sexta-feira, julho 31, 2009

Senado

E se Portugal tivesse um sistema politico de duas câmaras?

Uma câmara cujos deputados seriam eleitos por um circulo único nacional e representando o todo nacional, do qual dependeria o governo da república, num funcionamento análogo à actual AR.
E outra câmara, representando os interesses de cada uma das regiões, autónomas e administrativas, todas com o mesmo peso, com funções necessariamente distintas da AR, e com poderes de fiscalização e sugestão à actividade da AR.

Com uma AR com menos deputados e com um senado com apenas alguns senadores, seria possível desligar o trabalho parlamentar da representatividade territorial, podendo concentrar-se em questões de interesse para o todo nacional, e ter os senadores apenas focados nas questões importantes para cada uma das regiões.

Mas para isso é preciso primeiro efectuar o longo caminho da regionalização.

Estatuto

Depois de assente a poeira é muito o que fica do novo estatuto politico administrativo dos Açores.
Não há bandeiras nem se houve a assembleia em caso de dissolução, mas o que se acrescenta em termos de autonomia não é nada desprezável.

Enquanto o PSD-M se perde nos folhos e esquece o importante, os Açorianos já conseguiram o importante e "apenas" tiveram de abdicar de alguns folhos, com importância simbólica, mas folhos.

Estatuto politico administrativo dos Açores

Existem várias considerações que podem ser feitas relativamente ao chumbo de algumas normas do EPA por parte do tribunal constitucional.
1º - este chumbo nem é uma derrota do PS nem é uma vitória de Cavaco Silva. É sim uma derrota do PS-A e é uma vitória de AJJ que assim ganha mais uns argumentos para a sua revisão da constituição.
2º - pelas declarações dos responsáveis do PSD, prevê-se como muito difícil qualquer aprofundamento das autonomias, principalmente pela visão preconceituosa que algum PSD tem das autonomias.
3º - mesmo expurgado das normas consideradas inconstitucionais, o estatuto dos Açores está num estado muito mais avançado que o da Madeira, incorporando as alterações previstas na revisão constitucional de 2004.

quinta-feira, julho 30, 2009

200€ e o resto

Apoiar as famílias e a natalidade

Desenvolvendo e reforçando um eixo central da sua acção no Governo, entre 2005 e 2009, o PS prosseguirá políticas sociais de apoio à família e natalidade, porque entende que elas constituem um poderoso factor de coesão, igualdade de oportunidades e desenvolvimento económico e social. Assim, na próxima legislatura, propõe-se:

a) Criar a Conta Poupança-Futuro, a favor de cada criança por ocasião do seu nascimento, destinada a incentivar: I) a conclusão dos estudos obrigatórios; II) a criação de hábitos de poupança; III) o início de novos projecto na vida dos jovens e iv) a natalidade. A Conta é aberta com um depósito inicial a cargo do Estado, pode ser reforçada com outros depósitos e beneficiará de um regime fiscal favorável, de modo a incentivar a poupança. A Conta será mobilizável pelo jovem titular no final dos seus estudos obrigatórios;

b) Duplicar as creches com horário alargado, reforçando a prioridade a famílias carenciadas e da classe média. Esta medida garantirá, assim, que mais cerca de 400 creches funcionarão mais de 11 horas por dia, com particular atenção às Áreas Metropolitanas, onde a duração das deslocações casa-trabalho das famílias acentua a necessidade deste serviço;

c) Continuar a desenvolver o programa de construção de creches, em particular nas zonas hoje mais carenciadas das duas Áreas Metropolitanas;

d) Rever a legislação enquadradora da actividade das amas, promovendo a qualidade e a extensão deste serviço às famílias jovens portuguesas, em particular com horários de trabalho não-convencionais (horário nocturnos e por turnos, entre outros);

e) Continuar a desenvolver o Programa Nascer Cidadão, incluindo a sinalização de todas as situações de risco social à nascença;

f) Modernizar o sistema de protecção de crianças e jovens, com uma clara aposta no reforço dos dispositivos que garantam o direito da criança a crescer em família. Neste quadro, daremos continuidade ao processo de qualificação das comissões de protecção de crianças e jovens.

quarta-feira, julho 29, 2009

Programa eleitoral do PS

Já está disponível o Programa de Governo do PS, a tempo de todos os portugueses o poderem discutir e avaliar.

Daqui a um mês, mesmo em cima das eleições e sem que haja tempo para grandes discussões, lá aparecerá o programa do maior partido da oposição.
Até lá os eleitores não terão a oportunidade de comparar os diversos programas.
Isto não tem outro nome que não seja opacidade. Esconder dos eleitores ou um mau programa ou propostas incómodas. Se o PSD tivesse confiança no seu programa, apresentava-o já. Mas não tem.

P.S. - Em 2005 o PS e o PSD apresentaram os seus programas no mesmo dia, um mês antes das eleições. De lá para cá, o PS apresentou uma evolução, apresentando o seu programa com maior antecedência e o PSD apresenta um retrocesso, apresentando o seu programa a 3 semanas das eleições. Mais palavras para quê?

Propostas para um bom governo

A transparência na administração pública é um bem da maior importância para que os cidadãos contribuintes possam saber o que é feito com o seu dinheiro.
Nos últimos anos, e tirando beneficio das tecnologias da informação, tem sido dados passos largos no sentido do aumento da transparência. O portal oficial dos ajustes directos, bem como o portal da transparencia-pt da ANSOL e a publicação em muitos sites de instituições públicas dos lançamentos dos concursos, são alguns dos exemplos do muito que tem sido feito neste domínio.
No entanto, há ainda muito por fazer, e que facilmente pode ser feito.

Do mesmo modo que existe um site dos ajustes directos, que por lei estão limitados a determinados montantes, sou da opinião que deveria existir também um site para os concursos públicos, onde além de podermos consultar concursos que estão a decorrer, poderia qualquer cidadão consultar após a adjudicação, de qual a empresa/consórcio vencedor, qual o valor da adjudicação, os prazos, queixas apresentadas pelos concorrentes, etc.
Tudo isto, num site com um motor de pesquisa que permitisse uma maior facilidade no acesso, cruzamento e agregação da informação.

Este escrutínio público e esta transparência são um bem a que todos os cidadãos têm direito.
Se outros países já o fazem, nós também podemos.

As contradições do PSD

O PSD criticou prontamente o PS por propor a redução de deduções fiscais para quem recebe mais de 5000 € mensais.
Logo de seguida disse, como se tivesse acabado de ter uma ideia genial, que deveria ser feita uma simplificação fiscal.

Será que Manuela Ferreira Leite, como ex-ministra das finanças, não sabe que grande parte da complexidade fiscal vem precisamente da complexidade das deduções fiscais?
Reduzindo as deduções fiscais para os mais ricos, que são quem apresenta mais despesas dedutíveis, reduz-se significativamente a complexidade do sistema.

O que MFL veio dizer sem saber que o estava a dizer é que está completamente de acordo com a proposta do PS, só não está de acordo é que ela tenha sido apresentada pelo PS.

Lembrem-se, mulheres de Machico

O PSD volta a reeditar a fraude de candidatar mulheres, por imposição legal, mas violando o espírito da lei, pretendendo que estas não ocupem os lugares que são seus por direito.
E que mulheres são estas, ainda para mais jovens, que aceitam assim ser joguetes nas mãos destes caciqueiros?
Estou certo que o PSD tem mulheres com qualidade mais que suficiente para ocupar lugares de destaque em qualquer autarquia. Porque razão não defendem, pela força da razão, a sua vontade?
É para mim incompreensível que sejam as próprias mulheres (algumas mulheres) a dar aso a que uma situação de notória discriminação seja mantida em seu desfavor.

Comunicado de última hora

Devido às notícias que atribuem à Dra. Manuela a responsabilidade pelo maior crescimento da despesa pública em Portugal, nos últimos 20 anos, a presidente do PSD decidiu prolongar o seu estado gripal por mais uns dias.

terça-feira, julho 28, 2009

Será que os jornalistas realmente se dão ao trabalho?

A propósito disto, como é que duas imagens são suficientes para extrapolar um aquecimento global?

É como se comparássemos duas fotografias do pico do areeiro, uma com neve e outra sem neve, e disséssemos que como no ano anterior houve neve e no seguinte não há, então o aquecimento global é mais grave do que se imaginava.

No google earth é possível ver para aquela região (Barrow), uma imagem de Agosto de 2008 em que volta a estar o mar congelado. Essa omissão revela muito do que o jornalismo é capaz para transmitir uma ideia, mesmo que essa seja falsa.

BlogConf



Neste vídeo podemos ver José Sócrates a discutir, no maior dos informalismos, com bloggers de todos os quadrantes políticos, as questões da energia em Portugal.
Energias renováveis, Nuclear, co-incineração, carros eléctricos, etc., visão estratégica para a energia, de tudo um pouco foi falado.
Vale a pena ver este e outros vídeos da conferencia de bloggers com José Sócrates.

Investia, investia.

Paulo Portas na sua habitual eleitoralista venda de banha de cobra, vem mais uma ver dizer que "investia mais nas pensões que no rendimento mínimo". Diz também que baixava os impostos, para as empresas, claro.
Seria bom que Paulo Portas explicasse porque razão nada disso foi feito quanto o CDS estava no governo. Podia também explicar porque não foi um governo de direita PSD/CDS a criar o Complemento Solidário para Idosos, mas sim um governo socialista, mesmo numa conjuntura difícil.
Quanto ao autismo de não perceber que nesta conjuntura de crise há muitos jovens que procuram emprego mas simplesmente não encontram, nada a fazer. Ou melhor, esses jovens que são assim insultados pelo CDS devem mostrar a sua indignação.
Para finalizar, baixar os impostos numa altura em que aumentam os apoios sociais e aumentam os estímulos à economia, dá um resultadão... no aumento do défice.

segunda-feira, julho 27, 2009

Rever para nada

ABRIU A ÉPOCA: a partir de agora, é possível rever a Constituição. Mais uma vez. Já apareceram propostas e artigos nos jornais. Mas sobretudo, pontual como sempre, Alberto J. Jardim já disse da sua justiça. Rasgar esta, fazer uma nova. A esse objectivo, aliás recorrente, acrescentou o disparate da proibição das ideologias ou dos partidos que as perfilham. Apesar da energia radical, que por vezes é bem necessária, o que lhe falta de sensatez sobra em estapafúrdia! Tem-se mesmo a impressão de que ele faz todo este alvoroço a fim de simplesmente impedir uma revisão! Entre ele, Paulo Portas e o Bloco de Esquerda, vai haver corrida para ver quem revê antes. Isto é, quem cria mais problemas aos outros.

Era tão bom ter orgulho na Constituição! Entre nós, não parece ser o caso, com excepção de meia dúzia de comunistas, uns tantos socialistas de choque e uns bloquistas fracturantes. A Constituição não se limita a estabelecer direitos, deveres, liberdades e garantias, assim como a desenhar o poder político: ela é um travão à soberania do povo e à liberdade dos cidadãos de decidir sobre questões que deveriam ser abertas. Por um lado, os limites à revisão criam uma ordem pré-estabelecida que as gerações futuras não podem contestar. Por outro, as matérias programáticas são tais que, por lei ordinária, não se pode dizer que o Parlamento e os Governos tenham real liberdade de acção.

As inutilidades artísticas constituem parte importante de magna lei. Ou se trata de meras aspirações quase voluptuosas, a fazer lembrar os jornais de parede dos adolescentes. Ou então são normas políticas não respeitadas, o que tem como consequência criar a sensação de que existe pura hipocrisia constitucional. O que ali se estatui é para exibir, não para cumprir. Também com a Constituição de Salazar e do Estado Novo havia belas normas constitucionais sobre os direitos humanos e as liberdades, como por exemplo o sigilo de correspondência, a liberdade de expressão e o direito de associação. Mas, depois, era o que se sabia. A nossa Constituição abunda em proclamações equivalentes. Começa, no preâmbulo, com o rumo ao socialismo. Aliás, o primeiro parágrafo festeja o derrube do fascismo, em vez de afirmar a liberdade e a democracia. Mau sinal! No clausulado, define e regulamenta a regionalização, ditame inútil e desrespeitado há décadas. Nos princípios fundamentais e entre os direitos estabelece que o Estado garante a segurança do emprego e afirma o direito à habitação e à cultura. Não sem esquecer, evidentemente, a saúde tendencialmente gratuita e a educação progressivamente gratuita em todos os níveis de ensino. O Estado também garante um ambiente sadio e defende e apoia as comissões de trabalhadores, de moradores e de consumidores; além de executar planos descentralizados e regionalizados. Também ao Estado compete taxativamente eliminar os latifúndios! E aos alunos é reconhecido o direito de participar na gestão das escolas. Tudo isto está ali como vento em saco roto. Como ainda estão lá os julgamentos dos PIDES!

Com estes e tantos outros exemplos de inutilidades, afirmações gratuitas, obstáculos à liberdade dos cidadãos e travões à soberania do povo e do seu Parlamento, a conclusão a tirar parece só ser uma: a da urgência da revisão. Mais: a da necessidade de uma profunda e radical limpeza. O problema é que não vale a pena acreditar em milagres, pois corremos o risco de ser iguais à Constituição: inúteis e palavrosos. As revisões devem ser feitas com algumas regras, a começar pela eleição dos constituintes, caso contrário estamos a entrar no terreno pantanoso dos déspotas, esclarecidos ou não, e dos plebiscitos demagógicos ou das cartas outorgadas. Ora, a revisão com regras, fora de períodos excepcionais da história, só se faz em resultado de negociações partidárias, de concessões e intransigências e de elaboradas negociações. Sobretudo, de equilíbrios efémeros e circunstanciais. Não conheço partido que se disponha a rever uma Constituição com horizonte de uma ou duas gerações, sem que tenha vantagens e lucros imediatos.

Rever a sério implicaria um longo debate nacional, um desprendimento interesseiro dos principais partidos e uma força motriz capaz de conduzir um processo desses. Exigiria a participação de grandes corpos, do Conselho de Estado às Universidades e às Forças Armadas, assim como das grandes associações civis. No fim de um prazo dilatado, talvez fosse possível encontrar linhas de força que reduzissem a Constituição à sua mais nobre função. Poder-se-ia pensar em retirar da Constituição tudo quanto é inútil e adolescente. Tudo o que não deveria lá estar e fosse remetido para a lei ordinária. Poder-se-ia expurgar a Constituição das ratoeiras que diminuem a soberania do povo e limitam os poderes legítimos do Parlamento. Permitir, por exemplo, que o povo faça o seu sistema eleitoral, fazendo com que os eleitos o sejam individual e nominalmente. Alterar a administração pública ou o desenho autárquico. Obrigar os ministros a serem eleitos deputados ou proibir os deputados de serem substituídos à vontade do freguês. Ninguém com juízo acredita que isto seja possível. As negociações que se anunciam, para a próxima legislatura com poderes constituintes, serão duras e demagógicas, tanto quanto inúteis. Mas vão certamente encher as páginas dos jornais. Aquilo que se vai verdadeiramente discutir é a formação e a manutenção de um governo em condições previsivelmente difíceis. O melhor seria estarem sossegados e não reverem coisa nenhuma.

«Retrato da Semana» - «Público» de 26 de Julho de 2009 de António Barreto

Joana Amaral Dias

Francisco Louçã tenta apresentar uma superioridade moral que na realidade não tem.
O caso Joana Amaral Dias, encenado por Louçã, tem vários alvos, nomeadamente o PS, José Sócrates e a própria Joana Amaral Dias.
Veria como natural que Joana Amaral Dias, após a purgazinha estalinista, feita por Louçã depois do apoio desta à candidatura presidencial de Mário Soares, se aproximasse da ala mais à esquerda do PS.
Da mesma maneira, Louçã ao ver uma possível cisão do PS com a ala alegrista, tentou explorá-la ao máximo, efectivando esforços para que essa cisão se desse.

Ao inventar esta história, Louçã pretende antes de mais, cortar as pernas a Joana Amaral Dias, retirando-lhe oportunidades politicas fora do BE mas também fragilizando a sua posição dentro do BE.

Ainda não ouvi uma palavra de JAD mas compreendo que neste momento está colocada numa "lose-lose situation", e nada do que possa dizer poderá beneficiá-la.
Se disser que foi convidada, será vista como estando próxima do PS e se disser que não foi convidada estará a contrariar as afirmações de Francisco Louçã, correndo o risco de ninguem acreditar nas suas afirmações e ficar ainda mais isolada dentro do seu partido.

Jogada maquiavélica de FL. A politica também é isto.

domingo, julho 26, 2009

Bases Programáticas do Partido Socialista - 2009

O PS, como é obrigação de qualquer partido minimamente responsável, já apresentou as bases programáticas, com as quais se apresenta a eleições.
Um rumo bem definido, e propostas concretas.

- Relançar a economia
- Modernizar Portugal
- Reduzir as desigualdades

Outros partidos, escondendo do eleitorado aquilo que pretendem fazer, ou simplesmente por não ter um projecto para o País, adiarão o máximo que puderem a apresentação do seu programa.

Estou certo que os portugueses terão a inteligência de escolher quem se apresenta de cara erguida e não aqueles que não têm confiança suficiente no seu programa.

Faz o que eu digo, e não faças o que eu faço

O mesmo AJJ que prometeu aos novos enfermeiros que estes seriam admitidos apenas em Novembro, ou seja, bem depois das eleições, vem agora desafiar Sócrates a implementar antes das eleições as medidas sociais que tem prometido.

Porque razão os enfermeiros não são admitidos já? Será para mantê-los reféns?

A revisão da constituição é outra coisa

Manuela Ferreira Leite não pode/quis estar hoje na festa do PSD-M, para não ficar comprometida com nada do que lá fosse dito.
E quanto à revisão da constituição unilateral do PSD-M, como é?
É exactamente a mesma coisa. Ninguém no PSD se compromete com as propostas do PSD-M.
É a chamada revisão constitucional para eleitor ver. Não tem apoios nenhuns. Nem mesmo onde esses apoios seriam naturais, como sejam os deputados ilhéus e os deputados do próprio partido.

Não duvido que a revisão da constituição seja feita, mas as propostas do PSD-M, por não terem qualquer tipo de apoio, nem do papel sairão.

sábado, julho 25, 2009

Manuela: toca e foge do Chão da Lagoa

Nem para mentir se tem jeito.
Esta de inventar uma gripe para não partilhar o palco com Alberto "johnie Walker" Jardim é das desculpas mais esfarrapadas que já ouvi.
Ainda por cima, faz parte da sabedoria popular que a poncha ajuda a ultrapassar a gripe, e poncha é coisa que não costuma faltar no chão da lagoa.

Podia pelo menos ter dito que estava com uns afrontamentos devido à menopausa, pelo menos era mais credivel.

Bach: toca e foge em d menor

sexta-feira, julho 24, 2009

Politica de Verdade

Quem anda a alimentar o monstro

Na minha coluna deste próximo Sábado no i discuto o caminho previsível da despesa pública (carinhosamente apelidada “o monstro” por Cavaco Silva) no seguimento do défice nas contas públicas.

Para escrever a coluna consultei um dado simples para medir o tamanho do monstro: o rácio dos gastos do Estado em consumo público em relação ao PIB. Reuni dados desde o início de 1986 e calculei a taxa anual de crescimento do monstro durante 4 períodos: os governos de Cavaco, Guterres, Durão-Santana, e Sócrates. O que descobri, sinceramente, surpreendeu-me.

O período de maior crescimento do monstro foram os anos em que o PSD estava no poder, com Durão Barroso e Santana Lopes: 0,61% por ano. Segue-se Cavaco (0,35%), e só depois Guterres (0,20%) e por fim Sócrates (0,11%). Quer dizer, o grande alimentador do monstro é o PSD, que supostamente é o partido mais à direita e fiscalmente mais responsável em Portugal. E o inventor do termo, numa crítica à governação de Guterres, afinal alimentou mais o monstro do que qualquer governo PS.

O que explica isto em Portugal? Não conheço bem a realidade política no país; pode-me alguém explicar afinal qual é o partido que defende e pratica o corte no tamanho do Estado? Ou estou a perceber mal as divisões políticas, e afinal a diferença entre as preferências dos partidos está na composição da despesa e não no seu tamanho?

(Nos EUA nos últimos 25 anos, a despesa pública durante Clinton foi em média semelhante à durante Reagan e os dois Bush. Por isso, hoje em dia a maioria dos politólogos não distinguem os dois partidos em termos do tamanho do Estado, mas antes na composição da despesa, mais militar no caso dos republicanos e mais no Estado-Providência no caso dos democratas. Isto parece estar rapidamente mudar com o plano de Obama de aumentar o Estado no sector da saúde.)

Uma nota final: Não é minha intenção entrar no debate político de quem é melhor ou pior, mais sério, ou menos determinado. Coloco esta questão, neste espaço de debate, apenas para tentar perceber este facto importante da economia política em Portugal nos últimos 20 anos.

de Ricardo Reis (Professor de Economia na Universidade de Columbia - EUA)

Alguém tem a ideia de quem era a Ministra das Finanças de Durão Barroso? A Sra. Dra. Manuela!? Sim, de verdade!?

Digam lá que se eu não sou bruxo II

Depois de há poucos dias atrás ter relembrado que o Pavilhão Multiusos anda à cinco anos a passear entre o Joram e os jornais, principalmente em época eleitoral, sem que uma única pedra tenha sido empilhada, hoje lá vem a confirmação do que ando a dizer.

Começa a pagar o terreno agora. Acaba de pagar em 2011. Em meados de 2011 faz-se mais uma noticia a dizer que o terreno está pago e que vão começar as obras. Lá para 2013, mais uma noticia a dizer que o projecto teve de ser remodelado, para ficarmos com o melhor multiusos do Mundo, e por ai em diante. É um governo em permanente propaganda.

Digam lá que se eu não sou bruxo


Depois de ontem ter previsto que o Secretário Regional do Desemprego viria dizer que a Madeira tinha sido a região do país onde as ofertas de emprego mais tinham aumentado, hoje através do gratuito pago por todos nós lá veio a confirmação.

Tendo sido a Madeira a região onde o desemprego mais aumentou no último mês, vejam lá esta perolazinha do Sr. Secretário.

Nos dados referentes ao mês de Junho há ainda um indicador muito positivo no que respeita à Madeira. Em relação às ofertas de emprego, foi a Região do país em que elas mais cresceram em relação ao mês anterior – um aumento de 68,8% quando a média nacional foi de 18,2%».

O homem é mesmo um optimista. Só não sabe o que há de fazer com os desempregados.

quinta-feira, julho 23, 2009

The only way is up

Enquanto em todo o País os números de desempregados inscritos nos centros de emprego mostra uma estagnação, havendo mesmo uma redução na maior parte das regiões portuguesas, na Madeira os números continuam a subir.

São já 12483 pessoas desempregadas na Madeira.

O presidente do Governo Regional continua entretido com uma revisão constitucional que só ocorrerá em 2010. De certeza que quando tivermos um presidente da Madeira e deixar de haver tribunal constitucional, o desemprego desaparece.

Trabalhem, mas é.

P.S. - Previsivelmente, o Secretário do Desemprego virá dizer que é na Madeira onde mais aumentaram as ofertas de emprego relativamente ao mês passado. 260 novos empregos para 300 novos desempregados. É mesmo muito bom.

4 anos a destruir o ensino em Portugal

Português ganha Prata nas Olimpíadas de Matemática

Portugueses regressam do México com a melhor classificação de sempre nas olimpíadas da física.

Enquanto isto, os professores do politécnico portugueses fazem greve aos exames porque não querem que haja concursos internacionais de admissão de professores no ensino superior.

O Poder Central

O Social Democrata algarvio Mendes Bota, um dos maiores defensores da regionalização administrativa, promoveu uma petição, da qual eu fui um dos subscritores, que foi hoje levada a discussão na Assembleia da República.
O PS comprometeu-se fortemente com a regionalização na próxima legislatura. O PSD por sua vez, e como é cada vez mais habitual, não se comprometeu com coisa alguma.

Neste domínio, é notório o trabalho realizado por este governo na reorganização administrativa que com certeza facilitará o processo de regionalização.
Saúde, educação, turismo, justiça, são apenas alguns exemplos onde as divisões orgânicas já coincidem com os limites geográficos das 5 regiões administrativas. No inicio da legislatura não era assim.

Com Cavaco e Manuela este tema voltará a ser adiado. Com Sócrates o país avançará para a verdadeira descentralização administrativa.

Afinal de contas as escolhas não serão assim tão dificeis de fazer, excepto para os simpatizantes do PSD que desejam a regionalização.

Aquisição de luxo

O Causa Nossa passa a partir de agora a contar com a presença de António Correia de Campos.
E com este movimento passa a ter uma presença considerável de eurodeputados socialistas.
Boa Sorte.

Gostava que fosse melhor

Vai hoje ser entregue com pompa e circunstância no salão nobre da CMF o prémio relativo ao 5º lugar obtido pelo Funchal, num estudo feito pelo Instituto de Tecnologia Comportamental, relativamente à qualidade de vida nos municípios portugueses.
Antes de mais, gostava de realçar que o Funchal foi 5º num estudo onde foram analisados 20 municípios, e uma coisa é ser o 5º em 20 e outra bem diferente é ser o 5º em 300 municípios. No primeiro caso, é estar "apenas" nos 25% superiores, enquanto que no segundo caso significaria estar nos 2% superiores. Não é nada a mesma coisa.
O vencedor deste estudo foi a cidade de Angra do Heroísmo, nos Açores, tendo ficado Portimão em segundo lugar. Coincidência ou não, duas cidades que neste momento são geridas por socialistas.
Espero que no futuro o Funchal possa manter as suas potencialidades, que como o estudo indica são o turismo, o ambiente e a atitude das pessoas, e possa melhorar nas áreas em que esteve menos bem, nomeadamente nos Transportes e Acessibilidades, Cultura e finalmente Economia e emprego.

Política de Verdade

Tendo em conta que a Dra. Manuela jurou não fazer promessas que não possa cumprir, será que a não apresentação do programa eleitoral do PSD, significa que o PSD não tenciona fazer nada?

Nada na Segurança Social
Nada na Educação
Nada na Economia
Nada nas Obras Públicas
Nada na Saúde
Nada na Justiça

NADA

quarta-feira, julho 22, 2009

Olhar para o México e compreender a Madeira


A minha mais recente aquisição: Voting for Autocracy - Hegemonic Party Survival and its Demise in México.

Marginais da autonomia

88% dos madeirenses não querem saber da conversa mole do Presidente do Governo Regional sobre a revisão da constituição.
A quase totalidade dos madeirenses é assim apelidada de Marginais da Autonomia, por AJJ.

Se AJJ realmente procurasse o aprofundamento da autonomia, procurava consensos, como fizeram todos os partidos nos Açores em relação ao seu novo estatuto, aumentando muito os seus poderes autonómicos.
Ao procurar fracturas e não o consenso, as propostas que cheguem à AR nunca terão o acolhimento essencial por parte dos outros partidos. Será apenas a proposta de uma fracção dos madeirenses.
Certo é também que muitas das propostas que poderiam ter acolhimento de outros partidos com assento na ALM, e que realmente aprofundam a autonomia, nunca terão acolhimento dentro do PSD nacional, e assim sendo, morrem à partida.
Não há autonomia sem responsabilização nem sem solidariedade, e para uma saudável vivência democrática são essenciais os equilíbrios de poder. Nada disto existe na proposta de revisão do PSD-M.

Mas para o PSD-M a revisão constitucional é apenas mais uma tramela para usar em tempo eleitoral.

Dão-se alvissaras a quem tiver visto tão maravilhosos pavilhões


A Madeira vai ter um Museu da Ciência, Tecnologia e Informação. O edifício será construído na área de expansão do Madeira Tecnopólo, em Santo António, e o projecto de concepção foi atribuído pela Sociedade Metropolitana à equipa de arquitectos de Duarte Caldeira e Silva. Foram várias as propostas apresentadas para o futuro museu, mas a Metropolitana optou pelo projecto de Caldeira e Silva que, entre outras coisas, propõe uma área para as questões da tecnologia e outra para arquivo de imagens. E, tendo em conta a natureza do edifício, haverá, na nova obra, um lado interactivo muito forte. De acordo com a proposta de Duarte Caldeira e Silva, na área do Museu de Ciência, Tecnologia e Inovação estarão em exposição objectos, aparelhos e máquinas que poderão ser manipulados pelo público. Todos estes objectos serão referentes a disciplinas como nanotecnologia, biotecnologia, robótica e até genética. O objectivo é que seja uma espécie de montra do que mais de inovador se faz no mundo. Esta área do edifício do Museu da Ciência, Inovação e Tecnologia terá uma sala de exposições permanente e duas para mostras temporárias.

MUSEU DE IMAGENS
Nas mesmas instalações será criado o Museu das Imagens que permitirá contar a história da Madeira desde 1870 até à actualidade. O acervo desta parte do museu será feito com o património fotográfico da Secretaria Regional do Turismo. É, pois, para estas instalações que será transferido todo o material do actual Museu Vicentes, ao qual se acrescentarão também filmes rodados sobre a Madeira. Além do arquivo fotográfico, em exposição estarão antigos equipamentos, tanto de fotografia como de cinema. O que estará disponível para o público numa sala de exposições. O museu terá ainda uma sala de cinema. A proposta de Duarte Caldeira e Silva para o museu, que será construído num terreno em Santo António, entre a Ribeira de São João e a via distribuidora da Madalena (nas proximidades das piscinas olímpicas), pretende transformar o futuro edifício num ícone do Funchal, que seja rapidamente reconhecido pela população. A ideia, explica a proposta vencedora, é que a forma do prédio atraia as pessoas para as visitas. Porque, adiantam os arquitectos, o museu será aberto ao público e terá por finalidade cativar e interessar todos, independentemente da idade e do grau de literacia. Trata-se de um projecto de divulgação da ciência que, além disso, terá uma componente de lazer muito grande. Haverá espaço para espectáculos multimédia e haverá, em diversos pontos, projecções em ecrãs, com informações ao público. Em termos de organização interna, o prédio será construído em pisos. No piso de entrada, segundo a proposta de Duarte Caldeira e Silva, ficarão o átrio, as bilheteiras, informações, biblioteca, ciberzona, auditório e loja. As salas de exposições temporárias, as entradas de serviço e armazém ficarão no segundo piso e a exposição permanente será no terceiro. Nos últimos pisos (quarto e quinto) ficarão o museu da imagem e a sala de projecção.

CINEMA AO AR LIVRE
Nos jardins do Museu será implantado um auditório ao ar livre com ecrã, o que permitirá a projecção a partir da sala de cinema. O que, se for preciso, possibilitará a visualização de sessões de cinema e espectáculos ao ar livre. As áreas verdes, que ocupam oito mil e 500 metros quadrados, serão, por seu turno, alvo de uma intervenção específica de arquitectura paisagística, mas a equipa de Duarte Caldeira e Silva propõe já jogos de água e exposição de objectos museológicos e escultórios, com ligação ao tema do Museu. Detalhe importante é que o projecto de concepção prevê que o futuro edifício tenha uma produção de energia por métodos alternativos e menos poluentes. Uma parte da energia será produzida por painéis solares e serão instalados sistemas passivos de energia solar, cuja finalidade será a climatização do prédio, que deverá servir de exemplo em termos energéticos.

Projecto da Metropolitana
O novo projecto da Sociedade Metropolitana, um museu da ciência e um arquivo de imagem, para a área de expansão do Madeira Tecnopólo inclui-se no plano de obras para o concelho do Funchal idealizado pela Vice-presidência do Governo Regional. Cunha e Silva refere que o Museu da Ciência se integra no conjunto de projectos de inovação e requalificação da capital. Além deste museu, na área de expansão do Tecnopólo será construído também um pavilhão multiusos, cujo projecto é da autoria do arquitecto Manuel Salgado. E o vice-presidente admite que não serão os únicos, mas refere que eram os que estavam para ser lançados durante o actual mandato do Governo. Conforme consta do programa da Metropolitana. A requalificação do porto do Funchal encerra, para já, o plano de obras da Sociedade Metropolitana para o concelho da capital

Tema de Capa do DN-M do dia 17/10/2004, dia de eleições regionais.

Estes pavilhões estão à 5 anos para sair do papel, andando a passear entre o joram e as páginas dos jornais, sem que algum pedra sequer tenha sido empilhada. Propaganda pura e dura é o que é.

Terminal de Contentores de Alcântara

Primeiro foi a notícia inventada pelo SOL.
Depois veio o relatório do Tribunal de Contas, e logo após este, o contraditório dos Ministérios das Finanças e das Obras Públicas.
Não é possível ter uma posição sobre este assunto sem ter toda a informação.

Estou certo que o SOL pouco se importará com o contraditório, como certamente pouco se interessou pelo relatório do Tribunal de Contas. O que interessa é descontextualizar e tabloidizar.
Jornalismo sério, com recurso a várias fontes de informação, contraditórios, e aferição do valor das fontes não são chamadas para o SOL. Os outros se quiserem que o façam.

Cabe aos leitores escolher que informação querem.

P.S. - Não posso deixar de fazer um elogio ao nosso sistema político que muito tem feito em prol da transparência. O Tribunal de Contas faz o que lhe compete e divulga o seu trabalho. Os visados pelos relatórios, não concordando com o exposto no relatório, apresentam o contraditório e dão-no a conhecer à população. Volto a insistir, a comunicação social séria não pode ficar á margem deste processo.

terça-feira, julho 21, 2009

Diz o roto para o esfarrapado

Galileo avança na Madeira

Autorizados os subsídios para construção da estação terrestre ao abrigo do programa de satélites, a Região avança agora com a formação de engenheiros
Data: 25-03-2007


Estão dados os primeiros passos para a construção de uma estação terrestre na Madeira, ao abrigo do programa de satélites Galileo.

Tal como anunciou o DIÁRIO, o projecto recebeu 'luz verde' na última reunião do Conselho de Governo, a 16 de Fevereiro, altura em que o Executivo autorizou a atribuição ao Madeira Tecnopólo de 2,1 milhões, com vista à instalação de uma estação de rastreio do sistema global de navegação por satélite na Madeira.

Publicada - a 21 de Fevereiro no jornal oficial - a resolução que certifica a celebração do contrato de comparticipação financeira com o Pólo Científico e Tecnológico da Madeira (Madeira ), foi a vez de o Expresso anunciar, na sua última edição, o início da formação de engenheiros para a construção da infra-estrutura.

De acordo com as informações avançadas pelo semanário, o financiamento da estação terrestre já foi confirmado pela Agência Especial Europeia e deverá ser usado como bandeira eleitoral por Alberto João Jardim.

O jornal diz ainda que serão 15 os profissionais a formar no âmbito da execução do projecto que, quando estiver a funcionar em pleno, deve empregar uma centena de engenheiros de navegação e telecomunicações.

Pergunto ao amigo do Madeira Minha Vida se já viu algum destes 100 engenheiros. A única coisa que acredito é que os 2,1M€ tenham desaparecido. Quanto ao resto, ainda não vi nada.

Défice Público

Tal como era esperado, em tempo de crise económica, aumentam fortemente as pressões sobre as contas públicas.
Por um lado existe uma diminuição das receitas resultantes do abrandamento da actividade económica e por outro existe uma pressão sobre as despesas sociais (desemprego) e apoios e estímulos económicos.
À esquerda do PS, os partidos não falam do aumento de receitas através de impostos, mas desejam um aumento das despesas, através de mais apoios sociais e estímulos à economia.
À direita do PS, os partidos não falam da diminuição das despesas, mas desejam uma diminuição das receitas, através de uma diminuição dos impostos.
Como é fácil de ver, quer uns quer outros obteriam um aumento do défice ainda maior do que temos neste momento.
É fácil cair na demagogia quando não se está no poder, mas seria bom que os portugueses percebessem que quando uns prometem diminuição de impostos estão também a prometer a diminuição de apoios às famílias e empresas, e que quando outros prometem mais apoios estão também a prometer mais impostos.
No meio termo está a virtude.

Prestar contas

Em democracia, é um dever mostrar a obra feita.

segunda-feira, julho 20, 2009

Transparência na campanha para as eleições autárquicas

Muito bom sinal, este, dado pelo Partido Socialista do Funchal no sentido de aumentar a transparência dos gastos nas campanhas eleitorais.
Está de parabéns o Duarte Gouveia, mandatário financeiro da campanha no Funchal e 2º elemento da lista para a Câmara Municipal do Funchal.

Quantos terão a coragem de seguir este gesto de transparência?

Continua tudo encrencado

A“Operação Arrasar”, para acabar com a burocracia, vai avançar já este ano (2005), como prometeu o presidente do Governo Regional da Madeira, no jantar anual promovido pela ASSICOM e que reuniu diversos empresários. No seu discurso, Alberto João Jardim pediu aos empresários para o avisarem «quando as coisas estiverem encrencadas», recordando que ainda recentemente avisou que a burocracia está a atrasar o avanço de grandes investimentos na Região.


Entretanto foram copiadas meia dúzia de medidas do governo socialista da república, como: Empresa na Hora; Casa Pronta; Cartão do Cidadão, etc.
Tirando isso, é tudo bluff.

Corrupção

Se não está tudo tonto, pelo menos parece.
Na semana passada foi apresentado pelo Conselho de Prevenção da Corrupção um Relatório Síntese da Avaliação da Gestão de Riscos de Corrupção e infracções Conexas e uma recomendação sobre o mesmo tema.
O dito relatório vem pôr no papel aquilo que muita gente já sabia, e como tal não deve ser surpreendente.
A recomendação vem dar a sequência que se esperava face à avaliação feita.
Nunca é demais lembrar que este Conselho de Prevenção da Corrupção foi criado por este governo há cerca de um ano. Pois é. O mesmo governo que alguns esquizofrénicos acusam de nada ter feito para combater a corrupção.
Mas voltando às recomendações do CPC. O poder político, desde as autarquias, passando pelas regiões autónomas e poder central têm a obrigação, perante estes concelhos, de tomar medidas sérias de modo a minimizar os riscos de corrupção, adoptando procedimentos, códigos de conduta e implementando mecanismos de transparência na administração pública que dificultem cada vez mais a possibilidade de ocorrência de corrupção.
Esta recomendação é um primeiro passo, mas é um passo de gigante no sentido certo.
Cabe à população exigir aos eleitos que tomem as medidas necessárias na persecução do interesse geral.

P.S. - No Conselho de Prevenção de Corrupção não existe nenhum representante das regiões autónomas. No meu entender esta é uma lacuna que deveria ser corrigida, ainda para mais tendo as regiões autónomas poder legislativo e órgãos de governo próprios.

Excelentes notícias

Confirmou-se a escolha de Portugal para a construção da fábrica de baterias de iões de litio para carros eléctricos da Nissan.
Pelo que isto significa em termos de investimentos estrangeiro directo em Portugal, pela criação de postos de trabalho e pelo reconhecimento do valor da industria portuguesa além fronteiras, ainda por cima numa área de negócio com um elevado potencial de crescimento, devemos estar todos muito orgulhosos.
Muito do trabalho que levou a este desfecho deve-se a Manuel Pinho, o ex-ministro da economia, que muito se bateu pelas energias renováveis e pela captação deste tipo de investimentos.

Também na semana passada, foi inaugurado o Centro Ibério de Nanotecnologia. Um investimento numa área cientifica de ponta, que atrairá a Portugal muitos investimentos e mão de obra do mais avançado que existe no mundo.

Ainda há quem prefira o país da tanga, que fica a lamuriar-se por não ter dinheiro e nada faz para o ter.

Novo apoio social

José Socrates prometeu para a próxima legislatura um novo apoio social para famílias com filhos em que ambos os cônjuges trabalham, mas que mesmo assim situam-se abaixo do limiar de pobreza.
Acho muito bem. Chama-se a isto atacar os problemas onde eles existem.
Segundo dados do INE divulgados esta semana, a existência de filhos faz aumentar o risco de pobreza, e após a atenuação do problema de risco de pobreza nos idosos através do Complemento Solidário, são os jovens o grupo mais exposto aos riscos de pobreza.
A oposição em peso, da esquerda à direita, apenas criticou, como é habitual.
O que fizeram o PSD e o CDS quando foram governo? Que medidas sociais adoptaram? E porque razão aumentaram as desigualdades sociais durante a sua governação? E mais importante , o que propõem agora?

Este governo criou diversos programas de apoios sociais, alguns dos quais já começaram a ter um efeito visível na diminuição da pobreza e desigualdade.
O Complemento Solidário para idosos, chega a mais de 10% da população com mais de 65 anos. O abono infantil foi aumentado e alargado, chegando a mais gente e abrangendo um período maior.
Muitas mais medidas sociais foram implementadas, como o aumento das bolsas de estudo, direitos de paternidade e maternidade, etc. etc.

A maior prova que os apoios criados por este governo estão a ser eficazes é confirmado pelo facto de numa situação de crise grave como a que vivemos, com aumentos de desemprego e abrandamento da actividade económica, os indicadores de pobreza não estão a aumentar e as desigualdades entre ricos e pobres está a diminuir.

Tudo o resto é bla bla que pode enganar muita gente mas não engana quem recebe os apoios.

A procissão ainda vai no adro...

... e já há 3 figurões do Cavaquismo que são arguidos no caso BPN.
Mas o pior mesmo é o principal culpado, ou seja, o governador do banco de Portugal, ainda não ter sido preso.
Estão à espera de quê?

quinta-feira, julho 16, 2009

30% de energias renovaveis

Pela boca de AJJ ficamos a saber que precisamos de mais autonomia legislativa para podermos atingir os 30% de energia proveniente de fontes renováveis, em 2017.
No ano passado, em Portugal, sem estas desculpas esfarrapadas mas com muito empenho deste governo socialista, foram atingidos os 40% de energia eléctrica produzida a partir de fontes renováveis, e esse valor continua a subir.

30% de energias renováveis parece-me pouco ambicioso, e fazer depender esse valor de uma qualquer revisão da constituição é conversa para enganar tolos, mas até Outubro é isto que vamos ter.

Os subjugados

O vereador com o pelouro das finanças da CMF tem um grande problema com a realidade.
Durante a última reunião da Assembleia Municipal, confrontado por mim quanto aos aumentos quer do endividamento quer dos prazos médios de pagamento da autarquia funchalense e do seu efeito numa economia debilitada pela crise, o Dr. Pedro Calado afirmava que a sua preocupação relativamente aos pagamentos das dívidas atrasadas tinha-se focado nos fornecedores privados e não nas empresas públicas, como a ValorAmbiente ou IGA, e que grande parte das dividas a fornecedores privados existentes eram dividas novas, sendo as dividas ao sector público regional as responsáveis pelo aumento dos prazos de pagamento.
Vejo agora pelo relatório de auditoria do tribunal de contas, que essas afirmações não correspondem à verdade e que o vereador com o pelouro das finanças mentiu aos deputados municipais.
Segundo a dita auditoria mais de metade dos pagamentos efectuados pelo programa Pagar a Tempo e Horas foram canalizados para as empresas públicas Valorambiente e IGA, situação esta inaceitável a todos os níveis, ainda para mais quando os munícipes pagam a tempo e horas quer a água que consomem quer o tratamento dos resíduos, e sendo esta uma actividade lucrativa para a autarquia.
A título de exemplo, e para a água, aquilo que a autarquia cobra pela venda de água praticamente duplica o que a autarquia tem de pagar à IGA por essa mesma água.

Esta situação de subjugação perante o poder central regional está a criar dificuldades à autarquia e sobretudo aos seus fornecedores, que acabam por ver os seus justos pagamentos preteridos e adiados face às dívidas da autarquia relativamente ao governo regional.

quarta-feira, julho 15, 2009

É isto que realmente interessa II

No último ano e devido a medidas sociais eficazes como o complemento solidário para idosos, o risco de pobreza na população com mais de 65 anos, que era o grupo com maior risco de pobreza, passou de 26% para 22%.

É isto que realmente interessa

Gráfico mostrando a evolução da disparidade de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres (1995 - 2008)

Foram hoje divulgados pelo INE os dados relativos às desigualdades sociais.
Mais uma vez esses dados vêm mostrar duas coisas:
1º - existe uma diferença clara entre os períodos de governação de direita, e os períodos de governação à esquerda (PS). Aumentando as desigualdades nas governações à direita, e diminuindo sempre que o PS esteve no governo.
2º - que nenhum governo, como este, conseguiu atenuar tanto as desigualdades sociais. Nunca na nossa história recente tínhamos tido um nível de desigualdades tão baixo como agora, mesmo estando a atravessar uma conjuntura tão difícil.

Estes dados são o desmoronar total dos ataques que são feitos a este governo, quer pela esquerda mais radical, quer pelos partidos da direita.
Para os partidos da esquerda radical e demagógica, que afirmam sem sustentação nenhuma, que as desigualdades aumentam, estes dados provam precisamente o contrário.
Para a direita do rasga e não rasga, que ainda ontem dizia que as politicas eram boas mas a aplicação era pouco eficaz, estes resultados mostrando que nunca no passado foram tão eficazes são um verdadeiro abalo na sua conversa da treta.

Uma palavrinha final para Cavaco Silva e Manuel Alegre. O primeiro por ter promovido um roteiro para a inclusão e o segundo por dizer que defende o combate às desigualdades sociais. Virão agora, perante a evidência destes resultados, mostrar o vosso apresso pelo muito que foi feito? Se não, estamos conversados quanto às vossas intenções.

terça-feira, julho 14, 2009

Revisão da constituição

Na maior parte do mundo democrático o respeito pela constituição é visto como um factor de estabilidade e de respeito pela justa repartição de poderes.
Por outro lado, em países com democracias débeis e instáveis, como alguns paises da América Latina e África, os lideres olham para a constituição como uma forma de adquirirem poder e desse modo provocarem o desequilibrio de poderes, aumentando a sua permanencia no poder.
Veja-se os casos da Venezuela, Honduras, Zimbabue em que a alteração da constituição, ou a sua criação (Zimbabue) destinam-se a, por um lado, retirar as restrições de recandidaturas e por outro pretendem criar um sistema político de elevada fidelidade ao lider.

O PSD-M usa a retórica do aumento dos poderes para os madeirenses para justificar o seu desejo de uma revisão da constituição, mas será mesmo esse o seu intento?
Não. Não é.
A Madeira já tem elevada autonomia política, sendo mesmo superior a muitas regiões autónomas da nossa vizinha Espanha, e de acordo com a revisão constitucional de 2004, aínda a pode alargar mais, como recentemente fizeram os Açores.
Temos autonomia legislativa num leque muito alargado de matérias, e temos autonomia fiscal, que não usamos na totalidade.

Assim sendo, fica claro que a revisão constitucional proposta pelo PSD-M destina-se apenas a travar mudanças politica na nossa região.
Não se trata de nós madeirenses gerirmos melhor os nossos destinos. Trata-se do PSD gerir melhor o seu destino, mesmo que seja contra o interesse dos madeirenses.

segunda-feira, julho 13, 2009

E esta, heim?

A candidata independente à presidência da câmara de Valongo, Maria José Azevedo, registou hoje o seu programa eleitoral em notário, situação "inédita" em Portugal, podendo ser "accionados mecanismos judiciais" pelos cidadãos em caso de incumprimento de compromissos.

Sem vergonha na Cara

Cavaco Silva conseguiu a proeza de em 1993 ter obtido um crescimento económico de -2,2% e um défice público de 7.1%.
Que moral tem agora, como presidente, para chamar a atenção ao único governo que, em 30 anos de democracia, conseguiu um défice público inferior a 3%.

Será que este presidente já perdeu todo o pudor, não se coibindo de fazer campanha rasteira contra o governo em funções?

As casas das janelas pequenas.

Em tempos ouvi uma história sobre uma petição, lançada pelos fabricantes de velas ingleses, do Sec. XVIII, a sugerir que as casas fossem construídas com janelas mais pequenas.
Defendiam que desta forma estavam a estimular a economia, uma vez que com janelas mais pequenas e casas sem tanta luz natural haveria um aumento de produção de velas, que criariam novos trabalhos, que por sua vez fariam o dinheiro circular na economia.
Como é óbvio esta petição não teve qualquer acolhimento por parte do poder politico nem por parte da população, uma vez que o que estava em causa era o interesse privado de uma corporação e não o interesse geral.

Vem isto a propósito da questão do Armas e do Porto do Funchal, bem como a questão dos notários.
O poder político tem de pensar no bem geral e não nos interesses de grupo dos armadores. Se é bom para a população ter uma linha a transportar passageiros entre Funchal e Portimão, e se para essa operação ser viável é essencial o transporte de carga, então que se autorize o transporte de carga sempre que o barco transporte passageiros. Aliás, é precisamente isso que acontece com o Lobo Marinho.
O caso dos notários a coisa não é muito diferente.
Este governo introduziu reformas que vieram simplificar os processos e reduzir os custos. Além disso o estado organizou-se e neste momento está a fornecer serviços de mais elevada qualidade.
Os notários não gostam desta nova realidade? Paciência. Não podemos é voltar à casa das janelas pequenas.

sábado, julho 11, 2009

Ainda somos Africa, não somos?

Barack Obama tells Africa to stop blaming colonialism for problems.

Reconhecimento

Foram ontém aprovadas as listas de candidatos do PS-Funchal para as próximas eleições autárquicas.

Na Lista para a Câmara Municipal temos:
1º - Rui Caetano
2º - Duarte Gouveia
3º - Micaela Camacho
4º - Cláudio Torres
5º - Carina Ferro
6º - Moisés Cova

Na Lista para a Assembleia Municipal temos:
1º - Isabel Sena Lino
2º - Guido Gomes
3º - Maximiano Martins
4º - Tânia Gonçalves
5º - Cláudio Torres
6º - Gabriel Oliveira
7º - Emanuel Dias
8º - Micaela Camacho
9º - Sérgio Rodrigues
10º - Juvenal Rodrigues
11º - André Escórcio
12º - Fátima Macedo
13º - Carlos Pereira

Fica aqui o registo do mais que merecido reconhecimento ao Cláudio Torres, grande motor do actual grupo da Assembleia Municipal, que poderá ocupar um lugar na Vereação.
Da minha parte, passei de 12º em 2005 para 9º agora. Isto também deve significar algum reconhecimento. Julgo eu.

P.S. - Também à Micaela, foi reconhecido o imenso potencial politico que sem dúvida, as pessoas mais próximas dela reconhecem.

Microtransat: Veleiros robóticos



Neste video podemos ver o Veleiro português (Faculdade de Engenharia do Porto) que ficou em segundo lugar nas regatas que se realizaram em Matosinhos e contaram para o campeonato do mundo de veleiros robóticos.
Ver mais aqui.

sexta-feira, julho 10, 2009

pensamento

'Quando alguém coloca a segurança acima da liberdade, não merece nenhuma das duas'.

Roosevelt

A Nova Justiça

(...) no que a um advogado diz respeito? Acabei agora mesmo de fazer um requerimento. Abri a aplicação, inseri a peça, remetia-a para o tribunal, notifiquei por essa mesma via o colega. Fiquei com comprovativo da entrega em tribunal e da notificação do colega. Evitei uma deslocação ao tribunal e outra aos correios para notificar o colega, caso optasse por não o fazer via fax ou por mail, para o que teria que pagar uma espécie de estampilha electrónica. Evitei despesas administrativas. Não gastei dinheiro com o tempo que a funcionária perderia a fazer essas tarefas, e posso destinar-lhe outras. Com o CITIUS, tenho ainda a suprema maçada de poder consultar o processo sem me deslocar a tribunal, de ser notificado electronicamente pelo tribunal dos despachos e sentenças e pelos colegas das peças juntam aos autos.

Se de início me custou? Um pouco, que a mudança acarreta sempre alguns transtornos. Neste momento perco, pessoalmente, mais cinco minutos do que perdia antes, são os 5 minutos para inserir a peça no CITIUS. O que eu ganho ainda não é quantificável, mas é bastante.

Bruno Aleixo

Enquanto eu me ria que nem um perdido, a minha namorada olhava para mim sem perceber como é que eu achava piada a um cachorro digital a falar com uma estatueta de gesso de Napoleão.
Eu não consigo explicar, mas a verdade é que só de ver as fuças do bicho fico com um sorriso na cara.
Ver aqui.

Renovação ou purga!?

Os líderes do PS, PSD e CDS já são escolhidos por eleições directas. Mas o mesmo não acontece nas escolhas partidárias dos candidatos a deputados. As lideranças nacionais, todas, gostam de afirmar o seu ‘direito de pernada’ nas listas de deputados.
O caso do PSD é sintomático. Ferreira Leite reservou para si a elaboração das listas. O sector mais radical daqueles que a dizem apoiar (absorvidos com a porção de poder da sua facção após as Legislativas) move influências dentro e fora do partido para que Ferreira Leite expurgue das listas todos os que julga ‘heréticos’.
O maior obstáculo para o PSD vencer as eleições reside no casamento da lógica centralista com a tentativa interna de asfixiar quem não gosta de estar sempre a abanar a cabecita a dizer que sim.

in Blasfémias

quinta-feira, julho 09, 2009

Duplas candidaturas


Já alguem reparou que existe um deputado regional do PSD que vai ser candidato numa autarquia do norte da ilha, e que o facto de as eleições regionais e autárquicas não coincidirem temporalmente, não altera coisa nenhuma, uma vez que ainda existe mais de meio mandato para cumprir?

Mais uma medida do programa do PS que não será cumprida

Quase 900 mil portugueses inscreveram-se no programa Novas Oportunidades, estando a registar-se uma média de 20 mil novas inscrições por mês, disse hoje à agência Lusa Roberto Carneiro, coordenador da equipa que faz a avaliação externa da iniciativa governamental.

Para Roberto Carneiro, a adesão dos portugueses ao programa, lançado em 2006, é notável e significa que o sistema cresceu muito além do que poderia esperar-se há um ano ou dois atrás, o que está a colocar um problema de resposta.

"A lista de espera é um grande problema, as pessoas estão muito tempo à espera para serem chamadas, encaminhadas e avaliadas para entrarem nos cursos", afirmou o ex-ministro da Educação, que agora coordena uma equipa da Universidade Católica para analisar este programa.

Outro problema detectado na primeira avaliação, que será sexta-feira apresentada num seminário em Lisboa, prende-se com a dificuldade em compatibilizar a vida pessoal, profissional e o regresso à escola.

"As pessoas apontam os horários como não sendo os mais apropriados à sua vida pessoal e profissional", afirmou.

Segundo dados hoje conhecidos durante a apresentação do seminário, as mulheres representam o maior número de inscrições nas Novas Oportunidades, o que é encarado como muito positivo, tendo em conta o maior grau de dificuldade que sentem em conciliar a vida familiar com outras actividades, devido aos filhos.

Outro aspecto valorizado na generalidade dos novos estudantes é a questão da auto-estima, o que para o investigador Henrique Lopes assume particular importância nas mulheres.

"As mulheres em Portugal têm muitas vezes (os estudos mostram-nos) uma auto-estima abaixo do que é desejável. A iniciativa (novas oportunidades) tem por isso um duplo benefício", considerou. (LUSA)

Pois é. O PS prometeu que durante a legislatura iria aumentar as qualificações de 1 milhão de portugueses adultos, afinal não serão mais do que 900 mil. Grandes mentirosos.
Mais a sério. Este é mais um sucesso que vai direitinho para Maria de Lurdes Rodrigues e para o governo do PS.
O que existia antes, relativamente a formação ao longo da vida e formação para adultos nem chegava a ser uma sombra do que está a ser este programa.
Os resultados estão muito próximos do que foi estabelecido como meta. Quem o diz é o ex-ministro da educação do PSD, Roberto Carneiro.
Ficamos à espera que MFL venha dizer que esta medida também já não rasga e que afinal até mantinha tudo o que em termos de educação foi feito por este governo.
E já agora um recadinho para a esquerda caquéctica que ainda existe dentro do PS: é assim que se diminuem desigualdades e se faz a felicidade de quem merece, não é desbaratando o dinheiro só para ter o agrado de meia dúzia de encostados.

Como o contacto com os competentes abre os horizontes

Manuela Ferreira Leite já concorda com as medidas sociais deste governo e até acha que deveriam ser aprofundadas.
No entanto, o que MFL e o governo a que pertenceu defendiam há pouco tempo atrás era algo muito diferente.
Defendiam o sistema público de segurança social? Não. Defendiam a privatização parcial do sistema e o estabelecimento de tectos de contribuições.
Defendiam o suplemento solidário para idosos? Não. Nem lhes tinha passado pela cabeça. Era coisa que no passado nem existia.
Consideravam que o sistema de segurança social era viável? Não. Consideravam que mais ano menos ano a coisa ia fechar.
Defendiam cheques dentista, computadores para todas as crianças, medicamentos genéricos gratuitos? Nada.

O que MFL quer agora é ficar com um pouco do imenso mérito que o PS e o ministro Vieira da Silva têm, mas como não o merece, os portugueses não lho darão nenhum.

A democracia segundo Cavaco Silva

Esta de Cavaco Silva querer suspender a democracia a 3 meses das eleições não cabia na cabeça de ninguém, ou de quase ninguém.
Então os deputados não foram eleitos democraticamente!? Tal como o governo?
E não existe um programa de governo e orçamentos aprovados em AR!?
Então porque razão hão os deputados de se submeter a esta tentativa despudorada do Presidente de amputar os seus direitos/deveres?

Com um presidente destes e sem um primeiro ministro e uma assembleia maioritariamente de outra cor, com certeza que o nosso desenho institucional sofreria uma mudança no sentido do presidencialismo sem que houvesse maneira de o travar.
Em meu entender, esta questão deve ser colocada aos portugueses.

SJ - Madeira com Deus e com o Diabo

Quando um sindicato estabelece como objectivo a manutenção dos postos de trabalho em vez da protecção dos trabalhadores preparando-os para a mudança, só pode acontecer uma coisa, nem os postos de trabalho nem os trabalhadores são protegidos.
Foi o que aconteceu com o Sindicato dos Jornalistas da Madeira. Não duvido que tenham muito boa vontade, mas ao pretenderem proteger uns postos de trabalho que concorrem directamente com outros postos de trabalho, ou uns ou outros são postos em causa.
Seria bom que os jornalistas sindicalistas percebessem que as suas opções têm efeitos que muitas vezes não são os pretendidos à partida.
Não é altura de sacudir a água do capote. É altura de assumir as responsabilidades que são próprias.

Rasgar hoje o que disse há apenas uns dias

Há meia dúzia de dias, a candidata do PSD a primeira ministra, afirmava convicta que se fosse eleita rasgaria «todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social».
Hoje, rasgando as afirmações descabidas que fez anteriormente, diz
«Não há nenhuma medida (social) anunciada por este Governo com a qual eu discorde».

E mais diz que
quer «fazer transformações profundas, mas nunca em agressão às pessoas, nunca criando crispação na sociedade portuguesa, sempre em colaboração com as pessoas, com aquele consenso que é necessário para se fazerem transformações», sabendo nós de antemão e conhecendo o que fez quando foi ministra das finanças, que também esta afirmação simpática é para rasgar mal tenha um pouco de poder nas mãos.

Onde andam os 28

Segundo dados divulgados hoje pelo INE, o saldo da balança comercial portuguesa, para o comercio extracomunitário, teve uma melhoria significativa relativamente ao ano anterior.
É verdade que continuamos com um saldo negativo, no entanto neste momento é muito menos negativo que no passado.
A título de exemplo, passamos de uma taxa de cobertura de 55,8% para 70,6%, ou seja, neste momento as nossas exportações cobrem mais 15% das importações do que há um ano atrás.
Se excluirmos os valores dos combustiveis e lubrificantes que como sabem tem um peso muito substancial nas nossas importações, então os resultados ainda são mais positivos.
Sem combustiveis, a taxa de cobertura da balança comercial portuguesa, passou de uma situação deficitária em 2008 (90,4%) para uma situação em que exportamos mais do que importamos (114%). Uma subida de 24% que faz inveja a qualquer país, ainda para mais numa situação de crise como a que vivemos.
Também as melhorias relativamente ao mês anterior são animadoras, tendo as importações diminuído 1,9% e as exportações aumentado 8,9%.

As conclusões que podemos tirar daqui são simples. As apostas deste governo nas exportações para os países emergentes como Brasil e Angola estão a dar bons resultados. Pode também concluir-se que a aposta na nossa maior independência energética e a aposta nas energias renováveis devem continuar a ser perseguidas.

Foi à tosquia e saiu tosquiado

Manuel Alegre, sempre na sua pose de superioridade moral, como se tal coisa existisse, vem cobrar a Elisa Ferreira e Ana Gomes, uma de duas coisas: não assumir o cargo no parlamento europeu; ou não ser candidatas autárquicas.
Confesso que ando distraído e ainda não percebi se Manuel Alegre quer que algum dos seus seja candidato autárquico naquelas dificeis autarquias ou antes deseja que um dos seus seja administrativamente eleito para o PE. Cheira-me que a segunda deve ser mais verdadeira.
No entanto AG não fez a coisa por menos e confrontou o deputado alegre com a sua própria conduta, que sendo candidato presidencial contra a indicação do seu partido, não se demitiu de ser deputado e vice-presidente da AR.
É mais uma atitude de MA, que não acrescenta nada ao PS.

quarta-feira, julho 08, 2009

Entre 2002 e 2005? Envolvendo governos e autarcas do PSD? Não pode ser!

Nem dá para acreditar que a PJ coloque sequer a hipótese de ter havido tramoias em empresas públicas, durante a governação PSD/CDS.
Ainda por cima envolvendo autarcas social democratas!? Não dá para acreditar.

E este Horta e Costa, não é familiar daquele Horta e Costa que conseguiu comprar a rede básica da PT por uma pequena porção do valor real, permitindo-lhe nesse ano abichanar um chorrudo prémio.

O melhor é mesmo saber de uma vez toda a verdade.

Gripe A e a não simultaneidade das eleições

A Argentina é um dos países mais afectados pela Gripe A (H1N1) e onde a resposta, em termos de saúde pública, tem sido menos conseguida, tendo mesmo levado à demissão da Ministra da Saúde.
A ex-ministra, antes de abandonar o cargo, tinha sugerido o adiamento das eleições, tendo em conta o potencial de contágio acrescido, o que foi visto como uma tentativa desesperada de evitar uma derrota eleitoral.
A ex-ministra tinha razão, e não é difícil imaginar, como as assembleias de voto e os membros das mesas estando expostos a toda a população, tornam-se acelerados veículos de transmissão da gripe.
Na Argentina os números de casos de Gripe A, que já eram elevados antes das eleições (1000 casos), dispararam depois das eleições para 100.000 casos (estimados).

É sabido que teremos 2 actos eleitorais com a separação de 2 semanas, que podem agravar esta situação de um modo exponencial, considerando que muitos dos contagiantes nas segundas eleições poderão ter sido contagiados nas primeiras eleições.
É urgente elaborar um plano de acção, com distribuição de máscaras a todos os eleitores e membros das mesas, sob pena de ver os números da gripe A dispararem de uma forma incontrolável.

terça-feira, julho 07, 2009

O que fará Manuela?

Se o PSD chegasse ao poder (cruzes canhoto) o que faria Manuela Ferreira Leite em relação à influência do poder político numa empresa privada como a PT?

a) Venderia a golden share e deixaria a empresa seguir o seu caminho.
b) Faria os possíveis e os impossíveis para punir Henrique Granadeiro pela insolência de ter lembrado aos portugueses o que MFL havia feito num passado recente.

É só escolher a hipótese que parece mais verosímil.

A filha pródiga

Pelos vistos a pianista Maria João Pires nunca pretendeu renunciar à nacionalidade portuguesa.
Está sim nas suas intenções obter a dupla nacionalidade, através da obtenção da nacionalidade brasileira.
O que não pode deixar de ser notado é a enxurrada de comentários que se sucederam às falsas noticias: uns condenando o governo por não apoiar suficientemente a cultura, e outros condenando a pianista por renegar à nacionalidade portuguesa.
Maria João Pires é uma pianista fabulosa, com uma visão alargada do mundo e é também, como muitos artistas, uma excêntrica.
Se calhar não está ao alcance de todos sentir-se pertencente ao mundo. Para a maioria de nós mortais, limitados, o nosso bairro é a nossa fronteira.

Quem esquece o passado, está condenado a cometer os mesmos erros.

Foi anunciado pelo Ministério da Educação que foram colocados 30.000 professores na primeira fase, e que até finais de Agosto outros 38.000 professores serão colocados.
A colocação dos professores passou dos 3 anos para os 4 anos, aumentando a estabilidade nos estabelecimentos de ensino.
Num passado recente os professores eram colocados anualmente, repetindo-se também anualmente as tentativas de fraudes com a apresentações de falsos atestados médicos com o objectivo de tentar ultrapassar outros colegas professores.
Quem já se esqueceu do concurso de colocação de professores no ano de 2004, durante o governo do PSD/CDS, em que o programa informático, comprado à Compta (com empresários ligados ao PSD), deu barraca até dizer chega, levando à insólita situação de no inicio do período escolar, muitos professores ainda não terem colocação?
Pois é. Essa brincadeira, custou ao estado 20M€, em custos de professores que foram colocados com horários zero e em horas extra para tapar os buracos criados por tão desastrosa governação.
Já imaginaram as melhorias que são possíveis introduzir nas escolas, com 20M€. Este desbaratar de dinheiro é que põe verdadeiramente em causa as gerações vindouras.

Tem de ser reconhecido que neste momento, todo esse amadorismo do passado, parece distante, mas estará realmente?
As tentativas do PSD beneficiar os seus amigos, continua intacta, como continua intacto o desejo dos partidos de direita de descredibilizar o serviço público. Ou dito por outras palavras, quanto mais caro custar e quanto pior funcionar, maior será a pressão da população para que o estado deixe de investir no serviço público de educação.
É isso que os portugueses querem? É isso que os professores querem?

sábado, julho 04, 2009

Breve análise ao Governo PS

1. É possível dividir em dois períodos a governação PS na República. A primeira acontece até Julho de 2007, anterior à Presidência da UE, a segunda a partir do final da Presidência (inicio de 2008). Se a primeira metade foi marcada pela dinâmica reformista e corajosa, com muitos e inegáveis resultados em vários domínios (educação, área social, défice orçamental, balança comercial, atracção e incentivo ao investimento privado, turismo, e-Gov, reforma do sistema político - e foram muitas - , entre muitos outros exemplos possíveis) em que toda a oposição aparecia muito descredibilizada, Sócrates passeava na Assembleia da República, o PSD perdia Lisboa e preparava-se para entrar na errática liderança de Menezes. Depois, a partir do Verão de 2007 sentiu-se uma ausência clara dos governantes. Pareceu andarem a leste dos problemas do país (inicio da crise financeira nos EUA). Sócrates andou iludido. Falhou em não fazer uma remodelação ministerial logo após a Presidência da UE, em criar uma nova dinâmica, dar nova vida ao Governo.

2. Os resultados na Justiça são medíocres. Alberto Costa é um mau Ministro. Lamentável estas declarações perante as evidências. Ministro autista. Falhou nas reformas dos Códigos de Processo Penal e Penal. Nunca transmitiu confiança aos portugueses, sempre muito ausente nas polémicas que marcaram a Justiça neste últimos anos. A par deste, os ministros do Ambiente, Agricultura e Pescas, Ensino Superior e Ciência e Obras Públicas já deveriam estar na rua. Faltou sangue novo, novas ideias, outra atitude na política.
Muito foi feito, mas fica muito por fazer, a começar por uma verdadeira reforma do sistema fiscal e não avulsa.

3. Da equipa ministerial salve-se a visão de Sócrates, a justiça de Vieira da Silva, a ponderação de Ana Jorge, o equilíbrio de Luis Amado, o rigor de Teixeira dos Santos e a vontade de Pinho.

Dor de corno

É sabido que o PCP considera que o Alentejo é a sua dama, e como tal não admite que ninguém tente fazer a corte à dita senhora.
Foi o que aconteceu com Manuel Pinho e as minas de Aljustrel. As minas estavam para fechar e os seus 100 trabalhadores iam para o olho da rua. Devido ao trabalho do ex-ministro, lá conseguiram salvar as minas, e a caminho ainda foi possível criar mais umas dezenas de postos de trabalho, quer directamente nas minas quer em industrias relacionadas.
O PCP, não gostou que o descarado do Pinho tivesse oferecido estas rosas à sua dama, e tratou de desconsiderá-lo em público.
Os comunistas têm aquele estranho sentimento, a todos os níveis inaceitável, de "a minha mulher está mal tratada, mas é minha" e "quanto pior estiver, mais dependerá de mim".
O resto desta história é conhecido de todos. Na missa dominical, o Pinho voltou a ser insultado e gestualmente disse para o PCP "o que tu tens é dor de corno". E foi expulso pelos impolutos cristãos ali presentes.

sexta-feira, julho 03, 2009

Aviso à navegação

Da última vez que o PS teve um ministro a acumular as pastas das Finanças com a Economia, a coisa não correu muito bem.
A escolha de um secretário de estado, pertencente à equipa do ex-Ministro da Economia, neste momento, seria bem mais acertada.

O melhor título vai para...


... o Jornal de Negócios com:
Indicadores tramam ministro.

Acho excessivo que um ministro se demita ou seja demitido por um excesso pelo qual o próprio já mostrou arrependimento. Foi uma falta de respeito para com o deputado em questão e de alguma forma, pela casa dos representantes do povo.
No entanto, o facto do ministro se ter mostrado arrependido e de ter pedido desculpas, e o facto de não ser reincidente deveriam ter sido tomados em consideração.
Este foi um excesso anormal e não a norma.
Quem nunca cometeu um excesso do qual automaticamente se arrependeu que atire a primeira pedra.
Fica o seu trabalho e da sua equipa, principalmente na área da energia e turismo, como algo de muito positivo do trabalho que desenvolveu durante o seu mandato.

P.S. - Se o ministro tivesse as mãos abertas, em vez dos indicadores apontados, talvez parecessem umas orelhinas e não cornos, e talvez pensassem que ele não tinha ouvido o que o deputado do PCP tinha dito, e talvez não tivesse sido demitido. São muitos talvez, não são?

quinta-feira, julho 02, 2009

Ryanair a voar para a Madeira?

A confirmar-se esta noticia de que a Ryanair irá instalar uma base no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, e pretende fazer voos domésticos, passamos a ter mais uma alternativa de voos para o território continental através de uma companhia Low Cost.
Esperemos para ver, mas parece-me que é uma boa notícia.

Não hipotecar as gerações vindouras

A Dra. Com a Verdade me Enganas é contra investimentos públicos que tenham impactos nas gerações vindouras.
Seria uma posição legitima, se fosse honesta, ou se pudesse ser comprovada pela sua actuação no passado, no entanto a sua actuação e o que agora defende não podiam estar mais afastados.

Para começo de conversa podia explicar-nos se vender por 365M€ a rede básica da PT que valia 2300 M€ roubando aos portugueses cerca de 2000M€ não é contribuir para para hipotecar as gerações futuras.
Podia também explicar se vender por 1.700M€ créditos por cobrar de 11.700M€, obrigando ainda o estado a injectar mais 3.000M€ de créditos inexistentes não é hipotecar as gerações futuras.
A caminho podia explicar o negócio dos 800M€ dos submarinos e dos 500M€ do SIRESP para o amigo Dias Loureiro.

Só nestas brincadeiras e sem construir nada que se visse, lá voaram mais de 17.000M€. Dava para o TGV, para o novo Aeroporto e ainda sobrava algum para capitalizar a Segurança Social.
Como sabemos, nada disso foi feito, mas o dinheiro foi desbaratado na mesma.

Existirá alguem que tenha hipotecado mais as gerações vindouras que a Dra. Ferreira Leite?

Por favor, não lhes tirem a crise.

As declarações do Ministro das Finanças sobre a inflexão do sentido das expectativas dos consumidores e da industria, factor sem o qual não existirá retoma, uma vez que nenhum empresário investirá com expectativas negativas, levaram a um coro de protesto generalizado por parte da oposição.
"Não nos tirem a crise" disseram todos em uníssono.
Com uma oposição inerte, cujas propostas são todas no sentido de bloquear o país, os mínimos sinais de que a crise pode estar a abrandar, são vistos com se lhes tivessem a tirar o pão da boca.

Hoje, a confirmar que de facto há sinais claros de que a crise pode estar a abrandar, o eurostat aponta para uma estabilização da taxa de desemprego em Portugal, ao contrário do crescimento verificado na Zona Euro.
Mais que previsivelmente as declarações da oposição, toda a oposição, serão no sentido de negar que isso possa estar a acontecer.
Não lhes dá jeito nenhum que a economia Portuguesa recupere antes das eleições.

É caso para dizer que a oposição só é feliz se houver muito desemprego e se os Portugueses andarem deprimidos.
É a política da tanga elevada a forma de vida.

Leitura

Nos últimos três meses, os preços dos activos valorizaram fortemente a nível mundial: os mercados accionistas subiram mais de 30% nas economias avançadas e muito mais na maioria dos países emergentes.
(...)
Mas grande parte dessa subida não é justificada, uma vez que é motivada pelas expectativas excessivamente optimistas de uma rápida retoma do crescimento até ao seu nível potencial e por uma bolha de liquidez que está a fazer subir os preços do petróleo e das acções demasiadamente depressa e demasiadamente cedo. Um choque petrolífero negativo, aliado ao aumento das rentabilidades das obrigações do Tesouro, poderá cortar as asas da recuperação económica e levar a uma nova queda, ainda mais substancial, dos preços dos activos e da economia real.

Nouriel Roubini no JdN.


quarta-feira, julho 01, 2009

Quando a intuição nos engana

Imaginem que a terra era uma esfera lisa com os seus 40.000 Km de raio.
Agora imaginem uma fita envolvento essa esfera no seu equador. Como deve ser claro para toda a gente, o cumprimento dessa fita equivale ao perimetro da Terra.
Finalmente, acrescentem 1 m de fita ao perimetro da Terra, imaginando de seguida qual será o raio que correspnderá a uma nova circunferência correspondete ao perimetro da terra mais um metro.
Que distância existirá entre a Terra e a nova circunferência?

Uma fracção de milimetro? Uns milimetros? Nada disso.
A resposta certa é 16 cm.

Passo a demonstrar.
A fórmula do perimetro de uma circunferência é P = 2 * Pi * r, em que P é o perimetro, Pi = 3,14 e r é o raio da circunferência.

Assim sendo,

Pt = 2 * Pi * rt, em que Pt é o perimetro da Terra e rt é o raio da Terra

Temos então que ,
Pt + 1 = 2 * Pi * (rt + x), em que x é a distância entre a terra e a nova circunferência

Resolvendo
Pt + 1 = 2*Pi*rt + 2*Pi*x

Substituindo Pt = 2*Pi*rt, temos

Pt + 1 =Pt + 2*Pi*x
Pt - Pt +1 =2*Pi*x
x = 1/(2*Pi)=0,159 = 15,9 cm

Fica assim provado que qualquer que fosse o raio da esfera, acrescentando 1 m ao seu perimetro, teremos sempre uma nova circunferência com um raio que é 16 cm maior que o raio inicial, quer este raio seja de 1 cm, quer ele tenha 40.000 km como o raio da Terra.

Mais Madeirense que eu, não há.

Hoje, no dia da Madeira e das comunidades madeirenses, fui fazer uma caminhada a pé pela floresta laurissilva, bebi uma poncha ranhosa para os lados do Poiso e comi um prego no bolo do caco.
Bem madeirense, não acham.
Ah, é verdade. A companhia (muito boa por sinal) também foi do mais madeirense que pode existir.

Posso considerar-me suficiente madeirense, não acham?

P.S. - Infelizmente ser autonomista não é o mesmo de querer ser autónomo. Enquanto que para ser autonomista basta conversa de chacha e umas bandeiras coloridas, já para ser autónomo é preciso muito trabalho e seriedade.