Há coisas que não mudam. Alberto João Jardim anuncia que nada será como dantes na política regional, para ficar tudo exactamente na mesma.
Jardim substituiu os "traidores" pelos "abutres". A mensagem é a mesma. A verdade oficial não deverá ser criticada, questionada ou contrariada. Quem o fazia no passado era uma "traidor", hoje é um "abutre". A democracia na ilha vai continuar a ser um mito.
Jardim controla toda a informação, dá ordens para que ninguém fale, manipula as informações e esconde dados, impõem aos jornalistas a sua agenda e continua a fazer pressão sobre aqueles que não cedem. A liberdade de imprensa na Madeira vai continuar a ser um mito.
Jardim diz que está muito contente com o Primeiro-Ministro. Claro que está à espera de dinheiro. Muito dinheiro. Assim que o receber, dirá o dito pelo não dito e voltará a atacar com os piores impropérios todos os dirigentes do PS.
Jardim volta a mentir em directo. Diz e volta a dizer que não se recandidata. Depois fará a costumeira volta à ilha. No final, muito emocionado pelos apelos e com muito sacrifício vai decidir se recandidatar. Mas, agora sim, vai prometer, é a última vez. Depois, serão feitas obras à pressa e serão marcadas as suas inaugurações em cascata em pleno período eleitoral.
Será lançada uma campanha de ódio contra todas as pessoas que ousarem criticar ou questionar seja o que for. Desta vez será dito que essas pessoas estão contra a reconstrução, não querem que se ajude os madeirenses e serão "abutres", "traidores", "vendidos", etc.
Tudo isto terminará com imensos negócios feitos por encomenda para os empresários amigos do regime, mais dinheiro a entrar em contas privadas por pagamentos de "atenções" e naturalmente mais uma vitória eleitoral para os "salvadores" e "reconstrutores".

