quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Uma nódoa na democracia nacional

Daniel Oliveira no Arrastão: "São bem vindos ao combate pela liberdade de imprensa muitos dos activistas de direita que, no entanto, vivem bem (e recomendam) a interferência dos donos dos jornais no que se faz nas redacções. Mas recordo que muitos deles são os mesmos que aplaudem, ou sorriem como se fosse apenas uma piada, a meia-democracia madeirense. Deixo aqui um link para o texto de Luís Calisto (“Aquilo é só um polvinho”), director do “Diário de Notícias da Madeira”, um jornal que luta pela sua independência numa ilha onde a liberdade de imprensa ão está em perigo porque já é apenas uma miragem.

O serviço que Sócrates começou aqui, e que provocou a justa revolta de tantos portugueses, já Jardim acabou há muito na Madeira. E todos vivemos bem com isso. Incluindo o PSD, o mais recente convertido à defesa da liberdade de imprensa. O director recorda a frase de Jardim, com compreensível espanto: “Num País com a tradição democrática como a Inglaterra, Sócrates já não era primeiro-ministro.” Num país com tradições democráticas, Jardim nunca teria sido o que é: o bobo desta triste corte, a quem tudo é perdoado. Calisto manifesta a sua solidariedade para com os jornalistas do continente, na esperança que um dia eles sejam solidários com os jornalistas madeirenses. Que deixem de tratar Alberto João Jardim como uma graçola e mostrem o que realmente ele representa: uma nódoa na democracia nacional."

Sem comentários: