quarta-feira, junho 30, 2010

Branqueamento democrático

Com a eleição do vice-presidente da ALM do maior partido da oposição, praticamente no fim da legislatura, o PS-M contribui para o branqueamento da vergonhosa actuação do PSD na assembleia madeirense.

A situação de recusa da eleição do vice escolhido pelo PS-M era, até hoje, apenas a ponta do iceberg que representava a falta de respeito do PSD pelas mais elementares regras de uma democracia parlamentar.
A partir de hoje, tudo continuará exactamente igual, excepto nesse pequeno pormenor.

O governo continuará a não ir prestar contas à ALM. As Reuniões das comissões parlamentares continuarão a durar 5 minutos. O Líder parlamentar do PSD continuará a fazer ameaças a tudo o que mexa. Os tempos de férias continuarão as ser superiores aos de trabalho, contribuindo para a péssima imagem que a população tem dos políticos (excepto do governo), como é vontade do PSD.

A não eleição do vice-presidente era um bom indicador do muito que de mau ali se passava. A sua eleição neste momento apenas serve para branquear este regime.

Obrigatório

Uma história de vida, a do presidente da Urbanos, considerada a melhor empresa para trabalhar em Portugal.
Ler aqui.

sábado, junho 26, 2010

Memória de galinha II

Quem houve os governantes madeirenses falar, pensa que a crise, com aumento do desemprego e endividamento galopante, surgiu apenas em 2008, ou talvez a 20 de Fevereiro de 2010.
É falso. Desde 2002 que o desemprego está a aumentar na Madeira e já antes de 2008 o endividamento da Madeira estava vários furos acima daquilo que produzimos.
A actual crise e o temporal que atingiram a Madeira no principio deste ano apenas vieram acrescentar crise à crise que já existia, e vieram dalguma forma camuflar a existência de problemas que são estruturais e não conjunturais.

Memória de galinha

É um facto. Em política a memória colectiva tem a duração dum piscar d'olhos.
O modo como uma certa direita neo-liberal fala dos défices e endividamentos externos, que neste momento estão em níveis historicamente altos, poder-nos-ia levar a pensar que a causa desta crise radicava no facto de os países terem dado pouca atenção às suas contas públicas.
Nada mais errado. Quando esta crise, que teve origem nos mercados especulativos e em produtos tóxicos da banca, surgiu, a generalidade dos países apresentavam trajectórias descendentes dos seus défices e endividamentos externos.
Foi apenas como uma necessidade urgente de fazer face a uma crise económica, financeira e social que foram tomadas medidas de estímulo que levaram a uma degradação generalizada das contas públicas.

Quando ouvirem alguns políticos, sobretudo de direita, afirmarem que foram os governos a nos colocarem nesta situação díficil, onde efectivamente estamos colocados, lembrem-se das posições que estes ocupavam antes da crise surgir. E lembrem-se que no pico da crise apelaram aos estados que os apoiassem para agora virem morder a mão de quem lhes socorreu.

quinta-feira, junho 24, 2010

As férias do presidente

Aquele que nos andou a tentar convencer que deveríamos fazer férias cá dentro, para que o nosso dinheiro não saia do País, vai passar uns dias a Cabo Verde, pago por todos nós, claro.
Chama-lhe visita de estado, como daquela vez em que foi mostrar a Capadócia à dona Maria.

segunda-feira, junho 21, 2010

Magia, magia, magia....








A maior goleada da história da selecção nacional, uma das maiores da história dos campeonatos do Mundo.


Deu para tudo. Simão lá fez a dança do hambúrguer, Cristiano fez beicinho depois de um golo esquisito, tivemos dois ponta-de-lança a facturar e médios defensivos a marcar. Agora basta ganhar ao Brasil.

domingo, junho 20, 2010

José Saramago: ubi libertas, ibi patria

"Onde a liberdade, aí a pátria"

De pequena dimensão será o grupo de pessoas que imigram, ou procuram outra pátria, onde haja menos liberdade.

Na pátria que é a língua portuguesa, nunca Saramago encontrou barreiras que lhe limitassem a liberdade. Antes pelo contrário. Mostrou a quem usa a língua portuguesa como meio de expressão que esta ainda poderia ser usada com maior riqueza, diversidade e liberdade.

Quanto à pátria portuguesa que conjunturalmente lhe tentou tirar a liberdade através da censura, logo Saramago procurou libertar-se e procurou ser acolhido noutra pátria.

Como seriamos melhores se fossemos todos capazes de apreender estas lições de liberdade.

sexta-feira, junho 18, 2010

quinta-feira, junho 17, 2010

Perguntar não ofende

Estará o Dr. Jacinto Serrão mais empenhado na unidade do partido ou no afastamento duma parte substancial dos seus militantes?

De quem foi a ideia do Governo que além de estar na sombra é incógnito?

Quem é que prometeu o lugar de vice-presidente na ALM a Jacinto Serrão? E quem o terá proibido de voltar a tocar no assunto?

O argumento fácil

Sempre que se quer por em causa a seriedade de qualquer militante de um partido, basta dizer que este está feito com o adversário.
Nem interessa provar, nem sequer mostrar algum indicio dessa acusação. Para satisfazer a mesquinhez de quem faz essas acusações gratuitas, basta que a suspeita fique no ar.
Para minha infelicidade, essa falta de carácter abunda no partido que escolhi ser militante.

O Rui Caetano, reagindo a quente à noticia que faz capa hoje no DN-M, escreve o seguinte texto (que depois acabou por retirar) no seu bloque.

"Torna-se frustrante e revoltante que, passados 5 meses de uma eleição interna, o candidato a líder do PS derrotado venha dizer que a eleição do dr. Jacinto Serrão foi ilegal.
Se tinha dúvidas até podia questionar, embora não exista qualquer ilegalidade, poderia pedir explicações, mas nos órgão próprios, nunca na praça publica.
Quando um candidato a líder atira o seu partido para a praça pública humilhando os seus militantes, quando um militante que se dizia responsável vem, desta forma, para os jornais denegrir o seu partido, só pode estar vendido ao PSD-Madeira. Não há outra razão.
O PS está forte, está a desenvolver um trabalho profícuo credível e, por isso, vem agora o sr. Vítor destruir, a mando do PSD-M, o que se está a construir.
Na próxima reunião da Comissão Nacional, vou fazer uma intervenção sobre esta matéria e vou levar este Diário e mostrar ao Secretário-Geral, José Sócrates e aos apoioantes do sr. Vítor daquele lado, o dr. Seguro, por exemplo, quem é que queria tomar conta do partido. Os projectos não podem ser pessoais, as estratégias não podem ser a da terra queimada.
O objectivo do Vítor é destruir o PS, acabar com o PS a mando de alguém: do PSD.
Será que os seus apoiantes concordam com este estilo destrutivo?"

Terá o Rui alguma prova do que tenta insinuar? É claro que não. Mas como dali não sai uma ideiazinha que se aproveite, vai usando os mexericos para tentar ocultar a seu vazio de pensamento.

Já agora seria interessante que o Rui, mesmo nos órgãos internos, questionasse a legalidade de um processo eleitoral em que comprovadamente houve assinaturas falsas feitas pelos "funcionários" da candidatura que acabou por ganhar e em que houve cadernos eleitorais forjados.

Não me revejo nesta gentinha, e por isso mesmo, cada vez mais estou afastado do PS-M.

P.S. - Já agora, o Rui Caetano, na tal comissão nacional em que levará o caso do Victor, poderá por em pratos limpos quem terá conspirado com o PSD para que o Victor Freitas fosse afastado ilegalmente da ALM ? Será que encontrará a resposta nos mesmos trafulhas que o ajudaram a ganhar umas eleições internas, mas que são incapazes de apresentar qualquer mais valia ao eleitorado?

Erros estratégicos


Ainda não percebi...

quarta-feira, junho 16, 2010

Combate político ad hominem

Clicar sobre a imagem para ampliar.

Berardo testa exploração de petróleo em Portugal

Desgoverno V

O DN anuncia: que o "Desemprego cresce 23,8% na Madeira". Há na Madeira já cerca de 8.000 desempregados. Menos pessoas a contribuir, mas pessoas a receber apoios sociais. Adivinha-se o resultado nas finanças públicas regionais. Tempo de ser extremamente rigoroso com a aplicação dos escassos recursos públicos. Neste cenário, como se explica a opção do governo regional em gastar milhões do nosso dinheiro na propaganda do PPD?
Relembrando: "Este tribunal [de contas] apurou que o executivo de Jardim gastou em 2005 quase cinco milhões de euros com o Jornal da Madeira, o único diário estatizado do país, onde o governante quase diariamente assina um página de opinião. Aquele montante representa 74,9 por cento do total de fluxos financeiros (6,1 milhões de euros) concedidos naquele ano pela administração pública regional a órgãos de comunicação social. O Governo madeirense atribui também um subsídio mensal a todas frequências de rádios locais da região, concedendo-o sob a forma de prestação de serviços.
Este contrato, de que o grupo de rádios propriedade do secretário-geral do PSD-M, Jaime Ramos, é o maior beneficiário, obriga, de acordo com a Resolução n.º 719/93, aquelas emissoras a "incluir na sua programação diária material publicitário da região"; a "publicitar informações e esclarecimentos sobre actos normativos mais relevantes oriundos da Assembleia Legislativa e do Governo Regional"; a "realizar programas sectoriais com a participação de técnicos e membros do Governo Regional"; e a promover a "realização de entrevistas com membros do Governo Regional"."

terça-feira, junho 15, 2010

Portugal

Triste, fechado e enfadonho. Podem fazer mais, muito mais. Esperamos que para a semana haja magia. Os mágicos estão lá, a plateia está aqui, falta o espetáculo.

Lembrete

Do desgoverno:
11.10.2004 - Santana Lopes, reafirmou hoje que o Governo vai diminuir a taxa de IRS e aumentar os salários da função pública e as pensões no próximo ano [2005].

A pérola de betão

Maximiano Martins no DN: "(...) excesso de vias rápidas e praias de areia amarela descaracterizam e penalizam a coerência do produto Madeira. Projectos como o Teleférico do Rabaçal são errados. Intervenções como o Radar do Pico do Areeiro também. Insegurança nas ruas e nas levadas 'matam' a imagem. Desordenamento do território também."

segunda-feira, junho 14, 2010

Crisófilos, mas desenrascados

Fale a pena ler a entrevista ao Embaixador de Inglaterra em Portugal.

Algumas passagens interessantes:

"O primeiro dever é reduzir o défice e restabelecer o crescimento económico." Está tudo dito, estas são as prioridades do nosso governo. Como o fazer de forma sustentável? Sobre isso há um grande debate no Reino Unido e em quase todos os países."

"Portugal é um país viciado na crise ("crisófilo") por instinto. Mas também tem grande capacidade de "desenrascanço". É um conceito que não consigo explicar...."

Uma casa ao nosso lado

Há partidos que, infelizmente, andam sempre uma casa ao lado.
Há matérias interessantes, mas que nesta altura não são prioritárias. Concentrem-se no equilíbrio financeiro, crescimento da economia e criação de emprego.

quarta-feira, junho 09, 2010

I have a feeling...

que a frase mais ouvida neste Mundial será: "Mete a vuvuzela no cu!"

Desgoverno IV

Madeira gastou um milhão só para o 'Rock in Rio'

É nestes actos de má gestão que é gasto os nossos impostos.

"Ainda não recebemos um tostão"

"Ainda não recebemos um tostão"
Cunha e Silva
Tanta inaguração, tanta gritaria por causa do "fabuloso" PIB, tantos milhões gastos em propaganda e no final andamos de mão estendida à espera que nos acudam quando temos algum problema. Progresso é sermos capazes de nos valer a nós próprios.

segunda-feira, junho 07, 2010

Europe’s Long-Term Economic Woes—and America’s

Richard Posner:
"The major cause of Europe’s long-run economic problems is political, though the political is in turn shaped by cultural factors, including historical memory; maybe the best way to describe the major cause of the problems is Europe’s “political culture.” Government has greater prestige in Europe than in the United States and (a related point) socialism retains substantial support in Europe; individualism, with related notions such as self-reliance, freedom to fail, entrepreneurship, the “self-made” man, and the Horatio Alger story do not grip the public imagination of many Europeans. Government in Europe employs a higher percentage of the working population and engages in more redistribution of income, resulting in high taxes to fund retirement at earlier ages than in the United States, generous pensions and family leave, unemployment benefits generous enough to discourage work, and medical care. Lavish redistribution of wealth in turn entails barriers to immigration, lest the social safety net become an immigration magnet. Unions are strong in Europe, and they push up wages and (worse) encourage featherbedding, short hours, and other inefficient practices. Unions of government workers are especially pernicious, as they reinforce the natural tendency of government to overpay its employees because they are voters as well as employees. A third of the Greek work force is government-employed, for example, and much of it appears to be both overpaid and underworked relative to employees in the private sector.

Because socialist policies reduce economic efficiency, European countries (with some exceptions, notably Germany) have difficulty competing in foreign markets with China, Indian, Brazil, and other rapidly growing economies, and so have difficulty maintaining a positive trade balance. And because tax rates in Europe are already very high, government deficits cannot easily be reduced by raising taxes. The aging of the population increases the demand for public spending, and the demand can be met only by increased borrowing, which is also necessary to close the gap between exports and imports.

European economic stagnation and public overindebtedness is in short mainly a political problem, resulting from a swollen and still rapidly expanding demand for government services. It is a political problem rooted in cultural factors summed up in the word “statism,” in contrast to American individualism, as designations of dominant political ideologies. This is an oversimplification but seems to me to get at the heart of the difference between European economies and the U.S. economy. (...)

Se isto é uma Assembleia...

Emídio Rangel, A CPI moribunda:

‘Quando não há provas não se acusa ninguém – elementar preceito de justiça. O falhanço desta comissão é tão estrondoso que nem mesmo Pacheco Pereira escapa aos seus desígnios. Ele, que é um homem de respeito, meteu-se naquele lamaçal e, em desespero, procura uma saída para salvar a face. Apesar de ser membro da comissão, vai apresentar um relatório paralelo ao de João Semedo. João Semedo tem de redigir um relatório de acordo com a verdade, de acordo com a Lei, de acordo com as normas que regem as comissões. Pacheco Pereira não precisa. Pode apresentar o relatório que lhe der na gana, desrespeitando os seus pares, desconsiderando Mota Amaral, baseado em escutas telefónicas – em segredo de justiça – de um processo (Face Oculta) que não pode ser para aqui chamado. Pacheco Pereira quer ver se fica no ar a desconfiança, a insídia, já que a comissão chega ao fim sem nada provar.’

País do caraças

Num país onde o fecho de escolas sem condições nenhumas, nem para os alunos nem para os professores, ainda para mais caras, dá a luta que dá, com todos os partidos, juntamente com um número importante de opinadores, fazem finca pé, mostrando uma resistência à mudança, mesmo que para melhor, que para mim é difícil de compreender, como será quando se tentar esboçar uma reorganização administrativa e seja "aconselhável/racional" extinguir (muitas) freguesias e concelhos?

Depois queixam-se do país centralizado que temos, sem querer saber se as estruturas locais têm dimensão e condições para fornecer serviços às populações.

P.S. - De realçar pela positiva o artigo de opinião de António Nogueira Leite, visto como o concelheiro de Passos Coelho para a economia, que por mais que uma vez já demonstrou que não embarca em demagogias e politicas baratas.

sexta-feira, junho 04, 2010

José António Abreu: El Sistema

Porque precisamos do TGV e devemos apostar nas energias renováveis?

Petróleo regressa aos máximos históricos em 2011 se a economia global crescer.

+ 400

Pontes para lado nenhum

Tive de ir a Wikipedia para saber porque o país parou ontem. Mas percebo porque vai estar parado hoje. É a "ponte". E para a semana outra.
Que se mantenham os feriados, se são assim tão importantes.
Mas será que não se pode concordar na passagem dos feriados às 5.ªs e às 3.ªs para, respectivamente, 6.ªa e 2.ªs?

A Madeira não é um "offshore"

O sentido clássico do termo “offshore” é usado para países ou regiões que não estão reguladas, não são supervisionadas e vivem do sigilo.

Não é o caso do Centro Internacional de Negócios da Madeira.
As empresas sediadas no CINM são empresas portuguesas iguais a todas as outras. Cumprem as mesmas regras, têm os mesmos direitos e estão submetidas à mesma supervisão e fiscalização. A diferença é terem uma taxa de IRC mais baixa.
A regulamentação do CINM é parte do sistema fiscal português. É o Artigo 33.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais (Decreto-Lei n.º 218/89, de 1 de Julho). Além disso, a CINM é supervisionado e licenciado pela Comissão Europeia.

quarta-feira, junho 02, 2010

Sé é para alimentar o Mostro...

Vamos todos pagar mais impostos. Mais vale bem a pena.
Por exemplo vamos pagar € 22.500,00 pelo vestuário personalizado para o III Torneio de Golf Cidade do Funchal encomendados pela Câmara Municipal do Funchal para a malta ir dar umas tacadas toda catita, e depois pelo jantar de encerramento a módica quantia de € 13.935,00. Entretanto a mesma autarquia pagou € 146.375,00 para uma empresa organizar o Funchal Jazz porque a rapaziada da Câmara está muito ocupada no golfe. A lista continua basta ir ao site http://transparencia-pt.org. Poderão argumentar que isto são trocos. Pois são. Mas são todos estes trocos somados multiplicados pela incúria de autarquias, regiões autónomas, Estado central e empresas públicas que ajudaram a nos levar à situação em que estamos.

Desgoverno IV

Só no BPN o Governo já queimou "4,2 mil milhões de euros, podendo chegar aos 4,5 mil milhões." , do nosso dinheiro.

De mansinho...

Esta semana passamos a pagar mais impostos. Entre a vitória do Benfica, a visita do Papa e a preparação da Selecção nem temos tempo para pensar sobre o apertão que estamos a levar. Mas é por uma boa causa. Há que pagar os concertos de Verão das autarquias, os motoristas, os carros de luxo, os estádios novos, o futebol profissional, os tachos para filha, a nora, o primo, o neto e o amigo, o Jornal da Madeira, as subvenções aos partidos e aos grupos parlamentares, os mil e um cargos políticos e afins. Há que ser solidário perante tal "aflição" e já agora esperemos pacientemente pela costumeira bandeirinha da Região por alturas do Mundial.

Crónica de uma derrota anunciada

Mário Soares: "(...) julgo que Sócrates cometeu um erro grave, que porventura mesmo lhe poderá ser fatal e ao PS. Como socialista, e pensando como sempre e só pela minha cabeça, entendo ter a obrigação de dar a conhecer de novo aos meus camaradas e ao secretário-geral aquilo que penso."

Expectativas fantasiosas

Gao Xiqing, um homem que gere um fundo soberano chinês de 300 milhões de dólares, estava no coração da Europa, numa conferência com europeus e disse o que pensava sobre a crise europeia.
"Aqui vejo fantasmas do comunismo de que Marx falava. Os europeus querem sair da crise trabalhando 20 ou 30 horas por semana - não têm de trabalhar 80 como nós, mas talvez 40?" Gao, dentro de um fato de corte impecável, continuou em tom suave. "Eu sei o que é trabalho: há 30 anos, para comer, trabalhei durante anos nas obras dos caminhos-de-ferro e em fábricas. Os avós dos europeus também sabiam o que era trabalhar." Silêncio na sala. Lá fora, nas ruas de Paris, cerca de 50 mil franceses preparavam uma manifestação para defender a actual idade de reforma (60 anos).
O desafio para os políticos europeus é enorme: para gerir as expectativas fantasiosas dos seus cidadãos precisam de coragem e inteligência. Mas, em democracia, só ganharão legitimidade quando forem rectos nas palavras e distribuírem melhor os sacrifícios impostos não só pela crise, como pela transformação do mundo. Tirado daqui.

Desgoverno III

A 21 de Maio de 2009 era assim: «A Zona Franca é sagrada para o Governo Regional" e «Centro Internacional de Negócios da Madeira é um pilar estruturante da economia regional e um instrumento fundamental para assegurar a competitividade». Alberto João Jardim

Desgoverno II

Conferência de imprensa do deputado Carlos Pereira (PS) sobre a situação no CINM.