segunda-feira, março 15, 2010

Do equilíbrio social

Era bom que os funcionários públicos em Portugal percebessem de onde vem o dinheiro que assegura os seus ordenados. Sejam eles exagerados, justos, medianos, congelados ou miseráveis. Todos são pagos com o fardo fiscal colocado aos ombros dos trabalhadores que não são funcionários públicos.
Claro está que o função pública é essencial e têm de ser paga. Claro está que os funcionários públicos não têm ordenados decentes. É verdade que nos últimos anos foram obrigados a fazer sacrifícios. Tudo isto é verdade em termos absolutos. Nunca vi ninguém negar tais factos. Mas essa não é a questão. A verdadeira questão é que Portugal é um país pobre. Onde a Economia tem tido performances negativas, levando à falência de centenas de empresas e ao desemprego de milhares de pessoas. A taxa de desemprego é assustadora. Há pouca esperança de voltar a ter trabalho a curto prazo. Não há segurança no trabalho. Há muitos milhares a não terem dinheiro suficiente para pagar a casa ao banco. Milhares sem perspectiva e futuro. Empresários falidos.
Ora, é nesta realidade que os funcionários públicos portugueses vivem e não noutra. É difícil, para mim quase impossível perceber que perante tais dificuldades, venham os poucos que têm salário garantido no fim do mês ainda exigir que os que nada têm de garantido paguem mais impostos para aumentar os seus salários. Acho até vergonhoso.

1 comentário:

Anónimo disse...

A democracia, a maioria das vezes, são dois lobos e um cordeiro a decidir quem é o pequeno almoço! Quem será que ganha este "referendo"?

A democracia é uma máscara política que esconde os interesses em causa no entanto ainda é a única forma civilizada de os seres humanos não recorrerem às armas para defenderem os seus pontos de vista, sejam eles intelectuais ou materiais...

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