sábado, outubro 31, 2009

Em quanto é que vai o roubo?


Só este ano o roubo aos bolsos dos contribuintes madeirenses para pagar o jornal de propaganda do PSD-M em quanto é que vai?

A corrupção do BPN/PSD com inevitáveis ligações no PSD-Madeira

O maior escândalo de corrupção e roubalheira que se tem memória em Portugal chama-se "CASO BPN" e é preciso não esquecer que esse caso envolve deputados do PSD-Madeira.
Relembrar que "Tranquada Gomes, da direcção do grupo parlamentar do PSD-Madeira, é o advogado de Abdool Vakil, presidente do Banco Efisa, do grupo BPN, que tem «representação permanente» da sua sucursal financeira no escritório que esse advogado mantém com Coito Pita, outro deputado do PSD."

Mentirosos

Mais uma vez o regime vilão-fascista é apanhado a mentir.

Afinal, nos três anos de vigência da LFR e da LFL (2007-2009), a Madeira recebeu mais 6 596 366 do que nos três anos anteriores.

Espera-se que certa comunicação social faça como sempre faz. Ignore completamente está versão e continue a veincular a do regime.

Inventonas à maneira só na Madeira


A inventona de Belém está a fazer Cavaco cada vez menos reeligível.
Só na Madeira é que as inventonas favorecem os que estão na sua origem. Que são sempre os mesmos funcionários públicos que afinal trabalham para PSD a plantar "notícias" e a "criar factos". O segredo do sucesso está na ausência de jornalistas que denunciem de onde vêm estas inventonas como aconteceu no caso de Belém. Cavaco pensava que o seu funcionário dominava a comunicação social como os arregimentados de Jardim o fazem na Madeira. Enganou-se.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Corruptos e roubalheira sem vergonha é na MADEIRA

O homenzinho que vive à custa dos nossos impostos para fazer intriga e difundir mentiras acha que José Sócrates devia reagir a notícias de que Armando Vara está a ser investigado. Eu estou pouco me lixando para o Vara. Mas este homenzinho que legitimidade tem para falar doq ue seja quando conta na sua trupe com duas condenações- não são suspeitas - por corrupção - ANTÓNIO LOBO e LUÍS GABRIEL - e que o seu chefe-fascista foi aplaudir!?

Esteja mais é caladinho e tenha vergonha na cara! O homenzinho é cúmplice por omissão destes crimes de corrupção e por todos um esquema mafiosos montado nos últimos 30 anos. Aliás a sua própria actuação é ilegal e mafiosa, pois é pago para ser funcionário público quando na verdade actua como funcionário do PPD. Vejam o que está a acontecer em França. É uma actuação ilegal um roubo aos contribuintes. Se houvesse investigação criminal nessa ilhota e já tinha ido bater com os costados à Cancela!

BASTA!

A falta de vergonha na cara do Gonçalo e do Sancho e de outros da mesma jez, não tem limites. Por acaso, no texto que escrevi sobre os protofascistas não disse quem eram. Mas já que insistem. Clarifico: vocês são dois protofascistas que não têm nenhuma legitimidade para falar seja de quem for ou sobre o que for em política, quando como covardes que são se agacham aos desmandos de um verdadeiro e acabado fascista.

Esta treta de que temos de ser tolerantes com a intolerância é a morte dos tolerantes. É um erro ser tolerante e responder de forma cordial e democrática a quem defende as piores práticas fascistas, as perseguições e as continuas faltas de respeito por pessoas, instituições e pelo Estado De Direito. A tolerância tem limites.

Portanto, chega! São uns protofascistas e devem ser tratados como tal!

As elites e as Bases

Sendo verdade que a visibilidade e notoriedade das elites levam muitos a segui-los, não é menos verdade que, estando grande parte das bases agregados em volta de um projecto, grande parte da elite seguirá a massa, levando a um aumento da coesão em torno desse projecto.

Para quebrar essa coesão, de modo a conduzir uma transferência de poder, é necessário em primeiro lugar conquistar as massas. As elites seguir-lhes-ão naturalmente.

Sugestões de leitura sobre o fascismo

Para quem queira perceber o fascismo e o protofascismo, recomendo os seguintes livros:

- BEAUVOIR, S. O pensamento de direita, hoje.;

- DOMENACH. J.M. Propaganda política.;

- REICH, W. Psicologia de massa do fascismo.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Não seguir a multidão

"The reasonable man adapts himself to the world; the unreasonable one persists in trying to adapt the world to himself, Therefore, all progress depends on the unreasonable man"

George Bernard Shaw

"Whenever you find you are on the side of the majority, it is time to pause and reflect".

Mark Twain

Pequeninos protofacistas de bolso

Os pequeninos protofascistas de bolso não compreendem, baralham e faz-lhes confusão a democracia. O livre debate. A troca de argumentos. A discussão interna num partido democrático. Tudo isto é-lhes estranho. Na sua realidade, distorcida e doentia, o que é normal é a ditadura de um homem só, que não admite discussões. É não haver debate. É não poder haver opinião discordante. E haver ameaças, perseguições e agressões fisícas e verbais as adversários durante 30 anos. O que é normal é ter o líder a chamar "chulo" "mafioso" ao primeiro-ministro, "filhos da puta" aos jornalistas, "defecar" na oposição e mandar "à merda" a Assembleia da República". É elogiar presidentes de câmara condenados em processos de corrupção. É pagar ao "Dia" e ao "Diabo" com dinheiro púbico para publicar textos privados. É ter um líder parlamentar que ofende toda a gente e constantemente ameaça os deputados. É ver o seu líder mandar colocar seguranças a impedir que um deputado entre na Assembleia ou que mande agredir outro adaptado na rua. É não haver debates e haver inaugurações em tempo de campanha eleitoral. É ter o único jornal estatizado da Europa para campanha partidária. É ter o controlo absoluto sobre todas as instituições sob a ameaça de cortes de apoios financeiros. Isto ver uma região ser transformada no exemplo negativo da política nacional dando azo "ao já chegamos à Madeira?". E não é um regime africano, porque nenhum é tão indecente. Tudo isto é normal e merece dos protofasistas de bolso o mais animado apoio. Agora que exista debate dentro de um partido democrático, isso é que é uma vergonha que não podem calar. Não consigo descortinar outra explicação que não se prenda com doenças do foro psiquiátrico. Tem de ser gente muito doente. E como não sou psiquiatra, resta-me desejar-lhes as melhoras e recomendar que tentem, bem sei que deve lhes ser muito penoso, entender este concito estranhissímo que se chama Democracia.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Crónica de uma "morte" anunciada

Em Outubro de 2011 Alberto João Jardim vai ganhar as eleições regionais.
A partir de agora até as eleições a agenda política estará totalmente preenchida por um tema: Lei das Finanças Regionais. E independentemente do que aconteça em relação à LFR, o PSD vai colocar em marcha uma campanha de ódio contra o PS. Durante 2 anos ouvir-se-á diariamente "anti-autonomistas", "ladrões", "caloteiros", "garote", "colaboracionistas", "inimigos", etc.. O pano de fundo será o "ataque" do PS/Lisboa contra a Madeira /Autonomia e a sua defesa "corajosa" pelo PSD. Toda a oposição e todas as corporações e sindicatos vão tomar partido pela "defesa da Madeira" e toda a comunicação social vai dar toda a cobertura possível. E uns e outros farão de conta que não sabem o que se está a passar. Sempre que o PS tentar contra-argumentar ou tentar colocar na agenda mediática a discussão da economia, emprego, educação, saúde, etc., será olimpicamente ignorado e remetido para nota de rodapé e reportagens de 14 segundos.
Chegados a 2011, Jardim vai andar pela ilha "a auscultar" o partido e, expcionalmente e tendo em conta situaçõ dramática do ataque socilista à Madeira, vai fazer o sacrifício de se recandidatar. Não haverá debates, não haverá discussão na assembleia, e haverá inaugurações e festas até o dia das eleições. O resultado será "normal".

Bernardo Trindade

A permanência de Bernardo Trindade à frente da Secretaria de Estado do Turismo é muito positiva, em primeiro lugar para a Madeira, e em segundo para o PS-M.
Positiva para a Madeira porque tendo a importância que tem o sector do turismo na nossa região, é da maior importância ter à frente alguém que tem um conhecimento aprofundado do sector,dos seus intervenientes, bem como das suas oportunidade e dificuldades.
Positivo para o PS-M porque o reconhecimento do trabalho realizado, mostram claramente que o PS-M tem quadros capazes de assumir responsabilidades governativas, e nelas desempenhar um papel exemplar.
Por outro lado, em consequência da permanência de BT na Secretaria de Estado do Turismo, mantém-se na AR o independente Luís Miguel França. É da maior importância que os independentes, simpatizantes do PS, saibam que o PS-M tudo fará para ampará-los, e mesmo em situações dificeis, tudo fará para não lhes tirar o tapete. Se assim não for, teremos muita dificuldade em conseguir que quadros competentes dêem a cara pelo PS-M.

A Bernardo Trindade, continuações de excelente trabalho.

P.S. - O facto de apoiarmos (BT e eu) candidatos diferentes para a liderança do partido na região não me impede de ficar satisfeito com os sucessos que todos os elementos do PS-M possam ter, e regozijar-me com o seu reconhecimento. Depois de escolhido o líder do PS-M, este terá de contar com o apoio de todos.

Défices gémeos ou apenas parecidos

No discurso de tomada de posse do novo governo, o Presidente da República fez uma referência ao problema dos défices gémeos em Portugal, ou seja, ao défice externo e ao défice público.
Esta referência do PR motivou por parte do governador do banco de Portugal um sinal de discordância.
Quem terá razão?
Não sendo um entendido no assunto estou tentado a crer que o PR não terá razão nesta questão.
Grande parte do nosso défice externo deve-se à nossa falta de recursos naturais e à nossa quase total dependência externa de combustiveis.
À primeira vista não existe relação entre esta dependência do exterior e o facto a administração pública ser ineficaz.
Uma prova de que não existe relação é-nos revelado este ano, em que tendo o défice externo diminuído cerca de 30% relativamente ao ano anterior, teremos um défice público que se prevê que seja 3 vezes superior ao défice público do ano anterior.
Se existisse uma relação directa entre os dois défices, então este ano teríamos um agravamento do défice externo, ou visto de outra perspectiva , tendo diminuído o défice externo teríamos este ano uma diminuição do défice público.
A circunstância histórica de termos défices externos e défices públicos elevados levaram o PR a fazer uma afirmação que apenas na aparência corresponde à realidade.
Esteve bem, Victor Constâncio, que mostrou que os seus conhecimentos sobre a realidade Portuguesa são resultado de estudo e não de preconceitos.

terça-feira, outubro 27, 2009

O início em Luanda...


Este edifício, que está a ser ampliado, é a Maternidade Lucrécia Paim a ex-maternidade de Luanda, onde o benjamim do casal Amaral Barata, esperneou e gritou pela primeira vez.

Luanda I


Este é edifício é a sede da toda poderosa Sonangol em Luanda. A Sonangol é a empresa pública de Angola que tem o exclusivo da exploração do petróleo e gás natural em Angola. Os operadores que queiram obter uma concessão de um bloco petrolifero têm de fazer uma parceria com a Sonangol. O edifício é muito recente e ilustra bem a importância a dimensão das novas construções em Luanda.

Reconhecer o óbvio

Abstenho-me de qualficar tão degradante tomada de posição pelo PSD-M e dos seus mentores. É que só de pensar no assunto, enoja-me.

As causas do desemprego na Madeira


"O DIÁRIO fez um resumo das variações (taxas) homólogas dos últimos anos, desde 2003 (relativamente a 2002) até ao mês de Abril [de 2009].


É de referir que os piores registos deram-se ainda em tempos de 'vacas gordas', quando estávamos no auge do desenvolvimento levado a cabo pelo Governo Regional, antes do actual Governo da República e, pelo facto, ainda sem as alegadas implicações do 'garrote' financeiro imposto por Lisboa (ver quadro ao lado)."


Sugestão - "SOVIET STORY"


Desde a sua criação, a história da União Soviética foi escrita com sangue. Como ex-dissidente soviético Vladimir Bukovsky explica: "Quando os comunistas chegam ao poder, não interessa onde, pode ser na Rússia, na Polônia, em Cuba, na Nicarágua, não interessa, na China. Inicialmente eles destroem em torno 10% da população [a fim de] reestruturar o tecido da sociedade".


Soviet Story é uma correção eficaz à noção popular de que a experiência comunista só se tornou horrível quando Estaline subiu ao poder. O filme documenta ordens determinando execuções em massa, estimado em dezenas de milhões, originados com o pai da revolução, Leninn. Ainda assim, é difícil de superar a enorme capacidade maligna de Estaline para o terror.


Por exemplo, o uso deliberado da fome para pacificar a Ucrânia é explicado em detalhes. Num crime contra a humanidade, em grande parte ignorado pelo Ocidente, sete milhões de ucranianos foram intencionalmente mortos pela fome na República previamente isolada; gêneros alimentícios foram confiscados sob a mira do Exército Vermelho.


O coração do Soviet Story explora as estreitas semelhanças ideológicas e o bárbaro conluio entre os Socialistas Soviéticos de Estaline e os Nazistas de Hitler. Existe uma misteriosa sequência justapondo tematicamente cartazes de propaganda semelhantes de ambos os regimes, lado a lado na tela. Ainda mais condenatórios são os documentos que Snore revela estabelecendo ligações estreitas entre a SS e o NKVD Soviético (a precursora da KGB), discutindo, entre outras questões, a "Questão Judaica." Eles não apenas conversaram – eles dividiram entre si a Polónia e, pela iniciativa de Estaline, demarcaram suas reivindicações para o resto da Europa.


Soviet Story é mais devastador ao discutir as maneiras pelas quais a mais avançada máquina assassina Soviética serviu de inspiração e modelo para o Holocausto. Segundo informação do ex-oficial da antiga União Soviética Viktor Suvorov: "Uma delegação da Gestapo Alemã e SS vieram para a União Soviética para aprender a construir campos concentração."


Snore produziu uma arrepiante acusação da experiência soviética com o socialismo. Ele chama testemunhas muito convincentes, incluindo Bukovsky, e os eloquentes historiadores de Cambridge Norman Davies e George Watson. Como prova, ele produz um chocante filme de arquivos e documentos. No entanto, como o filme deixa bem claro, nenhuma das pessoas que fizeram (e ainda fazem) o trabalho sujo Soviético jamais enfrentaram a justiça pelos seus crimes. Como foi dito, Snore tem produzido um apaixonado, mas completamente fundamentado documentário contra o regime Soviético.


Provavelmente o aspecto mais assustador do filme é a sua ocasião oportuna, lançando luz sobre como o regime Putin cada vez mais abraça suas raizes estalinistas. Quem pretende continuar pensando que é bem-informado deve ver o filme Soviet Story.

segunda-feira, outubro 26, 2009

The gloves are off!! - Estranhar a democracia

Sabem onde é que o combate para a liderança do partido foi duríssimo? Com acusações muito fortes de parte-a-parte? Com argumentos que por vezes eram tidos como inapropriados? Onde?
Foi na maior democracia do mundo. E foi no Partido Democrata, entre Obama e Clinton. E sim, depois de ultrapassada a contenda começaram a trabalhar juntos em prol dos EUA. Sem resentimentos. A expressão que os americanos usam nestas situações é "The gloves are off!", quer dizer que o combate vai ser duro, renhido e é assim que esperam que seja.
Estranho? Não, é o que fazem os democratas. Há quem estranhe. Falta de hábito.

Caim e Biblia

É verdadeiramente surpreendente a quantidade de pessoas que não tendo lido nem a Bíblia nem Caim, não se inibem de comentar tanto uma obra como a outra.

A cidade mais cara do mundo

Em Angola a moeda oficial é o Kwanza (que não é aceite no estrangeiro). Este tem duas cotações. A cotação oficial que é cerca de 80 Kzs por cada USD 1 e a cotação da rua que dá cerca de 90Kzs por cada dólar. Aqui ao lado do nosso escritório tem o edifício das Nações Unidas e 20 metros depois pode se encontrar umas senhoras que são uma espécie de "casas de câmbio ambulantes". Chegamos lá trocamos 100 dólares por 9.000 Kzs o que é mais rápido e vantajoso do que ir a um banco. É uma operação rotineira já que em Luanda perdeu-se a noção do valor do dinheiro.
Por exemplo, na semana passada fui almoçar ao Hotel Trópico com um colega. Um buffet fraquinho e duas águas foram 155 USD. No Sábado fomos jantar ao Caribe na Ilha, por um bife com cogumelos, vinho tinto e café paguei 85 USD. Depois fomos ao Coconuts e pagamos mais 30 USD por duas bebidas. Para além destas despesas, há aquelas que nem recibo se pode pedir. Por exemplo, fizemos uma inversão de marcha perfeitamente legal, mas fomos abordados por um polícia que insistia em nos dizer que tinhamos cometido uma infracção e que estavamos ilegais e que tinhamos de ir para a esquadra, etc. Claro que só se ultrapassa este tipo de problema com a chamada "gasosa". Por enquanto só descobri duas coisas baratas em Angola, a gasolina e a cerveja.

Autarquias

A organização do poder autárquico em Portugal é uma chinesice reconhecida por muita gente, mas que numa lógica de manutenção de pequenos poderes, têm-se arrastado ao longo do tempo sem que haja coragem política de corrigir o que está mal.
Não faz sentido que um órgão executivo tenha elementos "passivos", que mesmo sendo contra as decisões tomadas pela maioria dos elementos, sejam co-responsabilizados por estas.
Por outro lado, a presença dos presidentes de Junta de Freguesia na Assembleia Municipal é frequentemente um factor que desvirtua a vontade expressa pelo povo na eleição dos elementos da Assembleia Municipal.

Defendo que os vereadores deveriam ser eleitos pela Assembleia Municipal de entre os seus elementos, tal como acontece nas juntas de Freguesia e restrita aos vereadores com pelouro, ou seja, deixariam de existir vereadores sem pelouro.
As funções de fiscalização que neste momento são atribuídas aos vereadores da oposição deveriam ser transferidas para a AM.
Defendo também que a representatividade dos presidentes de junta de freguesia deveria ser limitada a um representante escolhido por todos os Presidentes de Junta de Freguesia do concelho.

Em tempos houve um pré-acordo entre o PS e o PSD para fazer uma reforma do poder local em Portugal, que no entanto foi posta em causa pelo PSD, exclusivamente por politiquice barata. Levando mesmo alguns autarcas social democratas a expressarem publicamente a sua posição contra a posição assumida pelo PSD na AR.

Esperemos que neste caso como em muitos outros, os ganhos eleitorais de circunstancia não levem a que se adiem reformas essenciais para o melhor funcionamento das nossas instituições públicas.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Contenção se faz favor

Os blogs valem o que valem, as opiniões contidas também, no entanto, não deixo de fazer uma pequena apreciação. É degradante verificar que vários dos actuais responsáveis do PS-M degladeiam-se na blogosfera, onde vale tudo, assente na ofensa pessoal. Qual ‘’debate de ideias’’, qual quê?

Meus amigos, a situação já ultrapassou o razoável.

Este é um momento que exige reflexão e moderação verbal.

Frases que impõem respeito XXV

Miguel Fonseca: "(...) é óbvio que Serrão está refém do pacto tácito que fez com João Carlos Gouveia (...)"

Alexandre Fernandes: "(...) a candidatura que servirá aos interesses do PSD-M é a de Jacinto Serrão (...)"

Diz-me com quem andas...

"Aquele que é actualmente o apoiante mais empenhado da candidatura de Jacinto Serrão [JOÃO CARLOS GOUVEIA] proferiu hoje graves declarações na ALM que põem em causa a autonomia do Partido Socialista - Madeira.Aquelas declarações são tanto mais graves porquanto o referido apoiante é cumulativamente Presidente do Grupo Parlamentar e do Partido, condição que não pode ser confundida com a de militante (...)
(...) as afirmações produzidas revelam a intenção de desviar as atenções do total desnorte político que levou o Grupo Parlamentar do PS-M a votar ao lado das alterações propostas pelo PSD à Lei das Finanças Regionais, contra o que havia sido decidido em reunião da bancada parlamentar do PS-M. (...)
É grave que o referido apoiante de Jacinto Serrão, ainda Presidente do Partido, tenha quebrado a isenção a que está obrigado e tenha levado o Congresso do PS-M para o Assembleia Legislativa da Madeira e tenha trazido o líder do PSD para dentro do PS-M.
Apresentaremos propostas aos socialistas e é nelas que vamos centrar o debate para o Congresso. Não nos deixaremos arrastar para o ataque pessoal de quem não tem propostas."

Parece que anda "politicamente inactivo" ou o dead man walking

O Duarte Gouveia parece que quer dar cabo da candidatura do Jacinto Serrão.
O Duarte, porque lhe convém, repete o argumento falso dos seus amigos saneadores, parece que eu tinha “deixado de aparecer” e parece que não estava "politicamente activo". Logo, devia ser saneado.
Brilhante.
Porque se usarmos o mesmo critério há que sanear o Jacinto Serrão, já que desde 2007 "deixou de aparecer" e até há duas semanas muita gente tinha duvidas que ele estivesse “politicamente activo”.
Com amigos destes....

quinta-feira, outubro 22, 2009

Profeta

O Duarte Gouveia tem jeito para profeta. Na reunião da Comissão Política do PS Funchal em que ele esteve calado a assitir à purga porque estava todo feliz por ser candidato à CMF, foi ao púlpito todo confiante anunciar uma bom resultado para o PS no Funchal. Foi aquilo que se viu. Agora anuncia, todo feliz por ser um dos promotores, um vitória clara de Jacinto Serrão. Parece que o critério para as profecias é simples: se está lá o Duarte, a vitória é certa! Esperemos para ver.
E que mal lhe pergunte, o Duarte Gouveia e o Jacinto Serrão não fizeram parte dos órgãos do Partido durante a direcção do João Carlos Gouveia? Parece que sim. Eu fiz. Pela mesma razão que o Victor, o Jaime e o Sérgio também fizeram. Porque JCG tinha prometido um mandato de unidade e de transição. E todos demos-lhe o benifício da duvída.
Uma coisa completamente diferente, é depois de JCG ter rasgados todos os seus compromissos, depois das purgas e das hecamtombes eleitorais, achar que estar lado-a-lado com JCG não tem nada de mal.
Acho muito curioso estes militantes que profetizavam o fim do mundo encarnado em JCG apareçam ao seu lado a fazer campanha interna. Diz-me com quem andas e dirte-ei quem és. Nem mais.

Expiação dos pecados

Pior que cometer erros, é não aprender nada com eles.

Não sei se o Duarte considera que o partido teria ficado em melhores mãos, depois da falta de comparência de muitos notáveis, se o Jaime, o Victor e eu, não tivéssemos participado na direcção de JCG.
Não foi esse o meu entendimento na altura. Quando questinei-me sobre a minha participação na direcção de JCG, considerava que aquele seria o espaço adequado para dar o meu contributo e para fazer criticas sempre que fosse oportuno. Assim fiz, enquanto foi possível.

Neste momento e sabendo o que sei, não seria possível para mim, fazer de conta que nada sei.

E tu? Estás disposto a engolir este sapo, só porque neste momento dá jeito?
Estás disposto a manter a tartaruga em cima do poste?

Eu não.

A tropa fadanga

Que João Carlos Gouveia e tuti quanti saneadores que transformaram os últimos dois anos num PREC permanente no interior do PS-M, com as suas pequenas purgas, e felizes iam pulando nas tv's, rádios e jornais enquanto levavam o partido à hecatombe, queiram se recandidatar, porque acham que está tudo bem e isto não tem nada a ver com eles, já se esperava.
O que me surpreenderá que Jacinto Serrão queira o seu apoio. É que isso levantará muitas questões: Desde logo, quer isso dizer que Serrão concorda com as purgas? E será que entende que Gouveia procedeu corretamente ao substiuí-lo por Trindade na Assembleia da República?

Até onde irá Jacinto Serrão com João Carlos Gouveia?

O discurso do líder par(a)lamentar do PS-M é inaceitável e revelador de uma falta de carácter a toda a prova.
Como é possível que o presidente do PS-M use do seu reduzido tempo de intervenção na ALM para disferir ataques internos?

JCG está a ser o pior presidente que o PS-M já teve, e para tristeza de muitos socialistas, acumula essas funções com as de pior líder parlamentar.
Se existe alguém que objectivamente conduz uma estratégia que aproveita ao PSD-M, esse alguém é JCG.
Nunca, como agora, o PS-M mereceu tão pouca confiança dos madeirenses, e os últimos resultados eleitorais mostram-no claramente.

Estou certo que Jacinto Serrão não quer ficar associado a esta fase negra do PS-M. Por isso, é altura de se demarcar claramente destes intervenientes e de todas estas trapalhadas.
Se não o fizer, e pior ainda, se se aproveitar desta situação, estará a dar um sinal que não será muito diferente de JCG. É a velha máxima: "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és".

É tempo de ser claro.

Menos óbvio: Transparência

Seria muito positivo que Jacinto Serrão garanti-se publicamente que os actuais dirigentes do PS-M não estão a usar meios do partido para fazer a sua campanha.
Nomeadamente aqueles que têm cargos onde há um contacto directo com os militantes. A começar pelo Presidente e pelo Secretário-Geral, passando pelo Francisco Dias nas "Bases"ou nas concelhias de Santa Cruz e no Funchal.
Será possível?

BINGO!

"Gouveia diz que uma das candidaturas agrada ao PSD"

Finalmente podemos concordar com algo que João Carlos Gouveia disse.

quarta-feira, outubro 21, 2009

O óbvio II

É tão óbvio como saber quem é o candidato das pessoas que estiveram à frente das várias listas nas Europeias: Emanuel Jardim Fernades, nas Legislativas: Bernardo Trindade e Isabel Sena Lino e nas Autárquicas do Funchal: Rui Caetano e Duarte Gouveia, em Santa Cruz: Óscar Teixeira ou na Ponta do Sol: Francisco Dias. Mas pode ser apenas eu que esteja a ver mal as coisas...

O óbvio

Miguel Fonseca: (..) a candidatura de Jacinto Serrão precisava daquele haraquiri para demarcar-se do seu passado e nessa manobra táctica de diversão teve um aliado ocasional, ou talvez nem tanto [ocasional] que foi João Carlos Gouveia. É já óbvio que a candidatura de Serrão é a candidatura de Serrão barra Gouveia (Serrão/Gouveia) (...)"
Há mérito em dizer o óbvio, principalmente quando anda muita boa gente a fazer de conta que não percebe o óbvio.

Gastos de campanha

Sintra tem 317 km² de área e 445 872 habitantes (2008), subdividido em 20 freguesias.

O Funchal tem 76,25 km² de área e 98 583 habitantes (2008), subdividindo-se em 10 freguesias.

O PS gastou na campanha em Sintra, segundo Ana Gomes, “165.000 euros do PS, contadinhos a cêntimo e sem mais um tostão de ninguém”;

Já no Funchal, segundo Duarte Gouveia, o PS gastou na campanha 288 500 euros.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Transparência na carga fiscal

Tenho visto como muito positivas algumas medidas que têm sido tomadas relativamente à transparência da informação prestada aos consumidores, nomeadamente na banca.
Os consumidores têm o direito a ser devidamente informados relativamente a todos os custos associados aos serviços e bens que adquirem.

Já é tempo de levar esta transparência para a esfera da relação do estado com os contribuintes.
Considero que, em sede de orçamento, a cada ano, o governo deveria ser obrigado a estabelecer uma carga fiscal para o País, vista como a relação entre todos os impostos cobrados e o PIB.
No caso dessa relação ser superior ao estabelecido no OE, ou seja, no caso da carga fiscal ser superior ao valor definido à partida, então os impostos cobrados a mais deveriam ser devolvidos aos contribuintes.

Por razões de simplicidade e por razões de justiça social, considero que essa distribuição deveria ser um valor igual para todos os contribuintes, nunca podendo ultrapassar o valor dos impostos pago por cada contribuinte.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Sugestão de leitura


Angola é um país fantástico que sempre teve um lugar especial no imaginário dos portugueses. Os que hoje chegam a Angola encontram um país diferente daquele que nos foi transmitido pelas memórias dos nossos "mais-velhos". No meu caso, o choque entre a ideia romântica que tinha de Luanda e a realidade que encontrei foi enorme.

Para quem quer perceber a Angola de hoje, um país de contrastes, de belezas incríveis e de horrores, de riqueza e indigência, de sonho e de desilusão, de perigos e oportunidades, recomendo a leitura de "Angola the Weight of History".

Uma excelente análise à História recente de Angola, onde se percebe que este país tem uma História muito peculiar. Há também uma muito interessante comparação com outras realidades políticas e económicas da África Subsariana. Acho que só está disponível em Inglês. Eu comprei na Amazon.uk e custou 50 libras.

A solução ideal

A minha amizade pelo Jacinto Serrão é conhecida. Reconheço nele qualidades pessoais e políticas. E, naturalmente, tem toda a legitimidade para se apresentar como candidato a qualquer cargo. Tenho a certeza que tem boas ideias para o partido. E em princípio, como diz o Jacinto, várias candidaturas no PS-M seriam normais e podiam ser benéficas. No entanto, no estado em que o partido se encontra, o mais certo é terem um efeito muito negativo. Daí que defenda que a solução ideal será os dois candidatos se entenderem e apresentarem uma candidatura única.
Não acontecendo, manterei o meu apoio ao Victor Freitas. Sendo que tal opção política nunca colocará em causa a minha amizade com o Jacinto Serrão. Tal decisão é exclusivamente política. Desse ponto de vista, concordo com o Tino quando afirma que a posição de Serrão ainda está muito conotada com a nova Lei da Finanças Regionais. A sua liderança, com esse ónus, retirará espaço político ao PS-M e abrirá portas a um "remake" do filme de 2006/07. Acho que esta candidatura só será favorável para a sua carreira política se conseguir um entendimento coma liderança de Freitas ou perder por poucos. Se ganhar será o pior que lhe pode acontecer. Mesmo que não houvesse uma outra candidatura que merecesse a minha confiança, como amigo do Jacinto, nunca lhe aconselharia a se candidatar. E o Jacinto sabe que às vezes engano-me mas nunca lhe dei a minha opinião de má fé ou com segundas intenções. É o que eu sinceramente penso. Por favor, entendam-se.

quinta-feira, outubro 15, 2009

1/2 hora infernal

Deus Pinheiro renuncia ao cargo de deputado 30 minutos depois de tomar posse. Mas foram 30 minutos em que o homem deu o máximo. E aguentou mais 30 minutos inteirinhos do que Alberto João Jardim como deputado à AR.

Da má técnica legislativa e da natureza do Regime

"Olhe, má técnica legislativa!" respondeu o aluno Paulo Barata ao docente no exame de Direito Constitucional. O Professor defendia que umas das alterações feitas na Constituição no tocante ao poderes legislativos das regiões autónomas tinha uma determinada leitura. Defendia que tal alteração diminua os poderes das nossas assembleias, eu batia-me pela interpretação inversa - era esse o espírito da lei e a intenção do legislador - rebatia com veemência. O constitucionalista, não acostumado ao contraditório - disse com voz grave "Olhe, eu fiz parte da comissão que redigiu essa norma e digo-lhe que não é isso que está aí escrito. Como explica isso?". Bem, para mim era um óbvio caso de má técnica legislativa. Recusado será dizer que tive de repetir o exame. Os Professores da Faculdade de Direito têm sempre razão, mesmo quando não têm.
Serve esta introdução para regressar à perseguição ao Victor Freitas promovida pelo PSD-M. Defendem os que estão por detrás desta infâmia que é um regra absurda, que não faz sentido, que tal nunca antes sucedeu, que a regra esta mal redigida, mas que enfim... está lá e não podemos fazer nada...vamos fazer uma interpretação literal e aplicar."
Ora, o que nos estão a dizer é que "sabemos bem que não esse o objectivo do legislador, estamos certos que não esse o espírito da lei, estamos cientes que estamos perante um flagrante caso de má técnica legislativa, mas enfim... recusamos ser pessoas correctas e decentes e vamos fazer uma interpretação literal de uma regra que reconhecemos ser errada porque isso nos permite prejudicar injustamente o Victor Freitas. É da nossa natureza...."
Imaginemos por momentos que na recente revisão e republicação do Código Penal o artigo que criminaliza o homicídio saía comum "não" lá a meio, dando-lhe a seguinte redacção:
"Quem matar outra pessoa não é punido com pena de prisão...".
Está bem de ver que os senhores deputados do PSD-M iriam pegar nas pistolas e desatar aos tiros!Afinal de contas a regra é clara e inequívoca e o homícidio não é crime. Naturalmente lamentariam a perda de vidas, diriam que a regra estava errada e reconheciam que não era esse o objectivo do legislador, que essa interpretação estava em desacordo com o nosso sistema jurídico mas... paciência estava lá e eles iriam aproveitar ao máximo.
Bem sei que é um exemplo extremo, mas a situação é tão grave e absurda que merece ser retratada desta forma.

Novo Governo

Esta é a minha "previsão", aceitam-se apostas:

Presidência: Pedro Silva Pereira
Finanças: Fernando Teixeira dos Santos
Administração Interna: Augusto Santos Silva
Defesa: Severiano Teixeira
Obras Públicas e Transportes: José Vieira da Silva
Justiça: Conde Rodrigues
Negócios Estrangeiros: Luís Amado
Agricultura: Ascenso Simões
Ambiente: Humberto Rosa
Economia: Basílio Horta
Trabalho e Segurança Social: Idália Moniz
Saúde: Ana Jorge
Educação: Isabel Alçada
Ensino Superior e Ciência: Mariano Gago
Assuntos Parlamentares: António José Seguro
Cultura: Maria de Belém

A perseguição ao Victor Freitas

Mais uma vez o PSD "rapta" a Autonomia para atingir os seus objectivos políticos/partidários. Se para o Victor o PSD forçou uma interpretação completamente absurda, contrária ao espírito da lei e inversa às sua própria opinião até agora, só podemos concluir que não apreciam a sua actuação. Visto a contrario, o que o PSD nos está a disser é que o Victor é um deputado que incomoda o regime. Não sei se são capazes de perceber isso, mas tal como as agressões ao Baltazar Aguiar fez eleger o Gil Canha vereador, a perseguição ao Victor joga politicamente a favor dele.
Agora resta ao Victor fazer valer a sua razão nos tribunais.

Onde está o futuro?

Na Ilha de Luanda (que não é na verdade um ilha mas uma península) falava com um empresário com experiência de 20 anos em África. Este dizia-me que Angola era o futuro. Portugal e a Europa vivem numa situação estrutural muito complicada. As crises vieram para ficar e as coisas não vão melhorar. Por outro lado, em Angola tudo estava por fazer. Nomeou meia-dúzias de projectos cuja a dimensão financeira era impensável em Portugal. Fiquei a matutar nas suas palavras. E a verdade é que os projectos que me têm passado pelas mãos são de tal ordem de grandeza que seria impossível realizá-los em terras lusas. Todos os dias vejo novos investimentos a serem feitos, projectos a serem apresentados na Televisão Pública de Angola e os diários a darem notícias destas: O investimento directo de Portugal em Angola triplicou de 2008 para 2009 e as trocas comerciais entre os dois países cresceram 23% no primeiro semestre deste ano.
Muito trabalho, muito investimento, muitas oportunidades e futuro. É difícil trabalhar cá, mas é também aliciante. Isto é um caos, mas no bom sentido. Um caos que se deve à imensa vontade que milhares de Angolanos e "expatriados" têm de fazer este país crescer. Em Angola a confiança no futuro é grande. Casa vez mais me convenço que o meu futuro passa por este país.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Aldrabões e saloios

A aldrabice saloia do PSD-Madeira não tem limites. À força de quererem expulsar o Victor Freitas vêm como uma interpretação completamente saloia das regras da substituição dos deputados que - esta bem de ver - só tem um objectivo.
Nem em Angola se isto acontece. Parece incrível mas a verdade é que o MPLA é mais democrático do que o PSD-M.
As regras de interpretação da lei são claras. Leiam o artigo 9.º do Código Civil: “...não deve cingir-se à letra da lei, mas reconstituir a partir dos textos o pensamento legislativo, tendo sobretudo em conta a unidade do sistema jurídico, as circunstâncias em que a lei foi elaborada...”
E não se esqueçam que em caso da lei nova ser incompatível com a anterior, se ambas tiverem a mesma hierarquia, prevalece a lei especial (critério da especialidade) e a mais recente (critério da posteridade). E por agora ficamos por aqui.
P.S. - E não se esqueçam que andam por aí uns imprestavéis, que andam a meter ao bolso um balúrdio dos nossos impostos, apenas e só para serem intriguistas profissionais e escribas do Regime.

Apoio

Finalmente o PS-M vê-se numa situação em que pode escolher pessoas com verdadeira capacidade de liderança.
Victor Freitas e Jacinto Serrão estão na corrida para a presidência do maior partido da oposição na Madeira.
Neste momento ambos estão no terreno a angariar apoios.
Sem rodeios direi desde já que o meu apoio, depois de ponderadas as diversas opções, irá para Victor Freitas.
Respeito muito Jacinto Serrão, e outros que estão com ele nesta disputa, no entanto a sua imagem continua demasiado presa às eleições de 2007 e à má gestão da questão da LFR.
Não quero dizer com isto que a culpa seja exclusivamente sua. Bem pelo contrário. Digo apenas que os madeirenses continuam a associa-lo a esse mau momento do PS-M.

Conheço também o Victor Freitas. Conheço a sua capacidade de trabalho e o respeito pelo trabalho dos outros.
O seu papel como líder parlamentar e como dirigente partidário tem sido exemplar.
Espero sinceramente que, com o apoio das elites e com as bases do partido, possa levar o partido a patamares de relevancia mais adequados à verdadeira responsabilidade que cabe ao maior partido da oposição da Madeira, e única alternativa viável à hegemonia do PSD, que limita a liberdade de cidadãos e empresas desta nossa terra.

Força Victor. Estamos contigo.

Mijaste no muro errado

Infelizmente o Duarte Gouveia fala de ideias – jura que as tem – mas continua com os ataques pessoais. É um estilo. Mas como dizem aqui em Angola “mijaste no muro errado”. Se queres entrar por aí, tudo bem, vou te recordar as tuas responsabilidades nesta hecatombe.

Antes de mais, registo que o Duarte já vai dando o benefício da duvida ao Victor Freitas. Afinal pode ser que tenha propostas e apoiantes. Vamos aguardar.

Quanto à minha participação nas campanhas, eu esclareço.

Eu fui saneado numa jogada suja e irregular que contou com a tua anuência. Tu estiveste nessa reunião e nem uma palavra disseste sobre o que se passou. A forma como todo o processo se desenrolou, a violação dos estatutos e o meu afastamento e o do Tino do processo autárquico, não mereceu da tua parte um reparo. Antes pelo contrário. Quando fiz criticas à forma como processo foi conduzido, foste ao púlpito dizer que estava a ser injusto e garantis-te um bom resultado no Funchal. Nesse dia demiti-me dos cargos concelhios e fiz as criticas que tinha a fazer. Não fiz mais criticas públicas. E, apesar disso, no mesmo dia voltei a garantir ao Rui Caetano que estava disponível para ajudar no que fosse necessário. E estive. A verdade é que nunca me contactaram directamente, numa campanha em que tu foste o principal mentor.

Portanto, se alguém que teria de responder perante os militantes serias tu e os que andaram a promover saneamentos e levaram o PS no Funchal à posição em que está.

Apesar deste processo lamentável a todos os níveis, a minha opinião sobre as capacidades das pessoas não muda. O Duarte era e continuará a ser uma pessoa muito capaz e um quadro do PS-Madeira. E, naturalmente, seja quem for que esteja na próxima direcção do partido, sou da opinião que deve contar com ele para desempenhar cargos importantes. Porque para além das suas competências técnicas, tem muita experiência política.

Eu nunca fui, não sou, nem serei defensor de saneamentos. Esteja de que lado estiver. E isto é válido para todos. Mesmo todos. Agora, o que não posso aceitar é que os que erraram queiram atribuir culpas aos que nada tiveram a ver com este desastre, que avisaram a tempo e foram injustamente saneados. Todos cometemos erros. É verdade. Mas há que ter a humildade de reconhecer que se errou. Era isso que eu esperava e ainda espero que aconteça e não o lançamento de insinuações e a promoção de novos processos de julgamento, julgamento e saneamentos internos.

Da minha parte estou agora – como estive no passado – e apesar de ter sido vitima de saneamento, disponível para trabalhar com todos. E discutir ideias para o futuro, mas ideias sérias e não insinuações torpes.

Portanto, caro Duarte, querendo podemos discutir ideias ou podemos continuar com esta porcaria que não leva a lado nenhum.
Tu é que sabes.

terça-feira, outubro 13, 2009

Estamos Juntos

Os Angolanos usam muito a expressão "Estamos juntos". Explicaram-me que ela surgiu em 1975, depois da independência, devido à necessidade de criar unidade e também devido ao forte desejo comum de ultrapassar as dificuldades da época.
Hoje, os "expatriados" (como são conhecidos os que vêm de fora para trabalhar) usam a expressão entre eles. Temos as mesmas dificuldades, histórias parecidas e sabemos que podemos contar uns com os outros. Por exemplo, se não fosse o Zé que trabalha na Mota-Engil tinha perdido o avião quando fui para Portugal em Junho. O Zé sabe que lhes estou agradecido e que pode contar comigo. Estamos juntos, companheiro.
O mais valioso que se traz de Angola são as experiências. Viver e trabalhar em Angola é difícil, muito mesmo, mas aprendesse imenso. Aprende-se o significado da palavra saudade. Aprende-se a gostar mais da nossa terra. A termos mais orgulho no nosso país. A enfrentar os problemas com um sorriso nos lábios. E aprende-se a gostar da vida simples. Apreciar o pôr-do-sol, ir à praia ou beber um cuca geladinha com um camarada expatriado, sabe mesmo muito bem.

Os maus cagadores

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público vem exigir a suspensão imediata do sistema informático CITIUS enquanto não forem resolvidos as vulnerabilidades identificadas por um estudo (??).
Concordo em absoluto que deve ser dada a maior importância à segurança de informação sensível, no entanto nunca ouvi da parte do SMMP a exigência de apuramento de responsabilidades relativamente às constantes violações do segredo de justiça, que cirurgicamente vão tentando condicionar politicamente, ora uns, ora outros.

Esta tentativa de travar o CITIUS já não é nova. Ainda a semana passada o presidente do SMMP afirmava que havia processos que haviam desaparecido exigindo mais uma vez a suspensão do CITIUS. Na realidade, veio a verificar-se que os ditos processos não tinham desaparecido, mas que devido a má utilização do sistema, os documentos tinham sido anexados a outro processo.

Todas estas tentativas de travar um sistema informático que aumenta a produtividade dos juizes, levam-me a crer que para alguns quanto pior melhor, mesmo que seja à custa da injustiça aplicada aos cidadãos.

Alto e para o baile

O PSD-M apresentou e fez aprovar unilateralmente, na ALM, uma proposta de revisão constitucional.
Fez também saber que as eleições legislativas de 27 de Setembro seriam um plebiscito a essa proposta de revisão constitucional.
Acontece que o PSD-M, ao ficar-se pelos 48.16%, viu a sua proposta ser recusada pela maioria da população.
Deveria assim, democraticamente, levar novamente a proposta de revisão constitucional à ALM e aí, juntamente com outros partidos, procurar obter consensos mais alargados.

Candidatura de Victor Freitas na internet

Pode acompanhar o candidato aqui: http://victorfreitas2009.blogspot.com/

A reacção do status quo

O post de Duarte Gouveia é o exemplo perfeito da argumentação ad homeniem, que expliquei abaixo.

Reparem que Duarte Gouveia ignora tudo o que Victor Freitas diz ao Diário. Renovação, reorganização, unidade, abertura do partido à sociedade. Para Gouveia tudo isto é “nenhuma ideia ou proposta”.
E de imediato parte para o ataque pessoal. No bom estilo da argumentação contra o homem, Gouveia revela que Freitas tem “motivos pessoais”. Tenham medo, muito medo.....

Gouveia sabe que o Victor não se pôs à parte de nada, mas foi afastado. É público esse facto. E o próprio Gouveia manifestou-se indignadíssimo com esse facto na altura.

E se quiséssemos entrar pelo mesmo estilo, podíamos recordar que Gouveia foi a mente por detrás do desastre que foi a presidência de Cardoso, e mais recentemente da candidatura ao Funchal com o pior resultado de sempre.
Mas como não vamos por aí, esperamos que - a partir de agora - Gouveia discuta ideias.

Unidade, renovação e credibilização

Não é meu estilo andar manhoso a ver para que lado a coisa vai dar. Digo ao que venho e assumo as minhas opções.
Dito isto, constacto que as linhas orientadoras da estratégia de Victor Freitas corresponde a aquilo que eu penso que deve ser este virar de página no PS-Madeira. Vamos deixar o passado lá atrás e olhar em frente.
O Victor Freitas - querendo - contará com o meu apoio. E desde já lhe digo que ele não podia querer melhor do que ter todo o status quo unido contra ele. É um excelente sinal.

Interpretação Ad Hominem - Do vale tudo

Aparentemente na perseguição ao homem vale tudo. Até alterar o modus operandi óbvio e instituído há muito na Assembleia Legislativa da Madeira. E até fazer interpretações ad hominem da lei, de forma a prejudicar uma pessoa em concreto.
Leiam-se todos os pareceres dados pela ALM sobre as substituições de deputados. O que dizem? Leia-se o que diz o próprio Manual do Deputado , página 21, disponível no site da ALM, que diz: "Em caso de vacatura ou de suspensão de mandato, o deputado será substituído pelo primeiro candidato não eleito, na respectiva ordem de precedência da mesma lista." Observe-se o que se passa na Assembleia da República e na Assembleia Legislativa dos Açores e, acaso não for suficiente, então faça-se uma interpretação da lei que respeite as regras de interpretação legais e a doutrina.
E, por outro lado, os silêncios que falam tão alto?

Argumentum ad hominem* - Da falácia

Este tipo de argumentação é uma falácia utilizada para desqualificar o oponente, desviando-se do combate às suas ideias e discurso. As duas formas mais utilizadas desta falácia é (a) o ataque pessoal directo; b) o ataque pessoal indirecto; c) a apresentação de contradições entre posições do oponente ou entre suas palavras e suas acções.
No ataque pessoal directo, mesmo sem referirem o nome do "alvo", pretendem atingir o carácter, a competência ou a honorabilidade do oponente. No ataque pessoal indirecto, deixam no ar a suspeita que o alvo não tem experiência pessoal, profissional ou que tem uma agenda secreta.
Bom exemplo é insinuar que determinada pessoa não pode ter um papel de liderança porque não tem uma vasta e reconhecida experiência profissional. Nada mais falacioso. Assim, de repente, recordo-me de várias personalidades políticas nacionais, estrangeiras e mesmo regionais a quem se podia apontar tal "defeito", isto se o fosse. Desde logo foi o principal argumento usado contra Barack Obama, Bill Clinton ou Tony Blair. Mas mais perto de nós, alguém reconhece um passado profissional relevante a Mário Soares, António Guterres, José Sócrates, António Costa, António José Seguro, Carlos César, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, ou mesmo a nível regional a Alberto João Jardim, Emanuel Jardim Fernandes ou Bernardo Trindade (entre outros)?
Esta práctica de desqualificação é em toda a linha lamentável. É a forma clássica de actuar de Alberto João Jardim. Usar este tipo de argumentação dentro do PS-Madeira seria descer a níveis que teriam consequências muito negativas na imagem - já muito fragilizada - do partido.
*Argumento dirigido contra o homem.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Todos fomos derrotados

Derrota após derrota parece que o PS/M não aprende. Temos de ter os melhores nos lugares certos, não a mais experimentalismos. Para assumir um cargo de dirigente não basta ter um simples percurso político, tem que haver um percurso profissional e de vida. Há vida para lá do PS e da política.
Da má análise dos resultados eleitorais ao longo destas décadas têm nascido as sucessivas derrotas.

Por favor, leiam André Escórcio .

Pequenas vitórias

Estas eleições autárquicas não correram nada bem ao Partido Socialista. As criticas que tiver que fazer, farei dentro do partido, nos órgãos próprios.
Para já vou apenas realçar as pequenas vitórias que alguns membros do PS-M e independentes que deram a cara pelo Partido Socialista, alcançaram.

1 - Parabéns à Sofia Canha e sua equipa, que mesmo não sendo eleita, conseguiu um aumento de votos e mandatos (AM, AF) relativamente a 2005.
2 - Ao professor Alano da Ribeira Brava, também pelo aumento de votos e de mandatos (AM e AF).
3 - Ao Ricardo Franco de Machico que apesar de não ter aumentado o nº de votos, conseguiu um aumento do nº de mandatos.
4 - Ao Avelino da Conceição por ter sido reeleito e ter aumentado a sua representatividade e mandatos.
5 - Ao Emanuel Câmara no Porto Moniz pela manutenção de uma junta de freguesia (Achadas da Cruz) e conquista de uma nova (Porto Moniz), e sobretudo por mais uma vez ter ficado a uma pestaninha de conquistar a CM do Porto Moniz.
6 - E finalmente à Renata do Porto Santo pelo aumento do nº de votos.

Não há responsáveis ou não há vergonha?

Depois do desastre de Domingo não há no PS-Madeira quem assuma responsabilidades?

E não há consequências?

Os líderes desta hecatombe vão se manter nos seus cargos, como nada se tivesse passado?

Ou, para cúmulo da falta de vergonha na cara, ainda se vão recandidatar a novo mandato?

sexta-feira, outubro 09, 2009

Sugestão - A História da PIDE



Sinopse:
Intimidar, reprimir. Garantir que a ditadura do Estado Novo se mantinha intocável e sem mácula de crítica. Eis o grande objectivo da organização que vigiava pessoas, abria cartas e correspondência, gravava conversas telefónicas, e que foi criando ao longo de três décadas uma tentacular rede de informadores pelo país.
Hoje podemos dizer PIDE sem medo, mas há trinta anos atrás não se falava desta organização de emudecimento da opinião, e da liberdade de expressão, de ânimo leve. Mas sussurrava-se apenas.
Isabel Pimentel, historiadora e especialista em História Contemporânea, concretiza uma fundamental investigação sobre a organização que marcou a sociedade portuguesa, a sua mentalidade, e que ajudou a sustentar a longa ditadura de Salazar. Da fundação às ligações políticas, do alcance do seu poder à estrutura dirigente, esta obra permite-nos conhecer por dentro a instituição que a tantos silenciou.
Vítimas ou dissidentes? Vozes de liberdade ou opositores? A PIDE definia-os como: inimigos.
Um importante trabalho sobre a nossa história mais recente, a levar-nos aos calabouços da PIDE, aos meandros do poder político, ao lado mais negro da ditadura.

Excessos de liberdade



General Humberto Delgado. Assassinado pela PIDE a 13 de Fevereiro de 1965 porque o Regime Salazarista entendeu que estava a exceder-se na sua liberdade.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Agressões ao estilo do PREC

O dia de ontem registou-se na história com acontecimentos lastimáveis à margem de um acto público. Resultado da aplicação muito peculiar que se faz da Democracia na Madeira. O facto é que uma inauguração nesta terra, 35 anos depois do 25 de Abril, precisa de barreiras, polícia pública e segurança privada. O que é revelador do 'estado de sítio' que se insinua na Região. O regresso ao PREC anuncia borrasca. As 'vacas sagradas' vão nuas. Incapazes de lidar com situações de confronto, novas e imprevisíveis, tentam desviar a confusão para terceiros. Mas a diversão só distrai por momentos. A dura realidade continua. Respeito e medo caem agarrados um ao outro. O problema não começou ontem, já tem anos.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Quem passa a mensagem?

Alberto João Jardim é muito rápido a rotular qualquer pessoa que se lhe oponha. Fascista ou Comunista, Pata-rapada ou Queque, Traidor e/ou Anti-autonomista. Não é novo, nem nada interessante.
Mas o que é verdadeiramente digno de estudo é a facilidade com esses rótulos fazem escola. Entre as pessoas mais simples ou no seio das mais bem preparadas, são muitas as que repetem os gritos da véspera.
Porque será que a mensagem do PSD - seja ela qual for - passa de forma tão eficaz?

terça-feira, outubro 06, 2009

Grotesco

Vi o vídeo da inauguração em que os membros do PND são agredidos. Está no http://politicapuraedura.blogspot.com/.
Fico triste e indignado por pensar que este homenzinho é presidente do governo regional da minha terra.

Anatomia política de Cavaco

"Cavaco Silva parece bafejado pelos deuses: conseguiu criar uma imagem de rigor por ser hirto, uma imagem de seriedade política por não ter sentido de humor e uma imagem de prudência por se exprimir com o laconismo de um jogador de futebol."

José Vitor Malheiros no Público

A democracia é possível

Qualquer governo tem o direito de explicar, ou mostrar, o que fez durante o seu mandato. Daí que as inaugurações sejam actos políticos importantes e legítimos. Mas, como em tudo na vida, há um tempo e um modo correcto para tudo.
As inaugurações que acontecem na Madeira seriam legitimas se acontecessem fora do periodo de campanha eleitoral e se não levassem a um interferência directa do Governo Regional na campanha para as autarquias. Alberto João Jardim pode e deve, como presidente do PSD-Madeira, participar nas campanhas dos vários candidatos autárquicos. Não pode é como presidente do Governo Regional, fazer campanha em benefício dos candidatos do PSD.
A política só é uma actividade nobre se tiver como referência a ética. Jardim é o Presidente eleito da RAM e nessa condição está obrigado a actuar sempre em prol do interesse público, e a ser isento e imparcial na sua actuação. Ora, quando usa o seu cargo e os meios públicos para fazer campanha para o PSD está a quebrar esse compromisso, a cometer um crime de peculato e violar o dever de isenção e neutralidade consagrada nas lei. Consequentemente, está a quebrar o elo de confiança que os eleitores lhe depositaram, a prejudicar a democracia e a imagem das autonomias.
As manifestações do PND nas inaugurações são legítimas, porque se tratam de actos oficiais do Governo e não de actos privados do PSD e, portanto, qualquer pessoa pode se manifestar com um ou mais cartazes. É a democracia.
O que já não é legítimo, e é muito grave, é que o Presidente do Governo instigue à violência e mande madeirenses contra madeirenses. E que não perceba que em democracia, há sempre pessoa que não concordam connosco, mas que têm todo o direito de não concordar. Eu assisti e participei numa campanha eleitora nos Açores e posso garantir - aliás como é público - que o comportamento de Carlos César é exemplar. O presidente do GR dos Açores não faz nem admite que ninguém do Governo faça actos públicos em período de campanha eleitoral. Respeitando de forma rigorosa a isenção e neutralidade que lhe são exigidas. Para além disso, César participa nos debates, respeita os adversários, não faz apelo a nenhum tipo de violência e não persegue ninguém. Portanto, está provado que é possível fazer política de forma ética e legal e ainda assim ganhar as eleições.
Na Madeira isso também é possível. Não é com este presidente. Basta o povo querer.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Sugestão de leitura


Dois livros de Thomas L. Friedman:
"O Mundo é Plano" e "Quente, Plano e Cheio".
O nosso mundo mudou muito e rapidamente e continua a mudar a uma velocidade estonteante.
A internet, o desenvolvimento da informática, os novos meios de comunicação, a globalização, a dependência energética, os mercados emergentes, a cidades e periferias sobrepovoadas e as mudanças climáticas, fazem uma mistura que pode ser explosiva. Para perceber tudo ajuda ler este dois bons livros.
Já agora deixo o link do site de Friedman. (o link agora está correcto)

It's the economy, stupid II

Eduardo Catroga, amigo de Cavaco Silva e seu ex-Ministro das Funancças afirma no Jornal de Negócios de hoje:

"O ex-ministro confia que «no primeiro ano de Governo não existirá qualquer instabilidade», e diz que o futuro do governo minoritário «dependerá fundamentalmente da forma como a economia evoluir no próximo ano».

quinta-feira, outubro 01, 2009

Dizer quase tudo e esquecer o mais importante

Segundo uma notícia do Público

Desemprego subiu para 9,6 por cento na zona euro
A taxa de desemprego nos 16 países da zona euro subiu para 9,6 por cento em Agosto, quando em Julho seria de 9,5 por cento, segundo dados revelados hoje pelo Eurostat, o serviço estatístico europeu. Na UE, a taxa de desemprego também subiu 0,1 pontos percentuais em Agosto, para 9,1 por cento.
Esta subida das respectivas taxas significa que o número de desempregados em Agosto aumentou em 165 mil na zona euro (para 15,165 milhões) e em 236 mil na UE (para 21,87 milhões). Estas taxas são as mais elevadas desde Março de 1999 na zona euro e desde Março de 2004 na UE.
O desemprego afecta de forma particularmente intensa os jovens europeus, com taxas de 19,7 por cento na zona euro e de 19,8 por cento na UE entre a população com menos de 25 anos, face a 15,6 por cento e 15,5 por cento respectivamente, um ano antes.
A Espanha continua a ser o país da UE e da zona euro com o desemprego mais elevado, com uma taxa de 19,9 por cento em Agosto. Nem o Verão conseguiu pôr o sector turístico espanhol a reduzir o desemprego no país – a taxa estimada para Julho era de 18,5 por cento. A Lituânia, com 18,3 por cento, tem a segunda taxa mais elevada da UE.
A Holanda, com 3,5 por cento, e a Áustria, com 4,7, tinham as taxas mais baixas.


A única coisa que ficou por dizer foi que a taxa de desemprego em Portugal baixou de 9,2% para 9,1%. Será que o Público considera que esta informação, que está no mesmo documento do Eurostat, não interessa aos portugueses?
Quando o jornalismo de causas chega a este ponto, não há nada a fazer.

P.S. Vejo agora que o mesmo jornalista colocou outro artigo, 20 min depois, a justificar a descida do desemprego em Portugal. Aqui fica.

Esta Jogada de Cavaco é de Mestre!

Com este timing, Cavaco usou o seu silêncio para prejudicar o PS enquanto pôde nas legislativas e agora usa a sua intervenção para ajudar o PSD nas Autárquicas.
Como?
A maioria das autarquias são social-democratas. Todos sabemos que na ausência de campanha o presidente que se recandidata é reeleito. Ora, Cavaco, com a sua declaração propositadamente confusa, marcou a agenda mediática e acabou com a campanha e consequentemente com a hipótese de os candidatos desafiantes derrotarem os presidentes de câmara. Não só garantiu a vitória do PSD nas Autárquicas como quase que selou a derrota de Santana Lopes. Brilhante!

Duas notas sobre a CMF

Não há "pagar a tempo e horas" nem "programa de regularização extraordinária de dívidas do estado" que façam diminuir o prazo de pagamento do município do Funchal.
Depois de aceder a empréstimos de 17M€, em condições muito vantajosas, para saldar as dívidas a fornecedores e diminuir os prazos de pagamento, eis que a gestão do PSD da CMF consegue que os prazos voltem a subir.
A CMF leva em média 212 dias a pagar as suas dívidas, mais de 7 meses, quando o objectivo de tais programas era não ultrapassar os 3 meses.
Má gestão, e manutenção de um estado de chantagem sobre os empresários, são as únicas conclusões a tirar.

Em plena pré campanha eleitoral, foi divulgado um estudo que indicava que o Funchal seria a 5ª cidade com maior qualidade do País. No entanto, esse estudo debruçou-se apenas sobre 20 municípios e não sobre todos os 308 municípios portugueses, o que faz toda a diferença.
Sabe-se agora, e nem é preciso aceder ao sistema informático da CMF, que esse estudo foi encomendado e pago pela CMF.
Foram 20.000€ pagos pelos funchalenses para o PSD fazer a sua campanha autárquica.
Mas é o povo que escolhe e eu não tenho nada a ver com isso.