sexta-feira, dezembro 31, 2010

Eu ainda sou do tempo...

...em que não existia gabinete de avaliação do ensino (GAVE), que foi criado em 2005 e em que a única avaliação que existia ao ensino em Portugal era o PISA da OCDE.

Hoje em dia, não só fazemos avaliação interna, como esta é ainda mais exigente que a avaliação externa.

Quando não fazíamos avaliação diziam que éramos exigentes. Agora somos facilitistas.

Percebe-se bem a falta de conforto de alguns intervenientes da área da educação em ver expostas as fragilidades do nosso ensino, mas sem avaliação não há melhorias.


BOM ANO DE 2011.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Já há agenda?

Para os debates com o candidato José Manuel Coelho?

Apanhem que é policia Vs Culpem o médico pela doença

Se a tentativa de responsabilizar o supervisor bancário pelas falcatruas efectuadas no BPN, deixando de fora tudo o que era gestor daquela santa casa dos amigos do cavaquismo, já era uma pouca vergonha sem nome, a tentativa de Cavaco para sacudir a culpa e atribuir aos gestores actuais a responsabilidade pela situação a que se chegou, é o fim da picada.

Cavaco é um sem vergonha e um cara de pau da pior espécie.
Querer omitir a actuação criminosa de Oliveira e Costa e Dias Loureiro na condução que levou o BPN ao ponto de ter de ser nacionalizado (não me lembro de cavaco ter vetado a nacionalização ou sequer ter feito reparos) não cabe na cabeça de ninguém.

A versão do CDS era a do Apanhem que é polícia. A versão de Cavaco é a de culpar o médico pela doença.

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Tão democratas que eles são.

É vergonhosa a forma descarada como os órgãos de comunicação social, com a RTP à cabeça, boicotam algumas candidaturas válidas à presidência da república.

O facto dos debates televisivos apenas incluírem alguns candidatos e terminarem precisamente no dia em que o TC confirma a admissibilidade das candidaturas, mostra a má fé que acompanha todas as candidaturas dos grandes.

Alegre, Francisco Lopes, Fernando Nobre e Defensor de Moura que têm sempre a palavra democracia na boca, nada dizem sobre esta distorção. Dito de outra maneira, são pura e simplesmente cúmplices.
Não referi o actual PR simplesmente porque dali não espero nada.

P.S. - Voto Coelho (se conseguir abalar este status quo, caso contrário voto Pato Donald). Tem para já o beneficio da dúvida.
P.S. 1 - Começa bem

Rigo no Porto

Aproveitando a estadia nesta época natalícia no Porto, resolvi passar pelo Museu de Serralves quando me deparei com duas obras de Rigo (ver fotos em baixo). Se a primeira foto dispensa apresentações ou comentários, a segunda enquadra-se naquele lamentável episódio que ocorreu aquando da passagem da estátua de N.ª Senhora na Ribeira Seca (Machico). É uma estátua sem rosto com faixas brancas com o nome dos fiéis desta paróquia bordados a manifestar o seu desagrado. (clique nas imagens para ver maior).

Questiono-me se na Madeira seria possível apresentar estas obras num centro das artes ou galeria?


terça-feira, dezembro 21, 2010

Os mesmos métodos, a mesma natureza

Cineasta iraniano condenado a 6 anos de prisão por "propaganda contra o regime"


O Governo Regional vai processar Raimundo Quintal.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Madeira foi a região do país onde o desemprego mais cresceu


DN-Madeira: "De acordo com números avançados esta sexta-feira pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFF), a Madeira registou um aumento anual do desemprego de 16,5%."


É por causa da crise financeira internacional?


Não. O desemprego na Madeira tem vindo a aumentar desde 2002.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Perguntas legítimas II



A ACIF concorda que sejam gastos € 39 Milhões num estádio de futebol, invés de se usar esse dinheiro para ajudar ajudar as PME's da Madeira?

Perguntas legítimas

Os representantes dos trabalhadores da função pública na Madeira concordam que 10% do seu salário seja transferido para pagar o Jornal da Madeira?






Uma revolta justa

O Governo Regional da Madeira vai roubar os funcionários públicos de parte dos seus ordenados e deixar as pequenas empresas irem à falência, enquanto gasta o nosso dinheiro no Jornal da Madeira e em futebóis.
Perante este roubo, é mais do que justo e esperado que se revoltem. Os sindicatos deviam se unir para fazer se manifestarem na Quinta Vigia, no Parlamento, no Governo Regional, no JM, nos Barreiros e exigirem que o nosso dinheiro seja usado para ajudar quem trabalha. Como é que os que roubam o povo desta forma podem dormir?

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Produtividade alemã numa "casa" marroquina

No "canto" do Carlos Pereira as propostas do PS para alterar o Orçamento para 2011. Vale a pena ler, pelo menos para depois não dizerem que "só dizem mal....".

Um post genial

Este de André Escórcio, ao bom estilo do Eça. Leitura obrigatória.

O milagre da multiplicação

Segundo as estimativas do Governo Regional da Madeira, as receitas fiscais para 2011 vão aumentar, em relação às de 2010, cerca de €16 Milhões.

Com empresas a fechar, o CINM em dificuldades, o desemprego a aumentar, seria de esperar que as receitas fiscais diminuíssem.

Perguntas que ninguém quer fazer

A Madeira tem cerca de 52.000 alunos inscritos em todos os níveis de ensino. Se dividirmos os €421 Milhões pelo n.º de alunos, temos uma despesa média por aluno de cerca de €8.100. Ora, a despesa média por aluno no Continente é de €3.750 segundo o Governo e de €5.200 segundo a OCDE. Admitamos que a verdade está no meio e que seja cerca e €4.000. A Madeira tem uma despesa por aluno que é o dobro do Continente. Os resultados não são melhores.
O que é que se passa com esta gestão? Porque é que ninguém faz estas perguntas?

Ensino gratuito

O Orçamento da R. A. da Madeira para 2011 reserva para a Educação a maior fatia, 26% do total.

São €421 Milhões, totalmente "gratuitos"...

terça-feira, dezembro 14, 2010

Que tipo de governo temos?

A boa governação depende de boas opções e adequadas prioridades. Em plena crise, o Governo Regional da Madeira decidiu gastar 39 Milhões para construir o estádio do Marítimo. Por outro lado, vai seguir o exemplo de Lisboa e reduzir os salários dos funcionários públicos.

Era possível fazer o estádio noutra altura e com menos custos?

Sim. O Governo Regional devia ter aproveitado o Euro 2004, e fazer o estádio com financiamento externo, poupando assim muitos milhões aos madeirenses. O estádio teria de ter cerca de 30.000 lugares, mas poderia ser feito usando - em parte - bancadas amovíveis que seriam retiradas depois de terminado o Europeu. Como aconteceu em Leiria ou no Bessa. Se Alberto João Jardim fosse responsável teria aproveitado a oportunidade para fazer um bom estádio que servisse o Marítimo e o Nacional. As vantagens dessa opção são óbvias.
Do ponto de vista:
- Político: Fechava de vez a questão.
- Promocional: Colocaria a Madeira no palco mediático mundial, numa promoção sem preço.
- Económico: Teria encaixado os retornos imediatos do evento.
- Financeiro: Teria poupado dinheiro ao erário público porque financiar um estádio é sempre mais barato do financiar dois estádios.
- Planeamento do território: evitava que se multiplicasse duas estruturas que têm o mesmo fim, num espaço com uma densidade populacional tão elevada como é o Funchal.
- Custo de manutenção - as despesas de manutenção do estádio divididas pelos dois clubes reduziria o esforço financeiro, que em última analise é feito - outra vez - pelo erário público.

Quanto custaria atribuir uma compensação aos funcionários públicos como foi feito nos Açores?

Nos Açores, uma medida deste tipo vai custar cerca de 3 Milhões. Ou seja, cerca de 10 vezes menos do que o Governo Regional da Madeira vai gastar no estádio.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Memória curta

"O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, disse hoje que quem não defende o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) "trai" os interesses de Portugal e da Região." in DN-Madeira

terça-feira, dezembro 07, 2010

O importante são as escolas serem mais eficazes

O ensino pode ser garantido por escolas públicas ou por escolas privadas. O serviço prestado é exactamente o mesmo. O Estado gasta o mesmo por aluno tanto na escola pública como na privada. Então quais são as diferenças?
As escolas públicas obrigaram o Estado a investir em edifícios próprios e a manter funcionários públicos com vínculos permanentes. As escolas públicas estão em auto-gestão. Logo não há controlo sobre a produtividade ou qualidade dos serviços prestados. Não controlo sobre os gastos. Consequentemente, as escolas públicas são mais caras e menos eficazes. Em Portugal ainda se acredita que uma escola só é um escola se a propriedade das paredes for do Estado e lá dentro só trabalharem funcionários públicos. O resultado é o que temos na Madeira. Temos muitas escolas novas e o triplo dos professores necessários e péssimos resultados escolares.
O que está errado é este pensamento de cariz comunista que acredita, mesmo contra as lições da História, que só o Estado pode prestar serviços. Enquanto esse modelo soviético vigorar não poderá haver reais progressos na educação deste país. Haverá de alguns fogachos, mas não haverá eficácia e qualidade.

E se ...

..dados os resultados impressionantes conseguidos pela Ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, hoje expressos através dos resultados do PISA, e tendo em conta as embaraçosas derrapagens que se voltaram a verificar no ministério da saúde...

...Sócrates fizesse voltar à base dois dos melhores ministros que este país já teve: Maria de Lurdes Rodrigues e António Correia de Campos.

Escolas privadas com financimanto público

O plano de austeridade em curso prevê o corte do financiamento das escolas privadas por parte do estado.
Foi através do anuncio desta medida que ficquei a saber que as escolas privadas têm um financiamento público da ordem dos 120.000€ por turma, que passará para os 80.000€.
Sabendo que cada aluno da escola pública custa aproximadamente 4000€/ano, fica-se agora a saber que o estado financia cada aluno do ensino privado exactamente com o mesmo valor que financia um aluno do público.

Se juntarmos ao financiamento público das escolas privadas os benefícios fiscais auferidos pelas classes sociais que têm acesso aos colégios privados, chegamos à brilhante conclusão que o estado gasta mais com cada aluno do privado do que gasta com o ensino público.

E esta, heim!

Wikileaks

Tenho em relação a este tema sentimentos confusos e até contraditórios.

Faz-me alguma confusão que alguém, sem um mandato judicial, e sem que seja para investigar um crime, possa ter acesso a informação que muitas vezes, apesar de envolver pessoas públicas, é informação pessoal.

Apesar do muito que se diz, nada indicia, para já, que a informação foi obtida de forma ilícita. Apesar de subjectivamente imaginar que essa seria a forma mais fácil.
Um ataque informático é crime, mas uma denuncia não é.

Por fim, o facto de se divulgar informação muito sensível em termos de segurança não significa que se o wikileaks pretenda que esses ataques sejam feitos. Se assim fosse o wikileaks venderia esta informação valiosa à primeira organização terrorista que desse mais dinheiro.
Ao não ter actuado assim, a wikileaks demonstra que verdadeiramente quer pôr a informação ao serviço dos povos.
É desta democratização de informação sensível que os governos têm medo. A outra é apenas jogo de poderes com geopolítica e espiões à mistura.

P.S. - Fiquei agradado de saber que o ministro dos negócios estrangeiros do meu país exigiu que nenhum prisioneiro fosse transferido para países onde poderiam ser torturados ou onde existisse a pena de morte. Mostra que mesmo ás escondidas rege-se por princípios.

Maria de Lurdes Rodrigues e o facilitismo

OCDE: Portugal regista evolução "impressionante" nos resultados da avaliação dos alunos.

P.S. - Depois da sua cruzada anti-Maria Lurdes Rodrigues a malta pedante do De Rerum Natura pede um pouco de tempo para digerir esta informação.

P.S. 1 - Os resultados obtidos em olimpíadas da matemática e eventos similares já indiciavam que os resultados estavam mesmo a mudar.

Porque será?

Porque será que os Açores podem evitar diminuir os salários dos funcionários públicos e a Madeira não?
Nos Açores existem cerca de 18.600 funcionários e na Madeira cerca de 30.000. Nos Açores os gastos com despesas de pessoal em relação ao PIB é mais baixo que a média europeia, os gastos da Madeira são os mais altos da UE.

Da falta de vergonha

Em Outubro de 2002, o então Primeiro-Ministro Durão Barroso (PSD), apresentava um Orçamento de Estado para 2003 em que, nas palavras do próprio: "...a Madeira foi prejudicada."Lia-se no Público: "O primeiro-ministro Durão Barroso afirmou hoje que a Região Autónoma da Madeira perdeu, em relação aos Açores, com o Orçamento de Estado para 2003 (...)."

"Em 2003, disse Durão Barroso, os Açores vão recolher 39 milhões, enquanto a Madeira irá receber 23 milhões de euros do PIDDAC."
Há uma redução no PIDDAC para a Madeira. Se há no orçamento deste ano desvantagem comparativa é a da Madeira em relação aos Açores", concluiu o primeiro-ministro."
Qual foi a reacção do PSD-Madeira?
Jardim demitiu-se?
Lançaram um guerra ao Governo da República?
Denunciaram o "garrote"?

Foi esta a resposta: "PSD-Madeira vai votar a favor do OE (2003) por razões de “solidariedade nacional"
"Alberto João Jardim anunciou ontem à noite que o PSD- Madeira vai dar o benefício da dúvida ao Governo e votará a favor do Orçamento de Estado (OE) para 2003, numa “demonstração de espírito de solidariedade nacional”.

Milhões em fuga da Madeira?

Dizer que o fisco perde dinheiro porque as empresas sedeadas no Centro Internacional de Negócios da Madeira têm benefícios fiscais é falso. Simplesmente porque se esses benefícios fiscais não existissem na Madeira, essas empresas estariam noutra zona com um sistema fiscal mais favorável. E nesse caso o fisco português ganhava zero.
Com essas empresas no CINM o fisco arrecada vários milhões em IVA - essas empresas não estão isentas do pagamento do IVA - assegura muitas centenas de empregos qualificados, arrendamentos de escritórios, compra de serviços e material às empresas regionais e pagamento de IRS e Segurança Social dos seus funcionários.
Portanto, sem o CINM a Madeira perde emprego qualificado, aumenta a crise do imobiliário, agrava a situação das empresas locais, perde receita de IVA, IRS e SS.

Tratado sobre o anonimato

(...) Então, o que diferencia o tom civilizado, no café, e o insulto gratuito na caixa de comentários? A pequenez da mesa. A proximidade física torna mais cordiais as pessoas. Já o anonimato das caixas de comentários dá aquela ilusão de distância que leva à impunidade. E esta, como se sabe, faz engrossar a voz.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Política regional

O deputado eleito pelo PS-Madeira votou a favor do Orçamento de Estado para 2011. O PS-Madeira não quer o OE-2011 aplicado na Madeira.

Os deputados do PSD-Madeira votaram contra o OE-2011. O PSD quer e vai aplicar o OE-2011 na Madeira.

sábado, dezembro 04, 2010

Eu gostaria de ter dito isto....

''Temos sido encorajados a gastar dinheiro que não temos em coisas de que não necessitamos para criar impressões não duradouras em pessoas que não são importantes para nós''.


Tim Jackson, autor de Prosperty without Growth?

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Salário Minimo de 500 €

Se os resultados económicos fossem melhores que o esperado, estariam neste momento os representantes dos patrões disponíveis para aumentar o salário mínimo acima do que estava acordado em concertação social?

Estou certo que não.

Então porque raio, perante as dificuldades, terão de ser sempre os mais fracos a ter de ceder?

sábado, novembro 27, 2010

Traidores

Alberto João - traidor
Guilherme Silva - traidor
Vania Jesus - traidora
Hugo Velosa - traidor
Correia de Jesus - traidores

Como é possível que os deputados do PSD que representam os madeirenses tenham votado contra um orçamento que garante integralmente as verbas de solidariedade de todos os portugueses em relação à Madeira?
Portugueses que serão sujeitos a grandes sacrifícios e que apesar de tudo serão solidários.

E no Futuro? Quando precisarmos novamente da ajuda? Como irão os portugueses olhar para este exemplo de traição dos representantes dos madeirenses?
Eu, quando vejo a minha ajuda ser desprezada, não volto a dá-la.
Quem dá, tem sempre opção. Quem recebe, não tem de ser submisso, mas deve no mínimo ser agradecido.

sexta-feira, novembro 26, 2010

Mundo sem fim


Esta obra “World without End” é a sequela do “Pillars of the Earth”. Passa-se na imaginária cidade inglesa de Kingsbridge e é um livro cheio de acção, intriga, aventura, amor, traição e história – apanhando dois grandes eventos a Peste Negra e a Guerra dos Cem Anos. O original em inglês está disponível em versão de bolso (são cerca de 1240 páginas...) na FNAC, por metade do preço da versão traduzida. Aconselho vivamente. Boa leitura.

Vitimização – Reacção – Totalitarismo

Friedrich Nietzsche, na sua “Genelogia da Moral”, dissertou sobre a necessidade cristã de mártires, na sua maioria inventados, de que alimentam a fé e sem os quais extinguia-se, - escrevendo que «o cristianismo (ou a moralidade dos escravos) necessita um ambiente hostil para funcionar, a sua acção é fundamentalmente reacção».

Ora, da mesma forma se organizam e alimentam os movimentos políticos totalitários. Estes transformam a política numa acção bélica, apelando ao sentimento de grupo, região, clube ou raça numa mobilização total e sem condições, num propósito irracional de uma vitória sem outro propósito que não seja ela própria, numa guerra sem quartel contra um inimigo de morte. Num mundo normal e racional, as mesmas pessoas que engrossam estas fileiras recusariam aceitar muitas das coisas, que neste turbilhão de sentimentos e emoções inflamados, passam a considerar normal.

E se não resulta, como não tem resultado? Há um plano B?

Primeiro foi-nos vendido que a ajuda à Grécia iria acalmar os mercados. Não acalmaram
Depois foi-nos dito que a austeridade faria acalmar os mercados. Não acalmaram.
Depois foi-nos vendido que a ajuda à Irlanda iria acalmar os mercados. Não acalmaram.
Agora querem que Portugal peça ajuda ao FMI e que aumente a austeridade, para que os mercados se distraiam da Espanha.

Têm mesmo a certeza que estão a aplicar os remédios certos? Será que ninguém questiona o facto de nenhum deles estar a produzir efeitos?

quarta-feira, novembro 24, 2010

Indicadores do estado da Região

Inside Job


"Inside Job" (A verdade da crise), o filme/ documentário que explica como se chegou à crise financeira de 2008 é, mesmo para quem já conhecia a história, chocante. Deixa-nos com um misto de nojo e raiva pelo grau de ganância e irresponsabilidade que arrasaram a vida de milhões de pessoas. Vale bem a pena ver este "Inside Job".

Quem segura o Jardinismo?

Durante 20 anos (1986 a 2006) o PS teve um Presidente da República da sua área. E nos últimos 15 anos (1995 a 2010) o PS esteve no Governo 12 anos.

O que aconteceu ao regime Jardinista?
Floresceu.

Macy Gray num noite fantástica




Grande concerto de Macy Gray, ontem à noite na Aula Magna em Lisboa. A voz rouca deambulou pelo soul, jazz, r&b e hip hop num crescendo de emoção que acabou com uma sala cheia de gente a dançar. Macy fez-se acompanhar por uma energética corista e por uma fantástica banda. Estes entravam em solos e a primeira saltava para a frente e cantava como se fosse ela a estrela da noite. Macy não parecia se importar em deixar outros brilhar. A festa era de todos. E que festa.


segunda-feira, novembro 22, 2010

Diziam aqueles que tudo previram (à posteriori)

"Depois da Grécia, Portugal é a grande ameaça ao Euro", diziam há apenas 6 meses.

Agora dizem, insistindo na táctica, que depois da Irlanda é Portugal que está na mira, tentando desesperadamente desviar as atenções dos problemas de outros passarões bem maiores e bem mais difíceis de ajudar.

sábado, novembro 20, 2010

Pa amb tomàquet


A coisa é tão simples como saborosa.

1 - Pão de casa tostado.
2 - Esfrega-se um alho por todo o pão.
3 - Barra-se meio tomate maduro por todo o pão.
4 - Tempera-se com um fio de azeite.
5 - Colocam-se umas fatias de presunto fino por cima.

E voilá. Uma delicia.
Pa amb tomàquet (diz-se pa amb tomaca) significa, como já devem ter percebido, pão com tomate, que segundo me consta era usado para amolecer o pão duro.

Só acho estranho ter sido o primeiro no facebook a gostar desta delicia catalã.

Desaparecimento conveniente

Segundo uma notícia do Público, a lista de clientes do repórter de imagem da RTP, desapareceu ou nunca exisitiu.
Confirma-se assim que a justiça, quando se trata de proteger os seus, é implacável. Da mesma forma que é implacável com quem lhes mexe nas benesses e com quem cria sobressaltos no seu diário "dolce fare niente".

Diz o povo sabiamente que «quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão». Assim, os desgraçados dos polícias que deram com a lista, estão agora entre a espada e a parede. Ou são acusados de destruírem prova, ou são acusados de a terem inventado.
De qualquer modo, os políticos, ex-governantes e juízes da dita lista estão, para já, a salvo.

P.S. - Um pormenor interessante da notícia é que pela primeira vez passa a ser incluída na lista do Pinota a existência de polícias. É evidente que os polícias foram lá colocados para tentar deixar a salvo os juízes e procuradores do facto das provas poderem ter sido destruídas. Esta gente trabalha bem bem.

quarta-feira, novembro 17, 2010

Chove em Luanda











Mais uma manhã de calor intenso em Luanda. A caminhada, pela marginal, do escritório à Universidade Agostinho Neto fez-me pensar que já me apetecia um pouco de Inverno. Duas horas depois, quando saia da universidade, as palmeiras da marginal dançavam ao som de um vento bravo, o céu franzia o olho e as pingas grossas de pré-aviso começavam a cair. Não havia dúvida: vem aguaceiro, é melhor fugir e já! Cheguei ao escritório a tempo de escapar ao aguaceiro, mas não das suas consequências. Quando chove em Luanda, a cidade fica (ainda mais) caótica. Nada a fazer. Agora espera-me umas 2 horas de trânsito até casa.

Why Ireland and the EU Are Fighting Over Irish Bailout

O mesmo se aplica a Portugal.

"Fears are high that the crisis might spread as market turbulence it more expensive for other fragile economies like Spain and Portugal to borrow, raising the possibility of future crises requring intervention. EU President Herman Von Rompuy even suggested that the union's very future might be at stake. 'If we don't survive with the eurozone we will not survive with the European Union,' he said."

terça-feira, novembro 16, 2010

Portugal é um país próspero

Quem ao longe, no meio de África, assiste aos telejornais portugueses pensa que aquilo é uma curta-metragem para ser exibida num festival de terror.
Se consultarem o ranking Legatum Prosperity Index verão que Portugal é o 26º país mais próspero do mundo. Colocado à frente, por exemplo, da Hungia, Polónia, Grécia, Correia do Sul, Israel, Arábia Saudita ou Argentina.
Segundo a ONU, Portugal foi o país na Europa que mais subiu no Indíce de Desenvolvimento Humano, nos últimos 5 anos.
Perante o mundo Portugal é mais reputado do que os EUA, Singapura ou Israel. Basta consultar o ranking do Reputation Institute, para constatar que o país está a meio da tabela.
O Eurostat afirma que a nossa economia é a que mais cresce pelo 5.º trimestre consecutivo entre os PIIGS. E que a nossa inflação foi em Outubro de 0,9% enquanto que a média europeia era de 1,9%.
Há muitas e boas notícias sobre Portugal.

Angola rendeu mais que particular do Real Madrid


DN: A viagem a Angola rendeu cerca de 1,5 milhões de euros ao Benfica, acima, por exemplo, do que cobra o Real Madrid, para muitos o maior clube do mundo, por um particular. Como o DN avançou antes da partida para aquele país africano, os encarnados tinham direito a pouco mais de 500 mil euros só pelo jogo com a selecção de Angola, mas os diversos patrocínios e outros prémios renderam o equivalente a quase duas vitórias na Liga dos Campeões.
Só o jogo em Luanda rendeu quase o mesmo que as duas únicas vitórias encarnadas na Champions, cada uma "taxada" a 800 mil euros. Por sua vez, o Real Madrid, normalmente, cobra um milhão de euros por cada particular. Este cachet, revelado por alguma imprensa angolana, entra assim na história do clube encarnado.

segunda-feira, novembro 15, 2010

2011/12 - Anos horríveis para o PS

Espero estar muito enganado, mas parece que o ano de 2011 vai começar com a reeleição de Cavaco Silva. Seguindo-se, na Madeira, um resultado para o PS tão mau ou pior que em 2007. E, lá para o Verão, o Governo PS cai e teremos uma coligação PSD/CDS. Em 2012, Carlos César não se recandidata e o PSD de Berta Cabral ganhará as eleições.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Hipócritas de m....

Ainda me lembro do PSD afirmar que os dados do crescimento económico para Portugal, contidos no Orçamento de Estado do corrente ano, eram irrealistas.
Portanto, há pouco mais de 6 meses, estas alminhas apostavam tudo em que Portugal nem 0,7% iria crescer.
Com os dados hoje divulgados, apontando para um crescimento bem superior às melhores estimativas, vem o mesmo PSD afirmar através do seu líder parlamentar que o crescimento de 1,5% é bom mas podia ser melhor.

Quem é que leva esta gente a sério?

Força Nacional

Economia Portuguesa com o melhor desempenho entre os periféricos, e não só.

Parece que a realidade teima em não acertar o passo com as previsões catastróficas dos Medinas Carreiras, dos Duques, dos Bentos, Ricardos Reis, etc. etc.

Este crescimento e aceleração em relação ao trimestre anterior, apesar de ténues, são muito significativos face à realidade que atinge grande parte dos países europeus.
O facto deste crescimento ser em grande medida suportado pelas exportação mostra inequivocamente que estamos no caminho certo.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Jornalismo de causas

Numa investigação sobre uma rede de exploração sexual foi identificado um operador de câmara da RTP que mantinha uma rede de contactos, e servia de intermediário entre as prostitutas e os clientes VIP. No computador deste, foram detectados uma lista de individualidades que envolvia diversos políticos, ex-governantes e juízes.
Neste momento podemos afirmar com algum grau de certeza que não há pessoas do PS envolvidas nesta actividade criminosa, caso contrário, os seus nomes já estariam escarrapachados nas primeiras páginas dos jornais.
Com mais certeza se fica quanto ao não envolvimento de socialistas quando o que hoje se afirma na imprensa é que os coitadinhos dos políticos e juízes estariam a ser alvo de extorsão.
É a inversão total perante aquilo que se pretende proteger (ou atacar).

Faz-me lembrar aquela anedota em que um leão se solta em plena baixa pombalina e um cidadão, num rasgo de bravura, atira uma pedra certeira à cabeça do animal, evitando uma tragédia.
Todos os jornais se preparavam para dar a notícia: «Bravura humana salva multidão das garras da besta».
Quando se soube que o homem era socialista o título mudou para : «Socialista assassina brutalmente leão indefeso».

domingo, novembro 07, 2010

Progressistas e reacionários

Desde o 25 de Abril que o PCP tudo fez para controlar os sindicatos, fazendo destes meras correias de transmissão das decisões do partido.

Ainda hoje, temos uma clara imagem do que estou a dizer.
A marcação da greve pelos sindicatos das forças de segurança far-se-á para o período da cimeira da nato , essa organização reaccionária.

Já na visita do progressista Hu Jintao, não passou pelas cabeças dos sindicalistas a manifestação nem a greve, apesar do efeito mediático ser semelhante.

O argumento dos sindicatos das forças de segurança para a marcação da greve foi a degradação das condições de trabalho. Mas parece que isso é apenas uma parte da história.

Antes de defender os trabalhadores é preciso prestar vassalagem ao comité central.

sábado, novembro 06, 2010

Acumulação de reformas e salário

Durante muito tempo, na atribuição de reformas, vigoravam as regras de cálculo que consideravam apenas os melhores 5 anos dos últimos 10 anos, ou qualquer coisa do género.
Este tipo de prática permitia grandes fraudes e injustiças, uma vez que havia gente que com carreiras contributivas muito pequenas, conseguia sugar até ao tutano o sistema de aposentações com o recebimento de reformas douradas, muito acima do que tinham sido as suas contribuições.
O caso dos políticos era apenas um caso particular, onde com carreiras contributivas de pouco mais de 10 anos obtinham reformas vitalícias que não correspondiam às suas contribuições para o sistema. Antes serviam para esconder uma remuneração que se fosse feitas às claras escandalizaria a população.

No entanto há que tratar de modo diferente o que é diferente. Não me choca nada que um político ou quem quer que seja, que tenha contribuído toda uma vida para o sistema de aposentação de acumular com um salário.
Se contribuiu, tem direito à reforma. Se trabalha, tem direito ao salário.

De modo a tornar o sistema mais justo, o que deveria ser feito era, nos casos em que alguém estivesse numa posição de acumular uma reforma com um salário, então o cálculo da aposentação teria em consideração toda a sua vida contributiva, e não apenas os melhores anos, nem admitiria casos particulares como o dos políticos.
Deste modo quem contribuiu apenas durante um período curto, teria direito a apenas uma parcela correspondente à realidade das suas contribuições.
E quanto ao salário, manteria-se a regra. Se trabalha recebe.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Cavaco, o poupadinho.

Cavaco já disse que apenas irá gastar metade do que a lei lhe autoriza. Entretanto soube-se que os outros candidatos, gastando tudo o que a lei lhes autoriza, não gastarão tanto como o poupadinho recandidato.

Com cartazes ou sem cartazes, sabe-se que as más companhias do PR custaram ao país mais de 4 mil milhões de euros.

quarta-feira, novembro 03, 2010

''Afinal, quem aumentou a despesa pública?'


Nos últimos 30 anos, a despesa pública aumentou de 29% para 45% do PIB. Um aumento do peso do Estado na economia de 16,3 pontos percentuais, dos quais 12,1 p.p. (75%) aconteceram em governos liderados pelo PSD e apenas 4,2 em governos PS.

Ver aqui.

domingo, outubro 31, 2010

Pato Donald

Na Suécia, onde os eleitores podem escrever o nome do candidato em que pretendem votar, o Pato Donald obteve mais de 100 votos.
Vejo esta atitude como um voto de protesto contra a classe política, ou como uma forma destes eleitores afirmarem que são contra todas as propostas que lhes são apresentadas.

Tendo em conta os candidatos que já se apresentaram para as próximas eleições presidenciais, é mais do que certo que o meu voto vai direitinho para o Pato Donald.

sexta-feira, outubro 29, 2010

quinta-feira, outubro 28, 2010

Afinal era a brincar

Eduardo Catroga à hora do almoço dizia cobras e lagartos sobre a última proposta do governo para o OE após negociações.
Ao lanche, durante a CN do PSD dizia que deveria ser aprovado. Nem mais, nem menos.

Isto cada vez mais parece um jogo de poker, com muito bluff de parte a parte.
Só é pena que estejam a jogar com o nosso dinheiro.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Será que estão convencidos?

Imediatamente após a apresentação das medidas de austeridade a incluir no OE2011, os mercados, mais precisamente os nossos futuros credores, sinalizaram positivamente a confiança nas medidas a tomar, diminuindo desde então, a percepção de incumprimento do pagamento das dívidas por parte de Portugal.
Também o vislumbre de entendimento entre o Governo e o PSD quanto à viabilização do OE e a implementação das medidas anunciadas, trouxeram confiança aos mercados.

Imediatamente após o rompimento das negociações com vista à aprovação do OE os juros da dívida voltaram a subir, tendo Portugal sido um dos países onde esse risco mais subiu, durante o dia de hoje.

Será que o PSD ainda não percebeu que os nossos credores acreditam na proposta do Governo e acreditam pouco nas alterações propostas pelo PSD?
Será que o PSD, que afirma que tem consigo grandes economistas e especialistas em finanças, ainda não percebeu que o adiar de redução do défice, como foi proposto pelo PSD, é imediatamente visto como um aumento de risco de incumprimento?
Não será contraditório por parte do PSD afirmar que não acredita que o governo consiga reduzir a despesa, porque é incompetente e porque nunca foi feito, e ao mesmo tempo propor que o OE contenha ainda mais redução de despesa?

Andamos a brincar à política!? Se não, pelo menos parece.

P.S. - Neste momento, todos os partidos, do CDS ao PCP já se devem ter arrependido dos anúncios feitos de rejeição do OE. Duvido que haja um que seja que queira o seu chumbo. Imaginem quem seria prejudicado com uma bipolarização política neste momento?

Cavaco, o poupadinho.

Numa invulgar apresentação de recandidatura, o actual presidente da república deu a saber que instruiu os responsáveis pela sua campanha que deveriam apenas gastar até metade do que a lei autoriza.
O que não foi dito, mas está implícito, é que cavaco, enquanto detentor do cargo de PR e tendo em conta as suas mais recentes iniciativas, já fez metade da sua campanha, mas usando os recursos da presidência da república.

sábado, outubro 23, 2010

Novas Oportunidades

Antes da Iniciativa Novas Oportunidades, a qualificação de adultos era apenas um daqueles chavões que todos usavam, mas que nenhum governo ousou colocar em prática.
Só a determinação (obstinação) da melhor ministra da educação, que este país já teve, permitiu que se transformasse algo que era um ideal, em algo palpável, com resultados.
Ainda existe uma elite que, com o argumento de que o esforço é que conta, não o resultado, considera que todos, mesmo os que já estão fora do sistema de educação, deveriam passar pela via sacra do ensino obrigatório.
Há casos de injustiça!? Com certeza. Mas há muito mais injustiças num sistema que recusa melhorar as qualificações, mesmo que seja apenas um pouco, para uma parte considerável da população.
A avaliação feita pela equipa do antigo ministro da educação do PSD, Prof. Roberto Carneiro, mostra à saciedade o sucesso desta iniciativa.
Mostra também, que ao contrário de muitos dos que a criticavam, Maria de Lurdes Rodrigues nunca recusou ser avaliada. Muito pelo contrário.

quinta-feira, outubro 21, 2010

Portugal, comprender o que é hoje





Ler isto e mais isto.

Mau tempo volta à Madeira

E o PCP fica-se?

Depois de Barack Obama e Liu Xiaobo no prémio Nobel, é agora Guillermo Farinas que recebe o prémio Sakarov, numa demonstração clara de cedência ao imperialismo Norte Americano.

Estes gajos estão todos feitos. É uma vergonha expor desta maneira o que é a prática dos regimes comunistas, no que às liberdades individuais básicas diz respeito.

Enquanto por cá, o PCP arma-se em arauto da defesa da liberdade, por lá é mais o contrário.

Publicidade destrutiva

Este Alberto João é um ponto.
Esta de expor na praça pública os bancos que emprestam dinheiro a quem não pode pagar, dá cabo da imagem de responsabilidade que muitos bancos esforçam-se, com dificuldade, por manter.

Se eu fosse banqueiro, pedia encarecidamente que o presidente do GR não me incluísse nessa lista negra dos bancos irresponsáveis. Mais tarde ou mais cedo os clientes começarão a perceber que são as suas próprias poupanças que estão em causa e desatam a retirar o dinheiro, acelerando a queda em desgraça.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Separados à nascença

O PSD e o PS-M são tão parecidos que até arrepia.
Lembram-se daquela história de João Carlos Gouveia pretender que os deputados madeirenses votassem contra o OE? E o que aconteceu depois?
Agora, o que está a acontecer com Passos Coelho é a imagem reflectida dessa outra do PS-M.
Prometeu que votava contra o OE. Agremiou apoios para essa posição. E no fim lá terá de votar favoravelmente um OE que deveria ser para chumbar.

Tanto num caso, como no outro, olhando apenas para as lógicas internas, as posições de JCG e de PPC faziam sentido, mas politicamente foram um desastre, pela impossibilidade de comandar uma rebelião à distância.
Por cá, o resultado foi a completa desautorização do líder do PS-M, acompanhada pela ostracizão dos "traidores".
O PSD ainda vai a tempo de evitar parte do vexame. Se PPC se mantivesse no caminho de chumbar o Orçamento, veria com certeza os cavaquistas a viabilizarem o OE, expondo as suas fragilidades como líder.
Se, como é neste momento expectável, PPC mandar aprovar o OE, será uma desilusão para os seus seguidores, mas conseguirá manter a fachada por mais uns tempos.
Seja como for, o resultado final nunca é positivo.

P.S. - Já repararam como Marques Mendes anda muito activo ultimamente. Andará já a preparar o pós-PPC?

quarta-feira, outubro 13, 2010

A arte de roubar

Coitado de Cristo que vê tão frequentemente o seu nome usado em vão.
Na arte de roubar a igreja católica é uma escola.
Percebo pouco de metáforas bíblicas, mas de certeza que o ladrão que ladeava Cristo na cruz, era um bispo.

Como é possível que o reitor do santuário de Fátima afirme sem se envergonhar que apenas 4% das esmolas dos fieis é devolvido em caridade.
Isso mesmo, dos 20M€ da caridade dos fieis, dão 800.000€ para um fundo de caridade e ficam com os restantes 19,2M€.
E estes senhores, que de cristãos têm muito pouco, ainda enchem a boca para falar dos governos e da finança.

Haverá maiores ladrões que eles?
Vão todos para o inferno.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Colocar instabilidade em cima de instabilidade

Segundo uma sondagem da aximage, se as eleições fossem hoje, não só nenhum partido conseguiria uma maioria absoluta como uma maioria de dois partidos seria mais difícil do que é hoje.

Com a não aprovação do OE2011 teríamos, com elevada probabilidade, uma situação financeira ainda mais difícil que a actual, com um governo ainda mais instável que o actual.

P.S. - apesar do desgaste que este governo tem sofrido, consequência das medidas de austeridade que teve de tomar, ainda assim o PS tem aparecido consistentemente à frente do PSD nas sondagens.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Este Governo é para Rir!

Governo recua na proibição de acumulação dos salários com pensões

As pessoas que actualmente recebem salário e pensão da função pública, vão continuar a receber. Apenas os futuros beneficiários ficarão inibidos desta acumulação.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Argumentos para a irracionalidade

O PS-M parece estar a dar por certo que o PSD-M tentará ir à boleia do plano de austeridade da República, tomando as mesmas medidas mas não assumindo as responsabilidades, como é seu timbre e já foi muitas vezes feito no passado.

Mas esse não é o pior cenário.

Em meu entender o pior cenário será aquele em que o PSD-M se recuse a tomar medidas para resolver a situação calamitosa das finanças regionais.
Não nos podemos esquecer que no próximo ano há eleições, e que o PSD-M em tempo de eleições eleva ainda mais a sua irresponsabilidade.
Deste modo, não aplicando as medidas duras mas necessárias para o equilíbrio das contas regionais, o PSD-M usaria o argumento de que não precisa tomar medidas porque a situação na Madeira é melhor que no resto do País.

Perderia a Madeira porque veria mais uma vez adiada a situação em que está, e perderia o PS-M por ficar associado, mesmo não querendo, às medidas do governo da república.

Os amigos da Manuela

Lembram-se daquela operação de cosmética financeira que permitiu que Manuela Ferreira Leite, através da titularização de créditos da segurança social para o citigroup, escapasse ao défice excessivo? Operação essa que foi muito benéfica para o tal grupo, mas desastrosa para o estado português.

Pois é. O mesmo citigroup vem agora dizer que "arrecadar dinheiro não é a mesma coisa que cortar gastos".

Deveriam ter um pouco mais de vergonha na cara.

Argumentos do céu

Os Açores não têm as contas públicas no estado em que estão as da Madeira, por isso não irão aplicar na integra o pacote austeridade que será aplicado pelo governo da República.

A Madeira, dado o estado das nossas contas públicas, não só não tem alternativa como provavelmente terá de tomar medidas ainda mais duras.

Conclusão: a questão não é poder ou não poder. A questão é ter ou não ter de tomar as medias difíceis.

Capelinhas

O novo governador do Banco de Portugal propôs a criação de mais uma "agência" de avaliação orçamental.
A proposta não me parece descabida, ainda para mais quando a proposta procura aumentar a transparência dos encargos assumidos pelo estado, sobretudo no médio longo prazo, e procurando garantir a indepêndencia face ao poder político.
No entanto, já existem outros organismos com funções semelhantes, nomeadamente a Unidade Técnica de apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República.
Numa altura em que se pedem sacrifícios aos portugueses, seria do mais elementar bom senso que não se propusesse a multiplicação de institutos sobre a alçada do estado.

Porque não avançar para uma regra semelhante à que já vigorou para a admissão de novos funcionários públicos, conhecido como o "sai dois, entra um".
Deste modo só seria aceite a criação de um novo organismo, após a extinção de outros dois com funções semelhantes. E ainda assim com a necessária justificação da redução de custos.

É necessário um estado mais leve, para reduzir atritos, aumentar responsabilidades e prestar um melhor serviço à população.

domingo, outubro 03, 2010

Argumentos do diabo

Como é possível que o PS-M passe o tempo todo, e bem, a dizer que a divida da Madeira é gigantesca e que mais tarde ou mais cedo porá em causa a capacidade de financiamento da nossa economia, para agora dizer que o governo regional não tem de tomar as mesmas medidas duras que o governo da república?

Não fazia mais sentido argumentar que as medidas na Madeira já deveriam ter sido tomadas à mais tempo porque a situação na Madeira é muito mais grave que no resto do País.

Ou será que há alguém no PS-M que acha que o endividamento irresponsável da Madeira, obra do PSD-M, pode ser resolvido sem esforço e sacrifícios?

Que a Madeira tem autonomia administrativa, é uma verdade incontestável, mas essa autonomia deveria revelar-se na antecipação da resolução dos problemas da nossa região e não no seu eterno adiamento.

sábado, outubro 02, 2010

Paga a justo pelo pecador

Tendo em conta a qualidade do ensino e da justiça em Portugal, face ao esforço que os contribuintes têm de suportar, não me parece muito desadequada a redução de salários que os funcionários destes sectores serão alvo.
É verdade que dentro de cada um destes sectores há bons e maus, mas se são os próprios que não querem avaliações sérias que permitam a distinção, então não vou ser eu a me preocupar.

Já no sector da saúde, onde gastamos claramente menos que outros países e onde os nossos indicadores são invejáveis, faz-me confusão que os profissionais tenham de suportar pela falta de qualidade dos outros.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Coincidências

O governo irlandês vai necessitar de cerca de 50.000 M€ para resgatar um único banco, o Anglo Irish Bank. Um valor que é próximo dos 30% do PIB daquele país.
Caberá a cada irlandês um encargo de 12000 €.

Por cá, dizia-se que o regulador financeiro era incompetente, mesmo sabendo que o dinheiro eventualmente gasto com o resgate do banco do cavaquismo nunca atingirá mais que 3% do nosso PIB, sem dúvida o valor mais baixo de toda a europa com o resgate da banca.

O que dizer então do regulador irlandês?
Deve ser coincidência o facto da Irlanda ser governada por um governo de direita, que considera que os mercados têm sempre razão, e que qualquer regulação é uma intromissão na acção da mão invisível.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Assim se vê a gratidão

Depois do temporal de 20 de Fevereiro o governo português prontamente disponibilizou-se para ajudar a Madeira com uma verba de cerca de 1000 M€, apesar do país viver numa situação extremamente delicada de finanças públicas e apesar dessa ajuda à Madeira contribuir para o aumento da dívida e défice do País.

A UE muito relutantemente vai auxiliar a Madeira com apenas 30M€, com tinha sido anunciado há algum tempo e foi agora confirmado.

O deputado europeu, Nuno Teixeira, em vez de criticar a falta de apoio da UE de Durão Barroso e elogiar o apoio de Sócrates, faz precisamente o contrário.
Diz que a culpa da UE não apoiar com mais verbas é do governo da república.

Maior ingratidão não podia existir.

terça-feira, setembro 28, 2010

Projeções Vs Realidade

Esta infografia de Amanda Cox para o NY Times, está simplesmente fantástica.
Adoraria ver uma infografia destas feitas para Portugal e para diferentes fontes de projeções.

Ilustrativo

Numa notícia do Jornal de Negócios online pode ler-se "Reino Unido cresce ao nível mais rápido em 9 anos". A ilustrar a notícia vem a cara do PM inglês, David Cameron.
No corpo da notícia pode ler-se que o tal crescimento refere-se aos dois primeiros trimestres de 2010.
Acontece que o actual PM inglês só tomou posse a meio do 2º trimestre, e é pouco provável que ele seja o responsável de tanto sucesso.
Assim sendo, fazia sentido que fosse a cara do ex-PM, Gordon Brown, a ilustrar a notícia.
Apenas por uma questão de justiça. O seu a seu dono.

Muitas Receitas

A OCDE veio a Portugal apresentar o seu relatório sobre a situação do País e fez algumas recomendações sobre medidas a tomar no imediato e no médio-longo prazo.
Como essas recomendações estão em linha com o que o governo já tinha mostrado intenção de aplicar, toda a oposição caiu em cima da OCDE, acusando-a de estar a fazer propaganda ao governo.
Tão exaltados foram os protestos que até parece que aquelas recomendações são novidades completas e que nunca tinham sido feitas.
Algumas daquelas recomendações até vão de encontro a propostas que os partidos da oposição fizeram no passado. Não interessa. Como agora não dá jeito falar disso então ataca-se a OCDE.

Neste vuvuzear todo, é no entanto preciso realçar o papel do PSD.
Ninguém dúvida que se o PSD estivesse no governo, tomaria as medidas que achasse necessárias para resolver os problemas do país, mesmo que fossem contra promessas anteriores. Veja-se o caso do prometido choque fiscal e o aumento do IVA em 2%, contrariando a promessa eleitoral.
Dito de outra forma. Uma coisa é o que os partidos dizem para conquistar eleitorado, e outra coisa bem diferente é o que tem de ser.
Em tempos de vacas gordas, acredito que os partidos sigam as suas agendas, mas em tempos de dificuldade, fazem responsavelmente o que tem de ser.
Estando na oposição, esperam que os governos tomem as medidas difíceis e impopulares, dando a entender ao eleitorado que fariam diferente. Mas não fariam.

domingo, setembro 26, 2010

Guterres, foste grande.

Quem foi o governante português que em democracia diminuiu o peso da despesa do estado, menos aumentou a carga fiscal, mais baixou o desemprego e diminuiu o stock da dívida do estado português relativamente ao PIB?
Se não respondeu António Guterres então é porque está a ser vitima de preconceito e não está a fazer um juízo baseado em factos.
Com o governo de Guterres o peso da despesa do estado passou de 37,1% do PIB para 35,1%. Mais nenhum governante conseguiu baixar o peso da despesa do estado.
Com o governo de António Guterres o peso das receitas fiscais, ou seja impostos, apenas aumentou 0,1% do PIB em 6 anos.
Nesses 6 anos de governo de Guterres, a taxa de desemprego passou dos 7,1% deixados por Cavaco Silva, para uns historicamente baixos 4%, nunca mais repetidos.
Por fim, convem referir que apenas a governação de Guterres foi capaz de fazer baixar o peso do Stock da Divida do estado nuns relevantes 4%, de 61,1% do PIB para 56% do PIB.

Mesmo com este registo, António Guterres foi encurralado por um sistema político que não permite a um partido que não tenha uma maioria parlamentar, mesmo que seja por escassa margem, governar com o seu programa de governo.

Num momento em que se discutirá a revisão constitucional, estes factores devem estar em cima da mesa. Existem pelo menos dois caminhos possíveis para aumentar a governabilidade: ou a constituição obriga a uma maioria parlamentar de um ou mais partidos para formar governo, ou em alternativa facilita a existência de maiorias parlamentares de um só partido, deixando de fora do parlamento partidos que não pretendem fazer parte de qualquer solução de governo. A situação actual não serve ao Pais.

* - os dados apresentados no quadro acima foram retirados do PORDATA

sexta-feira, setembro 24, 2010

Transparência na carga fiscal

Já defendi no passado que deve existir toda a transparência na relação financeira entre o estado e os contribuintes.
Considero que deveria fazer parte do OE uma disposição que impusesse, para cada ano, um limite à carga fiscal em percentagem do PIB.
Caso esse tecto fosse ultrapassado, deveria o estado devolver esse excesso aos contribuintes.

Não tenho qualquer preconceito relativamente ao pagamento de impostos. No entanto, deve haver indicações claras do sentido que a carga fiscal está a seguir.

Não faz sentido que o estado aumente a carga fiscal durante um período recessivo, mas em contraponto acho normal e aconselhável que o estado se prepare em tempos de expansão económica, cobrando mais impostos quer para baixar o défice quer o endividamento.
Do mesmo modo o investimento público deve recuar em período de expansão para haver condições de avançar quando o investimento privado é obrigado a recuar.

Infelizmente estamos metidos num buraco, e é necessário aumentar a carga fiscal neste período pouco expansivo. Não é a situação ideal, mas a alternativa de deixar tudo correr seria bem pior.

Apesar deste ser um problema português, estamos longe de ter a exclusividade nesta matéria.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Plataforma com MPT

O PS-M teve uma oportunidade de ouro para colocar o MPT em cheque. Se em vez de fazer o joguinho hipócrita da inclusão total, tivesse afirmado que não convidava o MPT para a PD por este partido ser um satélite do PSD, tinha ganho em duas frentes.
Por um lado desmascarava o MPT e por outro evitava ter "mais" informadores do PSD dento deste projecto.
Assim, a degradação deste projecto será mais acelerada.

Fia-te na virgem e não corras

Tendo em conta os intervenientes e o passado da história da expulsão de Victor Freitas da ALM o mais provável é que esta seja mais uma manobra dilatória e que a carta não tenha sido enviada nem recebida.
Será que os jornalistas se deram ao trabalho de confirmar com os supostos receptores da carta se efectivamente a tinham recebido?

terça-feira, setembro 21, 2010

O sobe e desce do risco da dívida

1º acto
Rumores sobre o incumprimento da Grécia fazem subir o risco da dívida em toda a Europa. Os países periféricos como Portugal, Espanha e Irlanda são especialmente afectados.

2º acto
Descida do rating da Irlanda leva a nova escalada do risco da dívida dos PIIGS. A Irlanda é o país mais afectado, mas a generalidade dos riscos dos países periféricos sucedem-lhe nas subidas.

Quer isto dizer que Portugal não tem culpa alguma?
Não. Os níveis de endividamento externo, os défices orçamentais e comerciais, acompanhados de um crescimento económico anémico, fazem diminuir a confiança na nossa economia, e na nossa capacidade de pagar os nossos compromissos.

O que pode ser feito?
A execução escrupulosa do que foi acordado no PEC II, é essencial para acalmar a desconfiança.
Haverá danos socais?
Sem dúvida. No entanto serão muito menores do que aqueles que nos seriam impostos pelo FMI.

P.S. - Hoje, o risco da dívida portuguesa está a baixar, depois de ontem o governo ter apresentado a sintese de execução orçamental e depois do sucesso da emissão da dívida de Espanha e Irlanda.

Malaquias

Pois é, meus amigos.
A permanência por demasiado tempo no poder leva inevitavelmente a uma sensação, muitas vezes real, de impunidade, e os abusos começam a surgir. Devagar no começo e depois completamente à descarada.

A situação da bolsa de estudo que o filho da secretária regional do trabalho e da solidariedade dos Açores, apesar de poder ser legal, é uma vergonha, e espero sinceramente que tenha consequências políticas.

Não é aceitável, muito menos para o filho de um governante e ainda para mais com posses que a maioria dos Açorianos não têm, que alguém possa usufruir, a fundo perdido, de dinheiros dos contribuintes para efectuar uma formação, que é muito mais benéfica para quem recebe do que para quem dá.

É verdade que este principio, aplica-se à generalidade da formação superior. É um facto que a formação superior é um bem, principalmente para quem a possui.
É por isso que defendo como muito mais justos e eficazes os empréstimos a juros bonificados, em vez de bolsas a fundo perdido, dependendo a bonificação da situação patrimonial de quem a recebe.
Apenas em caso excepcional e onde o beneficio de quem dá é evidente, aceito como válido um sistema misto de bolsa (a fundo perdido) conjuntamente com um empréstimo bonificado.
O caso de medicina nas regiões autónomas é um desses casos. A carência de médicos é evidente e como tal é do interesse dos respectivos serviços regionais de saúde que os médicos trabalhem, pelo menos durante um período, para quem lhes proporcionou uma bolsa a fundo perdido.

A formação em geral, e a formação superior em particular, podem ser ferramentas poderosíssimas de progressão social, dando oportunidades a quem à partida não as teria. Também por isso, a distinção entre quem precisa de apoio para progredir socialmente, e quem não precisa por já ocupar patamares sociais elevados, deve ser feita.
Sendo os meios limitados, os apoios devem concentrar-se em quem precisa e não ser desperdiçados em quem já tem mais que suficiente.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Nervosismo

A despesa do estado, apesar de superior à do ano passado, em grande parte devido ao aumento das despesas com apoios sociais, está mesmo a reduzir-se e está neste momento em linha com o orçamentado.
A diferença relativamente a 2009 era de 4,3% em Julho, passando para 3,8% em Agosto, atingindo agora os 2,7%, como pode ser visto na Síntese de Execução Orçamental.

O facto do governo estar a cumprir os seus compromissos, parece que está a espalhar um nervosismo miudinho naquela oposição que já dava José Sócrates por acabado.

Tenham paciência. Ainda terão de esperar mais algum tempo.

P.S. - Apesar da insistência dos medinas carreiras deste país em pintar o quadro muito mais negro que a realidade, um responsável do FMI afirmou-se confiante na capacidade do governo para controlar as contas públicas.

sábado, setembro 18, 2010

Quem semeia ventos...

colhe tempestades.
É impensável que o Governo diminua os salários dos funcionários públicos. O Estado quando contratou estas pessoas acordou estas condições e tem de as cumprir. Aliás, não há razão para tal indecência. Há muito por onde cortar.
Se calhar alguém lhes devia perguntar: Porque se aumentou os funcionários acima do nível da inflação a meio de uma crise? Porque é que o Governo desperdiçou milhares de milhões no BPN? Porque é que se gastam tanto dinheiro, nesta altura, em submarinos?

Boom Boom

All along the watchtower



...When i'm sad, she comes to me...

sexta-feira, setembro 17, 2010

A verdade é esta...

Ernâni Lopes: Salários da função pública têm de descer.

Diferença do tamanho do mundo

O Tino leu que os portugueses, apesar da crise, trocaram de carro. Concluí que não há diferença entre governantes e governados. São todos despesistas.
A diferença é simples: quando nós compramos um carro usamos o nosso dinheiro, quando os governantes compram um carro fazem-no com o nosso dinheiro. Nós fazemos o que entendermos com o nosso dinheiro e assumimos as consequências, mas quando os governantes fazem o que querem com o nosso dinheiro, somos nós que teremos de suportar as consequências. O que está aqui em causa é uma questão de liberdade. A nossa liberdade varia de acordo com o poder de decidirmos o que fazer com o nosso dinheiro. Quando o Estado "rouba" parte do nosso rendimento e passa a decidir o que vai fazer com ele, a nossa liberdade diminui. Cada vez que os impostos aumentam, somos um pouco menos livres. Cada vez que os governantes desperdiçam o nosso dinheiro e nos mandam a conta, ficamos mais escravos de uma divida que não contraímos, que não queríamos e com a qual não queremos onerar os nossos filhos.

OE2011 já passou

Em entrevista dada ontem no canal público, Pedro Passos Coelho, abriu, diria mais, escancarou a porta, para a aprovação do OE2011.
Ao afirmar que estaria disposto a aceitar uma limitação às deduções fiscais dos escalões mais altos em troca de um aumento dos limites dos escalões mais baixos, o líder do PSD mostrou qual foi a forma airosa que o seu partido escolheu para não ficar muito mal na fotografia.
A realidade é tramada e o que acontece neste momento é que os escalões mais baixos não conseguem atingir os limites de deduções porque simplesmente não têm dinheiro suficiente para fazer despesas quer na saúde quer na educação, usando fundamentalmente os serviços públicos.
Aumentar os limites de deduções fiscais para os escalões mais baixos não tem efeito nenhum, porque se as pessoas nesses escalões não conseguem atingir os limites actuais muito menos atingirão limites mais altos.

De qualquer modo é bom saber que o PSD está disposto para aprovar o próximo orçamento.
Fica o País a ganhar.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Estado despesista

As vendas de automóveis descem na UE mas aumentam em Portugal.

Olho, e não vejo grandes diferenças entre os governados e os governantes.

Saber ler os números

Há uns dias atrás foi noticiado que, analisando os dados de execução orçamental de Agosto, verificava-se que a despesa do estado continuava a aumentar, sendo mesmo referido que tinha aumentado mais 3,8%, depois de em Julho ter aumentado 4,3%.
Acontece que as variações referidas são relativas ao mesmo período do ano anterior, ou seja, são as variações homologas, e assim sendo, se havia um aumento de 4,3% em Julho que passou para 3,8% em Agosto, isto significa que as despesas estão a diminuir.
Além disso, tendo em conta a aprovação tardia do OE e que as medidas do PEC apenas começaram a ter efeito a partir do segundo semestre, significa que os números apresentados até agora não significam que o estado não consiga diminuir a despesa nem que não consiga atingir as metas de défice. Bem pelo contrário.

Ontem, a noticia era a diminuição de 1,5% dos empregos, mais uma vez, relativamente ao mesmo trimestre do ano anterior.
Se no primeiro trimestre a diferença era de 1,7% e no segundo passou para 1,5%, não é óbvio que a diferença é menor?

Mais uma vez as explicações do governo são coxas, deixando proliferar pela opinião pública que as coisas estão a piorar, quando na realidade não estão.

quarta-feira, setembro 15, 2010

Jornalismo copy & past

É cada vez mais frequente ver jornalistas de diversos órgãos de comunicação social a copiar acriticamente a primeira coisa que lhes aparece à frente.
A história do "chinelo encontrado morto" relatada aqui e aqui, mostra bem o jornalismo desleixado que por ai vai.
A LUSA, fica muito mal na fotografia, mais uma vez. Uma agência de informação tem de ter padrões de profissionalismo muito acima daqueles que têm sido apresentados.
Também os jornalistas que estampam com as asneiras feitas por outros, estão longe de ficar desculpados pelas tontices alheias.

E o sócio como uma "golden share" aceita isto?

PT pagou 1,8 milhões pelas saídas de Soares Carneiro e Rui Pedro Soares

terça-feira, setembro 14, 2010

Mudar a expressão "pupu" por "caca"

Pedro Passos Coelho substituiu a expressão "razão atendível" por "razões legalmente atendíveis" na sua proposta de revisão constitucional, relativamente aos despedimentos.
O mesmo é dizer que não mudou coisa alguma, e o mesmo é dizer que o PSD continua a pretender que haja razões para despedimento que, podendo ter enquadramento legal, não são justas.
Ficamos entendidos.

Contas simples

Analisando os números de alunos e professores que o Diário publicou na edição de 3/9/2010, concluímos que a ratio professor/aluno de 1 prof. para cada 7 alunos está deturpada pela inclusão do pré-escolar e jardins de infância.
Se analisarmos apenas os números referentes ao 2.º, 3.º ciclo e ensino secundário, a ratio é de 1 professor para cada 6 alunos (27.300 alunos/4.395 professores).
Ora, se a ratio nacional é de 1/18, e já é a menor da OCDE, quer isso dizer que o 2.º, 3.º ciclo e ens. sec. da Madeira tem o triplo dos professores que devia ter. Para ter uma ratio igual à menor da OCDE seriam necessários apenas 1.465 professores. Menos 2.930 dos actuais 4.395.
Isto representa anualmente cerca de € 51.275.000 (Cinquenta e um milhões e duzentos e setenta e cinco mil euros) (só em salários) (cerca de € 1.250 médio X 14 ordenados =€17.500 X 2.930= € 51.275.000).
Com este enorme esforço financeiro teríamos de ter o melhor sistema de ensino do mundo. No entanto, os resultados escolares da Região continuam a ser muito fracos. Portanto, estamos a desperdiçar anualmente 51 Milhões de euros. E porquê? Porque nós, contribuintes pagantes e clientes da escola pública, fomos sequestrados pela corporação. Nós apenas temos o direito a pagar. Sempre mais e sem perguntas. Não podemos ter uma opinião e nem pensar em exigir mais qualidade pelo que se paga.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Ainda a objectividade necessária

Miguel Fonseca, em resposta ao meu reparo e pedido de objectividade, achou por bem contestar, que afinal não tinha feito criticas aos outros partidos da oposição depois da apresentação da Plataforma Democrática.
Estando certo em relação ao PND e PCP, não está em relação ao CDS. No entanto, o objectivo da minha chamada de atenção era não perder tempo com essas minudências, e não perderei.

Noutro ponto, relativamente ao candidato que ambos apoiamos, como deve compreender o MF, não sou, nem pretendo ser o procurador do Victor Freitas. E muito menos o interpretador dos seus silêncios.
Eu, por exemplo, quando fico muito tempo sem escrever nada neste blog, significa que apetece-me fazer criticas violentas, mas tendo noção do impacto que teriam, contenho-me. Quando depois digo alguma coisa, é apenas a ponta do iceberg.
Cada um terá razões para os seus silêncios.

Nunca questionei os silêncios, relativamente à Plataforma Democrática, de Bernardo Trindade, Emanuel Jardim Fernandes, JS e Mulheres Socialistas, se bem que o silêncio destes últimos tem sido crónico.
Terão outras razões, iguais ou diferentes das do Victor. Não quero saber.

Tirando estes pormenores, interessantes do ponto de vista da intriga política, mas que valem zero, tudo o resto, nomeadamente o apelo à convergência, não só na acção mas também no discurso, é que deve nortear aqueles que desejam outras condições para fazer política na Madeira.

Sobretudo é preciso não cair no erro de achar que se ganhará votos canibalizando os restantes partidos da oposição. Nunca aconteceu e não acontecerá. Só retirando votos ao PSD é que haverá mudanças.

Ad Hominem

Como é previsível a constatação feita pelo deputado do PS-M, Carlos Pereira, sobre o estado do turismo na Madeira, terá, por parte do PSD-M a reação de ataque à pessoa e não aos argumentos.

Sobre os argumentos usados por Carlos Pereira, por serem verdadeiros, não será dita uma palavra.

Mau dia para criar crises políticas

Segundo o barómetro mensal da eurosondagem, se as eleições fossem hoje o PS voltaria a ganhá-las.
Mas mais importante que isto é o facto de mesmo associado ao CDS, o PSD não conseguir uma maioria absoluta.
Dito de outra forma, se o PSD provocasse uma crise política agora, a propósito do OE2011, o resultado não seria um cenário político mais favorável que o actual.

Mais vale, ficarem quietos.

Conselho a Miguel Fonseca

O Miguel é uma pessoa inteligente. Vive a política como poucos.
No entanto tem falta de objectividade.
Passo a explicar. O tempo que o MF passa a criticar, fazer reparos e denunciar estratégias a favor do regime de elementos da oposição e de elementos não concordantes dentro do seu partido podiam ser muito melhor empregues se e o MF evitasse dispersões de pensamento.
Desde que foi anunciada a Plataforma Democrática, o Miguel já criticou o CDS, o PND, o PCP, o Raimundo Quintal, o Victor Freitas, etc.
Se em vez de cada post desperdiçado com fait divers, o Miguel tivesse escrito um post capaz de levar os representantes de cada partido a seguir as pisadas do PS-M, e deste modo ampliar a visibilidade pública dessas causas, muito já teria sido ganho.
Se em vez de cada post desperdiçado o Miguel tivesse dado voz a intervenções de partidos da oposição contra o partido do Governo, então nem precisaríamos de falar em criação de Plataforma Democrático, pois ela própria já estaria informalmente criada.
Espero que o MF seja capaz de aceitar este reparo sem ver nele mais um ataque à estratégia do PS-M, porque não é.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Porque estamos sequestrados

Segundo a edição de Diário de Notícias de 6.ª feira passada, existem 55.000 alunos na Madeira para 7.000 professores. Ou seja, 1 professor para cada 8 alunos.
Para ponderarmos se isto faz algum sentido, pensem nisto:
Na Justiça, há um juíz e um procurador para cada 8 cidadãos?
Na Saúde, há um médico e um enfermeiro para cada 8 doentes?
Há esta ratio nas Forças de Segurança? Nas Forças Armadas? Há qualquer coisa parecida em algum outro sector da Sociedade?
E há, em qualquer outro sector, a exigência - seguida de ameaça - da parte dos sindicatos de que o Estado tem de colocar, todos os anos, todos profissionais?
E já pensou quem é que paga esta factura?

A realidade e a fantasia

Os professores/sindicalistas-profissionais e os grandes "especialistas em pedagógia" repetem que as turmas em Portugal são muito grandes. Esta semana saiu um estudo da OCDE que mostra a realidade (resumo retirado daqui):

A dimensão das turmas, em Portugal, é inferior à observada para a média dos países da OCDE.
Nos primeiros seis anos de escolaridade, a dimensão média das turmas, em Portugal, é de 18,6 alunos. Nos países da OCDE, as turmas têm em média 21,6 alunos. O Japão (28 alunos por turma), o Reino Unido (25, 7 alunos por turma), os Estados Unidos (23,8 alunos por turma), a Austrália (23,2 alunos por turma), a França (22,7) e a Alemanha (21,9) apresentam turmas com uma dimensão muito superior à observada em Portugal.
No terceiro ciclo do ensino básico, em Portugal, as turmas têm em média 22,2 alunos, enquanto nos países da OCDE as turmas têm 23,7. A Alemanha (24,7 alunos por turma), a França (24,1 alunos por turma), a Espanha (23,6 alunos por turma), os Estados Unidos (23,2 alunos por turma) e a Austrália (23 alunos por turma) apresentam turmas com uma dimensão muito superior à observada em Portugal.

Número de Alunos por Professor
O número de alunos por professor, em Portugal, é dos mais baixos dos países da OCDE.
Nos primeiros 6 anos de escolaridade, o número de alunos por professor é de 11,3, contrastando com o valor de 16,4 para a média dos países da OCDE. O Reino Unido (20,2 alunos por professor), a França (19,9 alunos por professor), a Holanda (15,8 alunos por professor), a Finlândia (14,4 alunos por professor), e os Estados Unidos (14,3 alunos por professor) apresentam um maior número de alunos por professor.
No terceiro ciclo do ensino básico, a relação é de 8,1 alunos por professor, enquanto nos países da OCDE a média se situa nos 13,7. Portugal regista o número mais baixo de alunos por professor no quadro dos países da OCDE. A Alemanha (15 alunos por professor), o Reino Unido (15 alunos por professor), os Estados Unidos (14,8 alunos por professor) e a França (14,6 alunos por professor) apresentam claramente um número mais elevado de alunos por professor.
No ensino secundário, o número de alunos por professor é de 7,3, valor muito distante da média dos países da OCDE (13,5). Portugal regista o número mais baixo de alunos por professor no quadro dos países da OCDE. A Finlândia (15,9 alunos por professor), os Estados Unidos (15,6 alunos por professor), a Suécia (14,7 alunos por professor) e a Alemanha (14 alunos por professor) apresentam notoriamente um número mais elevado de alunos por professor.

No pasa nada

Na Madeira, a industria hoteleira e o turismo, são sem margem para dúvidas a nossa actividade mais valiosa e a que mais contribui para o aumento da nossa riqueza.
Pelos dados ontem divulgados pelo ine, em Julho fomos a unica região do País onde houve uma quebra, tanto de dormidas como de receitas face ao ano anterior.
Por muito maus que estes dados pareçam, o baixar de braços é tanto que na comunicação social madeirense nem se toca no assunto, e os nossos responsáveis governativos limitam-se a dizer que "pode ser que os turistas escolham a Madeira à última hora ".

A aluvião de Fevereiro passado e os incêndios deste Verão vieram contribuir ainda mais para a degradação das perspectivas de melhoria.

Infelizmente, sabemos que a única coisa que o PSD-M será capaz de fazer é atribuir as culpas a outros.

terça-feira, setembro 07, 2010

Com lacinho e tudo

Será que não se consegue fazer um embrulhinho com o Queiroz, o Oliveira e o Madail e enviá-los de presente para um país amigo como a Coreia do Norte?

Certinho como um relógio

Há uns dias atrás tinha referido que quando o risco da dívida portuguesa subia, tínhamos notícias para todo o dia, quando o risco diminui, temos o silêncio, que se vai cantar o fado.
Com uma precisão impressionante, a meio do dia, e surgido directamente da LUSA, veio a notícia bombástica: "Risco da Dívida Portuguesa é a que mais sobe no mundo". Não era verdade, mas parece que isso não trava ninguém nos órgãos de CS, mesmo a especializada.
Depois de uma semana em que o risco da dívida portuguesa vinha a descer, sem que isso fosse notado por ninguém, a correcção de hoje mereceu um destaque que não merecia.
Além disso, num dia em que a generalidade dos países, inclusive a Alemanha, viu o seu risco de incumprimento subir, estranho seria que Portugal escapasse ao aumento de risco.
Finlândia, Itália e Irlanda viram mesmo os seus riscos aumentar mais que Portugal. Foi isso que foi dito pela Comunicação Social, não foi? Não? Não interessa.

Só não percebo como é que este tipo de campanhas passam impunemente sem que alguém com responsabilidade as desminta.

Irresponsabilização e usurpação

A decisão de submeter os orçamentos nacionais ao crivo da UE é uma aberração, e não tem qualquer legitimidade democrática.
É uma usurpação de funções que, sem que os cidadãos europeus se tenham manifestado favoravelmente, retira soberania aos estados membros.
Imaginam o que seria se os orçamentos das Câmaras municipais tivessem de ser previamente aprovados pelo governo? Ficariam os nossos autarcas impávidos e serenos a ver a banda passar?

Defendo impostos diferenciados para cada nível da administração, ou seja, impostos nacionais para funções desempenhadas pelo estado central, impostos regionais para as administrações regionais, e impostos autárquicos para o funcionamento das autarquias locais.
Do mesmo modo defendo um imposto europeu, em substituição das contribuições dos países para o orçamento da UE, para pagar o orçamento europeu.
Como é evidente cada nivel de administração deve administrar o dinheiro disponível dos seus impostos e não se imiscuir nos impostos dos outros níveis de administração.
Só assim existe correspondência entre o beneficio atribuído aos cidadãos por cada nível de administração e aquilo que lhes é pedido em troca através dos impostos.
Só assim existe responsabilização nos diversos níveis de administração.

Apenas no que respeita à coesão faz sentido que o nível de administração superior faça uso de parte dos impostos cobrados, redistribuindo-os pelo nível inferior.

Não se pode confundir um desejo de coerência entre as políticas económicas seguidas pelos diversos países, de modo a melhor combater a crise, com a imposição de políticas que muitas vezes são contraditórias com as escolhas democráticas das populações.

domingo, setembro 05, 2010

Hipocrisia sem limites

Cada vez se torna mais claro porque razão não me identifico com os actuais dirigentes políticos do PS-M.
Com aquele ar de virgens ofendidas vêm trazer a público o facto de Passos Coelho ter falado com Alberto João sobre a RTP-M e RDP-M.

Parece que o PSD apontar os amigos do PSD-M para a direcção dos órgãos de comunicação social regionais é um "escândalo". Já se fôr um membro do PS a apontar um amigo do PSD-M para as mesmas funções, não merece qualquer reparo.

Tenham vergonha.

P.S. - Se querem realmente resolver esta questão porque não propõem financiamento exclusivamente regional para a RTP/RDP-M e o mesmo escrutínio por parte da ALRAM das nomeações que a AR tem em relação à casa mãe?

sábado, setembro 04, 2010

O lobbie dos meios aéreos

O PSD-M, numa das suas conhecidas fugas em frente, tenta sacudir as responsabilidades relativamente à sua total ineficácia na prevenção e combate aos incêndios.
Em meados de Junho, o responsável pelas florestas na Madeira, Eng. Rocha da Silva, dava uma entrevista a dizer que na Madeira não havia época de incêndios. Nessa mesma entrevista revelava que os poucos postos de vigia estavam vazios, apelando ao voluntariado para ocupar esses postos. Não há dúvida que é uma atitude profissional. Só falta mesmo culpar os voluntários por não terem alertado para os incêndios atempadamente.
Mais recentemente e quando os incêndios já haviam torrado mais de 15% da nossa floresta, e era notória a impossibilidade dos bombeiros fazerem um combate eficaz, devido aos dificeis acessos que dificultam o combate aos incêndios, e quando de todo o lado, desde partidos a associações ecológicas apelavam a vinda de meios aéreos, vem o mesmo responsável govenamental, criar a teoria do lobbie dos meios aéreos.
Hoje vem o blogista LFM dar a deixa para toda a comunicação social seguir.
1 - "Alguem consegue explicar porque razão a área ardida quase triplicou no continente depois da entrada ao serviço dos meios aéreos?"
2 - "Terá um responsável francês pela protecção civil dito que os meios aéreos de combate a incendios são um polvo que destroi a floresta?"


A primeira interrogação só é confirmada no período em que o PSD estava no Governo e os meios aéreos eram os do ex braço direito de Cavaco Silva, Dias Loureiro.
Já no governo do PS, essa informação da triplicação dos fogos não se confirma, nem neste ano que foi de longe o pior de todos e havia tantos meios aéreos como nos anos anteriores.
A segunda interrogação não é para ser confirmada. Serve apenas para dar consistência à primeira. Perceberam?

Bom mesmo era que o Sr. Malheiro e o Sr. Rocha da Silva explicassem porque razão ardeu tanta floresta na Madeira este ano, mesmo sem o maldito lobbie dos meios aéreos.
Terá sido o lobbie da incompetência que tomou conta deste governo?

sexta-feira, setembro 03, 2010

Queiroz

O ex-treinador da selecção nacional de futebol é uma pessoa tão competente, tão apoiado pelos miúdos que põe a jogar à bola, e apresenta sempre resultados tão bons que isto que lhe estão a fazer só pode ter a ver com uma "justiça governamental", seja lá o que isso signifique.

Ou então é apenas o Queiroz a se querer armar em Manuela Moura Guedes.

Processo Casa Pia e o crime continuado

Parece que está a chegar ao fim o processo casa pia.
Durante mais de 6 anos e em mais de 460 sessões em tribunal foram ouvidas mais de 900 pessoas, entre vitimas, arguidos, testemunhas, consultores técnicos e peritos.

Lembro-me que aquando da alteração ao Código Penal, a polémica que se levantou a propósito da questão do crime continuado se aplicar a crimes contra pessoas, tendo sido referido na altura que aquele artigo teria sido alterado a pensar no caso casa pia.

Percebo perfeitamente a sensação de injustiça de uma pessoa que foi diversas vezes vítima de um crime ver todo aquele sofrimento ser considerado apenas como um acto continuado. Julgo que é uma sensação de que se está a desculpabilizar o agressor.
No entanto pergunto, se em vez de tentar provar que aqueles arguidos cometeram crimes contra aquelas vítimas (de forma repetida), se tentasse provar cada um dos crimes, quanto tempo mais duraria um julgamento desta natureza? E será que esse prolongar no tempo do julgamento não traria ainda mais injustiça?

Na justiça nada é perfeito e por vezes ao forçarmos a justiça para um lado, aumentamos a injustiça para outro.
Um pouco de pragmatismo pode trazer alguma sensação de injustiça, e traz, mas no global e a longo prazo os resultados tendem a ser melhores do que ter uma justiça tão ocupada com os pormenores que é completamente incompetente para decidir em tempo útil.

Nem é preciso imaginar o contrário

A 25 de Agosto, o risco de incumprimentos, em Portugal, percepcionado pelos agentes económicos foi dos que mais subiram:

Em diversos órgãos de comunicação social podíamos ler:

CM: Só Vietname sobe mais que Portugal no Risco da Dívida
Jornal de Negócios: Risco de Portugal entre o do Vietname e o do Líbano
Sol: Risco da Dívida Portuguesa é o que mais sobe a seguir ao Vietname
Agência Financeira: Risco da Dívida Nacional é o segundo que mais sobe
i online: Risco da Dívida Portuguesa é que mais sobe a seguir ao Vietname

Ontem, não só Portugal foi o País onde o risco mais caiu como foi ultrapassado pela Roménia, ocupando agora a 10ª posição, quando a apenas há uns dias ocupava a 7ª posição.

Como é natural, estes factos, exactamente semelhantes em relevância aos da subida do risco do passado dia 25, não aparecem em lado nenhum na comunicação social.
O mais interessante é que a origem das noticias do dia 25 de Agosto foi a agência Lusa. A tal que, segundo Pacheco Pereira, é instrumentalizada pelo governo. Deixem-me rir.