quarta-feira, março 10, 2010

Um diz mata e outro diz esfola



Enquanto o Governo Regional diz que pensa em deixar todo entulho, resultante do temporal de 20 de Fevereiro, onde está, e chamar-lhe arranjo urbanístico, a Câmara Municipal do Funchal diz que o entulho trazido pelas ribeiras será levado para o aterro das carreiras, ou seja, será devolvido à cabeceira da ribeira de João Gomes, donde veio.

Todos sabemos que a pressão urbanística na Madeira é grande, e em consequência disso muitas foram as habitações e instalações industriais, nomeadamente britadeiras e extração de inertes, que foram construídas em leito de cheia ou mesmo na própria linha de água. Mas os custos desses erros urbanísticos para os próprios e para terceiros, quer em bens materiais como em vidas humanas, estão à vista de todos e não podem ser esquecidos.
Construir ou manter aterros em zonas de elevada pluviosidade, como as zonas altas, e/ou nas cabeceiras das ribeiras só pode dar mau resultado.

É imperioso libertar as linhas de água. Impedir novas construções e eliminar construções existentes.
É também necessário, sem pressas e com muita ponderação, arranjar a melhor solução para os entulhos.
O assoreamento natural provocado pelos detritos arrastados pelas ribeiras são de uma enorme importância para a protecção costeira. Talvez a solução esteja aí.

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