quarta-feira, abril 14, 2010

A pobreza da politica doméstica

Na nossa pequena política doméstica quem não tem nenhuma proposta política séria para apresentar, avança com uma revisão constitucional. Entretanto haverá certamente um jornalista muito preocupado com a "verdade" que, na falta de notícias sérias, avançara com um boato. E entre uma e outra fazem-se comissões, grupos, debates e muitas capas.
Enquanto, no país real as empresas fecham, o desemprego aumenta, a escola degrada-se, a sociedade deprime-se. Grécia, aqui vamos nós...

1 comentário:

Jota E disse...

Carta Aberta ao Sr. Deputado e Professor Aposentado, André Escórcio

A carta do leitor de hoje, no DN, é uma boa tentativa de branquear mas, falhada.
Por partes:
Aposentou-se ao fim de um determinado número de anos de serviço. Com penalização. Mas usufruindo de um modelo em falência. Que dá mais do que recebe. Que dá hoje à custa daqueles que, amanhã, não vão poder receber um valor nem próximo do seu.

Sabe bem que quem vai pagar a sua reforma não poderá usufruir do mesmo benefício.
É legal, mas imoral. Você, legalmente, aproveitou o prazo para usufruir das últimas benesses. Decidiu fazer parte dos últimos bonificados por esse sistema. Que acabou logo a seguir.
É legal mas … oportuno.
As leis não são sempre justas nem boas. Como político sabe bem isso. Luta para mudar algumas.
Mas nem é isso que está em questão.
A reforma socialista não é um pé-de-meia resultante dos descontos feitos. Essa seria a reforma do PP. A reforma socialista resulta da solidariedade. Desconta hoje, para os reformados de hoje, para usufruírem amanhã a partir dos trabalhadores dessa altura.
Para os socialistas, reforma é solidariedade.
Ora, a sua reforma é a reforma portuguesa, de cariz social-comunista.
Daí que estão muitos a trabalhar para pagar a sua reforma. Que devia ser solidária, de necessidade. Mas você, oportunistamente acumula com um salário completo.

Não se defenda com a lei.
A lei não é incumprida se receber apenas 1/3 de uma das subvenções.
É decisão sua receber menos ou, até, ceder a parte (que você até considera) indevida.
O PND, aí, é muito mais coerente. Distribuiu 50 Euros a cada reformado (verdadeiro) cuja reforma (solidariedade socialista) era insuficiente.

Afinal são só 7 em todo o país a usufruir desta mordomia. Os políticos da Madeira. Se de uns esperávamos silêncios e usufruto irresponsável, de si, face ao seu posicionamento, esperávamos outra coisa. A situação é muito mais grave para alguém na sua posição.

E, de nada adianta, agora, inflectir a situação e fazer o que deveria ter feito no primeiro dia. Terá de assumir, fazer o seu acto de contrição e, desaparecer da vida política levando consigo a sua reforma e deixando a outro a vaga (ao tal Freitas a quem o Serrão tirou o lugar).

É duro. Mas admita: é assim mesmo. Você tem de ser ainda mais do que a mulher de César. O romano, não o dos Açores…