quarta-feira, dezembro 30, 2009

Antologia da mentira do PSD

A 16 de Junho de 2006 que o Executivo madeirense, reunido em plenário de Conselho de Governo, decidiu proceder “à adaptação organizacional da administração pública da Região Autónoma da Madeira (RAM)”.

Ficavam nessa data estabelecidos os princípios do chamado Programa de Reorganização e de Modernização da Administração Pública da Madeira (PREMAR + ). A intenção passava, garantia a Resolução nº 1087/2006, pela “promoção do desenvolvimento económico e social, a par da melhoria da qualidade dos serviços públicos, com ganhos de eficiência pela simplificação e racionalização, que permitam, em simultâneo, a diminuição do número de serviços e dos recursos a eles afectos”.

De acordo com o coordenador do estudo, o professor doutor e presidente do ISCSP, João Bilhim, que estará em estreita colaboração com o secretário do Plano e Finanças, Ventura Garcês, na prática o PREMAR terá objectivos semelhantes ao PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado), já implementado.

ESTAMOS NO FIM DE 2009. ONDE ESTÃO OS RESULTADOS DO PREMAR?

Que mal lhe pergunte....a esta distância...

para os madeirenses, o que é que melhorou com a realização das eleições regionais antecipadas de 2007?
A instabilidade provocada pelas eleições antecipadas, além de resultar em dificuldades económicas nos meses seguintes, resultou num aprofundamento das dificuldades de governação que advieram da radicalização da posição do PSD. A esta distância, será já claro de que se tratou de um acto de pura guerrilha institucional, e de uma estratégia que visou o prologamento do PSD no poder, sustentado numa campanha populista e numa conjuntura de insatisfação relativamente às reformas do Governo da República? [post publicado a 15/12/2008]

O garrote: Sócrates manda 105 milhões para a Madeira


e mais....
é o garrote em acção.

terça-feira, dezembro 29, 2009

PSD vai deixar a Madeira na falência


Défice orçamental, dívida pública e avales, quem é que os vai pagar?
Os contribuintes. Você, eu, as empresas... A Madeira já não aguenta com mais de descontrolo orçamental e financeiro, atrofiamento económico, desemprego crescente, pobreza a se alastrar e uma sociedade condicionada e aprisonada por um regime autoritário de inspiração fascista/salazarista. Tudo tem um fim! Fora com eles!

Afinal quem é o "tachista"?

Exercer o cargo de presidente da União Europeia com todas as responsabilidades, pressões e fiscalizações que isso acarreta será um “tacho”?

Ou um “tacho” será ser funcionário da Assembleia Legislativa da Madeira pago com os nossos impostos e que usa seu tempo de trabalho para ir colocando coisas no seu blog e que ainda se entretém a comentar e a criticar os deputados da oposição, como se o cargo que desempenha não tivesse especiais requisitos de isenção e respeito face a todos os deputados, sem qualquer responsabilidade, respeito ou ética profissional?

Epá, esta é mesmo difícil!

Pôr o dedo na ferida

O Carlos acertou em cheio ao lembrar que LFM em vez de se dedicar ao "copy paste" dos diários da AR deveria, em vez, tomar providências para que o site da ALRAM não fosse a pobreza franciscana que se sabe, onde nem aparecem os diários, nem as propostas, nem coisa nenhuma.

Se não têm ideia de como se faz, olhem para o site da AR ou mesmo para o site do Parlamento Açoriano, é para isso que lhes pagamos.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Os insubstituiveis

Com interesses mais ou menos evidentes, alguma criaturinha, foi plantar no dn-m o facto de eu me ter feito substituir na última reunião da Junta de Freguesia por onde fui eleito, para estar presente na apresentação da Moção cujo primeiro subscritor é o Victor Freitas.

Em primeiro lugar, não é demais referir, apesar da evidência, que não sou insubstituível. E mal estaria o PS-M se estivesse dependente de mim para se fazer representar.
Em segundo, as reuniões da AF de Santa Maria Maior, são habitualmente preparadas, não só pelos elementos eleitos para a AF como por outros elementos que fizeram parte da lista de candidatos e ainda outros elementos que participam mesmo sem ter algum compromisso ou responsabilidade.
Nestas reuniões de preparação para as AF, todos os elementos participam na discussão dos temas que fazem parte da agenda de trabalho, bem como na discussão de temas relativos à freguesia e que são apresentados no PAOD.
Para terminar, no PS de Santa Maria Maior temos o hábito de dar oportunidade de participação efectiva ao maior número possível de elementos que compuseram a lista.

Os meus camaradas souberam antecipadamente que eu me faria substituir e quem me iria substituir. Tudo com transparência e sem sobressaltos.

Por todas estas razões, gostei pouco da mesquinhice que esteve por trás da noticiazinha do dn-m.
Mas as pessoas que foram plantar esta noticia lá terão as suas razões. Razões mesquinhas, é certo. Mas lá terão as suas razões.

P.S. - Apesar de fazer um pouquinho de confusão às cabeçinhas mais atrofiadas, os elementos do PS de Santa Maria Maior, que apoiam o Victor Freitas e os que apoiam o Jacinto Serrão, continuam a trabalhar em conjunto, não confundindo as disputas internas com o trabalho que tem de ser feito pela freguesia.

As relações entre Angola e Portugal conhecem a sua melhor fase

Lucros da banca em Angola aumentam 98 % em 2008

"Os lucros líquidos da banca angolana registaram um crescimento de 98 por cento em 2008, segundo um estudo anual da KPMG sobre o sector bancário de Angola."

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Angola vale mil milhões para construtoras portuguesas

Desemprego na Madeira: As causas

Em Maio eram 11.844 desempregados, hoje, já são 13.510 ...da exclusiva safra do PSD.

[Mais] consequências do desemprego

Para além das óbvias consequências pessoais que cada situação de desemprego acarreta, existem outras para a os próprios trabalhadores e para as organizações. Desde logo verifica-se a perda de liberdade. Um desempregado, mesmo que a receber o subsídio de desemprego, é uma pessoa dependente e com escassa liberdade de decisão. Esse facto faz com não esteja disposto a aproveitar oportunidades e empurra-o para a exclusão social.
O desempregado desaprende. Da mesma forma que se aprende fazendo, desaprende-se não fazendo. E esta depreciação de competências acarreta a perda de capacidades cognitivas, através da perda de confiança e do sentido de controlo.
O desemprego de longa duração leva à perda de valores sociais e de responsabilidade. Essas pessoas desenvolvem uma visão cínica da justiça social e uma visão de dependência de outrem. Este efeito conduz a um sentido de exclusão e um sentimento de injustiça contra um mundo que não fornece oportunidades para levar uma vida honesta. A coesão social enfrenta dificuldades numa sociedade que está firmemente dividida entre uma maioria com empregos confortáveis e uma minoria de desempregados e seres humanos rejeitados.

Desemprego na Madeira



Esta [também] é uma marca da governação PSD.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Antologia da Mentira II

"A soma da dívida directa e indirecta da Região atinge 1.433 milhões de euros, o que representa, segundo Ventura Garcês, 41% do PIB regional. Uma taxa muito inferior à nacional em que a dívida atinge cerca de 60% do PIB."
in DN-M de 21/11/06
Em 2006 o Secretário do Endividamento garantia que o endividamento era de "apenas" 41% do PIB regional. E sabendo que nos últimos três orçamentos o Governo da Madeira agravou a dívida pública em 125%, chegamos à "brilhante " conclusão que a dívida pública regional em 2009 é de .... 20% do PIB regional.

Vão deixar a Madeira de tanga II

A dívida pública contraida pelo PSD para cima dos madeirenses já ultrapassa largamente os 5 000 milhões de euros, o que equivale a mais 110% do PIB regional.

E em 2010 a corrupção às claras


é para continuar.

Vão deixar a Madeira de tanga

PSD leva ANAM à falência

O PSD-Madeira levou mais uma empresa à falência. A solução? A mesma de sempre: Os gajos em Lisboa que paguem! Responsabilidades? Se as houver terão de ser de Lisboa, ou mais especificamente dos socialistas. Porque todos sabemos que no PSD nada falha. Nunca. Os negócios são sempre óptimos. Os resultados fantásticos.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Antologia da mentira

"A“Operação Arrasar”, para acabar com a burocracia, vai avançar já este ano (2005), como prometeu o presidente do Governo Regional da Madeira, no jantar anual promovido pela ASSICOM e que reuniu diversos empresários." in DN 2005

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Forma e conteúdo

Na comunicação política às vezes acertamos na forma e não temos o conteúdo adequado ou, ainda pior, estamos no caminho certo mas não encontramos a forma mais correcta de comunicar as ideias.
Na apresentação da sua Moção de Estratégia Global, Victor Freitas esteve bem na forma e no conteúdo. Levava um discurso bem ensaiado, que lhe saiu de forma segura, ritmada e envolvente. No início vacilou durante 2 ou 3 minutos, o que é perfeitamente normal. Mas depois encontrou o seu tom, ganhou confiança e falou durante cerca de 40 minutos, quase sem apoio das "cábulas". Devo confessar que fiquei algo surpreendido pela positiva. Não esperava que tão cedo conseguisse atingir este nível. Mas conseguiu. Muito positivo.
Quanto à Moção, estava bem estruturada, era clara simples e atacava directamente alguns dos principais problemas do PS-Madeira. Gostei da forma frontal com que o candidato assumiu a crise no PS, que disse ser "a pior da sua História". Gostei que não personalizasse em demasia as questões, mas que também não deixasse de chamar "os bois pelos nomes". Gostei da prometida abertura à sociedade, numa aposta em melhor preparação técnica e política, e do reconhecimento que temos de melhorar a nossa argumentação. Há um ponto da Moção que de um ponto de vista estritamente jurídico não estava correcto, mas a comunicação política às vezes não pode obedecer a leituras estritamente jurídicas. Percebo isso. Há pelo menos uma opção política com a qual eu não concordo. Mas deixarei esse debate para depois.

Questões que me preocupam II

E aproveitanto o texto de opinião do deputado Carlos Pereira hoje no DN:


- O Governo Regional fez vários pedidos de serviços e bens a fornecedores, que totalizaram vários milhões de eros, sem a garantia de receita para cumprir compromissos assumidos;

- Depois, e "Numa assentada pediu mais 230 milhões de endividamento directo, mais 290 milhões de avales, mais 158 milhões de operações extraordinárias que o Tribunal de Contas também considera endividamento. Tudo junto ascende a quase 700 milhões de euros. Pouca coisa. Só representa mais de 45% do total do orçamento."

- Grande parte "Plano de Investimentos" é "um autêntico rol de dívidas de projectos já executados mas ainda por pagar!"

- O "Governo já pede dinheiro para pagar o funcionamento da administração pública e as dividas do passado";

- A Dívida Regional Total ultrapassará "em 2010 os 5 000 milhões de euros".

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Questões que me preocupam I

Problema: Falta de liquidez das instituições bancárias e, consequentemente, maior dificuldade e custo no acesso ao crédito como um grande obstáculo ao normal desenvolvimento da actividade económica na Madeira.

Questão: Que solução apresenta o Governo Regional da Madeira para assegurar a manutenção dos níveis de financiamento das empresas madeirenses, reforçando a sua liquidez e o seu fundo de maneio, a sua capacidade de cumprir os seus compromissos com os seus fornecedores, bem como permitir a reestruturação e flexibilização dos seus endividamentos bancários reduzindo também os seus encargos financeiros?

quarta-feira, dezembro 16, 2009

E se a História não se repetir?

O PSD acusa os outros partidos de fazerem criticas semelhantes aos sucessivos orçamentos que apresenta na Assembleia Legislativa da Madeira. Talvez tenham alguma razão. E, em parte, isso deve-se à constatação de que as políticas subjacentes aos vários orçamentos têm, também, elas, sido semelhantes.
O PSD acredita, e ontem voltou a frisar, que o que é necessário é “aumentar as receitas”. Seja a pedir/exigir mais transferências do Orçamento de Estado, seja a pedir (aqui será mais difícil “exigir”) apoios comunitários. Ou através do aumento do endividamento bancário. Mas para quê mais receitas?
Ora, para que se possa continuar o plano de obras públicas apresentado pelo PSD e desta forma combater, pelo menos parcialmente, o desemprego e a recessão económica. Registe-se que as tais “políticas subjacentes aos vários orçamentos” consistem em planos de obras públicas a serem inauguradas, a um ritmo alucinante, nas duas semanas antecedentes a cada eleição. Repare-se que o pensamento tem lógica e a verdade é que vem garantindo ao PSD sucessivas maiorias absolutas.
Mas parece-me que esta estratégia tem dois problemas centrais. Primeiro: o aumento de “receitas” por via “extraordinária” (OE e UE) não é garantido, o que leva a que a Região fique sempre dependente das conjunturas políticas e económicas e, em Segundo: um aumento de “receitas” feito com base no endividamento fará com que parte dos futuros orçamentos Região fique “cativos”. Se o pior cenário se verificar, i.e., no futuro não se consiga as tais “receitas extraordinárias” do OE e da UE e tivermos uma enorme dívida bancária para cumprir?
Até agora, por este ou aquele motivo, isso não aconteceu. A determinada altura foi a assunção da dívida regional pelo Estado, a que se juntaram os enormes montantes provenientes da UE, a baixa de juros bancários, o crescimento da Zona Franca e, fruto deste aumento de receita, uma grande actividade na construção civil. Será que todas estas condições favoráveis vão se repetir? Na verdade ninguém sabe ao certo, mas que é pouco provável isso é.
Mas a questão mantêm-se: E se a História não se repetir?

terça-feira, dezembro 15, 2009

A casa da Amelinha

Em directo na tv, enquanto o deputado Carlos Pereira faz a sua intevanção na ALM, vemos o vice-presidente se levantar e ir à Mesa falar com o Presidente da Assembleia, enquanto num canto o deputado Leonel Nunes dorme e noutro o deputado Tranquada Gomes está em amena cavaqueira ao telefone.

"Despesa e investimento displicente e irreflectida"

Oiço em directo a intervenção do deputado Carlos Pereira do PS na ALM sobre o Orçamento Regional para 2010. Uma excelente intervenção!
Mas o que salta à vista é a falta de soluções do PSD para a crise em que mergulhou a Madeira. Os passivos de fundos autónomos e SD's que não param de crescer. A despesa corrente que aumenta 12%, ou seja 100 milhões de euros. Enfim...o que fica é uma região desgovernada e com sérios problemas financeiros, económicos e sociais.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Noronha do Nascimento

O presidente do supremo tribunal de justiça veio recentemente fazer algumas declarações que me parecem da maior pertinência.
Ao defender que deveria haver mecanismos de evitar que um processo se transformasse em megaprocesso, ou seja, um processo em que a quantidade de informação é tão grande que é impossível de assimilar pelos agentes, e como tal não serve para nada, Noronha do Nascimento, defende o que qualquer pessoa com um mínimo de bom senso é capaz de perceber.
Esteve muito bem, também, ao defender que o nº de testemunhas deveria ser limitado, evitando assim a perca de tempo e de recursos com informação que na maior parte das vezes é redundante e irrelevante.

A título de exemplo, o processo casa pia, com mais de 900 testemunhas gerou uma quantidade de informação e consumiu tanto tempo que em tempo útil é impossível fazer justiça.
Com a separação do processos em processos mais pequenos e limitando o nº de testemunhas que acusação e defesa poderiam apresentar, com certeza que já há muito tempo haveria alguns resultados, não teria sido consumido tanto tempo, e não teria sido gerada e teria de ser analisada tanta informação irrelevante.

Seria bom que o parlamento e o ministério da justiça se debruçassem sobre este tema de modo a podermos melhorar a qualidade da nossa justiça e sobretudo a sua rapidez.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

O Sol não queima toda a genta da mesma maneira

É fantástico como o Sol consegue fazer uma notícia sobre acusações de corrupção envolvendo nomes graúdos do PSD, tais como Carlos Horta e Costa, sem nunca se descair em relação à filiação partidária deste e do dinheiro que este usou para financiar ilegalmente o PSD, mas miraculosamente arranja um espaçozito para referir que há um socialista, ex-autarca sem pelouro, que está metido na tramóia.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Informação

Comentário no post

''Boa tarde,
li o seu comentário a respeito da energia solar e gostaria de o entrevistar esta quinta ou sexta feira. Será possível?
O meu nome é Inês Andrade, sou jornalista da tvi. A entrevista ia ser incluída numa reportagem que passa no fim-de-semana sobre este tema. Responda-me o mais brevemente possível para este email: icandrade@tvi.pt
Obrigada''

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Os corruptos

Ah, coisa e tal, esta das escutas ao falso engenheiro mostra tudo. Já foste apanhado. Grande corrupto. Devia ir tudo preso. Estes xuxias são todos iguais. Chegam ao poder e desatam a roubar. Deviam ser proibidos.
No partido de Sá Carneiro não há nada disso. Gente séria, que só quer trabalhar para o povo.
Nada de trafulhices para chegar ao poder. Nem malas de dinheiro, nem financiamentos manhosos de empreiteiros, como o coelhone.


Nem sei como é que o povo se deixa enganar.

Cortinas de fumo e incompetência.

Enquanto se vai marcando a agenda política com tretas ridículas, não se vai debatendo a situação sócio-económica da Região e não se esclarece as promessas esquecidas, as apostas falhadas e as mentiras do Poder.
Se é verdade que alguns órgãos de comunicação social dão para este peditório, não é menos verdade que o maior partido da oposição não tem um agenda política consequente há já demasiado tempo.

O ridículo

"Mendonça desafia Jardim a avançar para Lisboa"

Lá voltamos à treta de que o homenzinho seria um candidato minimamente viável. Vamos fazer de conta que não sabemos que a partir do momento em que descola do aeroporto da Madeira ele vale ZERO politicamente. Vamos fabricar "notícias" a manter a ilusão de que o "grande líder" podia "salvar" o país e quiça o mundo, mas, por amor a santa terrinha, lá fará o enorme sacríficio de se ir mantendo por cá. Vamos todos continuar nesta lemga-lenga ridícula.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Escutas: Agora imagine que...

Jaime Ramos era escutado e as conversas divulgadas....

"Imagine que o doutor Dias Loureiro estava a ser alvo de escutas."



Como vê esta polémica com o processo Face Oculta e as escutas?
- O sistema de justiça foi capturado pela luta político-partidária em Portugal. As principais armas de arremesso no debate político não são questões políticas ou ideológicas, são questões da justiça.
- Qual a sua opinião sobre a validade das escutas?
- Esta questão é 95 por cento política e 5 a 10 por cento jurídica. Imagine que o doutor Dias Loureiro estava a ser alvo de escutas. É amigo íntimo de Cavaco Silva desde 1985. Suponha que uma conversa privada entre os dois, sobre assuntos que não tinham nada a ver com o objecto das escutas, era gravada. O que diriam, se essas conversas fossem transcritas, as pessoas que agora exigem a transcrição das conversas do doutor Vara com o primeiro-ministro? A questão jurídica é esta: há uma escuta que foi ordenada por um juiz de instrução para uma determinada pessoa. A escuta é válida. No âmbito dessas escutas, há uma conversa que ele tem com uma pessoa que goza de um regime especial quanto a escutas. O juiz e o procurador tinham de pegar no material com o conteúdo da conversa (sem o ouvir) e enviá-lo logo para o presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

O EMBUSTE

Carlos Pereira:
(...) nos TRÊS anos em que a lei [das Finanças Regionais] esteve em vigor a redução é de uns míseros 6 milhões que corresponde a 0,13% dos orçamentos de 2007, 2008 e 2009. (...)
Nota: Por conta da LFR e da alegada redução substancial das transferências financeiras foi criada pelo PSD-M uma crise política que levou a umas eleições antecipadas. Esta constatação do deputado do PS, Carlos Pereira, basicamente o que faz é afirmar que toda a argumentação que levou a tal desfeito era falsa. E, como tal, o PSD-M terá enganado o povo madeirense. Pela gravidade da questão, esta posição deveria merecer de todos os partidos a maior atenção e mobilizar toda a comunicação social. Afinal trata-se de saber se amaior crise política regional no pós 25 de Abril foi ou não o maior embuste político da Autonomia.