sexta-feira, novembro 12, 2010

Economia Portuguesa com o melhor desempenho entre os periféricos, e não só.

Parece que a realidade teima em não acertar o passo com as previsões catastróficas dos Medinas Carreiras, dos Duques, dos Bentos, Ricardos Reis, etc. etc.

Este crescimento e aceleração em relação ao trimestre anterior, apesar de ténues, são muito significativos face à realidade que atinge grande parte dos países europeus.
O facto deste crescimento ser em grande medida suportado pelas exportação mostra inequivocamente que estamos no caminho certo.

2 comentários:

amsf disse...

A esses números chamaria ruído. Dados trimestrais não são nada. Foi essa esperteza de curto prazo que conduziu o Ocidente à actual situação. São os políticos que governam sempre tendo em conta a próxima eleição, a próxima disputa eleitoral, são os gestores que manipulam os números comparando-os com os prazos mais convenientes de forma a embolsarem um prémio de produtividade que não merecem e são os "comentadores" enviezados que de forma selectiva relevam as notícias que corroboram os seus preconceitos ideológicos.

Tino!

Quando tivermos o FMI a "governar", porque o teremos antes de Maio de 2011, o que é vais dizer?!

Esquece os partidos...se em vez do PS estivesse a governar o PSD teria acontecido a mesma coisa. Os portugueses têm que mudar e só o farão quando os credores "secarem" o crédito. Os políticos e os portugueses só mudarão quando não conseguirem crédito externo barato. Neste momento o BCE está a usar engenharia financeira para manter os PIGS a flutuar mas não o conseguirá por muito tempo.

Só se desilude quem se ilude...

Tino disse...

António,
dados trimestrais corrigidos de sazonalidade são tão válidos como outros quaisquer.

Se em vez de ter crescido, tivesse estagnado ou decrescido como aconteceu nos outros PIGS, lá teríamos de ouvir a ladainha que os outros fizeram o trabalho de casa e nós não. Como Portugal crescerá mais e terá um défice mais baixo que os outros periféricos, porque não ficar satisfeitos?

É verdade que os portugueses terão de mudar de vida, mas baixar simplesmente os braços assumindo a fatalidade do nosso destino é o pior que pudemos fazer.