sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Mudar tudo, para que fique tudo igual

Há coisas que não mudam. Alberto João Jardim anuncia que nada será como dantes na política regional, para ficar tudo exactamente na mesma.
Jardim substituiu os "traidores" pelos "abutres". A mensagem é a mesma. A verdade oficial não deverá ser criticada, questionada ou contrariada. Quem o fazia no passado era uma "traidor", hoje é um "abutre". A democracia na ilha vai continuar a ser um mito.
Jardim controla toda a informação, dá ordens para que ninguém fale, manipula as informações e esconde dados, impõem aos jornalistas a sua agenda e continua a fazer pressão sobre aqueles que não cedem. A liberdade de imprensa na Madeira vai continuar a ser um mito.
Jardim diz que está muito contente com o Primeiro-Ministro. Claro que está à espera de dinheiro. Muito dinheiro. Assim que o receber, dirá o dito pelo não dito e voltará a atacar com os piores impropérios todos os dirigentes do PS.
Jardim volta a mentir em directo. Diz e volta a dizer que não se recandidata. Depois fará a costumeira volta à ilha. No final, muito emocionado pelos apelos e com muito sacrifício vai decidir se recandidatar. Mas, agora sim, vai prometer, é a última vez. Depois, serão feitas obras à pressa e serão marcadas as suas inaugurações em cascata em pleno período eleitoral.
Será lançada uma campanha de ódio contra todas as pessoas que ousarem criticar ou questionar seja o que for. Desta vez será dito que essas pessoas estão contra a reconstrução, não querem que se ajude os madeirenses e serão "abutres", "traidores", "vendidos", etc.
Tudo isto terminará com imensos negócios feitos por encomenda para os empresários amigos do regime, mais dinheiro a entrar em contas privadas por pagamentos de "atenções" e naturalmente mais uma vitória eleitoral para os "salvadores" e "reconstrutores".

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Nem um tostão para Timor

Díli, 25 fev (Lusa) -- O Conselho de Ministros de Timor-Leste aprovou hoje um auxílio às vítimas da Madeira, no montante de 750 mil dólares (556 mil euros), em solidariedade com o arquipélago, anunciou fonte ministerial.

Os muito sinceros agradecimentos de todo o povo Madeirense, por nesta altura difícil, mostrarem uma generosidade superior, prestando um apoio que no passado lhes foi recusado.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Ninguém podia prever as consequências duma chuva daquelas

A bufaria

António Marinho Pinto no JN: O caso Mário Crespo não é um problema de liberdade de informação, mas (mais) um sintoma da degradação a que chegou a comunicação social.
(...)
os jornalistas, em geral, julgam-se no direito de publicar as opiniões que quiserem (por mais ofensivas que sejam) sobre os governantes (mesmo violando as regras éticas do jornalismo), porque entendem que isso é direito de informar. Mas se os visados emitirem a mais leve opinião sobre esses jornalistas isso é um ataque à liberdade de informação. (...)

Bonança

Felizmente, as previsões de pluviosidade para a próxima sexta-feira alteraram-se significativamente, tendo a baixa pressão, responsável pelas fortes chuvas, deslocado-se para norte, entre a Madeira e Açores.
Melhor assim. Ficamos mais descansados.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Para memória futura

"Estou muito grato ao Primeiro-Ministro."

Alberto João Jardim na RTP hoje

Mais um ignorante que pensa que sabe mais que AJJ

(...)A divulgação, desde já, dos factos referidos tem, como objectivo principal alertar as entidades competentes para um conjunto de situações que vêm sendo observadas a nível do ordenamento do território e que podem potenciar eventuais riscos naturais (como é o caso das cheias) por efeito da progressiva ocupação e impermeabilização do solo e do subsolo que tem ocorrido na baixa citadina do Funchal ao longo das duas últimas décadas, bem como para as implicações que essas mesmas situações estão a causar no património edificado.

Actualmente, não obstante existirem meios de previsão meteorológica capazes de antever a ocorrência de cheias, nada garante que na cidade do Funchal não voltem a ocorrer cheias, eventualmente devastadores, em termos de bens e de vidas. Admitimos, que em iguais circunstâncias de intensidade e duração de chuva, como por exemplo as que verificaram de 28 para 29 de Outubro de 1993 (a precipitação variou então entre 89 a 210 litros por metro quadrado em menos de 24 horas), nas circunstâncias actuais, as consequências poderiam ser igualmente catastróficas (Figuras 10 a 14). As bacias de recepção hidrográfica e os canais de escoamento, não possuem área suficiente para fazer uma drenagem adequada às chuvas torrenciais.

Visto aqui

Venha à Madeira, vai ver que não se arrenpende

A Madeira é um dos lugares mais bonitos do mundo. Tem paisagens de cortar a respiração. Um temperatura amena. Um mar fantástico. Uma hotelaria e serviços do melhor que existe. O povo é hospitaleiro. Temos boa comida, festas, arte, desportos, passeios e relaxamento. Os madeirenses são um povo heróico e valente que vive no meio do Atlântico, roubando à montanha uma nesga de terra para plantar e outra para viver. Os séculos de isolamento, abandono, pilhagens, tempestades e naufrágios forjaram um povo que não verga. Mais uma vez, os madeirenses vão se erguer e mostrar a alma madeirense ao mundo. Lá fora, perceberão que é feita esta gente humilde nos costumes e nobre na alma. Gente que nunca desiste. Mas do que ser solidário, queremos que venham à Madeira conhecer a sua beleza e as suas gentes. Vá! Marque a sua viagem e o seu hotel. Planeie à vontade os seus passeios. Fale com o seu agente de viagens. Até lá nós faremos o que sempre fizemos e melhor sabemos fazer: vamos ter a ilha bonita e arrumada para as visitas. E quando chegar, cá estaremos de braços abertos.
Venha à Madeira!

Alerta

Imagem retirada do Instituto de Meteorologia

Estão previstos níveis de precipitação, para o próximo dia 26 de Fevereiro, semelhantes ao do fatídico passado dia 20.
Existe uma probabilidade (baixa) de esse acontecimento não vir a acontecer, mas é melhor tomar todas as medidas possíveis para prevenir.

domingo, fevereiro 21, 2010

E venha a próxima intentona

Despacho do PGR sobre as escutas: (...) não se mostra que a referência incidentalmente feita a estes dois jornais na parte final da conversação mantida entre Rui Pedro Soares e Armando Vara reflicta o propósito mais vasto de um "plano" de interferência na comunicação social por parte do Governo, com o objectivo de restringir ou cercear a liberdade de expressão e de destruir, alterar ou subverter o Estado de direito.

Em primeiro lugar, nas referências, explícitas ou implícitas, feitas ao Primeiro-Ministro nos produtos das alíneas a), g), l), m), o), p), s), f), u), v), e z), do n.º 8 não existe uma só menção de que ele tenha proposto, sugerido ou apoiado qualquer plano de interferência na comunicação social. Não resulta sequer que tenha proposto, sugerido ou apoiado a compra pela PT de parte do capital social da PRISA, tal como se não mostra clarificado o circunstancialismo em que teve conhecimento do negócio. Ao invés, há nas escutas notícia do descontentamento do Primeiro-Ministro, resultante de não terem falado com ele acerca da operação; "devia ter tido a cautela de falar com o Sócrates... não falei e o gajo não quer o negócio. Era isto que eu temia. Acho que o Henrique não falou com ele, o Zeinal não falou com ele... eh pá... agora ele está 'todo fodido'. 'Está todo fodido e com razão'" [n.º 8, alínea u), produto nº 5291, de Rui Pedro Soares para Paulo Penedos; v. ainda os produtos das alíneas x) e z)].

Quanto a tal negócio, é citado nas escutas um outro membro do governo, nestes termos: "o Lino diz que não quer saber, que decidam o que quiserem... ninguém se atravessa... o Zeinal faz o que quiser, se quiser faz o negócio se não quiser não faz o negócio" [n.º 8, alínea v), produto n.º 5292, de Rui Pedro Soares para Paulo Penedos].

sábado, fevereiro 20, 2010

Um dia de sofrimento

Este foi dos dias mais longos da minha vida. Noutro continente, sem poder contactar com a minha família e a assistir pela televisão a destruição em curso. Um dia de sofrimento. Mas passou. Ficaram todos bem. O pior foram aqueles que perderam a vida e as suas famílias. Uma tragédia. Os que ficaram sem as suas coisas. Que tristeza.
Claro que ninguém podia prever ou impedir este nível de precipitação. Mas é óbvio que a total irresponsabilidade que tem caracterizado o crescimento urbanístico no Funchal potenciou a tragédia.
Conhecendo o meio, está bem de ver que não haverá responsáveis. Vejo o tiranete na tv e ele fala de obras e de dinheiro e aproveita para sacudir qualquer apuramento de responsabilidades. O mesmo de sempre, irresponsabilidade, arrogância e estupidez.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Ajuste directo

A junta de freguesia de Santa Maria Maior, adquiriu por ajustes directos (este e este) dois computadores e monitores pela módica quantia de 4050€ cada.

Por esse preço, deve tirar cafés e fazer tostas.

P.S. - Um colega meu, adquiriu recentemente um computador topo de gama, também na MCI, por apenas 550€.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Nobre Povo

Este post já vem um pouco fora de tempo, mas para elogiar nunca é tarde de mais.
Após o apelo feito pelo Instituto Português do Sangue no final da semana passada, mais de 4000 portugueses imediatamente mobilizaram-se altruísticamente evitando uma situação de ruptura eminente nos stocks de sangue que não tendo sido evitada poderia ter levado a morte de muita gente.
Fossem os nossos governantes capazes de utilizar esta energia positiva existente em cada português e com certeza seriamos um país um pouco melhor.
Como povo solidário valemos muito. Estamos de parabéns.

P.S. - A propósito dos números do consumo diário de sangue em Portugal uma amiga minha, muito espantada dizia-me "andam a fazer cabidela, ou quê?". Hehe

Palhaçada

Um circo. É no que se tornou a política portuguesa. Os palhaços que agora colocam a máscara de "defensores da liberdade" em Lisboa, são os mesmo que há 30 anos alimentam - felizes e contentes - um tiranete de bolso. A trupe que quer comissões de inquérito para "apurar a verdade" é a mesma que alimenta uma ditadura. Os jornalistas "pré-vítimas" são os mesmos que aceitam convites para o areal às expensas do tiranete (leia-se do erário público). O bufo local, cuja a missão resume-se à vigia pidesca, bufaria e pressão sobre os jornalistas, está "indignado" com vai se lá saber o quê. Até tiranete se dá a ares de pessoa séria....Isto é mesmo uma enorme palhaçada. Não tarda nada aparece a "ratada" a apelar à virgindade.

Saldo de Imagem

via marktest

Esta oposição, nem um assassinato de carácter em condições consegue fazer, quanto mais ser alternativa de governação. Todos os lideres partidários baixam o seu saldo de imagem excepto ... José Sócrates.
Devem julgar que os portugueses são todos parvos.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

A liberdade de imprensa deles II

(...) quando governava este país o actual Presidente da República e ex-sócio da Sociedade Lusa de Negócios (a tal que provocou um buraco de mais de dois mil milhões cujo processo parece ter sido abafado pelo ruído de outros processos) quando era primeiro-ministro decidiu algo muito parecido, atribuiu duas licenças de televisão, uma ao número um do PSD e outra à Igreja Católica que mais tarde a vendeu a um conhecido crente.

in Jumento

Uma nódoa na democracia nacional

Daniel Oliveira no Arrastão: "São bem vindos ao combate pela liberdade de imprensa muitos dos activistas de direita que, no entanto, vivem bem (e recomendam) a interferência dos donos dos jornais no que se faz nas redacções. Mas recordo que muitos deles são os mesmos que aplaudem, ou sorriem como se fosse apenas uma piada, a meia-democracia madeirense. Deixo aqui um link para o texto de Luís Calisto (“Aquilo é só um polvinho”), director do “Diário de Notícias da Madeira”, um jornal que luta pela sua independência numa ilha onde a liberdade de imprensa ão está em perigo porque já é apenas uma miragem.

O serviço que Sócrates começou aqui, e que provocou a justa revolta de tantos portugueses, já Jardim acabou há muito na Madeira. E todos vivemos bem com isso. Incluindo o PSD, o mais recente convertido à defesa da liberdade de imprensa. O director recorda a frase de Jardim, com compreensível espanto: “Num País com a tradição democrática como a Inglaterra, Sócrates já não era primeiro-ministro.” Num país com tradições democráticas, Jardim nunca teria sido o que é: o bobo desta triste corte, a quem tudo é perdoado. Calisto manifesta a sua solidariedade para com os jornalistas do continente, na esperança que um dia eles sejam solidários com os jornalistas madeirenses. Que deixem de tratar Alberto João Jardim como uma graçola e mostrem o que realmente ele representa: uma nódoa na democracia nacional."

Victor Constâncio com o pelouro da supervisão financeira

Victor Constâncio está de parabéns.
A nomeação para vice-presidente do BCE por parte dos ministros das finanças da UE é sem sobra de dúvida o reconhecimento da elevada craveira e competência técnica do ainda governador do Banco de Portugal.
Também o pelouro que ocupará, o da supervisão financeira, é o reconhecimento de que o seu papel como supervisor fez com que Portugal fosse dos países que menos gastaram para salvar o sistema financeiro.

Para aquela direita que venera o sector privado e que tudo faz para denegrir o público, seria bom não se esquecerem que muitas das empresas privadas do sector financeiro, responsáveis por auditorias e notações de risco, erraram muito mais que o sector privado.

Se algo ficou claro nas responsabilidades da crise que estamos a atravessar, é que ninguém está imune ao erro, mas uns erraram muito mais que outros, e o Dr. Victor Constâncio, dentro dos que tinham a responsabilidade da decisão foi dos que menos cometeram erros.

O seu lugar como vice-presidente do BCE é inteiramente merecido, e este muito ficará a ganhar com o seu empenho e sabedoria.

Sobre a liberdade de imprensa deles

“o dono de um jornal não tem o dever de suportar ofensas impressas no papel em que ele próprio investiu. (...) Não compreender este princípio é supor que a função do capital é pagar, comer e calar, enquanto a responsabilidade do jornalista ou, no concreto, do colunista seria inatacável e, sobretudo, intocável. Em parte alguma do mundo as coisas são assim. Muito menos na iniciativa privada que, por natureza, é privada nos seus critérios."

Paulo Portas

“Mário de Carvalho, jornalista português contratado para coordenar a delegação do Sol, em Luanda, demitiu-se – aparentemente por considerar diminuta a liberdade editorial de que dispunha. Por imposição dos accionistas angolanos que controlam a empresa, foi substituído pelo jornalista Luis Costa Branco.”

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Com a verdade me enganas

Há notícias que me deixam incrédulo, tão grande é a falta de objectividade do autor.

Podia ouvir-se numa notícia da TVI: "20% dos ajustes directos para a renovação do parque escolar entregues a apenas 12 gabinetes de arquitectura".

Mas que porcaria de notícia é esta?

Ficamos sem saber se os restantes 80% (coisa pouca) dos ajustes directos está entregue a 1 ou 100 gabinetes. Ficamos sem saber quantos gabinetes de arquitectura em Portugal estão habilitados a fazer projectos deste tipo. Ficamos sem saber a quantas escolas correspondem os tais 20% dos ajustes directos, para sabermos se 12 gabinetes são muitos ou poucos.

Apenas o objectivo da notícia é claro. Criar suspeita e sound byte. Nada mais.

P.S. - Pesquisando um pouco na internet fiquei a saber que no total existem 205 escolas a ser requalificadas, ou seja, 20% dos ajustes directos correspondem a 40 escolas. O que dá menos de 4 projectos para cada um dos maiores gabinetes. No total estiveram envolvidos 109 gabinetes de arquitectura. Tirem as vossas conclusões quanto à insinuação de entregar os projectos às mesmas empresas.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Não me parece um grande plano.

O ponta-pé de saída do plano maquiavélico do governo para controlar a comunicação social em Portugal começava por uma empresa onde o Estado tem uma posição minoritária ter uma posição minoritária numa estação de televisão.

Segundo o SOL o plano de controlo estendia-se à Impresa, Cofina, Controlinvest, ongoing, etc. Só o SOL não foi abrangido pela fúria controladora deste governo.

Fascinante, não é?!

Nem o QREN

O plano do governo para controlar a comunicação social está neste momento com uma taxa de execução ainda mais baixa que o QREN.
E ainda podia estar pior, não tivesse a oposição em peso, incluindo o Presidente da República, rejeitado a lei da não concentração dos órgãos de comunicação social.

Será que ninguém percebe que aqueles a quem acusam agora de querer controlar a totalidade da comunicação social são os mesmos que tentaram impedir a concentração nos órgãos de comunicação social?

Serei o único a ver a enorme contradição nestas duas acções: criar um grupo poderoso de comunicação, controlado pelo governo, e impedir a possibilidade de existência desse grupo.

Nem tentam

O presidente do Sindicato de Jornalistas critica o semanário Sol por não ouvir os visados nas notícias que publica (...)

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Amanhã fará Sol,..., em África.

O segredo de jústiça é uma treta.

«era bem preferível acabar já com o segredo de Justiça». E reforçou que há países em que «não há segredo de Justiça e ela funciona bem melhor que a nossa».

Perigoso

Mesmo achando que o tipo de jornalismo feito por Felícia Cabrita e Cia. é um nojo, na medida em que beneficia de fugas de informação selectivas que o poder judicial utiliza para queimar em lume brando o poder político, considero que o bem subjacente à liberdade de imprensa, mesmo má, é muito superior ao repudio que esse jornalismo me causa.

Estou portanto, completamente contra a ligeireza com que o poder judiciário decretou a censura de um artigo jornalístico.
Rui Pedro Soares tem todo o direito de não querer que conversas privadas suas sejam expostas na praça pública e actuou conforme achou que devia actuar. O juiz é que tinha o dever de pesar melhor os direitos em causa. E não o fez.

Liberdade de Imprensa à Balsemão

Parece que Pinto Balsemão não terá ficado muito satisfeito com o anúncio da candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD.
Vai daí que durante a tarde e no rodapé do canal SIC Notícias passou até à exaustão "Última Hora: Aguiar Branco anuncia candidatura na sexta-feira", completamente ignorando ou secundarizando o anúncio que seria feito pouco tempo depois por Paulo Rangel.
Já durante a declaração do candidato, pouco depois das 20:00 h, o pio de Rangel foi subitamente silenciado para dar lugar ao jogo de futebol.

Parece que para os defensores da liberdade de imprensa estes pormenores contam pouco.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Frases que impõem respeito

Roberto Rodrigues: "Madeira enquanto tenha um Governo que a obrigue a viver da subsídio dependência dos seus investimentos públicos, não poderá esperar outra coisa do que mais pobreza."

Os falsos paladinos da liberdade

Pedro Tadeu no DN: "Fiquei com a impressão de que o PS (ou seja, José Sócrates) conseguiu convencer a Portugal Telecom (ou seja, Zeinal Bava) a gastar uns valentes milhões de euros para dominar a TVI. Este investimento tinha como retorno o fim do noticiário de Manuela Moura Guedes. Que loucura!

(...)Fiquei com a certeza de que Manuela Moura Guedes foi perseguida. Ela foi vítima de um atentado contra a liberdade de imprensa. Mas lembro-me de que Moniz e Manela não foram tão combativos quando o perseguido, na mesma TVI, foi Marcelo Rebelo de Sousa, o patrão se chamava Pais do Amaral e o perseguidor PSD (ou seja, Durão Barroso e/ou Santana Lopes). Nessa altura acabaram por meter a viola no saco. Que loucura!

Fiquei com a impressão de que Mário Crespo é um paladino da liberdade de imprensa, o que é esquisito, pois, quando o jornal 24horas foi invadido ilegalmente pelo Ministério Público (ilegalidade confirmada em todos os tribunais que julgaram o caso e os respectivos recursos), este grande jornalista recusou subscrever um abaixo-assinado de apoio aos seus camaradas de profissão. "Sabe-se lá quem está por detrás daquela gente!" ou "o texto do abaixo-assinado é um bocado radical", ouviram-no dizer no bar da SIC (nota: à luz dos critérios de Mário Crespo, informações obtidas por tagarelice em ambiente hoteleiro são jornalisticamente válidas). Que loucura! (...)"

Sem escutas e às claras

O regime jardinista gasta milhões do erário público no Jornal da Madeira para fazer a propaganda partidária do PSD. O único jornal detido por um governo na Europa Ocidental.
O regime jardinista usa também a Rádio Jornal da Madeira e subsidia (com os nossos impostos) várias rádios detidas por Jaime Ramos para os mesmos fins.
O regime, indirectamente, sustentou um semanário - do mesmo Sr. Ramos - para os mesmos fins.
O regime persegue o Diário, através de ameaças directas a jornalistas, processos judiciais, pressões sobre as direcções e proprietários, ameaças de expropriação e difamação continuada.
O regime prejudica - através da não publicação de anúncios oficiais pagos - os meios de comunicação social que não lhes prestam vassalagem.
O regime paga - com os nosso impostos - para que o seu chefe publique textos em pasquins de extrema direita/fascistas.
O regime organiza congressos à porta fechada ignorando o direito de informar e desprezando os jornalistas.
O regime coloca comissários políticos em todas as instâncias de decisão para controlar a informação que pode chegar à comunicação social.
O regime lança as suas garras persecutórias até a jornalistas de fora da Região, como Batista Bastos.
O regime diz publicamente, pela boca do seu chefe, que os jornalistas são uns "bastardos" e para não lhes chamar "filhos da p.".

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Crespo - a Pré-vítima

Mário Crespo inventou uma nova figura a "pré-vítima.
Até agora o país conhecia as vítimas concretas de perseguições políticas através de insultos, ameaças, agressões e processos judiciais. Acontece na Madeira há já 30 anos e forma vítimas concretas muitos colegas de Mário Crespo. Mas perante tal cenário de perseguição à liberdade de imprensa e opinião, Mário Crespo não se incomoda. Antes pelo contrário! Vai a convite do Regime Jardinista para o Porto Santo e arranja entrevistas em directo para o mandante de tais desmandos.
Mas o que é verdadeiramente hilariante é Mário Crespo ter sido levado em ombros por ter alegado que terá havido uma conversa em que se falou que ele deveria/poderia vir a ser prejudicado. Reparem: Mário não apresenta uma única prova! Bastou dizer que ouviu dizer, sem sequer elucidar quem seria o mensageiro. Portanto, factos: ZERO! É o diz-que-me disse. E depois a cereja em cima do bolo é o homem ser vítimas de algo que nunca veio a acontecer. É uma espécie de pré-vítima de um pré-crime que não tem qualquer prova ou testemunha.

Compromesso quê?

Falou e disse asneira.
Esta de querer juntar a extrema direita à extrema esquerda, tudo misturado com a manta de retalhos que é o PSD, de modo a excluir o maior partido português, só poderia passar pela cabeça de uma mente muito superior com uma cultura política apuradissima.
E onde é que AJJ foi buscar a inspiração para tão grande desígnio? A Itália, esse bastião da estabilidade governativa, onde as eleições sucedem-se a um ritmo infernal e onde as coligações fazem-se e desfazem-se ao sabor do vento.
Havia de ser lindo, sim senhor.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Estranha oposição

A mesma oposição que não é capaz de se unir para derrubar o PSD-M, que está há mais de 30 anos no poder, tem funcionado como um bloco coeso para derrubar o governo da república.

A diferença, num caso e noutro, está certamente no facto de o PSD-M ter uma maioria avassaladora e, como tal, dificilmente derrubável, enquanto que o governo da república está preso apenas por um fio.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Fazem de conta que não percebem

Na crónica/notícia não publicada de Mário Crespo no JN, este fazia crer que no dia da apresentação do OE, o primeiro ministro e alguns ministros teriam almoçado com um executivo da televisão, com o intuito de silenciar o jornalista Mário Crespo.
Essa conversa teria sido ouvida noutras mesas e através desses cuidadosos escutadores teria chegado a Mário Crespo.
Sabendo que o executivo de TV a quem Mário Crespo se referia, era Nuno Santos, director de programas da SIC, ficou claro que Mário Crespo estaria a insinuar que o PM quereria calar o seu programa de informação diário na SIC.
Nuno Santos já veio afirmar que não almoçou com o PM como é insinuado por Mário Crespo, mas que estaria a almoçar com a apresentadora Bárbara Guimarães no mesmo restaurante e que ouviu os comentários do PM sobre Mário Crespo e o seu programa, tal como outras pessoas no restaurante, e não como interveniente na conversa nem como destinatário da mensagem.
Que se saiba, a liberdade de José Socrates para criticar quem quer que seja não é beliscada por ser PM.

Partimos daqui para o afastamento de Mário Crespo do Jornal de Noticias e da suposta censura por parte do seu director (a mando do PM, claro).
Ao apresentar uma notícia sobre o próprio jornalista baseada em informações não confirmadas e sem contraditório, como se se tratasse de um texto de opinião, Mário Crespo levou o director do JN a questionar-lhe sobre se poderia corrigir as deficiências jornalísticas (confirmação e contraditório). Solicitação que teve da parte de Mário Crespo as acções de não procurar corrigir os erros, retirar a crónica/notícia, e cessar a colaboração com o JN. Todas estas estas acções são legitimas e partiram do jornalista, não da direcção do jornal.
Falar em censura e silenciamento não faz qualquer sentido.

Estou certo que MC continuará com todos os seus programas na SIC, como também estou certo que não terá dificuldade em arranjar um qualquer espaço na imprensa onde publicar as suas opiniões.
Apesar do PSD e alguns arautos da liberdade tentarem fazer crer o contrário, a maioria dos jornais e grupos de comunicação social estão ligados ao PSD e não o partido do governo, basta ver os exemplos do SOL, Impresa(SIC e expresso), Público, etc.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Fugir da onda

A foto que ilustra a capa do dn-m está fantástica. A escultura de Martim Velosa, ganhou outra vida com a onda gigante por trás.

A fotografa Teresa Gonçalves está de parabéns. Bela foto.

Nunca deixes que a verdade estrague uma boa história

Até ao momento, só fontes próximas da SIC e do Expresso, ambas pertencentes ao militante nº 1 do PSD, é que dão por confirmada a história de Mário Crespo.
O expresso consegue mesmo o feito extraordinário de no mesmo artigo escrever as seguintes frases:

"Nuno Santos confirmou palavras do primeiro-ministro"

"O Expresso tentou contactar Nuno Santos, mas até ao momento o director de programas da SIC não esteve disponível."


Dou de barato que o PM tenha chamado de louco ao jornalista. A questão de dizer a Nuno Santos, director de programas da SIC, que tinha de resolver o problema Mário Crespo é que não é confirmada por Nuno Santos nem pro ninguém.

As escolhas do Professor Cavaco

O economista Victor Bento, escolha de Cavaco Silva para substituir o impoluto Dias Loureiro no Concelho de Estado, afirmou ontem numa conferencia sobre o OE2010 que: se a Madeira tem um pib per capita superior à média do País, então deveria ser a Madeira a ser solidária e não o contrário.
Tais afirmações só podem ser resultado de uma mistura explosiva de ignorância com preconceito.
Em primeiro lugar é bom não esquecer que retirando a contribuição do CINM para o pib regional, a Madeira ficaria ligeiramente abaixo da média nacional.
Em segundo lugar, o facto de, por motivos políticos, o presidente do GR fazer questão de dizer que somos ricos, quando não somos, tem servido de argumento para prejudicar os madeirenses.
Terceiro, o Offshore da Madeira permite à Região arrecadar umas largas dezenas de Milhões de euros de impostos. Impostos esses que iriam certamente para fora do País se a praça financeira não existisse, e como tal, o facto desse dinheiro ficar em Portugal também é positivo para o País.

É neste sentido que quando se fala em solidariedade e coesão não faz sentido que se contabilize o valor do CINM para o pib regional. Tendo em conta que este não tem reflexo no nivel de vida e bem estar da população, nem, como é evidente, no nível de desenvolvimento da nossa economia.

Acontece que neste país de brandos costumes, um dito, reputado economista, diz uma barbaridade com o tamanho da que Victor Bento diz, e ninguém se chateia e a sua reputação mantém-se inalterada.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

A escola de Manuela Moura Guedes

O Primeiro Ministro e mais dois ministros planearam tramar o coitadinho do Mário Crespo. Não o fizeram no recato de um café da Avenida de Roma. Não.
Fizeram-no num restaurante dum hotel, com outra pessoa a participar na conversa (executivo de televisão, segundo o visado). Além disso, fizeram questão de se fazer ouvir nas mesas contiguas e, quem sabe, em todo o restaurante.

E quem não acredita nesta história é lacaio do Sócrates. Ponto final. Não há mais discussão.

P.S. - Não cabe na cabeça de ninguém que o director de um jornal obrigue um jornalista a comprovar os factos, tentar falar com os visados e procurar o contraditório. O Mário é tão credível que não precisa dessas miudezas. Principalmente se o alvo for o PM.
P.S.1 - Os jornalistas têm todo o direito de chamar: corrupto, ladrão, incompetente a quem entenderem, sem que tenham de dar alguma justificação para tal. Já chamar débil mental a um jornalista, mesmo que mau jornalista, é considerado um atentado à liberdade de imprensa.