sexta-feira, abril 09, 2010

O que defendo para a zona portuária do Funchal


Há vários anos que a marina do Funchal(Azul) atingiu um estado de degradação que obrigará, mais tarde ou mais cedo, a uma intervenção de fundo que venha dotar a cidade do Funchal duma infraestrutura fulcral para ligação da cidade com o mar e com as actividades náuticas de lazer.
A actual marina há muito que encontra saturada, existindo listas de espera de muitos anos para os interessados naquela infraestrutura.
Defendo que no sitio onde neste momento se encontra o entulho deveria ser construída uma nova marina(amarelo). Maior que a actual, e com condições de conforto que a actual já não permite. Ficando a actual marina, após obras, disponível para as actividades náuticas de recreio que neste momento se encontram dispersas pelo varadouro de São Lázaro e pela infraestrutura do balão, bem como para as actividades marítimo-turísticas.

Além disso, a realidade revelada pelo aluvião do dia 20 de Fevereiro vieram mostrar que o afunilamento da saída da Ribeira de São João, mesmo junto ao molhe Oeste da marina agrava de uma maneira inaceitável o escoamento de água em situações limites como as que ciclicamente acontecem na nossa cidade.
Nesse sentido, considero que seria desejável intervir na marina de modo a evitar que esta seja mais um factor de risco para a cidade do Funchal.

Por outro lado, o crescimento verificado nos últimos anos no mercado dos cruzeiros levam a que durante algumas alturas do ano se verifique uma saturação do porto, obrigando os navios a fundearem fora do porto do Funchal.
Considero que esse problema ficaria resolvido se o cais de acostagem Norte fosse prolongado para o local onde actualmente se encontra o varadouro de São Lázaro (branco). Esta solução permitiria que este novo espaço de acostagem se mantivesse protegido pelo molhe da pontinha, ao invés da solução que já vi defendida, do cais de acostagem se situar no sitio onde neste momento se encontra o entulho proveniente das enxurradas.

Os inertes que se encontram neste momento sem destino poderiam assim ser usados para as obras do prolongamento do cais norte do porto do Funchal, da nova marina e das obras da actual marina. O restante, se sobrasse deveria ser usado para protecção costeira, colocado estrategicamente onde a erosão provocada pelo mar começa a verificar-se com alguma intensidade, como é o exemplo da arriba junto à praia do toco.

Sei que não sou o único a defender esta solução, e sei também que com um verdadeiro concurso de ideias onde os funchalenses possam envolver-se e com os inevitáveis conhecimentos técnicos será possível tornar a nossa cidade ainda melhor.

P.S. - Considero completamente inaceitável que se tente colocar os funchalenses e os seus órgãos eleitos fora deste processo. Os funchalenses não podem aceitar esta ingerência centralista da Av. de Zarco.

2 comentários:

il _messaggero disse...

Não tenho competências técnicas para me pronunciar sobre o assunto, mas à partida o que aqui está descrito aparenta-me fazer sentido.

O que é público e notório é que o mercado de cruzeiros está novamente em expansão e a Madeira pese dispondo de nome e reputação, carece de efectivas e modernas infraestruturas nesse sentido. Por outro lado é notória a saturação da Marina do Funchal, pese a oferta existente um pouco por toda a ilha, é sem dúvida a mais procurada e desejada.

No entanto, mais que estas questões e opções técnicas, é notório que num contexto ideal deveria haver a natural discussão sobre todas estas opções. Assim como as medidas preconizadas não deveriam ser gizadas numa aparente falta de sustentação técnica, olhando aos argumentos apresentados.

Mas acaba por ser irónico verificar que quem tantas vezes aquele que critica o centralismo de Lisboa, acaba efectuando o mesmo na sua própria casa.

Michelangelo disse...

Tino,

estas ideias que apresentas são de facto interessantes.

Espero que estas e outras boas ideias possam ser discutidas e apreciadas civilizadamente por forma a ser escolhido o melhor para o Funchal.

Um abraço