domingo, outubro 31, 2010

Pato Donald

Na Suécia, onde os eleitores podem escrever o nome do candidato em que pretendem votar, o Pato Donald obteve mais de 100 votos.
Vejo esta atitude como um voto de protesto contra a classe política, ou como uma forma destes eleitores afirmarem que são contra todas as propostas que lhes são apresentadas.

Tendo em conta os candidatos que já se apresentaram para as próximas eleições presidenciais, é mais do que certo que o meu voto vai direitinho para o Pato Donald.

sexta-feira, outubro 29, 2010

quinta-feira, outubro 28, 2010

Afinal era a brincar

Eduardo Catroga à hora do almoço dizia cobras e lagartos sobre a última proposta do governo para o OE após negociações.
Ao lanche, durante a CN do PSD dizia que deveria ser aprovado. Nem mais, nem menos.

Isto cada vez mais parece um jogo de poker, com muito bluff de parte a parte.
Só é pena que estejam a jogar com o nosso dinheiro.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Será que estão convencidos?

Imediatamente após a apresentação das medidas de austeridade a incluir no OE2011, os mercados, mais precisamente os nossos futuros credores, sinalizaram positivamente a confiança nas medidas a tomar, diminuindo desde então, a percepção de incumprimento do pagamento das dívidas por parte de Portugal.
Também o vislumbre de entendimento entre o Governo e o PSD quanto à viabilização do OE e a implementação das medidas anunciadas, trouxeram confiança aos mercados.

Imediatamente após o rompimento das negociações com vista à aprovação do OE os juros da dívida voltaram a subir, tendo Portugal sido um dos países onde esse risco mais subiu, durante o dia de hoje.

Será que o PSD ainda não percebeu que os nossos credores acreditam na proposta do Governo e acreditam pouco nas alterações propostas pelo PSD?
Será que o PSD, que afirma que tem consigo grandes economistas e especialistas em finanças, ainda não percebeu que o adiar de redução do défice, como foi proposto pelo PSD, é imediatamente visto como um aumento de risco de incumprimento?
Não será contraditório por parte do PSD afirmar que não acredita que o governo consiga reduzir a despesa, porque é incompetente e porque nunca foi feito, e ao mesmo tempo propor que o OE contenha ainda mais redução de despesa?

Andamos a brincar à política!? Se não, pelo menos parece.

P.S. - Neste momento, todos os partidos, do CDS ao PCP já se devem ter arrependido dos anúncios feitos de rejeição do OE. Duvido que haja um que seja que queira o seu chumbo. Imaginem quem seria prejudicado com uma bipolarização política neste momento?

Cavaco, o poupadinho.

Numa invulgar apresentação de recandidatura, o actual presidente da república deu a saber que instruiu os responsáveis pela sua campanha que deveriam apenas gastar até metade do que a lei autoriza.
O que não foi dito, mas está implícito, é que cavaco, enquanto detentor do cargo de PR e tendo em conta as suas mais recentes iniciativas, já fez metade da sua campanha, mas usando os recursos da presidência da república.

sábado, outubro 23, 2010

Novas Oportunidades

Antes da Iniciativa Novas Oportunidades, a qualificação de adultos era apenas um daqueles chavões que todos usavam, mas que nenhum governo ousou colocar em prática.
Só a determinação (obstinação) da melhor ministra da educação, que este país já teve, permitiu que se transformasse algo que era um ideal, em algo palpável, com resultados.
Ainda existe uma elite que, com o argumento de que o esforço é que conta, não o resultado, considera que todos, mesmo os que já estão fora do sistema de educação, deveriam passar pela via sacra do ensino obrigatório.
Há casos de injustiça!? Com certeza. Mas há muito mais injustiças num sistema que recusa melhorar as qualificações, mesmo que seja apenas um pouco, para uma parte considerável da população.
A avaliação feita pela equipa do antigo ministro da educação do PSD, Prof. Roberto Carneiro, mostra à saciedade o sucesso desta iniciativa.
Mostra também, que ao contrário de muitos dos que a criticavam, Maria de Lurdes Rodrigues nunca recusou ser avaliada. Muito pelo contrário.

quinta-feira, outubro 21, 2010

Portugal, comprender o que é hoje





Ler isto e mais isto.

Mau tempo volta à Madeira

E o PCP fica-se?

Depois de Barack Obama e Liu Xiaobo no prémio Nobel, é agora Guillermo Farinas que recebe o prémio Sakarov, numa demonstração clara de cedência ao imperialismo Norte Americano.

Estes gajos estão todos feitos. É uma vergonha expor desta maneira o que é a prática dos regimes comunistas, no que às liberdades individuais básicas diz respeito.

Enquanto por cá, o PCP arma-se em arauto da defesa da liberdade, por lá é mais o contrário.

Publicidade destrutiva

Este Alberto João é um ponto.
Esta de expor na praça pública os bancos que emprestam dinheiro a quem não pode pagar, dá cabo da imagem de responsabilidade que muitos bancos esforçam-se, com dificuldade, por manter.

Se eu fosse banqueiro, pedia encarecidamente que o presidente do GR não me incluísse nessa lista negra dos bancos irresponsáveis. Mais tarde ou mais cedo os clientes começarão a perceber que são as suas próprias poupanças que estão em causa e desatam a retirar o dinheiro, acelerando a queda em desgraça.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Separados à nascença

O PSD e o PS-M são tão parecidos que até arrepia.
Lembram-se daquela história de João Carlos Gouveia pretender que os deputados madeirenses votassem contra o OE? E o que aconteceu depois?
Agora, o que está a acontecer com Passos Coelho é a imagem reflectida dessa outra do PS-M.
Prometeu que votava contra o OE. Agremiou apoios para essa posição. E no fim lá terá de votar favoravelmente um OE que deveria ser para chumbar.

Tanto num caso, como no outro, olhando apenas para as lógicas internas, as posições de JCG e de PPC faziam sentido, mas politicamente foram um desastre, pela impossibilidade de comandar uma rebelião à distância.
Por cá, o resultado foi a completa desautorização do líder do PS-M, acompanhada pela ostracizão dos "traidores".
O PSD ainda vai a tempo de evitar parte do vexame. Se PPC se mantivesse no caminho de chumbar o Orçamento, veria com certeza os cavaquistas a viabilizarem o OE, expondo as suas fragilidades como líder.
Se, como é neste momento expectável, PPC mandar aprovar o OE, será uma desilusão para os seus seguidores, mas conseguirá manter a fachada por mais uns tempos.
Seja como for, o resultado final nunca é positivo.

P.S. - Já repararam como Marques Mendes anda muito activo ultimamente. Andará já a preparar o pós-PPC?

quarta-feira, outubro 13, 2010

A arte de roubar

Coitado de Cristo que vê tão frequentemente o seu nome usado em vão.
Na arte de roubar a igreja católica é uma escola.
Percebo pouco de metáforas bíblicas, mas de certeza que o ladrão que ladeava Cristo na cruz, era um bispo.

Como é possível que o reitor do santuário de Fátima afirme sem se envergonhar que apenas 4% das esmolas dos fieis é devolvido em caridade.
Isso mesmo, dos 20M€ da caridade dos fieis, dão 800.000€ para um fundo de caridade e ficam com os restantes 19,2M€.
E estes senhores, que de cristãos têm muito pouco, ainda enchem a boca para falar dos governos e da finança.

Haverá maiores ladrões que eles?
Vão todos para o inferno.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Colocar instabilidade em cima de instabilidade

Segundo uma sondagem da aximage, se as eleições fossem hoje, não só nenhum partido conseguiria uma maioria absoluta como uma maioria de dois partidos seria mais difícil do que é hoje.

Com a não aprovação do OE2011 teríamos, com elevada probabilidade, uma situação financeira ainda mais difícil que a actual, com um governo ainda mais instável que o actual.

P.S. - apesar do desgaste que este governo tem sofrido, consequência das medidas de austeridade que teve de tomar, ainda assim o PS tem aparecido consistentemente à frente do PSD nas sondagens.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Este Governo é para Rir!

Governo recua na proibição de acumulação dos salários com pensões

As pessoas que actualmente recebem salário e pensão da função pública, vão continuar a receber. Apenas os futuros beneficiários ficarão inibidos desta acumulação.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Argumentos para a irracionalidade

O PS-M parece estar a dar por certo que o PSD-M tentará ir à boleia do plano de austeridade da República, tomando as mesmas medidas mas não assumindo as responsabilidades, como é seu timbre e já foi muitas vezes feito no passado.

Mas esse não é o pior cenário.

Em meu entender o pior cenário será aquele em que o PSD-M se recuse a tomar medidas para resolver a situação calamitosa das finanças regionais.
Não nos podemos esquecer que no próximo ano há eleições, e que o PSD-M em tempo de eleições eleva ainda mais a sua irresponsabilidade.
Deste modo, não aplicando as medidas duras mas necessárias para o equilíbrio das contas regionais, o PSD-M usaria o argumento de que não precisa tomar medidas porque a situação na Madeira é melhor que no resto do País.

Perderia a Madeira porque veria mais uma vez adiada a situação em que está, e perderia o PS-M por ficar associado, mesmo não querendo, às medidas do governo da república.

Os amigos da Manuela

Lembram-se daquela operação de cosmética financeira que permitiu que Manuela Ferreira Leite, através da titularização de créditos da segurança social para o citigroup, escapasse ao défice excessivo? Operação essa que foi muito benéfica para o tal grupo, mas desastrosa para o estado português.

Pois é. O mesmo citigroup vem agora dizer que "arrecadar dinheiro não é a mesma coisa que cortar gastos".

Deveriam ter um pouco mais de vergonha na cara.

Argumentos do céu

Os Açores não têm as contas públicas no estado em que estão as da Madeira, por isso não irão aplicar na integra o pacote austeridade que será aplicado pelo governo da República.

A Madeira, dado o estado das nossas contas públicas, não só não tem alternativa como provavelmente terá de tomar medidas ainda mais duras.

Conclusão: a questão não é poder ou não poder. A questão é ter ou não ter de tomar as medias difíceis.

Capelinhas

O novo governador do Banco de Portugal propôs a criação de mais uma "agência" de avaliação orçamental.
A proposta não me parece descabida, ainda para mais quando a proposta procura aumentar a transparência dos encargos assumidos pelo estado, sobretudo no médio longo prazo, e procurando garantir a indepêndencia face ao poder político.
No entanto, já existem outros organismos com funções semelhantes, nomeadamente a Unidade Técnica de apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República.
Numa altura em que se pedem sacrifícios aos portugueses, seria do mais elementar bom senso que não se propusesse a multiplicação de institutos sobre a alçada do estado.

Porque não avançar para uma regra semelhante à que já vigorou para a admissão de novos funcionários públicos, conhecido como o "sai dois, entra um".
Deste modo só seria aceite a criação de um novo organismo, após a extinção de outros dois com funções semelhantes. E ainda assim com a necessária justificação da redução de custos.

É necessário um estado mais leve, para reduzir atritos, aumentar responsabilidades e prestar um melhor serviço à população.

domingo, outubro 03, 2010

Argumentos do diabo

Como é possível que o PS-M passe o tempo todo, e bem, a dizer que a divida da Madeira é gigantesca e que mais tarde ou mais cedo porá em causa a capacidade de financiamento da nossa economia, para agora dizer que o governo regional não tem de tomar as mesmas medidas duras que o governo da república?

Não fazia mais sentido argumentar que as medidas na Madeira já deveriam ter sido tomadas à mais tempo porque a situação na Madeira é muito mais grave que no resto do País.

Ou será que há alguém no PS-M que acha que o endividamento irresponsável da Madeira, obra do PSD-M, pode ser resolvido sem esforço e sacrifícios?

Que a Madeira tem autonomia administrativa, é uma verdade incontestável, mas essa autonomia deveria revelar-se na antecipação da resolução dos problemas da nossa região e não no seu eterno adiamento.

sábado, outubro 02, 2010

Paga a justo pelo pecador

Tendo em conta a qualidade do ensino e da justiça em Portugal, face ao esforço que os contribuintes têm de suportar, não me parece muito desadequada a redução de salários que os funcionários destes sectores serão alvo.
É verdade que dentro de cada um destes sectores há bons e maus, mas se são os próprios que não querem avaliações sérias que permitam a distinção, então não vou ser eu a me preocupar.

Já no sector da saúde, onde gastamos claramente menos que outros países e onde os nossos indicadores são invejáveis, faz-me confusão que os profissionais tenham de suportar pela falta de qualidade dos outros.