segunda-feira, março 08, 2010

O mundo ao contrário

A lei estabelece que o 2.º partido mais votado para a Assembleia Legislativa da Madeira indica um vice presidente para a mesa. Contudo, há uma votação que não devia passar de uma formalidade se estivessemos a tratar com pessoas sérias. Ora, o modus operandi do PSD-M é de dono absoluto das instituições públicas da Madeira. Para este grupo, o ALM é apenas mais uma quinta onde fazem o que lhes apetece.
A decisão do PSD de votar contra a eleição do deputado indicado pelo PS foi uma garotice, uma atitude que caracterizava bem a forma de agir do regime jardinista. Do lado do PS, a manutenção desta situação colocava no lado do PSD a responsabilidade pelas sucessivas violações da lei, do rapto da autonomia para interesses partidários, do não funcionamento dos mecanismos democráticos e de ser, mais uma vez, o único parlamento no país monocolor. Acresce que na práctica para o PS com um grupo parlamentar tão pequeno não se podia dar ao luxo de perder um deputado para uma função meramente de "corpo presente".
Portanto, por mais que me esforce não consigo deslumbrar qualquer vantagem na decisão do PS em apresentar Jacinto Serrão como candidato a vice da mesa.
Por outro lado, não consigo perceber como é que Jacinto Serrão vai conseguir se afirmar como líder da oposição fugindo da arena política. Como é Serrão vai poder agir como um líder da oposiçã determinado, combativo e contra o regime, estando numa posição institucional que se caracteriza por ser supra-partidária, isenta e imparcial.
Aliás, estou em crer que está decisão deve fazer História. Não me lembro do líder da oposição seja que parlamento for se ter candidatado a vice da mesa.

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