domingo, março 14, 2010

Lei da Rolha: hoje o partido, amanhã o País

Ficou hoje mais que provado que o PSD desistiu de ser um partido democrático com respeito pelo que são os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
Só em mentes muito retorcidas é que pode parecer acertado obrigar os membros de um partido a absterem-se de emitir uma opinião só porque é contrária à direcção do partido.

Não tardará, e também acharão natural que quem critique o Presidente da República ou o Primeiro Ministro (caso este seja um dos deles) seja sujeito a julgamento e prisão por crime de lesa pátria.

Paulo Rangel é bem o retrato do que é este grupo de malfeitores que se denomina de PSD. Sabendo da gravidade do que acabara de ser aprovado no congresso do PSD, começa por dizer que não concorda e que não a proporia nem votaria favoravelmente, para logo de seguida tentar desvalorizar a gravidade da proposta dizendo que "afinal de contas, são apenas 2 meses".
Pior de tudo foi quando a jornalista o questionou se proporia que tal norma fosse revogada. A resposta de Paulo Rangel foi que não iria mexer uma palha para tentar alterar tão grave limitação á liberdade dos militantes do PSD, ou seja, já que está deixa ficar.

São estes senhores que se dizem preocupados com a liberdade de expressão? Não me parece.
Se dissessem que estão preocupados com os negócios do Sr. Balsemão e do Sr. Joaquim Coimbra ainda poderia acreditar. Mas preocupados com as liberdade dos portugueses de certeza que não estão.

2 comentários:

Anónimo disse...

Esta medida estatutária é uma evolução tendo em conta que ainda recentemente queriam suspender a democracia por seis meses. LOL!

amsf

Nuno disse...

Quem é o que dá a cara pelo MPT-Madeira...? Quantos foram "convidados" a sair do PS-M por não concordarem, na altura, com a direcção?


...

O roto a falar do esfarrapado...