terça-feira, dezembro 14, 2010

Que tipo de governo temos?

A boa governação depende de boas opções e adequadas prioridades. Em plena crise, o Governo Regional da Madeira decidiu gastar 39 Milhões para construir o estádio do Marítimo. Por outro lado, vai seguir o exemplo de Lisboa e reduzir os salários dos funcionários públicos.

Era possível fazer o estádio noutra altura e com menos custos?

Sim. O Governo Regional devia ter aproveitado o Euro 2004, e fazer o estádio com financiamento externo, poupando assim muitos milhões aos madeirenses. O estádio teria de ter cerca de 30.000 lugares, mas poderia ser feito usando - em parte - bancadas amovíveis que seriam retiradas depois de terminado o Europeu. Como aconteceu em Leiria ou no Bessa. Se Alberto João Jardim fosse responsável teria aproveitado a oportunidade para fazer um bom estádio que servisse o Marítimo e o Nacional. As vantagens dessa opção são óbvias.
Do ponto de vista:
- Político: Fechava de vez a questão.
- Promocional: Colocaria a Madeira no palco mediático mundial, numa promoção sem preço.
- Económico: Teria encaixado os retornos imediatos do evento.
- Financeiro: Teria poupado dinheiro ao erário público porque financiar um estádio é sempre mais barato do financiar dois estádios.
- Planeamento do território: evitava que se multiplicasse duas estruturas que têm o mesmo fim, num espaço com uma densidade populacional tão elevada como é o Funchal.
- Custo de manutenção - as despesas de manutenção do estádio divididas pelos dois clubes reduziria o esforço financeiro, que em última analise é feito - outra vez - pelo erário público.

Quanto custaria atribuir uma compensação aos funcionários públicos como foi feito nos Açores?

Nos Açores, uma medida deste tipo vai custar cerca de 3 Milhões. Ou seja, cerca de 10 vezes menos do que o Governo Regional da Madeira vai gastar no estádio.

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