrão é o que vai à horta, como o que fica à porta".

2 comentários:

amsf disse...

A última da nossa RTP (lembro que é uma televisão pública, paga de forma pornográfica por todos nós)!

Ingenuamente imaginei que a ordem das entrevistas teria sido fruto de um sorteio e que Cavaco Silva, antes de se lembrarem do Coelho, seria o último a ser entrevistado por essa circunstância (na Sexta-Feira).
Esta ideia reforçou-se quando a RTP lembrou-se do Coelho (questionada pelo DN da Madeira) e remeteu-o para Sábado. Estava enganado. Cavaco originalmente era o último porque lhe queriam dar a última palavra e tanto assim é que a RTP alterou a entrevista do Coelho para Sexta-Feira e a do Cavaco passa para a Segunda-Feira para ter a última palavra.

O país está a ficar "maduro" para ao mínimo movimento o poder cair na "rua"!

amsf disse...

O caso Cavaco/SLN (e não BPN como se diz por ai)é suspeito porque:

1º - Não foi só Cavaco que comprou as referidas acções nesse mesmo período, a filha teve o mesmo palpite;

2º - Aparentemente são pessoas que não costumam investir em bolsa (tal como não costumam ler jornais);

3º - Tiveram muita sorte (140% de lucro) com essas acções;

4º - As acções não estavam cotadas pelo que alguém teve que as comprar (ano e meio depois ?!) com essa margem de lucro;

5º - A família Cavaco foi induzida a comprar as acções e premiada com esse lucro - lembrem-se que não estavam cotadas - [b]como forma de o premiar ou de o tornar cúmplice da roubalheira[/b].

Se ele correspondeu às expectativas de quem lhe fez a recomendação e de quem as comprou posteriormente (possivelmente a mesma pessoa/instituição SLN) não sei. :wink:

A verdade é que ele afirmou que nunca erra e este resultado de 140% prova-o! :wink:

E se formos a acreditar que nas palavras dele qualquer um de nós terá que nascer, morrer e ressuscitar para ser mais honesto que ele. Eu infelizmente não consigo! :lol: