quinta-feira, janeiro 28, 2010

Cheques em branco, não!

Ser pela Madeira e pelos madeirenses é não passar cheques em branco a um regime autoritário de inspiração fascista, que raptou a autonomia e levou a região à bancarrota.
Mais dinheiro para a Madeira? Claro que sim!
Mas primeiro será necessário que o PSD-Madeira prove que a irresponsabilidade financeira não é para continuar e que o desenvolvimento da autonomia significa o integral respeito por todos e um sistema político e social realmente democrático.
Se é para continuar o desvario financeiro em estádios de futebol, jackpots parlamentares, Jornal da Madeira e obras de fachada e para impedir o normal funcionamento da Assembleia Legislativa da Madeira, expulsando ilegalmente deputados, manipulando o regulamento para calar a oposição e pagar avenças a advogados/deputados para perseguir madeirenses, então não devia vir nem mais um cêntimo.
O que o PSD quer e precisa é de idiotas úteis que se deixem levar pela sua propaganda e se batam para que o seu regime seja alimentado, ao invés de se baterem por uma verdadeira autonomia, por mais e melhor democracia e para salvar a sua região da bancarrota.

5 comentários:

Anónimo disse...

No "Terceiro Mundo" é habitual os "novos regimes" pedirem à comunidade internacional o perdão da dívida sob o pretexto de que o regime anterior era corrupto. No caso da Madeira não sei se essa alegação poderá ser aceite pela banca pelo que é importante que não se deixe as actuais élites porem ainda mais em causa o futuro da Madeira. Que continuem a ganhar eleições, não tenho dúvidas quanto a isso, mas que não se lhes permita hipotecarem irreversivelmente o futuro da região! Cada "balão de oxigénio" que lhes for dado servirá de pretexto para recorreram à banca na mesma proporção!

amsf

Michelangelo disse...

Caro,

não concordo com técnicas à PSD-M por isso não as apoio quando as mesmas são aplicadas em sentido contrário!

Se não concordava que Machico fosse prejudicado por ter optado por votar num partido da oposição também não posso concordar que a RAM seja prejudicada a favor dos Açores s+o porque isso pode ser conveniente para tentar apressar a queda do regime...

A isto chama-se coerência e princípios...

Verifico também que partilha o hábito comum no PSD-M de insultar aqueles que pensam de maneira diferente...os seus 'idiotas úteis'..

Outro hábito que não partilho nem aprecio...

A ideia de que quanto pior para a RAM melhor para o PS-M é uma ideia que não partilho porque prejudica a população em geral e porque desresponsabiliza o PS-M na procura de ser uma alternativa credível.

Michelangelo disse...

Gostaria ainda de referir que existem várias áreas que o Governo da República é responsável e nas quais podia investir directamente sem ter que atribuir verbas ao Governo Regional...Então porque não investe???

Aqui a desculpa do Governo Regional não ser responsável já não pega!

Anónimo disse...

Caro Miguel

O PS aqui mão é chamado para nada. Aconteça o que acontecer vai perder as eleições de 2011. É uma questão muito mais complexa do a LFR.

O que está aqui em causa são três coisas fundamentais para o futuro da Madeira: 1.º a implementação de um regime democrático na Madeira;
2.ª a assunção das consequências políticas pelo descalabro financeiro gerado pelo PSD e a adopção de medidas sérias;
3.º salvar a Região da bancarrota.

Não se trata de "tramar" o PSD, como repete ad nauseam a propaganda Jardinista, trata-se precisamente de tentar salvar a Madeira fazendo valer os 3 princípios supra referidos.

O único culpado desta situção é o PSD-Madeira. Não venham agora se fazer de vitimas inocentes do "mauzão" so Sócrates. Não foi o PS que não soube negociar com a UE e fez a Madeira perder 500 Milhões, nem foi ele que andou a dizer que era a Madeira era a região mais rica de POrtugal ppq tinha um PIB de 120% da média nacional, ou que contraiu empréstimos que não pode pagar, etc.

Você sabe que é verdade, que quem colocou a Madeira nesta situação foi o PSD.

PB

amsf disse...

Micheleangelo,

Não se trata de ser igual ao PSD/M, não se trata de abdicar de "valores" que possamos ter. Também eu tenho esse "handicap" mental de pensar que alguma entidade abstracta interfere na história humana para repor a justiça. Que os "bons" prevalecerão sobre os "maus". Primeiro não existem bons nem maus e segundo vencem os que melhor se adaptarem à situação concreta. Os nossos interlocutores, chamem-se cidadãos ou eleitores, eu, tu, qualquer pessoa resiste à mudança. É necessário forçar a mudança, o ser humano só reconhece que precisa de mudar quando atinge o "fundo do poço" pelo que há que apressar esse atingir do "fundo do poço". E não sejamos ingénuos ao ponto de pensar que feita "mudança" podemos "descançar". A nova maioria fará tudo para cristalizar essa mudança pois identificar-se-á com ela e sentir-se-á particularmente beneficiada pelo que terá que aparecer uma nova minoria que lute por uma nova mudança. O ser humano, eu, tu, necessitamos de ser acicatados para progredir-mos e só o faze-mos se formos pressionados a isso. A estagnação decadente é um lugar razoavelmente confortável para o ser humano pelo que há que torná-la inconfortável. Espero ter-me feito compreender...