sexta-feira, janeiro 29, 2010

Na bancarrota III

Público: "(...)Em recente estudo sobre a sustentabilidade das contas públicas portuguesas, o BPI calculou em 4,7 mil milhões a dívida directa e indirecta da Madeira, incluindo as responsabilidades com concessões rodoviárias, ou seja, quase 100 por cento do seu PIB. No entanto, se tivermos em conta a titularização de créditos e os elevados encargos financeiros, já estimados pelo Tribunal de Contas, das sociedades públicas de desenvolvimento e da operação de venda de património, aquele montante atinge os 125 por cento do PIB."

O embuste

Vamos dar de barato que a Lei das Finanças Regionais é injusta. A lei foi aprovada em 2007 e nas contas do regime (que nunca batem certas) "retirou" à Madeira 160 milhões de euros. Pronto. Partamos desta base.

É por causa disso que o desemprego a disparou desde 2003?

É por causa disso que a Madeira deve aos bancos 4.600 milhões ou seja 92% do seu PIB?

Foi por causa disso que a Madeira perdeu 500 milhões da UE?

Nem mais!

André Escórcio: "E vem o Senhor presidente do governo fazer cavalo de batalha a Lei das Finanças Regionais, como se 80 ou 160 milhões resolvessem o monumental défice público. Esta Lei apenas está a servir para desviar atenções de um problema que é demasiado grave."

"Os números ilustram" o despesismo do PSD-Madeira

Jornal de Negócios: "(...) Em 2006, acrescenta, a Madeira tinha uma dívida de 620 milhões de euros, e em 2009 esse valor tinha duplicado e atingia os 1200 milhões de euros, revelou o ministro.
(...) no Orçamento para 2010 de cada uma das regiões, a Madeira, com duas ilhas habitadas, gasta mais 300 milhões de euros em despesas correntes que os Açores, que tem 9 ilhas."

Ter razão é ter razão!

Há quem diga que em política não é bom ter razão antes do tempo. Há sempre os manhosos que se escondem nas meias-verdades e só depois do estrago feito é que aparecem como profetas-do-dia-seguinte. A verdade é que no fim de contas, ter razão é ter razão. E já no dia 18.12.2009 o deputado Carlos Pereira afirmava num artigo publicado no Diário:
"(...) este endividamento supera largamente o valor do total do plano de investimentos (grande parte dele um autêntico rol de dívidas de projectos já executados mas ainda por pagar!) significando que o Governo já pede dinheiro para pagar o funcionamento da administração pública e as dividas do passado, que ultrapassarão em 2010 os 5 000 milhões de euros, traduzidos em vários formatos de dívida: a divida junto da banca (são mais de 1100 milhões de euros), a divida através de avales que consubstanciam dívida efectiva (1500 milhões), a divida de operações complexas como a venda de créditos (150 milhões), a dívida através de engenharias financeiras, como a vias litora e expresso (1 000 milhões de euros, sem contar com encargos), a divida configurada em hipoteca de activos de investimento (150 milhões), a divida do Sector Público Empresarial (1 000 milhões) e a divida junto aos fornecedores.(...)"

Acha que Jardim é um gastador?

Grande Entrevista na RTP com Teixeira dos Santos:

Judite de Sousa: O senhor ministro acha que Alberto João Jardim tem sido um gastador?

Teixeira dos Santos (segura a muito custo a gargalhada): Bom, pensei que me fosse fazer perguntas difíceis...

(pode ver aqui as imagens aos 32m e 48s)

Na bancarrota!


"Madeira deve aos bancos 4.600 milhões ou seja 92% do seu PIB

É uma bomba. Um estudo desenvolvido pelo BPI veio tornar público que a dívida pública da Madeira é duas vezes superior ao valor que até a data era conhecido.
(...) sabe-se agora que esse valor não traduz a totalidade das dívidas à banca, pelo que deverão existir mil milhões de euros que não estão avalizados pela Região.
(...) os passivos bancários das entidades públicas da Madeira representam 2,9% de toda a riqueza gerada pela economia portuguesa (PIB), um valor substancialmente superior ao registado pelos Açores (0,6%)(...)." Ler mais - Miguel Torres Cunha no DN
Nota: É justo reconhecer que o deputado Carlos Pereira e o ex-deputado Maximiano Martins tinham razão. Desde há alguns anos a esta parte que andam a alertar para o facto da dívida pública regional ser muito maior do que a apresentada pelo regime. Pode ser que agora os políticos responsáveis parem para pensar se querem continuar a alimentar este descalabro financeiro ou se querem salvar o futuro da Madeira.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Oportunidade

"Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) da Universidade Mandume de Angola, na Huíla, necessita de 65 novos docentes para reforçar os 13 cursos que ministra no ano lectivo 2010." Ler mais.

Cheques em branco, não!

Ser pela Madeira e pelos madeirenses é não passar cheques em branco a um regime autoritário de inspiração fascista, que raptou a autonomia e levou a região à bancarrota.
Mais dinheiro para a Madeira? Claro que sim!
Mas primeiro será necessário que o PSD-Madeira prove que a irresponsabilidade financeira não é para continuar e que o desenvolvimento da autonomia significa o integral respeito por todos e um sistema político e social realmente democrático.
Se é para continuar o desvario financeiro em estádios de futebol, jackpots parlamentares, Jornal da Madeira e obras de fachada e para impedir o normal funcionamento da Assembleia Legislativa da Madeira, expulsando ilegalmente deputados, manipulando o regulamento para calar a oposição e pagar avenças a advogados/deputados para perseguir madeirenses, então não devia vir nem mais um cêntimo.
O que o PSD quer e precisa é de idiotas úteis que se deixem levar pela sua propaganda e se batam para que o seu regime seja alimentado, ao invés de se baterem por uma verdadeira autonomia, por mais e melhor democracia e para salvar a sua região da bancarrota.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Orçamento mau para a Madeira

Pela análise superficial que fiz da proposta de orçamento de estado para 2010, só há uma coisa a dizer: é um péssimo orçamento para a Madeira.
Logo a começar há mais uma vez uma total demissão do estado relativamente às suas responsabilidades na Madeira. Para o Ensino superior, Segurança, Justiça e Defesa apenas são contempladas verbas residuais. Bem diferente do que acontece para os Açores.
Não há nada que justifique que os Açorianos sejam contemplados com 21M€ de investimento do estado contra apenas 423m€ de investimento na Madeira.
Na verba devida pela LFR vemos o valor reduzido em cerca de 20M€ a acrescentar à expectável redução das receitas próprias resultantes da recessão.
Também na LFL podemos verificar que as verbas relativas à devolução do IRS aos munícipes não foi inscrita, sendo o seu efeito mais sentido onde a actividade económica é maior, ou seja, no Funchal. No entanto e para a globalidade das autarquias da região as verbas a receber serão superiores às do ano anterior.

Sei que habitualmente a disciplina de voto em relação à aprovação do orçamento não deixa muito espaço de manobra aos deputados insulares, nomeadamente para o deputado do partido do governo, Luís Miguel França. Cabe-lhe a tarefa nada fácil de tentar alterar alguns dos aspectos mais negativos desta proposta.
Só a falta de atenção do estado central para a Madeira justificam tão baixo investimento, uma vez que as necessidades em Tribunais, esquadras de polícia e ensino superiores são mais que evidentes.

Assim não dá.

E agora Alberto?

Durante anos o PSD-Madeira chantageou vários governos. Os que tinham maioria relativa na Assembleia da República ameaçava todos os anos chumbar o orçamento, com o voto contra dos "seus" deputados. A este último, de maioria absoluta, como não podia fazer essa chantagem, usou a demissão para provocar uma crise política.
No entanto, parece que os dois tipos clássicos de chantagem do PSD-Madeira não funcionam com este Primeiro-Ministro. E mesmo o PSD parece estar farto de ser chantageado.
O grande problema é que o regime jardinista assenta muito na distribuição de benesses e no poder e influência que as finanças públicas regionais têm na economia regional. Ora, como resultado de uma gestão ruinosa as finanças regionais estão muito limitadas e o recurso ao crédito não é uma solução viável.
Se o PS e o PSD não cederem desta vez à chantagem, será muito difícil manter o regime por muito mais tempo. Por outro lado, a conjuntura política é muito semelhante à que esteve na origem das eleições antecipadas de 2007, pelo que Alberto João Jardim não perece ter outra solução a não ser se demitir. Terá coragem para tal?

terça-feira, janeiro 26, 2010

A quadratura do círculo II

Para terem legitimidade para reclamar mais dinheiro o PSD-Madeira tinha de apresentar uma credível gestão dos recursos financeiros que têm sido colocados à sua disposição.
Ora, como podem ser levados a sério se continuam a gastar vários milhões do erário público:
  • num jornal para fazer propaganda partidária,
  • a sustentar uma desastrosa política de estádios de futebol, contratação de jogadores estrangeiros,
  • em obras feitas apenas para encher olho e fazer inaugurações, mas sem qualquer préstimo;
  • em "jackpots" na Assembleia Regional;
  • a sustentar monopólios e empresas falidas;
  • em casas no Restelo;
  • nas viagens "exóticas", carros de luxo; "jobs for the boys" e outras irresponsabilidades.

Que ninguém leve a sério este Governo Regional é algo que se entende. O que não se percebe é que os mesmos que durante anos constatam e lutam contra esta irresponsabilidade na gestão dos dinheiros públicos, sejam agora os mesmos que se batem para que tudo continue na mesma.

Eu não percebo como é que querem à 2.ª,e 4.ª acabar com esta gestão ruinosa e à 3.ª e 5.ª lutam para alimentar a mesma. Em política não devia valer tudo para ter mais uns votos ou para eleger mais um deputado.

Memória: O problema é uma gestão ruinosa

Na edição de 28 de Dezembro de 2009 lia-se no Público: "o governo regional está em dificuldades para fechar a operação financeira da ViaMadeira. Face à recusa da banca de um empréstimo de 500 milhões de euros, solicitado pelas empresas construtoras que integram a concessionária rodoviária, o executivo de Alberto João Jardim envolveu-se na procura de um modelo alternativo de financiamento para as estradas já em construção"
(...) "com as portas da banca fechadas ao crédito, as construtoras, com problemas de liquidez, aguardam o pagamento de mais de 100 milhões de que o governo é devedor. Os 256 milhões disponibilizados pelo Governo da República, correspondente a 80% do montante total do programa Pagar a Tempo e Horas para todos os municípios e regiões do país, foram insuficientes para João Jardim saldar as dívidas. Apesar de parte substancial (88 por cento) dessa verba ter sido direccionada para as duas concessionárias de estradas (89,3 milhões, cabendo 59,1 milhões à Vialitoral e 30,2 à ViaExpresso) e para empreiteiros de obras públicas (134,1 milhões). Deste montante, 80,5 milhões foram absorvidos por quatro construtoras accionistas daquelas empresas, inicialmente de capitais públicos, criadas pelo executivo madeirense para contornar o endividamento líquido nulo imposto pela ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite às regiões e municípios".

CDS contra a proposta de alteração da Lei de Finanças Regionais

(...) líder regional do CDS/PP, Artur Lima, afirmou que a primeira versão da lei, datada de 1998, “enferma de um pecado original”, ou seja, “o engenheiro Guterres esqueceu-se que os Açores são nove ilhas e a Madeira apenas duas”.
Assim, recordou Lima, “desde 98 e até 2007, os Açores foram prejudicados, conquanto receberam o mesmo de transferências do Estado do que a Madeira”.
“Em 2007, é alterada a lei e os Açores, dadas as suas especificidades, passam a receber mais dinheiro do que a Madeira. Admito que esta alteração possa ter sido penalizadora para a Madeira. Porém, temos que tratar de maneira diferente aquilo que é diferente. Isto sim é perseguir objectivos de igualdade e coesão”, considerou.
Exemplo paradigmático daquilo que Artur Lima considera ser “uma tentativa de assalto, por parte do PSD/Madeira e do dr. Alberto João, à República” é a proposta “de que o complemento regional de pensão da Madeira deve ser pago pelo governo da República. Ora, nos Açores paga a Região, na Madeira há-de pagar a República”, questionou.
Assumindo uma posição oposta ao do seu homólogo madeirense, José Manuel Rodrigues que na Assembleia da República tem defendido a proposta de Jardim, o líder açoriano do CDS/PP lembrou que “muita gente não saberá que o serviço público de transporte aéreo inter-ilhas nos Açores é pago pelo governo dos Açores, enquanto na Madeira é suportado pelo governo da República”.
Por outro lado, acrescentou, “nos Açores existem três hospitais, enquanto na Madeira apenas um” e “há cinco aeroportos geridos integralmente pela região, enquanto na Madeira há um aeroporto e é gerido pela ANA”.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O que gostaria de ter ouvido Jacinto Serrão dizer !

Não sei qual a agenda escondida de Almeida Santos para repetidamente vir à Madeira elogiar os nossos adversários e a sua obra sem ter em atenção se isso prejudica a acção política do PS na Madeira. Mas também não estou para aturar desaforos dentro da minha própria casa. Assim sendo, quando Almeida Santos entrou na sala de congressos, saí eu.

Mas pelo que pude ouvir, as asneiras encadearam-se num ritmo estonteante. Começou por dizer que vinha em representação do Secretário Geral do PS. Então o Presidente do Partido (1ª figura) que tem a responsabilidade de representação do Partido vem em representação da segunda figura!?
Depois diz que há 40 anos a Madeira era muito boa porque não tinha acesso a notícias, nem as da ditadura do continente nem a nenhumas outras. Por esta ordem de pensamento o fim da comunicação social seria um oásis de felicidade.

Gostei sim de no dia anterior ter ouvido o caro Miguel Fonseca a falar do processo de descolonização e autonomia ter sido feito à pressa e ter conduzido a lógicas de partido único, e no dia seguinte ouvir Almeida Santos a afirmar que era um dos responsáveis pelo estatuto autonómico provisório, e que o tinha feito em 48h. Sem dúvida que explica muita coisa.

Mais uma vez ouvi Almeida Santos elogiar a obra de Alberto João perante o desagrado (que não impediu o aplauso) de Jacinto Serrão. É certo que JS no seu discurso não deixou de tocar no assunto para afirmar que em relação à obra de AJJ "nem tudo o que luz é ouro", mas gostaria que tivesse sido mais incisivo e duro.
Como Almeida Santos bem deve saber a questão não se resume à obra. Deve-se sim, muito mais, às condições de exercício de democracia e liberdade na Madeira. Mas quanto a isso, mais uma vez, nem uma palavra referiu.

Gostaria de ter ouvido JS dizer cara à cara a Almeida Santos que a democracia que se vive na Madeira seria vista como insuportável no continente. E mais insuportável é que o presidente do PS, se recuse a reconhecer o trabalho dos socialistas madeirenses e dedique parte do seu tempo a destruí-lo. Para isso é melhor que fique calado.

Frases que dão que pensar

"Os ex-presidentes do partido tiveram uma oportunidade. E não há segunda oportunidade para se mostrar se é líder”.

Pedro Passos Coelho ao Expresso

domingo, janeiro 24, 2010

Frases que impõem respeito

Miguel Fonseca: "(...) a Autonomia foi apressada, mal feita e gerou uma lógica de partido único."

Frases que impõem respeito

André Escórcio: "Tomemos consciência de quantos camaradas e amigos do PS se afastaram ou foram afastados. Pessoas de valor, com formação académica, técnica e política. Pessoas, enfim, com credibilidade social que nos deixaram e andam por aí sem aproveitamento político."

Injustiça

Os Palancas Negras foram eliminados num jogo onde foram sempre superiores. É assim o futebol, nem sempre ganha o melhor. É triste. Angola merecia muito mais. De qualquer forma estão de parabéns, lutaram até o fim e saem de cabeça erguida.
Força Palancas, a próxima CAN é nossa!

sexta-feira, janeiro 22, 2010

As "directas" e o Congresso

Não vou discutir das vantagens e desvantagens do método das “directas” na eleição dos líderes partidários. Não há sistemas perfeitos e pelo menos este respeita uma regra básica da democracia: um homem, um voto.

No entanto, numa altura em que os partidos estão demasiados concentrados nas suas questões internas, alterar o método de eleição mantendo o Congresso depois das “directas” anulou a possibilidade de confronto de propostas, ideias e projectos. Esse facto fez com que os partidos se fechassem cada vez mais sobre si mesmos.

Para que haja de novo reflexão interna e para que se possa saber o que realmente propõe cada candidato à liderança, seria aconselhável fazer primeiro um Congresso onde os candidatos se apresentam e defendam o seu projecto político alternativo, em igualdade de circunstâncias, dando depois espaço para os militantes participarem na discussão. Depois os vários candidatos fariam a sua campanha, com debates e entrevistas, e só após este período de intenso debate e esclarecimento é que se farias eleições “directas”.

Este sistema permitiria um Congresso verdadeiramente interessante e útil, uma campanha mais esclarecedora e, consequentemente, um processo de escolha mais equilibrado, justo, participado e democrático.

Frases que impõem respeito

André Escórcio: "Obviamente que este quadro de aproveitamento escolar, conjugado com as taxas de abandono e de retenção, é muito mau, penoso quanto ao futuro e denuncia, claramente, a falência do sistema educativo regional."

Memória II

Jacinto Serrão ao JM a 12/12/09: "Esta candidatura não é de exclusão, não é de ajuste de contas, é da coesão interna e do rigor e todos os militantes serão chamados a participar a vida do partido", afirmou na sessão de apresentação da sua moção denominada "Confiança no Futuro".

Voulez-Vous PS

Victor Freitas "diz esperar que Jacinto Serrão mantenha, a esse propósito, tudo o que disse durante a campanha." (...) no DN-Madeira

O "Caso" Marcelo

Por José Alberto Carvalho no Público.

Convêm tê-los no sítio

"Se for presidente do PSD, não serei um peão ao serviço do Presidente da República'.
Pedro Passos Coelho, ontem em entrevista na RTP

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Memória


Nas vésperas das eleições regionais de 2007:


Almeida Santos diz que o político [Alberto João Jardim] “é um homem sério. Não ponho as mãos no fogo por todos, mas por ele sim”.

Titulos que não veremos nos jornais da Madeira

"Alteração à LFR não dá para pagar dívida às farmácias".
Governantes confirmam que o financiamento do estádio de futebol não está em causa

PSD junta-se a PS e CDS na recusa às alterações à LFR

Não é novidade para ninguém que a generalidade dos partidos não tem consideração pelas suas estruturas regionais. Ainda menos quando estas não estão no poder.
Acontece que na circunstância do PS ser governo e tendo o PS-M estado arredado do poder regional, este torna-se impotente para contrariar as medidas desfavoráveis para os madeirenses, tendo no entanto de assumir com as suas responsabilidades.
Esta parte da história é relativamente bem conhecida e é frequentemente explorada pelos nossos opositores e comunicação social.
A outra parte da história estamos a conhecer agora.
Não estando o PSD e CDS na disposição de provocar uma crise que leve a eleições antecipadas, prontamente se dispuseram a sacrificar as pretensões das suas estruturas regionais.

Chegados a este ponto, vamos à LFR.
Será que neste momento alguém terá a lata de atribuir ao PS-M algo que eles próprios não conseguem, ainda para mais tendo responsabilidades governativas e tendo o peso que afirmam ter dentro do seu próprio partido?

A responsabilidade de fazer realçar todas as incongruências dos nossos adversários é do PS-M.
Não esperemos pelos outros.


P.S. - A vinda de Almeida Santos ao congresso do PS-M é a oportunidade à muito esperada para os socialistas madeirenses lhe darem uma enorme vaia.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

O ‘cheque’ da Madeira

António Costa : "O Governo reúne hoje com o PSD, depois de ter dado mais uns passos no sentido de um acordo com o CDS-PP. É, de alguma maneira, a última oportunidade para Manuela Ferreira Leite recuperar a sua posição de força. De resto, ninguém perceberia, dentro e fora do PSD, que a presidente do partido falhasse o Bloco Central por causa do ‘cheque' de Alberto João Jardim."

Lembrete: A Terceira Lei de Newton

"Para cada ação há sempre uma reação, oposta e de mesma intensidade."

Força Palancas Negras!!


Os Palancas passaram aos "quartos". Que pena tenho de não estar em Luanda a apoiar os Palancas no CAN 2010. Mas deste lado: Estamos Juntos!


Ou como se diz agora em Angola: “Em Angola o mambo é assim, Sou Palanca Negra até ao fim”

terça-feira, janeiro 19, 2010

Foge cão que te fazem barão

Só mesmo um politicozinho medíocre como é o nosso PR é que se lembraria de arranjar uma condecoração para o pior primeiro ministro dos últimos 30 anos.

O calendário do PSD-Madeira

O PSD-Madeira enfrenta hoje um cenário muito complicado. Uma diminuição de fundos comunitários, uma crise financeira e económica em ascensão, um desemprego galopante, o fim das grandes obras públicas, a divida bancária a aumentar e o seu peso nas finanças, um partido enredado numa teia de interesses públicos e privados e que vive há largos anos em silenciosas(nem sempre...) guerras internas, e uma sucessão internamente adiada que provoca angústia e desespero.
Perante este cenário, Jardim terá de ficar e se recandidatar.
Faltam cerca de 21 meses para as eleições regionais de 2011. Este é o momento em que começa a dramatização e radicalização dos discurso.
A receita de 2006/2007 será repetida. Independentemente do que aconteça com a Lei das Finanças Regionais.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Antologia da mentira do PSD

Em Outubro de 2002, o então Primeiro-Ministro Durão Barroso (PSD), apresentava um Orçamento de Estado para 2003 em que, nas palavras do próprio: "...a Madeira foi prejudicada."

Lia-se no Público: "O primeiro-ministro Durão Barroso afirmou hoje que a Região Autónoma da Madeira perdeu, em relação aos Açores, com o Orçamento de Estado para 2003 (...)."
"Em 2003, disse Durão Barroso, os Açores vão recolher 39 milhões, enquanto a Madeira irá receber 23 milhões de euros do PIDDAC."
Há uma redução no PIDDAC para a Madeira. Se há no orçamento deste ano desvantagem comparativa é a da Madeira em relação aos Açores", concluiu o primeiro-ministro."
Qual foi a reacção do PSD-Madeira?

Jardim demitiu-se?
Lançaram um guerra ao Governo da República?
Denunciaram o "garrote"?

Foi esta a resposta: "PSD-Madeira vai votar a favor do OE (2003) por razões de “solidariedade nacional"
"Alberto João Jardim anunciou ontem à noite que o PSD- Madeira vai dar o benefício da dúvida ao Governo e votará a favor do Orçamento de Estado (OE) para 2003, numa “demonstração de espírito de solidariedade nacional”.

Lembrete

Da responsabilidade do PSD-Madeira:
a. na operação de titularização de créditos, em 2012, teremos de pagar 125 milhões de euros;
b. a partir de 2012 teremos de pagar as obras das Sociedades de Desenvolvimento no valor de 500 milhões de Euros, porque acabou operíodo de carência de sete anos;
c. em 2013 começaremos a pagar as verbas do programa "Pagar a Tempo e Horas", no valor de 256 Milhões de Euros;
d. os encargos com as vias rápidas já ultrapassam 20% do Orçamento Regional anual, cujos pagamentos prolongar-se-ão, durante vinte anos, à VIALITORAL e à VIAEXPRESSO e , trinta, à VIAMADEIRA;
e. teremos ainda que pagar os encargos com a dívida pública directa, no valor de 500 milhões de Euros;
f. falta saber quanto iremos pagar pelos encargos com a PATRIRAM e VIAMADEIRA.

Quem desperdiça o dinheiro dos madeirenses?

'Jornal da Madeira' está falido
O Tribunal de Contas revelou que este jornal tem um passivo que atinge 33 milhões de euros. Governo da Madeira já injectou 23,4 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes"

A quadratura do círculo

André Escórcio: "Não me parece correcto, por um lado, que se faça o discurso da falta de planeamento, da falta de estratégia sustentável e dos erros políticos cometidos e, depois, se reivindique mais e mais para a eternização desses mesmos erros. Não bate certo uma coisa com a outra."

quinta-feira, janeiro 14, 2010

O direito à procura da felicidade

We hold these Truths to be self-evident, that all Men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty, and the Pursuit of Happiness -- That to secure these Rights, Governments are instituted among Men, deriving their just Powers from the Consent of the Governed.

Thomas Jefferson

Bilateralismo

Os Espanhóis que agora querem que Portugal extradite uns supostos etarras, não são os mesmos que durante anos recusaram-se a extraditar para ser julgado em Portugal o agente da PIDE, Rosa Casaco, que assassinou o General Humberto Delgado?

Antologia da mentira do PSD

Jardim afirmou, reafirmou, jurou e, sem ninguém lhe perguntar, repetiu até a exaustão que saia em 2010.

Agora, como no passado, dá o dito pelo não dito. E fica. Não há nada a fazer é da sua natureza.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Na encruzilhada da governação

O passado mostra que o caminho da arrogância e da prepotência leva inevitavelmente a uma resposta da mesma magnitude, que desemboca no conflito e num impasse. O caminho do diálogo e do bom senso leva à estabilidade e ao sucesso. Saber governar é essencialmente saber escolher o melhor caminho.

Resultados Finais das Eleições no PS

Afinal a diferença foi de apenas 39 votos. Apesar de tudo que se passou.

União no PS Madeira

O Tribuna da Madeira faz capa (não pude ler o artigo) com António Loja a "pedir aos militantes que se unam em torno do novo líder".
Por razões óbvias, o PS só será uma alternativa forte se estiver unido e se construir uma plantaforma de entendimento à esquerda. Isso é claro e consendual.
No entanto, sendo o funcionamento do PS muito "presidencialista", terá de ser o presidente a promover activamente a união dos militantes. Assim, cabe a Jacinto Serrão essa responsabilidade de promover acções concretas que tenham como objectivo imediato a união e que garantam a estabilidade a médio prazo. É aliás o seu compromisso.
Aguardemos.

Afinal é possível

Pelo que temos visto, nomeadamente na área da Educação e da Justiça, é possível governar sem maioria absoluta. E até parece que tem bons resultados. O que parece provar que os eleitores são mais argutos que os políticos.
É pena que na Madeira os eleitores ainda não tenham percebido que um governo de maioria relativa seria muito mais benéfico para a democracia, para a autonomia e para o progresso e bem-estar de todos.

It's Not the Economy, Stupid

Qual é o objectivo da governação? O aumento do PIB ou o aumento do bem-estar e da felicidade das pessoas? Pode-se medir a felicidade pelo simples aumento da riqueza? Um trabalho de David Myers, que se faz ligação em baixo, leva-nos a pensar sobre certezas que temos e erros que cometemos, quando trocamos o discurso político pelo discurso puramente técnico. Vale a pena ler e reflectir.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Quem disse?

"Mais uma vitória como esta, e estou perdido"

A rapaziada é toda amiga

Aí, aí ....rapaziada.... Não é vergonha escrevinhar canalhices revanchistas. Acontece nas melhores famílias. O que preciso é tê-los no sítio para para defender o que se escrevinha e não emendar à mão quando se percebe que se fez merda ou fazê-lo de forma camuflada.
Não entendam isto como uma reacção de desagrado. Eu até aprecio umas "farpas". Desde que não sejam tão foleirinhas. Força, o talento está lá, é só não forçar demasiado.

Petróleo...outra vez a subir

Petróleo no máximo dos últimos 15 meses

Petróleo vai chegar aos 100 dólares em 2010

segunda-feira, janeiro 11, 2010

David contra Golias

A secção de Santa Maria Maior, do PS-M, pode ser vista como um modelo do que se passou nas eleições para presidente do PS-M na generalidade da Madeira.
Do lado da lista apoiante de Jacinto Serrão estavam todas as estrelas. Bernardo Trindade, Duarte Gouveia, Gregório Gouveia, Emanuel Jardim Fernandes, Guido Gomes (presidente da concelhia do Funchal), entre outros.
Do lado da lista apoiante de Victor Freitas, todos pouco mais que desconhecidos e sem acesso a comunicações sociais e coisas afins, como é o meu caso.

O resultado final foi de 50%/50%.

Foi um trabalho de formiguinha, mas que deu os seus frutos.
É certo que sem a influência do Victor este resultado não seria possível, mas o simples facto de ter acontecido deixou muita gente surpreendida.

Obrigado a todos os que nos apoiaram.

Afinal de contas é só politica

Ganhou Jacinto Serrão.
52% acreditaram que Jacinto era o melhor candidato provisório, enquanto que apenas 48% acreditaram que o Victor seria o melhor candidato de Futuro. Em política é mesmo assim: nas mesmas eleições nem todos votam com os mesmos objectivos.
Continuo convicto que o Victor Freitas tinha muito melhores condições para liderar o partido.
O Jacinto é um alvo demasiado fácil para os nossos opositores, e internamente terá de partilhar o poder com demasiadas pessoas, ficando o seu próprio poder enfraquecido.
Outro aspecto que me parece relevante é o desfasamento entre a vontade do povo e a vontade da maioria dos militantes socialistas. Custa-me a perceber que a maioria dos derrotados nas anteriores eleições (autárquicas, regionais e nacionais) tenham merecido tanta confiança.

Lamento que neste processo eleitoral nem tudo tenha corrido de forma limpa.
Entre camaradas, deveríamos ser exemplares. Ética e legalidade não são meras palavras de circunstância. Ou as assumimos e exercemos, ou o seu uso contra os nossos adversários é a maior das hipocrisias.

P.S. - A candidatura de Jacinto Serrão teve mais assinaturas que votos. Será que houve votos a menos ou assinaturas a mais?

PS Partido moderno, aberto ao debate e a reflexao

Num partido aberto e democratico como deve ser o PS, a discussao de ideias, opcoes e visoes politicas pode e deve ser aberta e frontal. Este debate enriquece o Partido. Quem o faz nao sera nunca um problema.
O que nao faz sentido sao os simpatizantes, militantes mas sobretudo os dirigentes que se mantem quedos e mudos quando se discutem questoes importantes, para depois das opcoes tomadas virem promover accoes de revanchismo contra os que nao tiveram uma opcao igual a sua.
Feito este apontamento, vamos ao que interessa.
Os militantes devem ter ideias, apresentar propostas, formularem criticas e denuciarem erros. O debate interno e a reflexao ideologico/politica enriquece o partido. E esse debate e reflexao deve ser aberto a todos o que queiram participar.
Um partido que pugna pela diversidade, pela pluralidade e pela defesa da cidadania no seu seio, e um partido moderno, um partido com futuro.

Parabens

Nota>Fora da Madeira, so agora pude ter acesso a net e este teclado nao permite usar acentos.
O Jacinto Serrao ganhou esta de parabens. Sobre ele recai agora uma enorme responsabilidade. Tera um curto espaco de tempo para reorganizar as esttuturas de base, restaurar a esperanca perdida, mobilizar coracoes e mentes e sobretudo unir o Partido. Esperemos que tenha a clarividencia de perceber que nao pode ignorar um candidato que teve sozinho 48 por cento dos votos. Eu vi o esforco que o Jacinto fez para unir e consilidar o Partido de 2005 a 2007. Eu sei que ele percebe claramente que so um partido unido, podera ser um partido forte. E so um partido forte podera ser uma alternativa ao Regime Jardinista. Esse sera o seu maior desafio. E o tempo e escasso para tamanha tarefa. Espero que consiga, pois disso depende a credibilizacao do PS e a unica possibilidade de haver na Madeira uma mudanca politica de fundo. Que e o que todos queremos.
O Victor Freitas esta de parabens. O resultado que alcancou foi extraordinario, tendo em conta que defrontava toda a maquina do Partido. A margem no total dos votos foi muito escassa e ganhou a maioria das concelhias. Tal resultado e uma enorme responsabilidade. Tambem do seu lado devera haver a clarividencia que o outro candidato ganhou as eleicoes. Ao Victor sera tambem exigido que esteja a altura e que promova a uniao. Embora neste momento caba ao Jacinto promover essa uniao e mostrar que respeito por quem teve um resultado tao expressivo.
Falta muito pouco para as eleicoes regionais. A partir de agora o Jacinto deve ter todas as condicoes para cumprir o que prometeu e levar o partido a bom porto. O ambiente politico do PS e os resultados que dai adviram dependeram da forma como vai encarar a sua vitoria. Ficamos a espera de sinais claros e accoes concretas.

sábado, janeiro 09, 2010

Victor Freitas em vantagem

O dia de ontem fechou com uma vantagem de 66 votos para Victor Freitas.

O que foi absolutamente extraordinário tendo em conta o que se assistiu.

Eu não sou engenheiro, mas na minha taboada quem tem 66 a mais do que outro, está na liderança.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

O especialista em ribeiras VI

Hoje, estava eu na mesa de votos do Partido Socialista no Funchal, quando enrrompe pela sala o João Carlos Gouveia que se dirige a mim em tom ameaçador e a me desafiar dizendo: "Quero e me diga na cara o que escreveu no blog! Vamos lá para dentro!" e depois continuou a gesticular e de forma exaltada e ameaçadora.
Para começo de conversa, JCG enganou-se na pessoa. Eu não tenho medo nem dele nem de ninguém. Portanto, as suas ameaças valem o que valem. Zero.
Em segundo, isto mostra bem o nível da pessoa em causa e dá-me total razão no que aqui foi escrito.
E em terceiro, ao fazer esta cena à frente de militantes e comunicação social ele só contribui para denegrir ainda mais a imagem e credibilidade do PS.
Para que fique bem claro: Eu escrevo o que penso de forma livre e isenta e nem Alberto João Jardim com os seus processos, nem João Carlos Gouveia com as suas ameaças, me vão intimidar e me fazer calar!

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Mudança e Esperança

Os madeirenses não precisam de um PS que não apresente soluções válidas para os seus problemas e dedique todo o seu tempo à politiquice, ao cinismo e aos desafios verbais.
Os madeirenses querem e precisam de um PS que seja capaz de unir todos em redor de alterações estruturais para assegurar um futuro melhor aos seus filhos, e que seja capaz de fazer pequenos milagres que lhes transmita esperança e confiança no futuro.
Mas há quem já tenha demonstrado que não é capaz de fazê-lo. E não é capaz porque não tem em si a energia necessária, a vontade, a paixão, não acredita, não quer e não vai mudar nada. A mudança só poderá ser feita pelo PS renovado.
E essa mudança terá de ser trilhada num caminho de esperança numa região melhor, mais livre, mais justa, mais próspera, em que o mérito substitua a cunha, em que o respeito substitua a arrogância. Uma região onde todos possamos concretizar os nossos sonhos com base no trabalho. Onde possamos acreditar que estamos a construir um lugar melhor para os nossos filhos.
Essa é a região que eu quero. Essa é a região que espero que o PS seja capaz de dar aos madeirenses.

A continuação ou a mudança

De todas as pessoas que já prejudicaram o PS-Madeira durante a sua História, ninguém fez tanto prejuízo como João Carlos Gouveia.
É que não se trata apenas da sua atabalhoada (para ser simpático) gestão dos assuntos políticos.
Foram as intrigas que fomentou, a confusão que semeou, as pessoas que ofendeu, as mentiras, as suspeitas que lançou, as perseguições, que levaram ao afastamento de dirigentes válidos, de autarcas que tanto tinham contribuído para o Partido, de militantes que tanto tinham trabalhado. O que se reflectiu no desbaratar de capital político que tinha sido conquistado, na perda de peso autárquico, de um deputado no Parlamento Europeu e dois na Assembleia da República e da destruição da credibilidade e imagem do PS-M. Mas muito pior foi ter matado a esperança. A esperança de uma viragem profunda na política regional, que alimentava e dava força aos militantes e simpatizantes do PS, foi assassinada por este homem. Hoje, o mais difícil será fazer as pessoas voltarem a acreditar. A entrevista de hoje, mas do que um hino à loucura é a sua marca de total falta de responsabilidade, decência e escrúpulos.
É este homem que tanto mal fez ao PS e aos seus militantes que se recandidata atrás da candidatura de Jacinto Serrão. Os militantes têm amanhã a hipótese de escolher entre a continuação neste caminho ou a mudança.
Amanhã, no Funchal na sede do Partido Socialista na Rua da Alfândega, 64, entre as 10h e as 20h, os militante podem escolher a MUDANÇA e votar na LISTA B presidida por VICTOR FREITAS.

Até ao fim

Não é louco, é só um bocadinho bipolar.

O especialista em ribeiras V

E por fim "la piece de resistance":

DN: O presidente cessante fala da sua acção em São Vicente e de como, nos últimos tempos ficou "especializado em ribeiras".

O especialista em ribeiras IV

"Já viu que em sete deputados o único candidato à Câmara fui eu? O que é que é isso? Não é brincar com os cidadãos e à política. "

Na verdade dos actuais deputados o único que não foi candidato a nenhuma câmara foi o Jacinto Serrão e Jaime Leandro.
André Escórcio e Carlos Pereira foram candidatos no Funchal; Luísa Mendonça no Porto Santo; Bernardo Martins em Machico e Victor Freitas a Santana. E estas pessoas estariam dispostas a dar o seu contributo em 2009 tal como deram no passado. Assim como o Filipe Sousa em Santa Cruz ou o José Manuel Coelho na Ponta do Sol. O que mudou que levou a que todas estas pessoas que já enfrentaram tantas difíceis batalhas pelo PS não fossem candidatas a nada em 2009?

Nesta resposta está bem patente a trapalhada de pensamento. Então para ser um bom deputado/político tem de obrigatoriamente ser candidato a uma câmara? É que por essa linha de pensamento exclui-se já o Jacinto Serrão e o Bernardo Trindade! Obviamente esta é mais uma tontaria.

O especialista em ribeiras III

Coisas inexplicavéis:

Razões para "demitir" o presidente do Grupo Parlamentar e o Secretário-Geral?

"Não tenho de explicar."

Factos que consubstanciem a contínua difamação de Jaime Leandro?

"Por aqui me fico. "

DN: Não há erro seu, em dizer que eles eram os candidatos...Erro seu?

Quer que eu lhe mostre duas folhas para dizer qual foi o erro?

DN: Sim.

"Não mostro."

O especialista em ribeiras II

"O que posso dizer é que a grande maioria dos dirigentes regionais não preferem o trabalho político. Preferem ficar acomodados porque um dia podem ser convidados para secretários de Estado, para deputados, pelas relações que se estabelece com o Governo da República."
Deixa cá ver..."dirigente regional"; "Secretário de Estado"; "candidato a deputado"; "relações com o Governo da República"...huumm quem será?


DN: Toda a confusão à volta da escolha do cabeça-de-lista à AR, primeiro o senhor, depois outro, Miguel França... não prejudicou o partido?

A esta JCG não respondeu. Percebe-se. Mas há outra que pertinente: ENTÃO SE O JACINTO SERRÃO É TÃO BOM PORQUE RAIO VOCÊ CORREU COM ELE DA AR?

O especialista em ribeiras I

João Carlos Gouveia auto-denominado especialista em ribeiras dá uma entrevista ao Diário que é um hino à loucura.

Ficam uns enxertos:

"Deixo um partido estruturado nos seus militantes, nas suas estruturas de base, nos autarcas e, a médio e longo prazo, chegaremos ao poder."
Durante o mandato de JCG houve uma completa desorganização sistemática das estruturas de base que resultaram em ilegalidaes como o Presidente da Cocelhia do Funchal continuar em funções um ano depois de ter acabado o seu mandato (acabou em Janeiro de 2009) o que faz com que todas as decisões, nomedamente a escolha de candidatos autárquicos seja completamente ilegal. Esta confusão e ilegalidades, a que se somou as intrigas, perseguições e invejas promovidas pelo JCG e seus lacaios levou ao afastamento dos mais fortes candidatos às autarquias o que resultou no descalabro eleitoral, nomeadamente no Funhal, Santa Cruz e Ponta do Sol.
"(...) o discurso que eu trouxe para o PS deu para um partido da extrema direita eleger um deputado ALM."
Esta frase fala por si.
DN: Se calhar à custa do PS.
"Obviamente que sim "
Ok. Pormenor, as eleições em que o PND elegeu um deputado à ALM ainda era Pr. do PS-M o Jainto Serrão.
DN: Essa divisão se calhar ajuda ainda mais o PSD.
"Obviamente que sim."
Ok. Então o discurso que JCG "trouxe" para o PS tem como resultado deliberado desbaratar os deputados "do" PS pelos partidos mais pequenos. Finalmente ele percebeu isso.
"Perdi. Perdi claramente em toda a linha, assim como o PND ganhou."
É verdade, é um perdedor. Mas isso não tem mal nenhum. O que é mau é ter lançado purgas estalinistas no PS e ter arrastado o PS para a descredibilazação pública. Agora o PND ganhou, e muito.
DN: Quando se candidatou em 2007 e foi a Congresso, tinha uma série de objectivos que não foram alcançados. Gostaria que nos desse uma explicação para isso. Por exemplo a criação do governo-sombra, o gabinete de estudos?
"Eu não queria ser deselegante, se não tinha de falar de pessoas. O professor Agostinho Soares já falou nisso."
O JCG quer a toda a força é continuar sua purga e perseguições no PS. Toda a sua entrevista vai nesse sentido. Mas vamos aos factos: O tal "governo sombra", o conselho consultivo não dependia única e exclusivamente de JCG? Claro que sim. Mas JCG é irresponsável, nunca assume as suas responsabilidades. São sempre os outros os culpados por não cumprir nada do que promete.
DN: A Carta de Princípios que seria responsabilidade de Jacinto Serrão?
Atão pá! Isso é lá pergunta que se faça ao homem. Isto já é o jornalista a se divertir.
[continua...]

segunda-feira, janeiro 04, 2010

A normalidade da pouca-vergonha

O deputado Coito Pita (PSD) faz um comunicado a afirmar: "Sou advogado do Presidente do Governo Regional da Madeira num processo judicial que corre os seus termos no Tribunal da Vara Mista do Funchal contra João Carros Gouveia (...)". Ou seja, um deputado que tem como missão representar todo o Povo e fiscalizar o Governo, é advogado do Presidente do mesmo Governo que devia fiscalizar, recebendo [mais] dinheiro do erário público para perseguir outro deputado seu colega.

O Governo Regional continua a manter o Jornal da Madeira para fazer propaganda partidária à custa de milhões do erário público.