terça-feira, outubro 25, 2011

Cinismo sem limites

Afirmar sem se rir que deseja que o estado peça menos aos contribuintes ao mesmo tempo que aplica uma das maiores subidas da carga fiscal em Portugal, é dum cinismo sem paralelo.
Este Primeiro Ministro está decididamente a gozar com os Portugueses.

Golpistas

Sempre que a direita está no poder, paira sobre a segurança social pública a ameaça de falência.
Já no anterior governo PSD/CDS colocava-se o prazo de falência da segurança social em 2015.
Como se pode ver essas previsões foram manifestamente exageradas.
Entretanto veio o governo do PS e com o fantástico trabalho de Vieira da Silva essa ameaça subitamente desapareceu... até a direita voltar ao poder.
A novidade agora é que o novo prazo de validade da segurança social pública passou a ser de 2040.

Não é demais lembrar que vivemos tempos de crise, e que esta crise afecta de forma dura o balanço da segurança social, reduzindo as receitas e aumentando as despesas. Mesmo assim, atravessando a crise mais severa das nossas vidas, o sistema têm-se revelado robusto, sendo capaz não só de gerar mais receitas que despesas como ainda é capaz de fazer transferências solidárias dos que mais ganham para os menos afortunados.

A forma com a direita invariavelmente tenta resolver o problema de sustentabilidade da Segurança Social Pública é verdadeiramente bizarra e consiste em diminuir já as receitas mantendo as despesas para no futuro poder haver uma hipotética diminuição de despesas. Acontece que esta solução em vez de prolongar a vida da Segurança Social, antes antecipa a sua morte, tendo em conta que antecipando de 2040 para agora os saldos negativos, muito provavelmente chegaríamos a 2040 sem nada para distribuir.

Além disso, com a proposta da direita, deixaria de haver, já, transferências solidárias dos mais ricos para os mais pobres.

Então porque razão está a direita tão empenhada nesta mudança que levará à ruína da SS pública?
Em primeiro lugar por preconceito ideológico em relação a tudo o que é público. E por fim, porque a sua base eleitoral, ou seja,quer os contribuintes mais ricos quer os accionistas das seguradoras teriam muito dinheiro a ganhar com estas alterações propostas.

O custo seria apenas as reformas de uma vida inteira dos menos ricos. Nada que os incomode muito.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Outra vez a carga fiscal

Em tempos, escrevi que deveria haver uma maior transparência na definição da carga fiscal.
Com os anúncios quase constantes dos últimos tempos, relativamente ao aumento de impostos e diminuição de deduções essa necessidade é ainda mais premente.

P.S. - Por carga fiscal, entendo todos os impostos cobrados (em % do PIB) menos todas as despesas fiscais.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Coitaditos

Obrigar os meninos a beber leite(plain), ou obrigá-los a misturar chocolate em pó no leite é duma violência que não se admite. Assim sendo o leite achocolatado mantém-se na taxa mais baixa de IVA. O vinho também, não vão os meninos ficar sem escolha.

Devem andar mesmo satisfeitos.

Todos aqueles que contribuíram para a queda do anterior governo, onde se incluem, PSD e CDS, BE e PCP, funcionários públicos em geral e professores em particular, jornalistas e afins, etc. etc. devem andar mesmo radiantes com as medidas ontem anunciadas pelo Primeiro Ministro.

Ou então andam a pensar: Volta Sócrates que estás perdoado.

Guilty or not guilty? Guilty.

...É claro que também eu sou culpado. Por falta de comparência ou por falta de fé.

Quanto ao futuro, estando eu dividido entre o abandono total e o apoio a quem abra totalmente o partido à sociedade (mas apenas depois de abrir realmente o partido e não baseado em promessas), dificilmente me enquadro no típico membro de facção.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Breve comentário às eleições do passado dia 9 de Outubro de 2011

O mau resultado obtido pelo meu partido, pouco me surpreendeu. Infelizmente.
A surpresa, a existir foi com: uma péssima lista de candidatos; total inabilidade política e comunicacional do cabeça de lista; e com um amadorismo de fazer corar de vergonha qualquer lista para a associação de estudantes.

No rescaldo do mau resultado aí sim, fui surpreendido. A começar pelas declarações dos responsáveis pela estratégia seguida.
Dizer que não fomos capazes de comunicar convenientemente não é o mesmo que dizer que o povo não percebeu. O povo até pode não ter percebido (não acho que tenha sido o caso) mas a culpa cai toda em quem tem responsabilidades de tentar esclarecer.
Surpeenderam-me também as declarações de alguns dirigentes do PS-M que oportunisticamente se colocaram de lado, como se não fossem também responsáveis pelo estado a que chegou o PS-M.
Houve mesmo um autarca e dirigente do PS-M desde que eu tenho memória, mais precisamente Rui Caetano, que colocando-se em bicos de pés nos queria fazer crer que o próprio seria capaz de melhor, quando nas últimas autárquicas teve uns escassos 200 votos a mais na capital, que a actual lista. Duas derrotas copiosas, portanto.
Surpeendente também é a miopia do Prof. Miguel Fonseca, que identificando alguns culpados, não consegue ver quem é que levou a actual direcção ao colo, mesmo sabendo da sua total inabilidade política. Mas eu ajudo: pense em Miguel Fonseca, Rui Caetano, Duarte Gouveia e Francisco Dias e pergunte se são ou não Guilty or not Guilty.
A resposta é óbvia demais.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Comparar responsabilidades

Para os (i)responsáveis governativos regionais, parece que o buraco nas contas públicas agora revelado é semelhante a outros a nível nacional, nomeadamente em empresas de transportes, RTP, BPN, etc. Mas não é.
A Madeira representa sensivelmente 2,5% do todo nacional. Um desvio de 1.600 M€, como aconteceu na Madeira, equivaleria, extrapolando para o todo nacional, a um desvio de 64.000 M€ (Sessenta e quatro mil milhões de euros). Esse desvio colossal daria para pagar todos os desvios que se verificaram a nível nacional e ainda sobrava muito dinheiro.

Extrapolando a totalidade da dívida da Madeira, incluindo: dívida directa; encargos assumidos e não pagos; concessões e PPP, etc, que segundo consta já está perto dos 8.000 M€ teríamos uma dívida nacional de 320.000 M€.

Isto significa apenas uma coisa: que a irresponsabilidade dos governantes regionais é muito, mas muito superior à dos governantes nacionais. E essa atitude está claramente a colocar em causa um dos maiores ganhos da nossa democracia, que é a autonomia.
Não faltará quem a pretexto da irresponsabilidade de AJJ e seus seguidores, queira restringir a capacidade dos ilhéus decidirem os seus destinos.
Ironicamente, quem diz defender tanto a autonomia é quem mais a coloca em causa.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Podemos acreditar em Alberto João Jardim?

A 27 de Agosto deste ano, portanto há 3 semanas, o Jornal da Madeira dava notícia que "O presidente do Governo Regional assegurou ontem, na abertura da 14ª edição da Expo Porto Santo que a dívida total da Madeira não chega a um orçamento regional".

Hoje sabe-se que "A dívida total da Madeira chega aos cinco mil milhões de euros, um valor que representa três vezes mais o orçamento anual da região autónoma, e que é superior ao valor da tranche de empréstimo entregue ontem a Portugal pela troika, 3,98 mil milhões de euros, segundo o Diário Económico."

domingo, setembro 18, 2011

Sanção por violação dos limites de endividamento

Pode ler-se na Lei das Finanças das Regiões Autónomas o seguinte:

Artigo 31.º
Sanção por violação dos limites ao endividamento
1—A violação dos limites de endividamento por uma
Região Autónoma origina uma redução nas transferências
do Estado que lhe é devida no ano subsequente
de valor igual ao excesso de endividamento face ao limite
máximo determinado nos termos do artigo anterior.
2—A redução prevista no número anterior processa-
se proporcionalmente nas prestações a transferir
trimestralmente.

Estará o PSD de Passos Coelho a considerar a aplicação destas sanções?

sexta-feira, setembro 16, 2011

Quem pagará?

Não se questiona a obra, mas pode questionar-se o que custou a obra e quem beneficiou com esse excesso de custo.

Comparativamente, só fomos melhores que outros na medida em que gastamos tanto, ou nos endividamos tanto para fazer sensivelmente o mesmo. A partir do momento em que vão aparecendo as dívidas e nos apercebemos que pagamos um ferrari para afinal ter um fiat uno, vem-nos a questão essencial: Quem pagará?

Pagarão todos aqueles que directa ou indirectamente beneficiaram com a má gestão e desperdício, ou pagarão todos aqueles que concordando ou não, não tiveram voto nas escolhas feitas, e mesmo podendo fazer escolhas, nunca tiveram acesso à informação a que tinham direito?

Muitos optaram por não pagar e emigrarão. Outros, porque já comeram carne suficiente e não querem roer os ossos, fugirão com o dinheiro roubado aos madeirenses.

Como gastam o nosso dinheiro na Madeira IV

€ 180.872 para "Embalagem, Transporte, Montagem e Desmontagem da Exposição de Arte Déco da Colecção Berardo"

Link: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=169799

Como gastam o nosso dinheiro na Madeira III

€ 189,285 para organizar um torneio de golfe.

Link: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=34672

Como gastam o nosso dinheiro na Madeira II

€ 199.000 pagos ao BANIF por "consultoria financeira".
Link: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=47211

Como gastam o nosso dinheiro na Madeira I

€ 198.000 em viagens e estadias no Porto Santo gastos pelo Instituto de Gestão da Água e a Valor Ambiente na Madeira.

ver neste link: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=131496

sexta-feira, julho 15, 2011

Desvio colossal

Quando Passos Coelho anunciou o imposto extraordinário, justificou a medida com um suposto desvio nas despesas do estado de 2000 M€. Este desvio seria financiado com um aumento de receias e uma diminuição de despesas de valor equivalente.

Ontem ficamos a saber que o suposto desvio já passou para metade, ou seja, 1000 M€ e que o aumento de receitas subitamente aumentou 25%, tendo passado para os 1025 M€.
Temos o insólito de ter um aumento de receita do estado de 1025 M€ para suportar um desvio de 1000M€, e quanto a redução de despesa pela eliminação de desperdícios do estado nem vê-los.

Durante a campanha, eram tudo facilidades e o governo socialista é que era incompetente. Agora são tudo dificuldades e ninguém parece disposto a questionar (ainda) a competência deste governo.
Durante a campanha eleitoral diziam que cortavam imediatamente 1700 M€ em consumos intermédios. Agora no governo já afirmam que afinal o corte de despesas leva tempo.

Há de facto um desvio colossal entre o que o PSD afirmava vir a fazer e o que na realidade está a fazer. Os portugueses que votaram PSD ainda andam atordoados com a cara de pau desta gente, que afirmava que havia limites para os sacrificos para aqueles que ganhavam mais de 1500€ por mês para de repente aplicar esses sacrificios a quem ganha o rendimento mínimo.
Desvio colossal é o que vai entre aquela que era a esperança das pessoas e o murro no estômago que levaram com a realidade.

Duvidas que me atormentam

O ministro das finanças, na sua primeira conferência de imprensa para justificar porque razão o PSD está a fazer o contrário daquilo que andou a dizer em campanha eleitoral, teve uma tirada que deverá ficar para a história.
A determinada altura Vitor Gaspar diz que o novo imposto extraordinário não incidirá sobre os juros porque isso constituiria um desincentivo ao aforro. Quererá isso dizer que ao criar um imposto extraordinário apenas sobre rendimentos do trabalho o ministro pretende um desincentivo ao trabalho!?

terça-feira, julho 12, 2011

De repente ficamos mais pobres

A forma como decorreu a operação dos censos 2001 na Madeira, foi na melhor das hipóteses, uma aldrabice.
Enquanto que nessa altura todos os indicadores indiciavam que a população da madeira cresceria relativamente a 1991, os censos de 2001 vieram mostrar o inverso.
Mantendo o rendimento, e diminuindo o nº de habitantes, e voilá, tem-se um rendimento per capita superior.
O PSD Madeira usou esses números até à exaustão, afirmando o crescimento económico da Madeira, escondendo que esse crescimento era apenas resultado dum inquérito estatístico mal conduzido.

Em 2011 e com uma parte considerável da população a entregar os inquéritos através da internet, tornou-se ligeiramente mais difícil martelar os números, e assim é de esperar que os resultados dos censos 2011 sejam bem mais fiaveis que os de 2001.
Os dados provisórios indicam que a população da Madeira é de 267000 habitantes e nã0 os 245000 antes apresentados. Como consequência imediata temos que o pib per capita madeirense caiu quase 10%, ou por outras palavras, passamos uma década com o PIB per capita empolado em cerca de 10%.
Este empolamento artificial foi em grande medida causa de avultadas perdas financeiras para a Madeira, uma vez que em seu resultado a Madeira saiu do objectivo 1 da coesão europeia.

Será que os responsáveis pela trafulhice dos censos de 2001 e pelas avultadas perdas da Madeira alguma vez serão responsabilizados pela sua actuação danosa?
Se não, ainda temos um longo caminho a percorrer na relação governantes e população.

Será esse país, Portugal?

Não sei se a culpa será dos jornalistas ou de quem consome imprensa, mas o destaque desproporcionado que as más notícias têm relativamente às positivas e de tirar a esperança ao maior dos otimistas.
Recentemente tivemos acesso a dois documentos, um do eurostat e outro do Instituto Nacional de Estatisticas, que por serem positivos, passaram quase completamente despercebidos na comunicação social portuguesa.
Começando pelo documento do eurostat sobre a carga fiscal. O que o documento nos diz é que em 2009 a carga fiscal desceu na generalidade dos países da Europa, mas que foi em Portugal que essa queda foi maior. Passamos de uma carga fiscal de 32,8% do PIB em 2008, para uma carga fiscal de 31% do PIB em 2009. É quase incompreensível que a generalidade dos comentadores nos queiram fazer crer que a carga fiscal em Portugal nunca esteve tão alta, quando a realidade revela algo bem diferente.

O segundo documento que rapidamente cairá no esquecimento, sem nunca conhecer uma primeira página ou abrir um telejornal é o documento do INE sobre as desigualdades sociais.
Todos sabemos que Portugal é ainda um país pobre e desigual, longe dos indicadores de prosperidades de outros países europeus, mas o que o documento ontem apresentado mostra é que nos últimos seis anos as desigualdades se têm esbatido, mesmo apesar de todas as dificuldades que temos atravessado, e que somos agora um País muito menos desigual do que éramos há pouco tempo atrás.
Nada disso comove os nossos comentadores, juntando mesmo os extremos da direita à esquerda no discurso de que estamos cada vez pior.

quinta-feira, julho 07, 2011

Cristãos Novos

Os parasitas que aproveitarem em seu favor qualquer ataque das agências de notação a Portugal estão agora indignados com o timming e a posição da Moody's.
A bem da verdade pouco ou nada mudou. A moody's, sob o manto de um serviço de avaliação de riscos, faz ataques sistemáticos contra os elementos mais frágeis do Euro, em beneficio claro da moeda americana.
A única coisa que mudou e isso não é irrelevante, é que a notação de Portugal caiu mais níveis desde que o PSD decidiu derrubar o governo, que nos 6 anos anteriores, na governação do Engenheiro.
Também nos mercados secundários de dívida, o risco de Portugal praticamente duplicou desde o acto irresponsável do PSD.

A causa deste problema, bem como a sua resolução passa muito mais pelas instituições europeias que por qualquer ação do governo portugês. Infelizmente temos à frente desta Europa em turbilhão políticos que não são mais que incompetentes nacionais que foram promovidos (lei de Peter) a lideres europeus, como Barroso e Rompuy, entre outros.

PND está a perder qualidades

A cena requentada da bandeira, desta vez com o deputado António Fontes e a bandeira fanada da FLAMA, ficou muito a dever em termos de crítica a outras ações do PND no passado.
O próprio Alberto João, foi muito mais longe e foi mais incisivo ao comparar a FLAMA ao movimento GAY.
Aprendam com o homem que apesar de velho e doente ainda sabe do que fala, e falo como é óbvio de ambos os movimentos de libertação.

sexta-feira, julho 01, 2011

Há limites para os sacrificios que se podem pedir aos portugueses

Lembram-se do Barroso que anunciou um choque fiscal, que consistia numa descida acentuada dos impostos para estimular a economia, mas cuja primeira medida foi aumentar os impostos? Pois é. Pelos vistos, a história está mesmo destinada a repetir-se.
Uma das primeiras medidas anunciadas pelo novo governo, cujos partidos passaram a campanha a dizer que a diminuição do défice deveria ser feito pela redução de despesa, é precisamente aumentar os impostos, indo-nos ao bolso em 50% do subsídio de Natal. Quando à redução de despesa, dizem que afinal ainda não sabem como será, apesar de já avançarem com um valor semelhante ao do aumento de impostos.
O mais triste de tudo é que a redução de despesa pelo que se adivinha, não será em redução de desperdícios, mas sim em corte de serviços.

Ou seja,
OS PORTUGUESES VÃO PAGAR MAIS PARA TER MUITO MENOS.

sábado, junho 11, 2011

Mais um diletante

António Barreto é um diletante, um irresponsável. Está neste momento a “dissertar”  sobre a Justiça. É asneira atrás de asneira. Como é possível dar crédito a este homem?

quarta-feira, junho 08, 2011

Análise de resultados eleitorais

A relação de forças entre os principais partidos, nas eleições legislativas nacionais variou muito desde o inicio do ciclo que agora termina.
Em 2005 o PS-M, à boleia do que aconteceu a nível nacional, obteve um dos seus melhores resultados, tendo tido apenas menos 25% dos votos que o PSD e tendo obtido o mesmo número de deputados. Nessas eleições o peso relativo do CDS para o PS foi de 5 para 1, ou seja, o PS obteve 5 vezes mais votos que o CDS.

Em 2009, houve uma profunda alteração de pesos relativos, com o PS a baixar e o PSD e CDS a crescer.
Nessas eleições, por um lado o PSD passou a representar mais do dobro dos votos do PS e pelo outro lado o CDS aproximou-se do PS passando a representar mais de metade dos votos obtidos pelo PS.

Em 2011, a relação de forças de ambos os lados voltou a alterar-se em desfavor do PS. O PSD passou a representar mais de 3 vezes os votos do PS e o CDS teve praticamente os mesmos votos que o PS, tendo mesmo ultrapassado o PS na maior parte dos concelhos da região.

Comparando apenas os valores do PS entre eleições as coisas não são mais animadoras, tendo o PS perdido 25% do seu eleitorado relativamente a 2009 ou, pior ainda, 60% relativamente a 2005.

Querendo fazer uma análise positiva da situação como aqui se faz, poderia dizer que o ritmo de perda de eleitores está a diminuir trazendo boas perspectivas para o futuro.

A propaganda e a p... da realidade

Durante a campanha eleitoral foram repetidas até à náusea umas projecções que colocavam Portugal como o único país do MUNDO em recessão para este ano.
Acontece que os dados revelados hoje pelo Eurostat mostram-nos uma realidade diferente, com Dinamarca, Noruega e Japão a acompanharem Portugal no ambiente recessivo. Além disso o crescimento da quase totalidade dos países da UE, EUA e Japão é pouco mais do que anémica.

Só por enviesamento jornalístico se pode justificar que umas projecções, só porque nos são desfavoráveis, tenham muito mais relevância do que a realidade que desmente essas mesmas projecções.

Obrigado Zé e até sempre

Sem surpresa, o PS perdeu as eleições. Pelas circunstâncias e por tudo o que foi feito para que isso acontecesse, não poderia deixar de ser assim. Mas se o PS não teve um resultado muito pior, isso deve-se à tenacidade, à coragem e à inesgotável força anímica de José Sócrates. Este foi o político mais perseguido e vilipendiado que há memória em Portugal. Tudo serviu para lhe atacar. E a tudo ele resistiu. Enfrentou a maior crise financeira internacional das nossas vidas. Um presidente falso e trapaceiro. Uma coligação negativa no Parlamento. Uma Direita com fome de poder e uma esquerda radical irresponsável. Na hora do adeus, saiu de cabeça erguida. Sem ressentimentos. Com posse de Estado. Um homem vítima da maior campanha de ódio que já assistimos, sai com um sorriso. Um democrata, acima de tudo. O seu discurso final ficar-me-á gravado na memória, “Não devemos temer o julgamento da História”, disse. Diria mais: “atrás de mim virá, quem bom de mim fará”. Obrigado José Sócrates e até sempre.

segunda-feira, junho 06, 2011

Bloco de esquerda

Parece-me evidente que o PS e o BE partilham uma parte do eleitorado, que nestas eleições se agregaram ao PS tentando evitar a vitória da direita.
Esse eleitorado constitui uma parte considerável do que tinha sido o eleitorado do BE nas últimas eleições de 2009.
Sabendo isso, torna-se ainda mais estranho perceber os ataques sistemáticos do BE ao PS, descurando os ataques à direita, chegando ao ponto de considerar tudo a mesma coisa.
Não tenho nenhuma procuração dos eleitores que flutuam entre o BE e o PS mas parece-me que estes apenas optam pelo BE se essa escolha se traduzir numa inflexão para a esquerda do PS e apenas quando não está em causa a vitória do PS. Quando a vitória do PS está ameaçada, votam PS... ou ficam em casa.
Deste modo, qualquer estratégia política do BE que tenha por objectivo deitar o PS a baixo, como aconteceu nestas eleições, é uma estratégia suicida.

Resultados Eleitorais

Os portugueses escolheram em consciência. Está escolhido.
O PSD ganhou claramente estas eleições legislativas, tendo conquistado a confiança e o aval da população no programa proposto.
Esta escolha constitui indiscutivelmente uma guinada para a direita, e como tal constitui uma derrota para o PS, em particular, mas também para toda a esquerda política em Portugal.

Boa sorte aos vencedores. Que consigam corrigir todos os defeitos que apontaram ao governo demissionário e que tragam prosperidade ao povo português.

sexta-feira, junho 03, 2011

Asfixia democrática

Se o PSD ganhar as eleições do próximo dia 5, como muitas sondagens indicam, teremos:
Presidente da Republica - PSD
Primeiro Ministro - PSD
Associação de autarcas e a maioria das CM - PSD
Governo Regional da Madeira - PSD
Banco de Portugal - PSD
CGD - PSD
BPI - PSD
BES - quem estiver no poder
Bolsa de Valores - PSD

Na imprensa temos:
Público - PSD
Expresso - PSD
Correio da Manhã - PSD
Sol - PSD
SIC - PSD
DN - quem estiver no poder

Isto não é só meter os ovos todos dentro do mesmo cesto, é meter demasiados ovos dentro do mesmo cesto.

quarta-feira, junho 01, 2011

Sistema político

O nosso sistema político não favorece a formação de maiorias governativas monopartidárias.

Mesmo as soluções governativas de maioria com mais de um partido, têm sido incapazes de concluir um mandato.

Os governos de minoria, são em média mais gastadores e menos eficazes.

Então o que fazer? Não será tempo de promover uma mudança de sistema político?

A mesma luta

Aqueles que, trabalhando em empresas públicas, utilizam as campanhas eleitorais para "chantagear" o poder político e assim conseguirem ganhos pessoais, são na realidade os melhores amigos daqueles que acham que o estado não deveria ter nenhuma empresa pública.

Os trabalhadores da CP e da TAP (p. ex.) , muitos deles com rendimentos muito superiores à média, continuam a achar que os contribuintes aceitam com naturalidade pagar-lhe todos os devaneios.

A grande fraude

A Madeira tem aproximadamente 250.000 residentes, dos quais 20% (50.000) têm menos de 18 anos, donde podemos retirar que a Madeira deveria ter aproximadamente 200.000 votantes.
Nas últimas eleições presidenciais, estavam inscritos na Madeira 255.705 votantes, valor em muito superior ao efectivo número de votantes na Madeira.

Daqui se depreende que mesmo que todos os madeirenses fossem votar, a abstenção seria de 25%.
Pior do que isto é o facto de quem controla a elaboração dos cadernos eleitorais, estando na posse de informação a propósito de indivíduos que na realidade não deveriam estar nos cadernos eleitorais, poder usar essa informação para cometer fraudes eleitorais, como colocar mortos e emigrantes a votar.

Este é um problema que não é exclusivo da Madeira, mas que segundo um estudo apresentado recentemente toma na Madeira a sua expressão mais elevada.

terça-feira, maio 31, 2011

A União Europeia será mesmo estúpida?

Eduardo Paz Ferreira:
(...)
Não faltam análises para explicar que as vistas curtas e a arrogância da Senhora Merkel e do Senhor Sarkozy se devem a preocupações eleitoralistas. Como as derrotas da chanceler alemã se sucedem e a popularidade do presidente francês se mantém baixíssima e a sua reeleição incerta, apesar do incidente Strauss-Kahn, sou forçado a não acompanhar a explicação.
Confesso que me esforcei muito por entender qual a racionalidade deste comportamento e que, generosamente, fui até levado a pensar que se tratava de um posição moral, ligada à protecção legitima dos investidores em títulos de dívida pública dos países ditos periféricos mas, ao verificar que se trata de aplicações que, a pretexto de serem de elevado risco, proporcionam uma remuneração muitas vezes superior à de uma aplicação segura, fui levado a concluir que não existe qualquer argumento moral em opor-se a que os credores sacrifiquem uma parte do seus ganhos, uma vez que a aplicação era segura.
Mas será que, não havendo explicação moral, haverá uma explicação de captura dos políticos por interesses financeiros?
Também aí parece difícil encontrar racionalidade de comportamento porque, ao insistir em programas de drástica austeridade, que apenas pioram a situação financeira dos Estados e a sua capacidade para respeitar os compromissos, enveredam os políticos europeus por um caminho totalmente lesivo daqueles interesses.
Lembrei-me, então, do brilhante ensaio de Carlo Cipolla "As Leis da Estupidez Humana" e da sua regra de ouro da estupidez - uma pessoa estúpida é aquela que causa um dano a outra pessoa ou a um grupo de pessoas, sem retirar qualquer vantagem para si, podendo até sofrer um prejuízo com isso. A nossa vida - recorda-nos o historiador italiano - "está também recheada de episódios que nos fazem incorrer em perdas de dinheiro, tempo, energia, apetite, tranquilidade e bom humor por causa das acções improváveis de uma qualquer absurda criatura, que surgem nos momentos mais impensáveis e inconvenientes e nos provocam prejuízos, frustrações e dificuldades, sem que a ela tragam ganhos de qualquer natureza". (...)

Alguns resultados da governação PS


O rácio enfermeiros/habitante tem vindo a aumentar nos últimos anos. Cerca de 5% dos enfermeiros são estrangeiros - sobretudo espanhóis - e trabalham sobretudo em hospitais, com os centros de saúde a atraírem ainda relativamente poucos trabalhadores.


Portugal tem investido cada vez mais em Investigação & Desenvolvimento - ou seja, patentes tecnológicas, investigação fundamental e aplicada, etc. Esta rubrica cresce devido à aposta do Estado - via universidades, por exemplo - mas também às empresas privadas, que estão a investir mais no conhecimento.





Exportações recuperam da crise valor nominal de exportações
As exportações de bens e serviços estão a crescer desde o início da década, particularmente desde 2006 - provavelmente, porque o impacto do euro, uma moeda mais forte do que o escudo, já foi completamente absorvido.
A crise colocou um travão neste movimento, mas em 2010 as venda ao exterior voltaram a crescer bastante.


Percentagem de área abrangida por lojas do cidadão
As Lojas do Cidadão foram criadas no final da década anterior com o objectivo de servir os cidadãos de forma integrada. O "projecto piloto" teve sucesso e, hoje, a área coberta por estas unidades não pára de aumentar.

Jornal de Negócios.

segunda-feira, maio 30, 2011

O desplante, a vergonha, ..., ao lado de Sócrates!

Uma grupo de malfeitores e ignorantes reuniu-se hoje com José Sócrates.

Vergonha meus senhores, vergonha.

Caros Mega Ferreira, Inês Pedrosa, Rui Vieira Nery, Tito Paris, Manuel Salgado, Ângela Pinto, Maria João Seixas, Sarmento Matos, Filipa Melo, Joaquim Sapinho, Vasco Araújo, Carlos Fragateiro, Lenita Gentil, Carlos Veiga Ferreira, Francisco Mota Veiga, Carlos Monjardino, entre muitos outros, que desplante, que vergonha.

Porque a memória é curta

Em 2007, Paulo Portas recandidatou-se ao PP prometendo colocar o partido nos 20%. Eleição após eleição, o PP não ultrapassou ainda os dois dígitos nos resultados eleitorais.

Nestes dias vem cantando vitória porque as projecções dão ao PP com 13% do eleitorado.

Caro Paulo P., qualquer resultado abaixo dos 20% é uma derrota. Simples, falhou nos objectivos a que se propôs atingir com a sua recandidatura ao PP.

Inside Job: A Verdade da Crise

Só vi o filme Inside Job: a verdade da crise, no passado fim de semana.

Surpreendentemente o nome do Eng. Sócrates, um dos maiores culpados da crise mundial, não aparece em lado nenhum. Estranho, não é?

Agora um pouco mais a sério. O que fica evidente é que não foi o excesso de estado que levou à crise em que vivemos mas sim a demissão do estado relativamente à regulamentação das funções económicas e financeiras.
Outra evidência é a de que algumas instituições financeiras adquiriram dimensões tais que ameaçam a democracia em países onde ela não deveria estar em perigo.
Além disso os países onde essa regulamentação existe não deixaram de sofrer as consequências duma economia de casino em roda livre.

Talvez seja tempo de retirar algum espaço às finanças e dá-lo à política.
Os políticos são escolhidos pela população para trabalhar para o bem estar da nação. Não para servirem de guarda-livros dos grupos financeiros.

quinta-feira, maio 26, 2011

Se seguissemos a via alemã, ainda acabávamos a subir a TSU...

Paulo Pedroso: A taxa social única em Portugal é quatro pontos percentuais mais baixa que na Alemanha (34,75% contra 38,86%). Os salários são mais baixos, independentemente do problema dos custos unitários do trabalho que abordei com frontalidade aqui. Ligando as duas coisas era fácil de perceber que as receitas da segurança social na Alemanha teriam que ter um peso nas receitas do Estado maior do que em Portugal.
Os dados para 2010 são públicos: a receita da segurança social em Portugal foi de 13,3% do PIB. Na Alemanha foi de 20,8%. A receita geral do Estado foi de 41,5% do PIB em Portugal e de 43,3% na Alemanha.
Com estes dados fiz duas contas simples que dão o seguinte: as receitas da segurança social na Alemanha têm um peso sobre a economia superior em 50% ao que tem em Portugal (mais precisamente 56,39%); as receitas da segurança social pesam quase 50% mais nas receitas gerais do Estado do que em Portugal (mais precisamente 49,89%).
Nada nestes números impediu Passos Coelho de dizer que a Alemanha é um exemplo para Portugal porque suportou cada vez mais a função social do trabalho através da tributação sobre o consumo. Se seguissemos a via alemã, ainda acabávamos a subir a TSU e o peso da segurança social sobre a economia
Sim, estamos em campanha eleitoral, mas o discurso de Passos Coelho tem um tal divórcio da realidade que a conclusão mais benevolente que consigo alcançar é a de que ninguém no seu gabinete dedica cinco minutos por dia a estudar as estatísticas do Eurostat. É pena, aprende-se muito e evita-se dizer disparates que dão soundbites engraçados mas falsos.

Sobre o vídeo da rapariga agredida

Se alguém me ver ser agredido daquela forma, larguem o telemóvel e venham mas é safar-me.

quinta-feira, maio 19, 2011

Desemprego na Madeira

A nova metodologia de inquérito estatistico de emprego veio revelar aquilo que era evidente para toda a gente, ou seja, que o desemprego na Madeira estaria mais próximo dos 15% do que estaria dos 7,5%.
Comparando os dados estatísticos de emprego, a bota não batia com a perdigota. Havia muito mais pessoas desempregadas à procura de emprego que aquilo que era mostrado pelo inquérito estatístico.
Essa diferença, que era insignificante no resto do País e podia ser facilmente explicada por erros de amostragem e outros, tomavam proporções na Madeira, na ordem dos 30% que só podiam ser explicados por manipulação dos dados estatísticos locais.

Com a nova metodologia, a realidade medida pelas pessoas inscritas nos centros de emprego, e a imagem revelada pelo inquérito estatístico tornam-se bem mais parecidas.

Tendo em conta que a nossa população activa é da ordem dos 125.000 trabalhadores, 13,4% de desempregados representam aproximadamente 16.750 desempregados. Uma diferença para os inscritos nos centros de emprego de menos de 5%.

Se esta nova metodologia visa tramar os governantes madeirenses, é só porque a realidade é madrasta e só porque os resultados na Madeira revelam-se bem piores que no resto do país.
Se a taxa de desemprego no País fosse igual à da Madeira existiriam mais 50.000 desempregados e isso é a todos os níveis a revelação do insucesso das políticas deste governo regional.

Provavelmente Merkel tem razão

A chanceler alemã disse num comício caseiro que deveria haver uma uniformização, dentro da zona euro, do tempo de trabalho, dos feriados e da idade da reforma.

Apesar de não o saber, Merkel sugeriu para Portugal, e usando a Alemanha como referência, uma diminuição das horas efectivamente trabalhadas, um aumento dos dias de férias gozadas e uma redução na idade da reforma.
Só temos de lhe agradecer esta atençãozinha.

No entanto, Merkel, apesar de não o ter referido, provavelmente tem razão, deveríamos ser capazes de acrescentar mais valor por cada hora trabalhada e assim fazer crescer a nossa riqueza.
O nosso maior problema não é a quantidade de horas trabalhadas, nem as férias gozadas, nem a idade da reforma, é aquilo que somos capazes de produzir e o valor que somos capazes de acrescentar, ou seja, a nossa produtividade.

segunda-feira, maio 16, 2011

Do que trata estas eleições?

Trata-se dos bancos e grandes empresas elegerem o seu porta-voz para primeiro-ministro, de forma a aproveitarem a crise financeira para executar o seu plano.

domingo, maio 15, 2011

Quem o calará?

Veio o Fernando Nobre dizendo o que pensa e Passos Coelho teve de o mandar calar.

Veio o Diogo Leite Campos dizendo o que pensa e Passos Coelho teve de o mandar calar.

Veio o Catroga dizendo o que pensa e Passos Coelho teve de o mandar calar.

Com o rumo que a campanha eleitoral está a tomar, parece-me que dia 5 de Junho serão os eleitores a mandar calar Passos Coelho.

P.S. - seja qual for o resultado eleitoral, a diferença mínima existente entre o PS e o PSD e a permanente queda nas intenções de voto, que já teve mais de 10% de vantagem, é já uma derrota para o PSD.

Atestado de irresponsabilidade

Os governos minoritários são ineficazes. Por um lado, o partido vencedor das eleições quer ter apoio mas não partilha o poder, por outro, a oposição deixa-o governar sozinho mas bloqueia tudo o que seja importante. Desta forma, os orçamentos, os pec's ou todas as reformas estruturais não têm passagem garantida no Parlamento.


Como sair deste problema?


Só há uma forma. Passar a um regime de co-decisão, negociando uma programa simples e claro que possa ser negociado e aceite por ambas as partes. O primeiro-ministro passa, nesta realidade, de decisor a diplomata.


Perante os resultados das sondagens, a realidade económica e financeira do país e tendo em conta o nosso especto político, PS e CDS já perceberam que este será o caminho. E sabem que têm de adoptar a tempo o discurso e a postura certa. Têm de ir avançando com preliminares, que permitam a consumação do ato depois das eleições.


E é aqui que o PSD falha. Fazer da afirmação de que não fará governo com o PS é um atestado de irresponsabilidade. Percebo a táctica. Chantagear o eleitorado. Ou nós ou o caos. Mas ainda não perceberam que essa posição radical torna-os aos olhos dos portugueses pouco fiavéis? A ver vamos, mas parece-me que o PSD está no caminho errado.

quinta-feira, maio 12, 2011

Quem é Catroga?

Correio da Manhã: ‘Na altura, saíram notícias sobre um polémico fundo de pensões da empresa de Setúbal que dava uma reforma notável ao então ministro das Finanças. E antes, em 1994, Catroga foi autor de uma hilariante medida quando o fisco penhorou uma sanita do então Estádio das Antas. O País ia morrendo a rir e Pinto da Costa usou o assunto para ridicularizar o ministro. Agora, com Passos Coelho, Catroga voltou à ribalta depois de se ter reformado em 2007 com uma pensão de 9693,54 euros. Mas as coisas têm andado um bocado tortas. Depois da conferência de imprensa de duas horas e de algumas saídas mais heterodoxas, aconteceu na segunda-feira a história do aumento do IVA na cerveja que, afinal, era vinho.’



Que genta é esta?

António Nogueira Leite, n.º 2 do Conselho Nacional do PSD, não se limita a injurir continuamente o PS, o seu desprezo é também pelo povo a quem chama de gatuno nesta entrada no Facebook:


"Um amigo meu comprou um frigorífico novo e, para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso: "Grátis e a funcionar. Se quiser, pode levar".

O frigorífico ficou três dias no passeio, sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso: "Frigorífico à venda por 50,00"

No dia seguinte, tinha sido roubado!

Cuidado! Este tipo de gente vota!"


Depois do vice-presidente do PSD apelidar os portugueses de mamões e do "programista" Catroga comparar Sócrates a Hitler, já nem sei o que pensar desta gente.







.

terça-feira, maio 10, 2011

Body language

No debate com Sócrates, Paulo Portas não foi capaz de olhar uma única vez nos olhos daquele. Quando Sócrates o olhava de frente, Portas baixava a cabeça ou fazia que tomava notas.

No final do debate, Portas suava, muito.

Quando teve o seu minuto para declarações finais, Portas divagou, perdeu-se e teve de ser interrompido pela jornalista.

Sócrates olhou de frente, sempre. Manteve sempre sereno. Não suou. Disse calmamente a mensagem que tinha previamente decorado no seu minuto final.

Tirem as vossas conclusões.

Portas não sabe do que fala


No debate entre Paulo Portas e José Sócrates o líder popular afirmou que o PS tinha elevado a dívida de 84.000M€ para 150.000M€.
Isto não corresponde à verdade. A dívida que o PS herdou foi de 100.000M€.
A dívida de 84.000M€ corresponde ao stock da dívida directa em 2003. Daí até ao final do mandato o governo de que Paulo Portas fez parte ainda conseguiu engordar a dívida em mais 15.000€.
Entre 2002 e 2005 o governo PSD/CDS aumentou a dívida em cerca de 30.000M€ enquanto que o PS entre 2005 e 2011, pagando submarinos comprados por outros, pagando as trafulhices dos banqueiros amigos do PSD e atravessando uma das maiores crises económicas do último século "apenas" aumentou a dívida em 50.000M€

A urgência de fazer cair o governo

Imagem retirada do Margens de Erro

Esta imagem vale mais que mil palavras. Desde janeiro que a diferença nas intenções de voto entre o PS e o PSD está a estreitar-se.
O PSD achava que a apresentação (obrigatória) do PEC era a última oportunidade de derrubar o governo. Talvez tenha sido tarde demais.

P.S. - Esperemos que o Presidente da República não esteja a preparar um golpe palaciano.

Pimenta no rabo dos trabalhadores....

é refresco para os representantes do grande capital que comanda o PSD. Catroga um dos representantes do Grupo Mello, vem dizer numa entrevista ao Jornal de Negócios que deve haver "a mobilidade total. Um professor de Setúbal pode ser convidado a trabalhar nas Finanças no Porto."

segunda-feira, maio 09, 2011

Este Catroga deve achar que somos todos burros

Andam a mangar connosco!?
O PSD mente ao dizer que não pretende aumentar o IVA. Não aumentar taxas não é o mesmo que não aumentar aquilo que os contribuintes pagam. Ao eliminar o escalão intermédio de IVA e passando todos os bens que se encontram nesse escalão para o escalão mais alto, não é outra coisa que aumentar o IVA.

No fim, iremos todos pagar muito mais IVA do que actualmente. Isto se o PSD ganhar as eleições, claro.

Com a verdade me enganas

O PSD fez da descida da Taxa Social Única a bandeira do seu programa eleitoral. Só se esqueceu de dizer que terá de compensar esta descida de receita com um aumento de outra receita, mais precisamente proveniente do aumento do IVA para 26%.
Até pode ser verdade que a carga fiscal se mantenha (se a receita perdida equivaler à nova receita) no entanto, no final não fica tudo na mesma.
Uma vez que dificilmente as empresas compensarão a diminuição de despesa com a TSU com aumentos de salários, o que esta proposta do PSD significa é uma claríssima transferência de rendimentos dos trabalhadores para as empresas.
Além disso, uma vez que o aumento de receita do IVA não irá para financiar a segurança social, esta é descapitalizada em beneficio dos gastos correntes do estado.

domingo, maio 08, 2011

Mito III

Vivemos acima das nossas possibilidades, e por isso acumulamos a dívida externa.


Por ignorância e/ou malvadez, repete-se em Portugal a mentira de que gastamos mais do temos no Estado Social e isso levou ao radical aumento da nossa dívida externa. É preciso dizer que 40% dessa dívida é dívida privada, dos bancos. Só o BPI deve 3 mil milhões de euros que estão contabilizados na dívida soberana. Acresce que, mesmo na dívida pública, andamos a pagar o que não devemos. É que os bancos e os fundos financeiros que nos emprestam dinheiro, aumento o juro na medida da diferença entre o crescimento do PIB nominal e a taxa de juro da dívida pública. É o efeito "bola de neve". Mesmo que não se peça mais dinheiro, desde que o PIB cresça pouco, acumulam-se juros. Só entre 2005 e 2010, através deste mecanismo automático acumulamos 20 mil milhões. E quem é que empresta o dinheiro aos bancos, a taxas muito mais baixas, para emprestarem a Portugal? O BCE. Mas porque não empresta o BCE directamente e deixa os países nas mãos dos especuladores. Não pode. O Tratado de Masstricht não permite. E Ser especulador na Europa é muito bom.

Memorandum da Troika I

Objectivos:

Reduzir o défice do público para menos de:

- 10068ME (equivalente a 5.9% do PIB baseados nas projecções correntes) em 2011,
- 7645ME em 2012 (4.5% do PIB) e
5224ME (3% do PIB) em 2013

sexta-feira, maio 06, 2011

Valor da ajuda externa

O valor de 78.000M€ não é inteiramente correcto.
O valor de financiamento ao estado português é de apenas 66.000M€ e os restantes 12.000M€ serão para alargar um fundo de garantia à banda e apenas será transferido em caso de falência de algum banco português, que ninguém espera que aconteça.

Para quem está na bancarrota, como tentou insinuar Eduardo Catroga, apenas precisar de 22.000M€ por ano (o equivalente a 15% do PIB) não está nada mal.

A minha conta

Com o pacote agora anunciado terei um aumento de despesa fiscal de aproximadamente 125€ mensais, mais ou menos repartidas entre aumento de IMI e IVA e redução de deduções fiscais com aquisição de casa própria.

Como eu gostava de acreditar que a CMF e o GR da Madeira não vão espatifar o dinheiro que me custa a ganhar.

O PSD é ridiculo

Como se não bastasse ainda não ter apresentado um programa eleitoral passados mais de um mês após ter provocado a queda do governo como ainda precisa de 5 dias após a apresentação do Memorando de Entendimento de Portugal com a Troika.

Está provado à saciedade que o PSD não está preparado para os tempos exigentes que estamos a atravessar.

Qual será a explicação para isto?

Os neo-liberais cá da praça defendem que se 1) não houvesse salário mínimo e 2) pudesse haver despedimentos sem justa causa, que o mercado seria tão flexível que a taxa de desemprego seria sempre muito baixa, uma vez, justificam eles, que não haveria empresas com empregados que não precisam, logo, aumentando a eficiencia, e por outro lado, os salários seriam o encontro entre a procura e a oferta de trabalho.

Acontece que no país onde esta teoria está mais posta em prática, o emprego não só não é o mais baixo do mundo como ainda por cima está a crescer, não sendo muito diferente, neste momento, do elevado desemprego verificado em alguns países onde a rigidez no trabalho é superior.

É tramado quando é a realidade a dar assim um chapadão na teoria.

Já nos países onde se adoptou uma mistura virtuosa entre flexibilidade laboral e uma boa dose de protecção, como são exemplo os países do Norte da Europa, o desemprego é notoriamente mais baixo.

quinta-feira, maio 05, 2011

O animal feroz II

Já aqui tinha dado a minha opinião sobre Sócrates. Nenhum outro político foi tão atacado desde o 25 de Abril. Contra ele tudo valeu. Mas o homem resiste. É um lutador. Não abandona nem desiste. E quanto mais lhe atacam mais ele luta. Os seus detractores ainda não o entenderam. Pensaram que uma crise política no meio de uma crise financeira, somada à chegada do FMI o deitaria por terra. Era o tudo por tudo. Sacrificava-se o país para abater Sócrates. O que saiu dessa situação foi o que os socialistas, que o reelegeram com uma votação esmagadora, previram. Ou pelas palavras de um membro da Troika: "O pior era quando os ministros levavam a José Sócrates as sucessivas propostas da troika. Aí tudo era diferente. O primeiro--ministro atirava uns papéis ao ar, recusava isto e aquilo, foi um osso duro de roer. Ao ponto de um dos membros da troika ter desabafado: "O tipo é mesmo intratável."

Pois é. E é isso que o país precisa. Um gajo que não ande a reboque. Que saiba o que quer para Portugal, que o diga e que se bata pelos portugueses até o fim.

quarta-feira, maio 04, 2011

Denuncia de fontes mentirosas

Os órgãos de comunicação social que nos têm intoxicado com anúncios de austeridade, com cortes nos 13º e 14º meses ou pagamentos em títulos do tesouro, despedimentos sem justa causa, etc. têm a obrigação de denunciar quais as fontes que os enganaram.

A protecção do anonimato das fontes de comunicação social, não se deve aplicar a fontes que tentam por todos os meios manipular esses meios de CS, bem como os seus leitores.

Em alternativa, esses meios de CS deveriam assumir que andaram à volta de especulações sem nenhuma base e que violaram despudoradamente o código deontológico do jornalismo, praticando um péssimo jornalismo, se é que se pode chamar àquilo jornalismo.

Assumam-se de uma vez.

O mal estar por parte do PSD por o FMI/FEEF não impor o seu programa neo-liberal, é mais do que evidente.
O anúncio que o PM fez ontem ao país, foi o anúncio de uma amputação ao programa que o PSD desejava, mas que queria que fosse apresentado como uma imposição tutelar do exterior.

Se o PSD deseja apresentar ao País um programa alargado de privatizações, cortes nas áreas sociais, e diminuição nos direitos laborais, que o assuma inteiramente, e deixem que os eleitores conscientemente façam as suas escolhas.

Tirem do armário esses esqueletos ideológicos de uma vez por todas.

terça-feira, maio 03, 2011

O Sr. Catroga....

diz Basílio Horta, na SIC-Notícias, "ainda há pouco tempo queria julgar o primeiro-ministro e agora faz estas declarações desfasadas da realidade." E diz mais "a imagem que o Catroga ajuda a dar com estas declarações e com as 5 cartas que foi escrevendo durante as negociações são terríveis para a imagem de Portugal". Mário Crespo está à beira de uma ataque de nervos: "o sr. não subsscreve que os últimos 3 anos foram muito maus...a duplicação da dívida externa". B. Horta: "Diga um país que não tenha nos últimos 50 anos duplicado a sua dívida externa....diga um!". O Crespo balbuciou umas tontarias e Horta está a tentar explicar o básico....jornalismo resgadinho...

Um partido esquizofrénico

Catroga está feliz porque afinal, segundo ele, a consolidação orçamental será feita de forma mais lenta do que o governo proponha no PEC 4. Mas não foi o PSD que votou contra o PEC4 precisamente porque este não "ia tão longe quanto necessário" e era preciso fazer "mais e mais depressa"?

Explicações

Parece que o PSD pretende explicações do governo sobre o crescimento da dívida directa do estado.
Acho muito bem. É também para isso que existem os partidos da oposição.

No entanto, no PORDATA, para não falar dos dados oficiais disponíveis, é possível consultar o evoluir da dívida ao longo do tempo. Havendo informação disponível até 2010.
E o que podemos ver lá?

No reinado de Cavaco Silva, a dívida cresceu cerca de 19,72% ao ano, passando de 11.730M€ em 1985 para 52.488M€ em 1995. Cavaco é mesmo o campeão do aumento da dívida, tendo multiplicado por 5 o seu valor em apenas 10 anos de governação.

Com Guterres a dívida teve um crescimento anual de 5,5%, representando 72.450M€ em 2001, tendo aumentado apenas 0,25 vezes durante os 6 anos de governação socialista.

Durante a governação PSD/CDS de Durão Barroso/Portas/Santana Lopes a dívida voltou a acelerar e cresceu 8,89% ao ano. Tendo o governo de coligação deixado uma dívida de 101.758M€.

Com Sócrates, o crescimento anual da dívida foi de 8,4%, sendo apenas maior que o de Guterres, mas inferior ao crescimento anual de Durão Barroso e muito inferior ao de Cavaco.
Não podemos no entanto esquecer que durante estes últimos anos atravessamos uma tormenta que tendo vindo do exterior tornou as nossas debilidades internas muito mais acentuadas.

Mais uma vez, fica provado que o PSD não dá lições a ninguém na utilização dos dinheiros públicos.

domingo, maio 01, 2011

Dia do trabalhador

Comemora-se hoje mais um dia do trabalhador. Dia que foi criado em homenagem à luta sindical pelas 8h de trabalho diário, ocorrida em Chicago, no longínquo ano de 1886.
Tal como a maioria dos direitos, nomeadamente os laborais, é nas democracias que eles se desenvolvem. Nunca, ou raramente em regimes totalitários.

É por isso que desprezo a parasitagem que os partidos comunistas, onde ainda existem, costumam fazer desta luta dos trabalhadores em regimes democráticos.
Sintomático disso é o facto de nos países onde vigoram ou vigoraram regimes totalitários comunistas, ainda hoje, quase 125 anos passados daquela luta dos trabalhadores em Chicago, continuarem a subsistir jornadas de trabalho superiores a 8h, e pelo facto da actividade sindical ser fortemente reprimida ou controlada nesses regimes.

Duas coisas bem diferentes são o que os comunistas dizem defender e a sua prática. Para podermos acreditar na suas boas intenções temos de fechar os olhos à realidade.

sexta-feira, abril 29, 2011

A não perder

Este domingo, o jornal nacional da TVI terá um assunto cuja análise por parte do Professor Marcelo merecerá toda a atenção.

Nada mais, nada menos que: os mergulhos no Tejo.

Dá gosto...




ver esta equipa a jogar à bola.


Parabéns rapazes, mesmo que não ganhem mais nada este ano vocês são do carago!


Quando no dia 10 de Agosto de 2009 esta rapaziada entra em campo contra o campeão 08/09 e aos 3 minutos já estava a ganhar, ao que seguiu meia hora de domínio completo e o 2-0 pelo melhor avançado a actuar em Portugal - Falcão - desconfiou-se que tínhamos equipa. A partir daí foi o que se viu. Um segundo melhor campeonato de sempre, ganho a 9 jornadas do fim, uma reviravolta nas meias-finais da Taça contra o SLB em Lisboa, goleadas atrás de goleadas na Liga Europa. Campeão sem derrotas até agora e finalista na Taça e praticamente na final da Liga Europa.

Como se produzem reformas políticas à direita

"De facto a Justiça em portugal precisa de reformas profundas", disse o dirigente social-democrata [Miguel Relvas] à saída, indicando que esta foi a primeira vez que foi a um tribunal e que a partir de hoje estará mais atento às propostas para a Justiça."


Mitos II

"Com a diminuição dos salários o país será mais competitivo, aumentará as exportações e haverá crescimento económico."




A esmagadora maioria das empresas portuguesas são PME's que não exportam, vivem do consumo interno. Com a diminuição dos salários, há menos consumo interno e a economia não cresce. Por outro lado, em mais de metade das 1000 maiores empresas (as que exportam) a componente financeira (os empréstimos bancários e juros) é maior que a componente salarial, logo estão mais dependentes da variação dos juros para se tornarem competitivas do que dos salários.



Por último, competir pelo preço é um erro. Haverá sempre quem faça mais barato, por via da diminuição dos salários (China, Índia, Vietname, etc). Há que apostar na diferenciação, na inovação e na qualidade.

quinta-feira, abril 28, 2011

Recaida

Diz a sabedoria popular que uma recaída é pior que a doença.
Sabendo disso e sabendo que o governo socialista em 2005 encontrou o país com um défice acima dos 6% e com uma dívida externa a crescer, e em 2008 quando já tinha controlado o défice, colocando-o nos 3%, apanhou com a crise do sub-prime que afectou todo o mundo, como se pode querer esconder que enquanto que para muitos países a crise foi uma doença, para Portugal foi uma recaída?

Querendo ignorar o que se passou há apenas 5 anos, vêm agora algumas avezinhas querer comparar o incomparável, como se as condições de combate à crise fossem as mesmas em Portugal e noutros países europeus.
Apesar de tudo, enfrentamos a crise com melhores resultados que outros que estavam bem melhores que nós antes da crise, como é o caso da Irlanda.

Que a memória viva nos impeça de cometer erros de julgamento.

quarta-feira, abril 27, 2011

Diz-me com quem andas

Quem anda a fazer o programa eleitoral do PSD?

Justiça chantagista

O que têm em comum esta, esta e esta notícia?
Todas elas revelam uma actuação criminosa e chantagista por parte da nossa "justiça".
Num estado de direito democrático ninguém está acima da lei, no entanto este modus operandi que consiste em empapelar as investigações e o decorrer dos processos, de modo a que os picos de actividade surjam em períodos eleitorais não é aceitável.

Os estratagemas de mediatização destes processos vai desde a habitual marcação de audições (tentando envolver os intervenientes políticos) para períodos eleitorais, à divulgação selecionada e descontextualizada de partes do processo em segredo de justiça, até à divulgação de escutas telefónicas.
Quando os processos desaparecem subitamente dos espaço mediático, então devemos efectivamente ficar preocupados. Provavelmente, a vitima de chantagem cedeu.
E muito provavelmente os vários actores da justiça conseguiram ganhar poder,sobretudo económico, mas não só.

É necessário e urgente uma alteração de sistema que introduza um escrutínio democrático à actuação dos juízes e procuradores. Assim como está é que não é aceitável.

terça-feira, abril 26, 2011

Diminuir receitas antes de diminuir as despesas.



Para quem ainda tinha dúvidas, esta entrevista do Secretário Geral do PSD esclarece-as.
A intenção do PSD de cortar nas tais reformas milionárias pagas pelo estado não são para já.
A intenção é, antes de mais, entregar parte considerável da receita da Segurança Social aos privados, mantendo integralmente as despesas tais como estão neste momento.
Não é preciso ser uma mente brilhante para perceber que com o PSD no poder a nossa segurança social entraria rapidamente em colapso.

Uma boa proposta, se estivesse efectivamente interessado em melhorar o sistema, seria reduzir as reformas pagas nos escalões mais altos a quem na realidade não contribuiu para elas. Apesar desta medida não resolver o problema, seria um sinal no bom sentido.

sexta-feira, abril 22, 2011

Programa do PSD

... questionado pelos jornalistas se o PSD já tinha programa eleitoral, Passos Coelho respondeu ....lá rá lá la lá lá.

quinta-feira, abril 21, 2011

Tempo para reflectir

Depois de Óscar Gonçalves surge agora Luís Miguel França a fazer sérias críticas ao aparelho socialista na região. Merecem atenção e análise.

Dois bons quadros, indubitavelmente, dois afastamentos que apenas enfraquecem o partido.

Nesta fase, deveríamos estar no caminho oposto, isto é, um partido mais aberto à sociedade, capaz de materializar os princípios que defende (veja-se o caso do Óscar Gonçalves).

Anseio não é desespero

O que a sondagem da Marktest* veio revelar é que os portugueses estão ansiosos por poder democraticamente castigar aqueles que têm imposto uma longa série de sacrifícios e medidas difíceis, justos ou não, pouco interessa ao caso, mas que não estão desesperados ao ponto de colocar as suas vidas nas mãos de alguém que não dá as mínimas garantias de lhes tornar a vida mais agradável.

Se o PSD tivesse optado por moderar o seu ímpeto liberal e adoptasse uma posição mais próxima da sua matriz social-democrata, não duvido que seria mais fácilmente visto como uma alternativa, como além disso facilitaria a criação de um futuro governo, que inevitavelmente será de bloco-central.

* - Não é por colocar o PS a liderar as intenções de voto que dou mais credibilidade a esta sondagem que outras que no passado davam o PSD com quase 50%. Mas o que todas as sondagens estão a revelar é que o PS está a recuperar terreno enquanto que o PSD perde. E ainda estamos a 6 semanas das eleições.

terça-feira, abril 19, 2011

Sem espelho

A lista do PS-M é muito boa, sem dúvida.
Com alguma sorte, conseguimos juntar os 15% que o nº1 teve nas últimas regionais, com os 13% que o nº 2 teve nas autárquicas e ficamos apenas a 8% do resultado obtido nas legislativas de 2005.

Não percebo como é que acham que os resultados melhorarão, colocando pessoas que já foram eleitoralmente rejeitadas e que de lá para cá nada fizeram para mudar o panorama.

Boa sorte. Espero ver as mesmas figuras a encabeçar a lista a deputados regionais, mas depois não atribuam culpas a outros.

sexta-feira, abril 15, 2011

75.000 M€ para 3 anos

Como é do conhecimento geral, o valor do recurso ao crédito do estado português para este ano é de aproximadamente 40.000 M€.

Por outro lado, as estimativas do BCE/FMI para as necessidades de financiamento para os próximos 3 anos é de cerca de 75.000 M€, ou seja, cerca de 25.000 M€ por ano, o que significa uma forte redução das necessidades de financiamento externo para os próximos anos.

Assim sendo, não percebo donde vem tanto fatalismo em relação às contas públicas portuguesas.
Não devemos esconder aqueles que são os nossos maiores desafios, mas entrar em histerias não ajuda a resolver nada.
Temos de equilibrar quer a balança externa, quer os défices orçamentais e sobretudo o endividamento externo, mas esse objectivo deverá ser obtido predominantemente através do crescimento económico.

Há quem veja na austeridade um bem em si mesmo. Mas não é. O bem maior a ser perseguido, em termos económicos, é o equilíbrio das contas nacionais (público + privado), ou seja, sermos capazes de produzir pelo menos tanto quanto aquilo que necessitamos.

quinta-feira, abril 14, 2011

O que tu queres sei eu

Mitos I

Mito: A privatização tornava os cuidados de saúde mais eficiente e baratos.
Então porque será que os EUA, que não têm um Serviço Nacional de Saúde, são o país no mundo onde o Estado tem a maior despesa per capita com cuidados de saúde e têm piores resultados?

Censos 2011

Depois de ter feito criticas ao facto de no primeiro dia de entregas dos dados relativos aos censos 2011 pela internet, ter havido congestionamento e evidente mau dimensionamento dos sistemas informáticos, é da mais elementar justiça fazer neste momento um elogio aquele que acabou por ser o resultado final.
Mais de metade da população recenseada através da internet é de facto fantástico.

Queria também deixar uma palavra de elogio a muitas juntas de freguesia que disponibilizaram meios informáticos e pessoal de modo a que as pessoas que não tinham computador e/ou internet pudessem preencher os inquéritos nas próprias juntas de freguesia, contribuindo ainda mais para o sucesso que foi esta operação.

Com o PSD é que é

Com a operação de titularização de dívidas fiscais e da segurança social, realizadas por Manuela Ferreira Leite em 2003, para mascarar o défice, o estado pagou um juro implícito de 17,5%.
Comparando com os estes valores, os juros pagos nas últimas emissões de dívida (6%), realizadas antes de chamar o FMI são uma verdadeira bagatela.

No entanto, o despudor é tão grande que ainda nos querem fazer crer que a sua honestidade e competência não tem paralelo.
Com os governos de direita é sempre assim: espatifar as contas públicas de modo a tornar inevitável a privatização de tudo o que é do estado.

quarta-feira, abril 13, 2011

Portugal não precisava de ajuda externa

O artigo publicado no NY Times, mas traduzido pelo Jornal de Negócios.


"Portugal não precisava deste resgate. Foi sobretudo a especulação que precipitou o País para o pedido de ajuda externa. O culpado não foi o governo, mas sim a pressão das agências de “rating”. "

A crise não resulta da actuação de Portugal. A sua dívida acumulada está bem abaixo do nível de outros países, como a Itália, que não foram sujeitos a avaliações [de ‘rating’] tão devastadoras. O seu défice orçamental é inferior ao de vários outros países europeus e tem estado a diminuir rapidamente, na sequência dos esforços governamentais nesse sentido”, refere o professor, que fala ainda sobre o facto de Portugal ter registado, no primeiro trimestre de 2010, uma das melhores taxas de retoma económica da UE.


Assim, no seu entender, “não há que culpar a política interna de Portugal. O primeiro-ministro José Sócrates e o PS tomaram iniciativas no sentido de reduzir o défice, ao mesmo tempo que promoveram a competitividade e mantiveram a despesa social; a oposição insistiu que podia fazer melhor e obrigou à demissão de Sócrates, criando condições para a realização de eleições em Junho. Mas isto é política normal, não um sinal de confusão ou de incompetência, como alguns críticos de Portugal têm referido”.

Teste do algodão III

Quando Santana Lopes é a voz da razão dentro do PSD, o que dizer deste partido?

"Eu não consigo explicar isto!"

Santana Lopes na TVI 24 pergunta: “Como é que se diz ao país todo: ‘olhe, vai haver uma crise política porque me faltaram ao respeito, ninguém conversou comigo’?”


Afinal vamos a ver os factos e...

Portugal com maior subida da produção na UE, indica Eurostat

A sequela

Depois do fantástico "Dêem-me um tiro, senão serei presidente da república", agora o mais fantástico ainda "Dêem-me um tiro senão serei presidente da AR".

O ataque a Portugal

Este texto do NY Times é obrigatório.

"PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere. "


(...) Portugal’s crisis is thoroughly different; there was not a genuine underlying crisis. The economic institutions and policies in Portugal that some financial analysts see as hopelessly flawed had achieved notable successes before this Iberian nation of 10 million was subjected to successive waves of attack by bond traders.

(...) The crisis is not of Portugal’s doing. Its accumulated debt is well below the level of nations like Italy that have not been subject to such devastating assessments. Its budget deficit is lower than that of several other European countries and has been falling quickly as a result of government efforts. (...)

Domestic politics are not to blame. Prime Minister José Sócrates and the governing Socialists moved to cut the deficit while promoting competitiveness and maintaining social spending; the opposition insisted it could do better and forced out Mr. Sócrates this month, setting the stage for new elections in June. (...) "

PSD goza com os eleitores

Fernando Nobre renuncia caso não seja eleito Presidente da Assembleia
Afinal o único que aceitou liderar a lista do PSD nem vai ser um verdadeiro candidato a deputado.


Isto faz lembrar outro cabeça de lista do PSD eleito em 2009 que renunciou 30 minutos depois de tomar posse, e o que é sempre candidato pelo PSD-madeira mas que nunca tomou posse. Isto é gozar com os eleitores.

Os sacrifícios não são para todos

“Se os sacrifícios são para todos então, também, as consequências da intervenção das medidas do FMI têm de ser para todos”, afirmou o Presidente do GR. Mas os sacrifícios não são para todos: Só Jardim e Madeira vão poder acumular salário com pensões Jardim: reforma €4.000 + salário €5.000 + despesas de representação €2.000 = € 11.000 X 14 = € 154.000/ano

terça-feira, abril 12, 2011

Ao colinho

Pedro Passos Coelho foi apanhado a mentir sobre a reunião com o PM, que disse não ter havido e que justificou a criação da actual crise política.


A recção dos media foi a de ocultação da sua responsabilidade. Hoje o que saiu foi "os partidos acusam-se mutuamente".


Fosse o autor da mentira José Sócrates e tinhamos capas de jornais para 2 meses, debates nas tv's e rádios, prós e contras especiais, todos os comentadores indignados, entrevistas a gato e lagarto que quisesse afiar a má lingua e até um peocesso "para averiguação dos factos" o MP lhe abria.

O teste do algodão II

1.Marques Mendes recusa convite de Passos Coelho 2.Capucho recusa inclusão nas listas do PSD 3.Manuela Ferreira Leite rejeita ser candidata pelo PSD 4.Mais uma recusa. Menezes diz não a Passos Coelho Bónus: Morais Sarmento: "Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento".

Os cábulas

Quando andava na Faculdade de Direito, um saudoso professor avisava antes das provas orais começarem que quem não fosse capaz de ter "estabilidade lógica" não poderia passar. Não bastava saber uma coisas, era preciso tê-las bem ordenadas na cabeça e ser capaz de produzir um discurso coeso e claro que transmitisse um conhecimento. Claro está que só valia se o saber fosse genuíno. Não valia invenções.


Isto vem a propósito da entrevista de ontem a Pedro Passos Coelho. Não conseguimos ter 5 minutos de "estabilidade lógica". Não se percebe ao que vem. Enredasse nas suas invenções. Contradiz-se. No fim fica a sensação que não estudou a lição. E, consequentemente, não poderá passar o teste.

O teste do algodão

Como é que se sabe que um partido anda à rasca?


Quando para que um independente aceite ser candidato pelas suas listas, não se limitam a convidá-lo a integrar as listas num lugar elegível, mas tem de lhe oferecer o lugar de cabeça de lista pela capital e ainda o prémio de vir a ser o presidente da Assembleia da República.

Sondagem: PS sobe, PSD desce


Para ver e ouvir aqui.

A granada


Afinal...

O PSD sustentou a sua decisão de criar uma crise política em 2 argumentos:


- o Governo tinha apresentado o PEC em Bruxelas às escondidas e;

- as medidas eram demasiado duras e injustas.


Pouco depois, Pedro Passos Coelho veio dizer à Agência Reuters que afinal o PEC não tinha ido tão longe quanto seria desejável e ontem, na entrevista à TVI, revelou que afinal o Primeiro-Ministro convidou-o a ir a São Bento para uma reunião - que agora se sabe ter sido longa - para falarem sobre o PEC que seria apresentado em Bruxelas.


Sabendo-se que os dois argumentos que o PSD apresentou como motivos para irmos a eleições antecipadas são falsos, é legítimo perguntar: o que de facto levou o PSD a criar uma crise política na pior altura possível para o país?

segunda-feira, abril 11, 2011

Surpresas

António Vitorino: "De igual modo, o agravamento das condições de financiamento potenciado pela crise política vai trazer no bojo duas consequências que também não poderão ser tidas como surpresas.Por um lado, não terão viabilidade soluções "transitórias" ou "intercalares" que dissociem o acesso ao financiamento disponibilizado pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) da adopção de um programa de ajustamento da economia portuguesa que, com toda a probabilidade, irá além do que se continha no PEC IV, rejeitado no Parlamento. Como se verá quando o compararmos com o "PEC de tipo novo" que nos será revelado dentro de semanas.Por outro lado, as condições políticas presentes em Portugal fragilizam a posição negocial do Estado português na definição desse inevitável programa de ajustamento associado ao acesso ao FEEF. Neste capítulo, o que seria uma surpresa seria que, em plena campanha eleitoral, se gerasse um consenso alargado sobre esse programa sabendo, como se sabe, que foi a rejeição do PEC IV que constituiu precisamente o pretexto para o desencadear da crise política que desembocará nas eleições de 5 de Junho... Tal como seria uma surpresa que quem, até ao momento, pecou por omissão no desenrolar da crise acabasse por romper o seu silêncio distante e calculista e assumisse, por uma vez, a responsabilidade e o risco de criar as condições institucionais para a saída da complexa situação em que vivemos e para a qual também contribuiu a sua própria inércia.’

quinta-feira, abril 07, 2011

Um partido esquizofrénico XIV

O PSD rejeitou o PEC IV porque "havia limites para os sacrifícios". Derrubou o Governo e provocou um crise política.


Vem agora o mesmo PSD apoiar um PEC que vai impor mais sacrifícios aos Portugueses do que aquele que rejeitaram.

As evidências falam por si


1. Para quem no PS-Madeira pensa que um discurso político irresponsável a copiar o BE lhes trará vantagens eleitorais, que leia esta sondagem com atenção. O BE desceu 50% nas intenções de voto.


2. O PS continua a subir....

quarta-feira, abril 06, 2011

Afinal quem é o mentiroso?

Carlos B. Oliveira:O Tribunal de Contas detectou um buraco de 305 milhões na conta da Madeira relativa a 2009, valor correspondente a um quinto do orçamento desse ano Naquele mesmo ano, o governo de Alberto João Jardim celebrou secretamente nove acordos de regularização da dívida(…) "

A notícia não vem na edição on line do “Público”, mas mão amiga fez-me chegar cópia do artigo da edição em papel. Pelas hostes laranja, ninguém parece estar preocupado com o assunto, apesar de ser uma reincidência de AJJ que já em 2005 escondera do TC 150 milhões de euros de créditos a empreiteiros, numa operação que contribuiu para o aumento do défice nacional, mas não foi reportado a Bruxelas, por não ter sido do conhecimento do governo português.

Contou-me uma joaninha que, ao saber da notícia, Sócrates virou-se para o espelho e perguntou: " Então e o mentiroso sou só eu? Cadê os outros?"

O Problema Português

Dez notas do André Barata sobre o que ele chama o "problema português". Nestes tempos propícios à irresponsabilidade e aventureirismos, vale a pena ler e pensar a sério, muito a sério, sobre isto.


"A falta de sustentabilidade de que falo é a do regime. A baixa confiança interpessoal pressiona o regime a evoluir na direcção de uma cultura política autoritária e subordinada. Trocaremos a confiança pela lealdade, e a vontade de um projecto colectivo para o país por uma vontade de líderes que nos guiem ou nos dêem a segurança que vai faltando. Desfeita a confiança comum já nada suporta o interesse comum. A república evoluirá em uma de duas: ou em demagogia ou em plutocracia."

A teimosia do Sr. Engenheiro

Era uma vez uma empresa de telecomunicações que se viu encurralada pelo seu parceiro, a vender um activo importante a um preço que, sendo alto, não reflectia todo o valor estratégico que o activo tinha para a empresa e para o País.
O resto da estória é conhecida. A golden share do estado foi usada e desenvolveu-se uma solução muito mais vantajosa que aquela que era inicialmente esperada.
Naquele tempo, alguns dos accionistas, muitos deles banqueiros, andavam nervosos e não resistindo à pressão teriam optado pela solução que seria menos vantajosa.
Objectivamente, se não tivesse sido a teimosia do Sr. Engenheiro teríamos perdido.

Como a história repete-se, estamos hoje numa situação semelhante.
Se os juros não estivessem ao nível que estão, nada leva a crer que o país não conseguisse o financiamento necessário. Tal como é evidente que a vinda de "ajuda" externa não resolve (no meu ver agrava) o nosso maior problema: o crescimento económico.
Assim sendo, devemos resistir até para lá do limite.
Temos que endireitar as nossas contas públicas. Reduzir despesas, diminuir a dívida e o endividamento. Mas para isso não precisamos de ajuda. Precisamos apenas dum sinal de confiança dos mercados, mas sobretudo dos nossos parceiros europeus.

terça-feira, abril 05, 2011

E se for Basílio Horta, será que o PSD e CDS percebem?

«Isto está mau como era previsto. Hoje os juros estão quase nos 10 por cento. Acho que vem aí um grande sarilho. Deitaram abaixo o Governo, não aprovaram o PEC e agora vão pedir a quem deitaram abaixo para fazer as coisas?» Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Saberão eles do que falam?

Primeiro foi Passos Coelho a revelar que o PSD pretendia transferir fundos da UE das grandes obras públicas para apoios sociais.
Sendo esses fundos destinados exclusivamente a infraestrururas e Redes Transeuropeias de transportes, essa promessa do PSD só pode ser vista sob duas perspectivas: ou sabem do que falam e então mentem aos portugueses, ou simplesmente não sabem do que falam.

Agora, criado o problema provocado pelo chumbo do PEC por toda a oposição, vêm as soluções avulsas para chegarmos a Junho.
Destas propostas coxas destaca-se a do empréstimo intercalar do FMI.
Rapidamente a UE veio lembrar que não deverá haver intervenção do FMI sem o FEEF e não há nada previsto como um empréstimo intermédio de curto prazo, como era defendido por parte do PSD e alguns conselheiros de estado da confiança de Cavaco, nomeadamente Bagão Felix e Victor Bento.

Dito de outra forma: as soluções apresentadas por aqueles que provocaram esta crise política, e que agravaram a crise financeira, têm invariavelmente pés de barro, não resistindo à mais pequena confrontação com a realidade. Nenhuma das soluções apresentadas em alternativa às que foram apresentadas pelo governo, é exequível.

O Governo do PS pode ter, e tem com certeza, muitos defeitos, mas está de longe mais bem preparado para enfrentar as dificuldades do País que qualquer alternativa apresentada até ao momento.

Agradeçam ao PSD XII

A agência Moody's disse hoje que a falta de acordo entre o Governo e o PSD no PEC IV contribuiu para a descida no 'rating'.

Será que o PSD ouve o Prof. Marcelo?

DE: "As eleições são sempre respeitáveis em democracia, porque, em última análise, é o povo quem mais ordena e recorrer ao povo é sempre certo em termos teóricos. Neste momento, no meio da crise económica e financeira, era preferível não haver eleições", disse Marcelo no habitual comentário do Jornal Nacional.

Semântica

Paulo Pinto: Porque é que "patriótico de esquerda" me faz lembrar "nacional socialista"?

segunda-feira, abril 04, 2011

E se for em espanhol, o PSD percebe?


No "El Pais": "La voluntad del Consejo Europeo y de las instituciones europeas es que Portugal pueda seguir financiándose. Confío en la capacidad de José Sócrates. No me parece conveniente ni bueno para Portugal ni para la zona euro que tuviera que pedir ayuda financiera."

Contorcionistas da política


Como é que alguém possa estar contra as medidas de austeridade e a favor da entrada do FMI!

Ou como é que se pode estar contra as medidas de austeridade, aplicá-las na Madeira, e ainda criticar a sua não aplicação nos Açores!

Retrato de um chefe

Vasco Pulido Valente no Público: "O dr. Passos Coelho resolveu pôr na rua o governo de Sócrates. Não sem provocação. Mas toda a gente esperava que ele tivesse alguma coisa dentro da cabeça e a comunicasse ao país. Não comunicou nada. O que ele fez foi começar uma sucessão de gafes que revelam uma inquietante tendência para aumentar em quantidade e qualidade. Começou por ir a Bruxelas declarar que, em caso de aperto, não hesitaria em subir o IVA. Esta inesperada franqueza provocou, como é óbvio, um grande embaraço ao PSD e o habitual chorrilho de trapalhadas (apoios, desmentidos, desculpas) que inevitavelmente deixaram o país mais perplexo do que estava. Aliviando a sua pessoa de meia dúzia de asneiras sobre o IVA e o IRS (de resto, desnecessárias), Passos Coelho não pareceu perturbado e passou a tarefas de outra natureza. A primeira consistiu em entregar à FENPROF a avaliação dos professores que tinha levado uma eternidade a negociar e acabara numa meia derrota. Não sei quantos votos o PSD ganhou com esta espécie de exercício eleitoral, mas ganhasse os que ganhasse, a operação foi sórdida. Veio a seguir a sugestão para privatizar a CGD e a confissão (que ninguém lhe pedira) de que estava disposto a governar com o FMI. No meio disto, prometia também um programa para Abril, fabricado (ou dirigido) pelo dr. Catroga. E, para ir abrindo o apetite à populaça, aprovou por unanimidade no PSD um documento em que definia "pilares" ("pilares"?) num calão indigno do 12.º ano, que não houve português que percebesse ou levasse a sério. (...)’

Uma entrevista programática

Tomás Vasques: É notório que Pedro Passos Coelho e o PSD não têm mais do que vagas ideias sobre o que fazer se vierem a ganhar as eleições. O discurso generalista e muitas vezes contraditório do líder do PSD não augura nada de bom. Como escreve, hoje, no Público, Vasco Pulido Valente: «toda a gente esperava que ele tivesse alguma coisa dentro da cabeça e a comunicasse ao país. Não comunicou nada.» Na mesma linha, Diogo Leite Campos, vice-presidente do PSD, em entrevista «programática» ao jornal i, à pergunta Como é que o PSD vai arranjar, até ao final do ano, 5,5 mil milhões de euros se for governo? Responde «Em primeiro lugar, vai governar bem.». Perante o vazio da resposta, a jornalista insiste: Mas isso não são medidas concretas. Resposta: «Nas linhas gerais, apresentadas pelo programa de governo do PSD, há dois pilares fundamentais a curtíssimo prazo: um é a recuperação financeira, outro é a recuperação económica e social.» Aqui a jornalista interroga: Como é que isso se faz? E veio a resposta: «É preciso voltar a criar confiança.». E continua por aí fora. É demasiado desolador para ser verdade, mas é.

sexta-feira, abril 01, 2011

1 de abril

Dá a sensação que anda tudo pedrado. Anda tudo sob o efeito de LSD.
Neste dia das petas, a realidade ultrapassa a brincadeira.
Os actores políticos, raro honrosas excepções, mandam cá para fora as maiores atoardas como se do lado de cá não houvesse já, mais espírito critico.
A generalidade dos jornalistas, deixaram de procurar informar e limitam-se à banal repetição das asneiras dos outros.

Pelo menos hoje, podiam disfarçar e tentar ser qualquer coisa diferente.

O JM é uma ofensa aos pobres da Madeira

José Luís Rodrigues: "Os subsídios públicos ao Jornal da Madeira (JM) são um escândalo, uma ofensa aos pobres da nossa terra. Não são se trata de centenas nem milhares de euros, mas milhões desbaratados porta fora para alimentar salários gordos e pretensas crónicas jornalísticas para ofender toda a gente, exaltar um desgoverno regional e um partido político sem sentido nenhum no que diz respeito à Democracia. (...)"

Muita parra e pouca uva

José Luís Rodrigues: O jornalista Mário Gouveia no programa da RTP-Madeira, Dossier de Imprensa, do dia 31 de Março de 2011, fez eco do que se pensa e diz sem fundamento acerca dos padres. Dizia o seguinte ilustre pensador, são todos ricos e não se sabe o que eles fazem ao dinheiro: «será para comprar batinas…; eles não fazem igrejas…; basta ir às missas para ver o que eles recebem de dinheiro…». (...) Porém, será importante destacar que o trabalho social que a Igreja realiza, muitas vezes sob muitos sacrifícios, levaria a sociedade ao caos se não fosse feito. Não será em vão, com imensas falhas é certo, a atenção que a Igreja denota a famílias carenciadas, a filhos rejeitados, a idosos abandonados, a jovens alienados com o desporto, com as drogas, com a falta de oportunidades… Outro aspecto é o da educação escolar. É imenso o trabalho social que a Igreja realiza em prol da sociedade. Trabalho que o Estado devia assegurar, mas que se demite frequentemente e quando o realiza, é feito com a maior das insensibilidades humanas e espirituais. Noutro domínio esquece-se o trabalho espiritual e a importância para o equilíbrio das populações. Como seriam os povos sem palavras de esperança em relação ao futuro, de conforto na doença e na morte?; Quem faz os diversos serviços para congregar as pessoas – a catequese e as festas; o serviço do voluntariado em prol dos outros que as comunidades religiosas organizam e etc, etc… O Santo Cura D’Ars dizia: «Deixai uma paróquia vinte anos sem padre: ali se adorarão os animais". Neste sentido a sociedade ainda seria muito mais violenta, mais desequilibrada e quem sabe caótica se este aspecto espiritual e social não fosse realizado pelas Igrejas. Quanto aos dinheiros. A minha experiência diz que quanto mais transparência melhor. (...) Como se vê muita parra e pouca uva. Porém, salvaguarde-se a importância da Igreja e papel crucial que os padres exercem em prol da fixação das populações e no acompanhamento espiritual das mesmas. Trabalho essencial, cada vez mais reconhecido e valorizado pelas entidades ligadas à saúde física, psicológica e social."

Quem criou o problema que chame o FMI

Em politica, ainda para mais nos tempos atribulados em que vivemos, a memória é curtíssima.
Há apenas duas semanas atrás o governo apresentou aos portugueses e ás instituições europeias as linhas orientadoras para o PEC.
O presidente da república, havia dito que há limites nos sacrifícios que se podem pedir aos portugueses.
O PSD seguiu-lhe o discurso, dizendo que era inaceitável pedir mais austeridade, e com o argumento que o PEC era mau e o governo era incompetente, apresentou uma resolução na AR, que sendo aprovada levou ao chumbo do PEC e à demissão do governo.
A não aprovação do PEC e a queda do governo criou grande apreensão nas entidades europeias e levou a um crescendo de desconfiança por parte dos mercados.

Os mesmos que achavam que o governo não tinha legitimidade para pedir mais sacrifícios e que achavam que o governo era incompetente, ou seja, Cavaco e o PSD, e que provocaram um agravamento inegável das condições de financiamento do País, querem agora, que seja o governo incompetente e sem legitimidade a negociar e comprometer-se com o que um futuro governo pode ou não querer fazer.
Será que está tudo louco.

O PR tem a legitimidade e a "competência" para designar quem negociará as condições de ajuda externa, se esta for necessária.
Caso contrário, devera ser o próximo governo a decidir. Nunca este, que tudo fez para evitar a necessidade de recurso ao FMI e que não é responsável pela precipitação desta crise.

quinta-feira, março 31, 2011

Se fosse no tempo do Santana Lopes....

João Paulo Fafe: AS IMAGENS que as televisões mostraram ontem do Conselho Nacional do PSD não foram propriamente as mais adequadas. O comportamento demasiado extrovertido (para não dizer esfuziante) dos conselheiros social-democratas, dificilmente escondendo um optimismo que às vezes poderá ser confundido com um pouco oportuno "apetite", não se coaduna propriamente com a postura serena, responsável e de Estado de que os responsáveis "laranjas" tanto se ufanam. E já agora, não resisto a chamar a atenção para um detalhe que, não sendo mais que um detalhe, demonstra muita coisa - quanto mais não seja falta de respeito... É que à entrada, enquanto Pedro Passos Coelho prestava declarações às TV's, a barulheira das conversas e gargalhadas feita pelos conselheiros era tanta que o líder social democrata teve de subir o tom de voz para sobrepor-se à galhofa que tinha como "fundo" e assim ser ouvido. Convenhamos que não é normal!