Há muito tempo que o Professor Delgado Domingos vêm alertando para o obscurantismo com que a questão do suposto aquecimento global antropogénico tem sido tratado por uma parte da comunidade científica, escondendo dados e modelos de previsão, e repelindo qualquer cheiro de contraditório. Este caso do climategate vêm reconhecer-lhe a razão que sempre teve.
Segunda-feira, Novembro 30, 2009
Climategate
O desbragado do Churchill nunca foi escutado?
Vamos a um supor. Alguém me diz: "O primeiro-ministro foi apanhado numa escuta e por causa dela foi indiciado de atentar contra o Estado de direito." Mas o primeiro-ministro ser indiciado por atentar contra o Estado de direito é o quê? (...)
Vou continuar com a suposição. Se calhar, o que o primeiro-ministro disse, em conversa privada, é que o presidente da Assembleia da República, que é seu superior na hierarquia do Estado, é um filho-da-mãe. Acreditem, se o primeiro-ministro disse isso, mesmo em conversa privada, é bem possível que um magistrado encontre na lei a justificação para o acusar de atentar contra o Estado de direito. Lembrem-se, houve quem acusasse a ministra da Saúde Leonor Beleza de ter matado velhinhos "com dolo". Não só a acusasse por a sua política de restrições orçamentais ter podido causar mortes, mas que essas mortes foram "com dolo" - isto é, terem acontecido por ser vontade da ministra matar. (...)
Lembraria, por exemplo, Winston Churchill e o rei Eduardo VIII. Sabe-se, por testemunhos terceiros, a fraca opinião de Churchill (então deputado) sobre o rei Eduardo VIII, que abdicou, em 1936, para se casar com uma divorciada americana. E conhece-se a linguagem desbragada de Churchill quando não gostava de alguém. Haverá gravações de escutas de Churchill (já havia telefones) ou cartas pessoais suas com insultos ao rei? Por exemplo, "filho-da-mãe", ou pior? É que, se houve, e tivessem na altura sido conhecidas, era o fim da carreira de um dos maiores estadistas do séc. XX. Até a II Guerra Mundial teria tido, talvez, outro rumo.
É só para lembrar a importância dos contextos.
Choque económico
Propostas:
Imposto sobre o património das empresas concessionárias de serviço s públicos na RAM.
Contribuição especial para a extracção de inertes.
Receitas do serviço rodoviário destinadas a áreas sociais.
Adaptação da participação variável dos municípios no IRS.
Reduzir ao máximo o IRC.
Nas zonas rurais deve ser 7,5%.
Redução de taxas de IRC.
Benefícios para a interioridade.
Dedução à colecta de IRS e IRC de até 35% dos lucros reinvestidos.
Redução das taxas gerais de IRS.
Alteração do regime de taxas de instalação e funcionamento no Centro Internacional de Negócios.
Reforço do apoio à internacionalização das empresas.
Novo modelo de concessão e exploração do CINM.
Novo quadro de financiamento do investimento privado.
Criação de uma rede regional de inovação com participação das associações empresariais.
Estratégia para o destino turístico Madeira e Porto Santo.
Plano de atracção de quadros com networking.I
ncentivos à diversificação económica.
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
Convocada manifestação de enfermeiros à porta da Quinta Vigia
Mais uma mentira descarada que agora está a descoberto com o descontentamento dos enganados.
O PSD-M não gostou que lhe descobrissem a careca e amuou. Esteve bem o enfermeiro Élvio Jesus ao cobrar uma promessa feita em tempo eleitoral.
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Desconstrução europeia II
Mário Soares afirmou hoje que a escolha do primeiro-ministro belga Herman Van Rompoy para presidente do Conselho Europeu teve como objectivo "não fazer nada".
"Ninguém conhece esse senhor na Europa", disse o ex-Presidente português. "Sabe-se que ele é conservador, católico e sem passado. Foi escolhido por isso, para não fazer nada e isto é grave para o Tratado de Lisboa".
Mário Soares falava hoje de manhã num seminário luso-espanhol "Portugal e Espanha: O que fazer em conjunto na Europa?", organizado pelo Instituto dos Estudos Estratégicos Internacionais no Centro Cultural de Belém e na qual participou também o ex-primeiro-ministro espanhol, Felipe González.
O mesmo raciocínio é válido para a escolha da comissária britânica Catherine Ashton para Alto Representante para a Política Externa (o "mne europeu"): "É singular que se tivesse de ir buscar um inglês para este cargo, cujo país sempre se opôs à diplomacia europeia, e tendo além do mais uma diplomacia poderosa. É ela que a vai dirigir?"
Políticos querem tudo na mesmaPara Mário Soares, isto é grave para o Tratado que entrará em vigor no próximo dia 1 de Dezembro e que, segundo ele, "já está ultrapassado em alguns aspectos, nomeadamente nas questões económico-financeiras".
"Não temos uma política comum europeia para enfrentar a crise global em que estamos e vamos continuar a estar. Não a tendo, como vamos sair da crise?", perguntou Mário Soares.
"Querem que tudo fique na mesma", acrescentou noutro passo da sua intervenção, "mantendo os paraísos fiscais e os bónus, sem que se faça justiça".
Inexorável decadênciaO ex-Presidente também se afirmou "preocupado" com a mediocridade de muitos políticos europeus, "que não correspondem à vontade política europeia no seu conjunto. A Europa foi feita por políticos europeus porque a queriam".
Neste sentido, Mário Soares considera "um erro" que a actual chanceler alemã, Angela Merckel esteja a demonstrar agora "pouco interesse em relação à Europa: é uma ilusão pensar que um só país europeu se possa sentar à mesa dos grandes".
Mário Soares terminou apelando a um movimento europeu de opinião pública para pressionar os líderes, senão "vamos entrar numa inexorável decadência".
"Os políticos europeus vivem virados para os seus interesses imediatos de Estado e não com objectivos maiores. Se os governos não forem pressionados não vão lá", sublinhou.
via expresso
Ilha das Flores esteve 12 dias a ser abastecida apenas por renováveis
“Esta situação provou que é possível, numa conjugação das energias eólica e hídrica, utilizando tecnologia única no país, alimentar com energias renováveis uma ilha como as Flores”, afirmou ontem Álamo Menezes.
Segunda-feira, Novembro 23, 2009
Agentes fora da lei?
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Na Sicília do Atlântico II...
Santos Costa teve empresa de construção já secretário
O secretário do equipamento social diz que a empresa é da mulher e filhos
Na Sicília do Atlântico...
Assim, passam em claro mais uma série de crimes de abuso de poder.
Vacina para família e amigos
Parentes e amigos de membros do GR e de médicos tratados como grupo de risco
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Não temos desempregados, temos é pessoas à procura de emprego
Já aqui falei uma meia dúzia de vezes, que as estatísticas de (des)emprego são uma coisa, e outra bem diferente, e bem mais realista, são os inscritos nos centros de emprego.
Nos dados hoje divulgados pelo IEFP ficamos a saber que a Madeira teve em Outubro mais 2,4% de inscritos à procura de emprego que no mês anterior, tendo crescido muito mais que a média nacional que foi de 1,4%.
Da discrepância entre os números da estatística e os números de inscritos nos centros de emprego surge a dúvida: em que números podemos confiar?
Não tenho dúvidas em afirmar que tendo em conta que o número de inscritos nos centros de emprego, não correspondem a números obtidos através de uma extrapolação de uma amostragem, ao contrário do que acontece com os números da estatística, que os números dos centros de emprego são mais fidedignos.
Assim sendo, e tendo em conta os 13000 desempregados inscritos nos centros de emprego da Madeira, podemos afirmar com segurança que a taxa de desemprego na Madeira é bem diferente da que foi apresentada na semana passada.
13000 desempregados numa população activa de 125000 pessoas correspondem a uma taxa de desemprego de 10,4% e não aos 7,9% que foram cozinhados pelas estatísticas regionais.
É um erro de 30%. Demasiado grande para dever-se a erros de amostragem. São dados falsos destinados a fazer propaganda política.
Pode haver pessoas que se deixam enganar por estes truques estatísticos de propaganda. Os desempregados e suas famílias, com certeza que não deixam.
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Desviar as atenções II
E se essas conversas viessem escarapachadas nos jornais !? Manteriam a posição que tinham antes de saber que havia pessoal do PSD-M ligado ao caso, ou apenas fariam de conta que não tinham ouvido falar de nada.
Desviar as atenções
Esta passagem do artigo do CM sobre o processo "face oculta" deve ser para desviar as atenções, caso contrário a blogosfera atenta, nomeadamente LFM, Baby_Boy e alguns conspiradores já tinham comentado.
P.S. - Fico à espera para ver a comunicação social madeirense, sempre incisiva, insinuar que o Godinho filho, andava metido com o Serrão, o Maximiano ou a Júlia Caré.
Sábado, Novembro 14, 2009
Vão deixar a Madeira de tanga!
Despesa corrente sobe 55,2 milhões à custa da redução em 31,4 milhões do investimento
Qual é a novidade?
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Óscares do turismo: Portugal vence em seis categorias
Obrigado, Angola
Portugal no pelotão da frente da retoma
Enganou-se.
Dados revelados hoje pelo Eurostat indicam que Portugal não só conseguiu resistir melhor à crise internacional com está no pelotão da frente da retoma, tendo o segundo maior crescimento da zona euro, no 3º trimestre.
Com notícias como esta, muito trabalho terá a oposição a arranjar casos e casinhos, para tentar desviar a atenção da realidade do país.
Aumento de pensões
Pela excepcionalidade dos tempos que vivemos o governo decidiu que, apesar do cenário de deflação, o aumento das pensões será de 1,25% para as pensões mais baixas e de 1% para as pensões mais altas.
É precisamente neste ponto que eu discordo com a medida excepcional tomada pelo governo.
Um aumento de 1,25% numa pensão de 300€ equivale a um aumento de 3,75€, enquanto que um aumento de 1% numa pensão de 1000€ equivale a um aumento de 10€, ou seja, apesar de percentualmente mais baixo os aumentos das pensões mais altas são maiores em valor que os aumentos das pensões mais baixas.
Tendo em conta que este aumento de pensões é uma medida excepcional, não se aplicando as regras definidas à partida, considero que em alternativa a um aumento percentual deveria ser dado um aumento nominal, igual para todos os pensionistas.
Com um aumento de 5€ para todos os pensionistas, os efeitos na economia através do consumo, como nas contas públicas, seriam os mesmos que aplicando a medida que está prevista, no entanto atingiríamos uma maior solidariedade num tempo, volto a frisar, excepcional pela sua dificuldade.
Quinta-feira, Novembro 12, 2009
A fantochada
A antecipação
Comentário: Ao contrário do que muitos previam, a produção e capacidade executiva deste novo governo pode não ser inferior à do anterior ou sequer ficar refém das oposições (em determinadas matérias fica dependente da oposição na AR). Joga-lhe a favor a capacidade de antecipação. Isto é, antes que outros tenham a iniciativa de levar a avante uma qualquer iniciatva contrária a uma medida do anterior mandato, o governo antecipa-se e apresenta uma reformulação ou simplesmente revoga (como no exemplo em cima).
Outras virão...
Madrinhas de Guerra II
Quando o nome deste ou daquele não era mencionado e a sua ligação com o mundo era a sua “madrinha” podia-se ver uma nuvenzinha a toldar os olhos. (...)
Esse tempo solidificava amizades que terminaram tantas vezes em casamentos pois os laços que se iam desenvolvendo rumavam muitas vezes nesse sentido.
Se Portugal tinha a sua juventude masculina em guerra tinha na retaguarda a feminina que nunca dizia não. Na 3440, como em muitas outras esta amizade que se ia criando terminou muitas das vezes em romances de amor, que tiveram o seu epílogo no casamento.
Podemos hoje testemunhar essa situação, em que um moço de Santarém casou com a sua “madrinha “ de Santa Maria da Feira."
Manuel Dias - Comabetente em Angola:
"Era uma forma de esquecer e vencer a fúria dos homens na guerra. Porque Deus manifestava-se sempre em mim a través desta mulher " MADRINHA DE GUERRA" e me dizia: "Não temas porque eu estou sempre contigo."
Quando eu entrei no cemitério de Namboangogo e entre dez sepulturas abertas preparadas para enterrar os que caíam em combate. E cheguei-me a beira duma destas campas a chorar, soluçando dizendo na voz do silêncio "Será esta a minha sepultura a minha última morada. Será que nunca mais na vida os meus pais e meus irmãos, nunca mais me vão ver e ficarei para sempre esquecido na história. Odeio a guerra!"
Ela me disse, naquela voz que vinha de dentro de mim, "Não temas porque eu estou sempre contigo." Ela salvou-me a mim e ao meu camaradas de armas.
Eu casei com a minha madrinha de Guerra, que já dura 44 anos de casamento."
Madrinhas de Guerra
As "Madrinhas de Guerra" e aquilo que significavam, pelo tipo de trabalho desenvolvido, foram muito importantes em termos de apoio psicológico àqueles que estavam longe de sua casa e dos seus familiares. Significavam algo mais do que o ambiente de combate vivido diariamente. Uma carta recebida e uma carta escrita eram fundamentais num contexto como aquele em que milhares de homens (jovens) se encontravam. Significavam muito. Ilusões, também. Mas isso fazia parte e mostrava-se de uma relevância extrema.
Aerograma

Tudo começou a 28 de Abril de 1961com a criação do Movimento Nacional Feminino (MNF) que, de acordo com os seus estatutos, “O Movimento Nacional Feminino é uma Associação com personalidade jurídica, sem carácter político e independente do Estado, que se destina a congregar todas as mulheres portuguesas interessadas em prestar auxílio moral e material aos que lutam pela integridade do Território Pátrio”.
Esta organização chegou a congregar cerca de 82 000 mulheres e desenvolveu um serviço de madrinhas de guerra, que em 1965 contava já com 24 000 inscrições. O MNF mantinha um serviço bem organizado de distribuição de diversas lembranças aos militares expedicionários. Cerca de um mês e meio após a formação do MNF, começaram as iniciativas para a concessão de isenção de franquia postal, para os militares expedicionários e suas famílias, o que veio a ser concretizado com a publicação da Portaria 18 545, de 23 de Junho de 1961 assinada pelo Ministro das Comunicações e do Ultramar.
Estabelecia a referida portaria, que ficavam isentos temporariamente do pagamento de porte e sobretaxa aérea, as cartas e bilhetes postais com correspondência de índole familiar, que fossem expedidos para qualquer ponto do território português, pelo pessoal dos três ramos das forças armadas ou das corporações militarizadas destacadas nas Províncias Ultramarinas, bem como, os expedidos do continente e ilhas adjacentes para aquele pessoal, pelos seus familiares e madrinhas de guerra.
Seriam impressos em papel de carta, constituídos por uma folha de papel, com o peso máximo de 3 gramas, dobrável em duas ou quatro partes, de modo que as dimensões resultantes da dobragem dos aerogramas não excedessem os limites máximos de 150 x 105 mm e mínimo de 100 x 70 mm.
Na frente, reservada às indicações do destinatário, seriam impressas as seguintes inscrições:
- no ângulo superior direito do aerograma inscrição “CORREIO AÉREO / ISENTO DE PORTE E DE / SOBRETAXA AÉREA / Portaria nº. 18 545 de 23-6-61”
- em baixo, “É PROIBIDO INCLUIR QUALQUER OBJECTO OU DOCUMENTO O DEPÓSITO NO CORREIO É FEITO EM QUALQUER ESTAÇÃO DOS CTT ”.
No verso, seriam impressas indicações referentes ao remetente. Neste espaço era obrigatório indicar, a seguir ao nome do militar, o seu posto e número.
No movimento de correspondência do Ultramar para a Metrópole, os aerogramas eram entregues nos respectivos Comandos ou em mão em qualquer estação dos CTTU e no sentido inverso eram entregues nos CTT. Nos dois sentidos, o transporte era sempre efectuado por via aérea.
No Continente, a aquisição dos aerogramas era feita ao preço unitário de 20 centavos. Os aerogramas podiam ser vendidos ao público na sede do Movimento Nacional Feminino, Rua Presidente Arriaga nº 6, 1º em Lisboa, nas Delegações Distritais e Concelhias do MNF, nas Juntas de Freguesia, no Serviço Nacional de Informação (S N I), nos Postos de Turismo do aeroporto e das estações marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos e em todas as Juntas e Comissões Municipais do Turismo do País.
A primeira entrega de aerogramas ao MNF, teve lugar no dia 2 de Agosto de 1961 e, no dia 8, seguiram 8000 impressos para as suas Delegações Distritais, entretanto já em funcionamento. Nesse mesmo dia, e por via aérea utilizando os Transportes Aéreos Militares - TAM, seguiram para Angola os primeiros 101 000 aerogramas.
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Terça-feira, Novembro 10, 2009
E a Gripe A aqui tão perto
Iniciamos assim uma fase de maior atenção relativamente aos sintomas que possam surgir.
Apesar de estar na lista dos que dentro da minha empresa serão vacinados, ainda não sei quando levarei a vacina. Apenas sei que será para breve.
Eu e alguns colegas temos sido instruídos para actuar correctamente nestes casos, no entanto a proximidade com um caso real faz-nos ficar mais atentos e com maior sentido de responsabilidade.
Espero que corra tudo bem.
Aerograma ao filhote
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
À descoberta de Angola I
"Sangue", Suor e Lágrimas
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Prioridades
Lei Eleitoral para a ALM e a questão de Santa Cruz
Era uma pretensão antiga do PS-M mudar a lei eleitoral de modo a eliminar as distorções provocadas por círculos eleitorais pequenos.
Havendo várias correntes dentro do PS-M sobre este tema, a que tinha mais apoios, era a que defendia círculos concelhios mais um circulo de compensação.
Na revisão da lei eleitoral, a visão que prevaleceu não foi esta mas sim a do círculo único.
Jacinto Serrão, então presidente do PS-M, teve em mão a oportunidade de negociar com o PS nacional e com os deputados do PS-M na AR a visão que era defendida pelos socialistas madeirenses.
Acredito que se Jacinto Serrão acreditava que os círculos concelhios seriam a melhor solução, como afirma hoje no dn-m, então deveria ter tido muito mais cuidado na elaboração da lista dos candidatos a deputados para a ALM.
Em primeiro lugar a lista deveria ter respeitado o peso de cada concelhia.
Assim não aconteceu. Santa Cruz(7564; 40,36%) e Ponta do Sol(2566; 46,11%), com mais votos e/ou percentagens mais altas nas anteriores eleições autárquicas foram preteridas em relação a outras concelhias como São Vicente (1588; 40,8%).
Ao elaborar a lista não respeitando o peso eleitoral das concelhias, Jacinto Serrão promoveu o afastamento de alguns elementos que eram mais valias para o PS-M e provocou desgastes eleitorais que tiveram impacto muito negativos em eleições futuras, como aconteceu nas recentes eleições autárquicas.
É por dizer o que hoje disse, porque lhe dá jeito, e por o não ter praticado quando pôde, que considero que JS está a fugir a responsabilidades que são exclusivamente suas.
Não conseguiu que a lei eleitoral fosse a que a maioria dos socialistas madeirenses desejavam, nem respeitou o espírito da mudança pretendida, impondo o poder central do presidente do partido contra o peso natural das concelhias.
Quando as acções contrariam as palavras de circunstância, não há dúvidas quanto ao que estas últimas realmente valem.
P.S. - Será que a aliança que levou JS a promover JCG na elaboração da lista de deputados em 2007, está agora a ser recompensada através do apoio de JCG à candidatura de JS?
RTP Madeira
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
O Rapaz e o Crânio
As pessoas costumavam passar por ela sem fazer caso, mas o rapaz não procedeu assim.
Aproximou-se, bateu-lhe com um pau e disse:- Deves a morte à tua estupidez.
O crânio respondeu:- A estupidez me matou, a tua esperteza também o matará.
O rapaz aterrorizou-se tanto que, em vez de prosseguir, voltou para casa.
Quando chegou, contou o que se passara. Ninguém acreditou:- Estás a mentir! Já temos passado pelo mesmo lugar sem nada ouvirmos dessa tal cabeça.- Como é que ela te falou?
- Então vocês não acreditam? Vamos lá e se quando eu bater na bater na tal cabeça, ela não falar, cortai a minha.
Todos partiram e, no sítio referido, o rapaz bateu na cabeça e repetiu:- A estupidez é que te causou a morte.
Ninguém respondeu. As palavras são pronunciadas outra vez e como o silêncio continuasse os companheiros gritaram:- Mentiste! - e degolaram-no.
Imediatamente o crânio falou:- A estupidez fez-me morrer e a esperteza matou-te.
O povo compreendeu então a injustiça que cometera, mas é que espertos e estúpidos são todos iguais.
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Extraído do livroContos Populares de Angola - Folclore Quimbundo
Organizados por J. Viale Moutinho
São Paulo, Landy Editora, 2006
Já chegamos à Madeira?
o bandido do Sócrates, mandou comprar equipamentos caros aos amigos e ainda por cima entregou tudo de mão beijada a esses canastrões da PT.
O facto de ter existido concurso público, com a participação de diversos operadores e empresas, não é suficiente para enganar o astuto Sancho. Toda a gente sabe que os concursos são uma aldrabice e que o socialista Guilherme de Oliveira Martins está no Tribunal de Contas precisamente para deixar passas estas trafulhices.
Já na Madeira, no concurso lançado pelo governo regional, onde os equipamentos instalados são todos Cisco e onde ganhou a PT, tudo se passou no mais integral respeito pelas boas práticas e transparência nos procedimentos.
No fundo no fundo, o que o Sancho quer é criticar o governo regional, mas a sua elevada estatura democrática impede-o de criticar o chefe.
Já vai tarde
O director da RTP-Madeira, Leonel de Freitas, apresentou ao conselho de administração da empresa a demisão do cargo que ocupava desde Outubro de 2005 no serviço público de rádio e televisão na Madeira. O DIÁRIO apurou esta noite que a decisão foi comunicada na passada semana aos responsáveis pela empresa, administração que em Outubro de 2005 justificou a escolha de Leonel de Freitas por "se tratar do quadro do Grupo, de entre os disponíveis, que reunia melhores condições curriculares para o desempenho do referido cargo". Leonel de Freitas também exerceu as funções de Director da RDP Madeira de 1993 a 1995 e, depois, de 1996 a 2003. E deveria ser responsável pela integração da RDP no novo espaço funcional, nas instalações da RTP-M. Esta e outras medidas operacionais, nem sempre céleres e apoiadas de perto pela administração, podem estar na origem da demissão. Em 2007, o conselho de administração da RTP reconfirmou Leonel de Freitas na direcção do centro regional da RTP-Madeira, no âmbito da nova estrutura do operador de serviço público para as regiões autónomas, que concentra nos centros regionais as operações de rádio e televisão de serviço público.
via dn-m
Chulice instituida
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Lélé da cuca
Quem é um ditador "africano"?
Responde se puder: Quem é um ditador "africano"?
Face Oculta
Ao contrário do caso Freeport, este caso não me parece movido por questões de índole política, mesmo considerando que muitos dos intervenientes estão ligados à vida politica partidária.
Também a denuncia pública deste caso não me leva a crer que seja um sinal que exista mais corrupção, mas simplesmente que a justiça está a fazer melhor o seu trabalho.
Assim sendo, resta-me esperar que os responsáveis sejam devidamente e justamente condenados, para bem da credibilidade das nossas instituições.
Democracia, limitação de mandatos e alternância pacífica de poder
Há na Madeira um certa confusão sobre o que caracteriza uma Democracia. Tem sido seguida uma doutrina que entende que a realização periódica de eleições e a existência de vários partidos concorrentes encerra a discussão. Com o devido respeito, não concordo. Parece-me um definição muito pobre de democracia. A democracia tem de ser muito mais do que o multipartidarismo e um ritual de votação.
Conversa da treta
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Basta de mentira, que nasça a democracia!
Coisas fantásticas sobre a desconstrução europeia
Por outro lado, os políticos europeus preparam-se para escolher um político suficientemente fraco para não ser reconhecido pela grande maioria do povo da UE.
Assim se afasta o povo da construção europeia.
Jardinismo pior que o Salazarismo
Domingo, Novembro 01, 2009
neo-fascistas elogiam Jardim
Características do Fascismo
Basta de mundo ao contrário
O que registo é que, mais uma vez, na dialéctica política madeirense, o PS apresenta propostas concretas e/ou pretende debater politicas regionais e o PSD limita-se a fazer oposição à oposição, a lançar campanhas de ódio, inventonas e continuar a velhinha e estafada "guerra com Lisboa".
Isto já dura há três décadas. Já seria a altura dos outros partidos e dos jornalistas dizerem ao PSD que basta de fugas, que basta de inventar, basta de irresponsabilidade. É tempo de obrigar o PSD a debater as políticas regionais. è tempo de obrigar o PSD a prestar contas. É tempo do PSD governar para o Povo. Com respeito pelo Povo, pelas instituições, pelo Estado de Direito, pela Democracia e pelos jornalistas.






