Quinta-feira, Abril 30, 2009
Vantagem de Rui Rio
PSD/CDS-PP: 46,4%
PS: 34,8%
CDU: 7,6%
BE 7,4%
OBN: 3,8%
Eu também queria o referendo ao Tratado de Lisboa
Mas o que é que temos visto nesta campanha?
Politica caseira. Apenas politica caseira.
Razão tinham aqueles que justificavam que o tratado corria o risco de ser chumbado em referendo não por os portugueses serem contra ou não o compreenderem mas porque as questões nacionais sobrepor-se-iam à questão do Tratado.
Se calhar é assim em todo o lado, mas gostaria que em Portugal fosse diferente, e que fossemos capazes de discutir o que realmente interessa em cada momento. Não sendo assim, é a nossa maturidade democrática que fica em xeque.
O mundo das pessoas esquizofrénicas
Provar o quê?
Ou
Provar que JCG é capaz de afastar militantes, criando depois uns boatos, do género estão feitos com o PPD ou têm interesses na construção civil ou etc., sempre à boca pequena, para não justificar o acontecido nem ter de ser responsabilizado pelo que diz?
Comparação desemprego PT- Zona Euro
Então se compararmos com o nosso maior parceiro comercial, a Espanha, aí estamos consideravelmente melhores.
O partido das cabeças rolantes
Ainda por cima a solução apresentada por Miguel Fonseca de excluir os desalinhados esbarra no facto de vários elementos que se seguem na lista do PS (Filipe Sousa e Nilson Jardim) já foram em tempos excluídos por JCG.
Quotas preenchidas sem obrigação legal
OGE de 2008 teve superavit de USD 6,4 mil milhões
Quarta-feira, Abril 29, 2009
CDS/PP em férias no Funchal

Na sessão ordinária de Assembleia Municipal do Funchal desta quarta-feira para a discussão de um importante documento (Relatório de Contas de 2008), os elementos eleitos e efectivos do CDS/PP primaram pela ausência. Sem direito a representação de suplentes.
Um exemplo muito reprovável e desprestigiante para quem foi eleito em representação dos funchalenses.
O MP no seu melhor
Vale mesmo a pena ler a a decisão do Ministério Público relativo ao arquivamento de um processo contra um dos seus magistrados, que recentemente foi notícia na comunicação social. Depois, cada um faça o que entende, tanto dá para rir como para chorar, depende do respaito que ainda se tenha pelo país e pelas suas instituições e, em particular, pela justiça, com letra pequena pois aquilo que temos não justifica o recurso a letra grande.
Peça nº 1322 - Arquivamento de inquérito 01-04-2009Área temática - CriminalEspécie - Arquivamento de inquéritoUnidade org. - PGD de LisboaProcesso - 5/09.6TRLSBAutor da peça - João Manuel Parracho Tavares CoelhoTítulo - Denúncia contra Magistrado. Injúrias e ameaças. Inexistência de crime. Arquivamento do Inquérito
Sumário
I - Não incorre em prática de qualquer crime, designadamente o de injúrias ou de ameaças, aquele que, perante o agente de autoridade, em exercício de funções, no acto em que está a ser autuado (por eventual violação de regras de trânsito), a título de desabafo e sem que lhe dirija as palavras, se limita a expressar “Caralho! Já ando com problemas que cheguem… e o sr. ainda vai ouvir falar de mim” (sic). II – Com efeito, nem o vocábulo “caralho” encerra qualquer epíteto dirigido à autoridade nem o alerta de que “ainda vai ouvir falar de mim”, no contexto em que foi proferido, não contém a anunciação de um “mal futuro”, apto a causar “inquietação, medo ou prejudicar a liberdade”
Texto integral:
Inquérito nº 5/09.6TRLSB - (contra Magistrado - PRAdjunto)
I - Introdução – Objecto da comunicação/denúnciaA PSP do Seixal, mediante auto de notícia elaborado pelo sr. Agente --- (nº….), entendeu comunicar ao Ministério Público da área (na pessoa do Exmº Procurador-coordenador do Tribunal da Comarca do Seixal, Dr…..) factos que têm como protagonista um Procurador da República adjunto, o Exm. Colega ----, registados quando foi este interceptado enquanto conduzia veículo automóvel e, em simultâneo, falava ao telemóvel.
Aquele agente de autoridade elaborou o respectivo auto de contra-ordenação pela infracção verificada, em 27 de Fevereiro de 2009, pelas 14 horas e 53 minutos, na Praça das Geminações (Torre da Marinha - Seixal (Auto nº ------ a fls. 5) que não foi assinado pelo infractor (o magistrado) por se ter recusado a fazê-lo.
Segundo tal auto contra-ordenacional, o condutor (o magistrado do MPº) praticou a infracção rodoviária prevista artº 84º, n. 4 do Código da Estrada, punível com coima (de 120 a 6.000 €) e com sanção acessória de inibição de conduzir (de 1 a 12 meses, nos termos dos artºs 145º, n. 1 e 147º, n. 2 do mesmo Código).
Mais entendeu o sr. Agente autuante dar notícia à sua chefia (cfr. fls. 4) do que expressou o autuado no momento em que foi interceptado, destacando as seguintes frases: “Eu não pago nada, apreenda-me tudo… Caralho, estou a divorciar-me, já tenho problemas que cheguem… Não gosto nada de identificar-me com este cartão, mas sou procurador…Não pago e não assino… Ai você quer vingança, então o agente Frederico ainda vai ouvir falar de mim. Quero a sua identificação e o seu local de trabalho”.
Foi na posse destes dados que o Exmº Procurador-coordenador do Seixal entendeu, como era, aliás, de seu mister, dar notícia hierárquica, à Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, “para conhecimento” (of. de fls. 2).
II - Da inexistência do crime
O participado, que é Magistrado do Ministério Público[1], beneficia de «foro especial», nos termos conjuntos dos artº 12º, n. 2, a) do CPP artº 92º do respectivo Estatuto (Lei nº 60/98, de 27 de Agosto). [2]
Estamos em crer, sem margem para dúvidas, que a matéria comunicada não constitui qualquer ilícito (penal ou disciplinar).
Mas vejamos.
É certo que é exigível a todos os cidadãos uma postura de colaboração e de urbanidade para com os agentes de autoridade no exercício de funções, maxime na disciplina e controlo das regras estradais.
De todo o modo, não se vislumbra que as expressões utilizadas e proferidas pelo autuado magistrado, consideradas as circunstâncias da sua publicitação, constituam qualquer crime, designadamente de injúrias ou de ameaças. Com efeito, no contexto em que foram ditas só se podem ter como “desabafos” de quem foi surpreendido a infringir o Código da Estrada e nunca como intencionalmente utilizadas para ofender a honra do Exmº agente de autoridade autuante ou outrém.
Desde logo, o dizer-se que “não pago nada e não assino” é uma referência de opção pessoal que apenas terá reflexos na marcha e tramitação do processo contra-ordenacional.
Por outro lado, o vocábulo “caralho” utilizado, não obstante integrar um termo português de calão grosseiro, como se apreciou, foi proferido como desabafo e não como injúria dirigida ao OPC [3] autuante. Ou seja, o autor da expressão “desabafou” sem que se tenha dirigido ao autuante o epíteto, chamando-o ou sequer tratando-o por “Caralho”. Na gíria popular, considerado o contexto e as circunstâncias (pendendo divórcio e tendo já problemas, fica aceite uma fase de perturbação do autuado), tal expressão equivale a dizer-se, desabafando “caralho, estou lixado”. Admite-se que houve falta de correcção na linguagem proferida, mas não de molde a beliscar a honorabilidade pessoal e funcional do sr. agente autuante.
O facto de o magistrado infractor ter referido que não gosta de se identificar/exibir com o seu documento profissional (cédula pessoal de “livre trânsito”) não integra qualquer recusa de identificação, pois o autuado disse ser Procurador e identificou-se integralmente com o Bilhete de Identidade.
Por seu turno, o desabafo “Ai você quer vingança, então o agente F. ainda vai ouvir falar de mim” não contém qualquer ameaça, ainda que velada ou insinuante, pois que a frase não encerra qualquer promessa de um mal futuro que determine que o destinatário se possa considerar perturbado na sua livre circulação, passando a recear a concretização de que algum mal lhe suceda, como “prometido”.
São três os elementos essenciais do conceito de “ameaça” constante do tipo objectivo de ilícito: - um mal, que há-de ser futuro cuja ocorrência dependa da vontade do agente – cfr. AMÉRICO TAIPA de CARVALHO, Comentário Conimbricense, pág. 343.
O crime de ameaças do artº 153º CP, entre outros requisitos, exige que a ameaça seja proferia em tom sério e apta atingir a liberdade pessoal da pessoa humana, que compreende o interesse jurídico do indivíduo à imperturbada formação e actuação da sua vontade, à sua tranquila possibilidade de ir e vir, à livre disposição de si mesmo ou ao seu status libertatis, nos limite definidos na lei (neste sentido Nelson Hungria, II Vol., pág. 145).
E segundo Leal Henriques e Simas Santos, no seu Código Penal anotado (artº 153º) "a ameaça é punida, por um lado, pelo perigo que a acompanha e o alarme que poderia inspirar sendo conhecida; e por outro, porque é um acto de natureza a causar, por si só, perturbação social, isto é não lesando directamente a liberdade, contudo perturba a tranquilidade de ânimo, causando um estado de agitação e incerteza no ofendido ameaçado que não se crê seguro na vida ou nos bens." E dizem mais: "ameaçar é prenunciar ou prometer um mal futuro que constitua crime, é anunciar a intenção de causar um facto maléfico... é o facto de o sujeito, por palavras, escrito ou gesto, ou qualquer meio simbólico, anunciar à vítima a prática de um mal injusto e grave, consistente num dano físico, económico ou moral."
Finalmente, também o facto de o magistrado ter pedido a identificação do agente autuante não traduz qualquer ilícito, pois que consubstancia até um direito.
Supra, deixaram-se desenvolvidas algumas considerações jurídico-penais no campo de análise substantiva.
Todavia, também importante é ajuizar sobre a procedibilidade da comunicação para eventual procedimento criminal, dentro do quadro processual (direito adjectivo) e que afira da legitimidade do MPº para investigar e exercer a acção penal.
Os crimes que se poderiam ter como verificados (injúrias e ameaças) - e já se disse que não se mostram verificados os respectivos pressupostos ou elementos do tipo - têm natureza semi-pública (cfr. artºs 181º, 184º, 132º, n. 2, alínea l) e 188º, n. 1 alínea a), e 153º, n.s 1 e 2, respectivamente, todos do Código Penal).
Ora, atenta a natureza dos crimes in judice, conforme estipulam os artºs 48º e 49º do CPP, para que o MPº possa ser investido na legitimidade para a investigação e ulterior exercício da acção penal (se for caso disso), previamente tem de ser exercido o direito queixa pelo respectivo titular (o ofendido) tal como prescreve o artº 113º, n. 1, do CP.
E como se viu, os autos foram instaurados sem que tivessem o suporte de qualquer queixa ou manifestação de vontade de procedimento criminal, sendo certo que não se imputam ou descrevem factos integradores de outro/s crime/ s público/s.
Concluindo - e julga-se não haver motivos que aconselhem a maior profundidade e exaustão - não temos como verificado qualquer crime, maxime de natureza, pública que determinem a legitimidade do Ministério Público para promover o processo. E sendo assim, porque não há lugar a diligências de investigação e à constituição de arguido[4], determina-se o arquivamento dos autos (artº 277º, n. 1 do CPP).
Notificações e comunicações:
1. com cópia, comunique ao senhor Procurador-coordenador do Tribunal do Seixal, que informará o Exmº magistrado visado neste inquérito
2. com cópia, dê também conhecimento à Exmª. Procuradora-Geral Distrital de Lisboa.--//--
Lisboa, 01 de Abril de 200O Procuradora-Geral Adjunto( João Manuel Parracho Tavares Coelho)
[1] - Procurador da República adjunto no Tribunal judicial do Seixal.[2] - cfr. artº 92º do respectivo Estatuto (Lei n.º 47/86, de 15 de Outubro , sucessivamente alterada : Lei n.º 2/1990, de 20 de Janeiro, Lei n.º 23/92, de 20 de Agosto, Lei n.º 60/98, de 27 de Agosto, Rectif. n.º 20/98, de 02 de Novembro, Lei n.º 42/2005, de 29 de Agosto).[3] - Abreviatura de Órgão de Polícia Criminal.[4] - Por não haver “suspeita fundada da prática de crime”. (cfr. alínea a) do n. 1 do artº 58º do CPP).
Uns fazem e outros fazem de conta que fazem
Em tempos a PTDT de Pereira Coutinho (o amigo de Durão Barroso) ganhou o concurso para a plataforma de TDT em Portugal, mas nunca fez nada para concretiza-la, nem o governo de então o obrigou, tendo mesmo o concurso sido anulado.
Foi com este governo, que faz em vez que andar a lamuriar-se pelos cantos, que foram lançados novos concursos e finalmente hoje está no terreno a TDT.
Recorde-se que o que aqui está em causa é muito mais do que uma evolução tecnológica. A banda de frequências que actualmente é utilizada pela televisão analógica será no futuro libertada e posteriormente vendida, sendo uma mais valia económica tremenda para o Estado Português.
Mas há quem ache que o país deveria parar em tempo de crise.
Felizmente que este governo não pensa assim.
Terça-feira, Abril 28, 2009
Foi a reportagem possível

Pedia-lhe o inestimável favor de olhar para o cartaz acima. Mas não esforce a vista. E agora vamos a ouvir a reacção de algumas pessoas seleccionadas ao acaso:
1) “Tive um acidente de viação! Era tanta coisa para ler: 3 linhas de texto + número + custo… Quando vi tinha batido no da frente. Sim, ali no Marquês. A CML permitiu colocar lá este cartaz.”
2) “Era um cartaz político? Eu julguei que era uma daquelas operadoras de auto-ajuda. Não desista, do género: ”O Suicídio não é uma opção estamos do seu lado!” Só não consegui tomar nota do número. Ainda procurei um papel mas quando dei por mim estava a bater no da frente! Era ali no Marquês…”
3) ” Sim, eu vi que tinha um número. Era o 707….não, isso é daquele miúdo que vai a votos ao Domingo na TVI. Sei que era um número daqueles para onde se fala quando nos sentimos isolados do mundo: Fale connosco! Como, em “Estamos aqui para o ouvir”. Achei uma boa iniciativa do Governo! Também tinha um site ou blog, ou o que era, mas quando fui a ler bati no da frente. Não deviam permitir cartazes no Marquês!”
4) “Era a Manuela Ferreira Leite, claro. Eu sou uma pessoa informada. E tinha aquela mensagem nova dela, que tinha dado antes na SIC N, a favor do Bloco Central. “Somos todos precisos!” Só não percebi se o todos incluia só o Bloco Central ou eram mesmo todos. E a pensar nisto bati no da frente. Não eram proíbidos, os cartazes no Marquês?”
5) “O site? Claro que vi: www.psd.pt! Pelo menos foi o que pensei. Depois vi que era mais comprido e bati no da frente! Eu não percebo o Sá Fernandes…ora proíbe, ora não.”
6) “O site? Claro que sei: www.psdv.pt Deve ser um desses novos partidos. Só não percebi se era de direita ou esquerda. Olhe, e fui contra o da frente! Ali no Marquês…”
7) “O site era o quê? www.falarverdade.pt? Não? Ah, www.politicadeverdade.pt! Pois. Se o diz. Eu estava a ler o custo da chamada, e já se sabe, tira-se os olhos da estrada e ….pronto. Foi no Marquês! E para nem fixar o nome ao site veja lá!”
8) “O site? ” www.politicadeverdade.com“ Eu sabia! É que primeiro julguei que era .pt mas depois vi que era .com! Isto da internet, a gente tem que prestar muita atenção. O mal foi o pára-choques e a mala do carro da frente. No Marquês de Pombal, então!..Mas olhe, quando cheguei finalmente a casa fui ver. E….porque é que às 5h da manhã ainda só lá tinha o cartaz? Cliquei e cliquei, mas nada! O site é o cartaz! Ou era, àquela hora! Fizeram o site para a gente não se esquecer do número?”
9) ” Era político o cartaz?? Está a gozar! Eu achei que a gente ligava e falava com aquela senhora, como a Marta da TeleSeguro. Não? Bem eu também não percebi sobre o que é que se falava: a gente liga, a senhora atende e toma nota das nossas queixas contra os políticos? E depois? Onde é que entra a verdade no meio disso tudo? Se somos nós a falar dizemos a verdade, não é? Olhe com estes pensamentos, trás! Farolim partido, capô amolgado. E eu sem declaração amigável. Se ainda fosse o número de uma senhora a vender seguros…como a Marta!”
10) “Custo quê? De chamada local? Então não era de borla? A gente liga para um partido e ainda paga? Para eles fazerem os trabalho deles, que é ouvirem os nossos problemas! Eu até tinha achado bem a iniciativa, porque não me dou com essa coisa dos twitters, e livros de caras, e afinal pago? E quem me paga a mim o tempo que perdi a admirar a ideia? E o “focinho do carro” que vai ficar aí por 500 a 600 Euros? Tenho que pôr no seguro. E lá vai o prémio subir. Se a CML proibisse cartazes ali no Marquês é que fazia bem!”
11) “Claro que fui ao site. Já me tinha registado no facebook como fã. Só não sei porque é que da Drª Ferreira Leite a gente escolhe ser fã, mas do Dr. Louçã pode ser amigo e fala mesmo com ele. Fã também dá para falar com ela? ah, não dá. Então qual é o interesse? E fui bater no da frente para isto!”
12) “Outdoor? Sim, eu vi. Mas não tinham dito que o PS é que tinha tirado o Vital dos outdoors? Estes fazem um novo, com a mesma pessoa? É para ver se a Drª Ana Gomes não podia dizer o mesmo? Ó Senhor…Não é justo. Deviam dar uma chance ao Dr. Emídio Rangel e fazer um com ele. Ah não é Emídio? Paulo! É isso. Não estou a lembrar-me bem da imagem mas o já o vi na TV. Ao procurar no cartaz, distraí-me e lá foi o da frente. Exactamente: no Marquês!”
Foi a reportagem possível, na manhã seguinte ao anúncio da abertura do PSD ao bloco central e do contrariar dessa abertura pelo mesmo PSD. Carlos Santos com imagem de FalarPSDV ou lá como ele se chama.
Entrevista de MFL a Mário Crespo
A evidência de que do lado do PSD os esforços têm ido todos para esconder o que a sua líder disse ontem, acompanhado pelo desmentido da própria líder em relação ao que pouco tempo antes tinha dito na entrevista, é revelador de como esta entrevista, apesar da docilidade de Mário Crespo, não podia ter corrido pior.
Para o PS, não podia ter corrido melhor. O visão baça e desmotivada que este PSD tem mostrado, joga para os braços do PS aqueles que sabem que vivemos tempos difíceis e que exigem dos nossos governantes acção e não resignação.
P.S. - alguém que tenha visto a entrevista pode informar-me se MFL saudou o governo por Portugal não ser um dos países sujeito a procedimento por défice excessivo, como aconteceu com Irlanda, Espanha e França, ainda para mais tendo feito reformas importantes, e tendo acabado de sair duma crise financeira deixada pelo governo anterior? Não!? Será isto política de verdade?
Segunda-feira, Abril 27, 2009
Martelar as estatisticas
Também já referi que essas diferenças não se devem aos normais erros de amostragem, mas que se devem a erros de procedimento, levando a que muitos desempregados de longa duração ou idade mais avançada, não sejam considerados como desempregados, que na realidade são.
Com o agudizar da crise, estas duas situações que levam a grandes erros estatísticos tendem a agudizar-se, levando a uma maior discrepância entre a realidade e aquilo que nos é mostrado pela estatística.
A recusa do Secretário dos Recursos Humanos em assumir que na Madeira a taxa de desemprego já se situa acima da taxa de desemprego nacional, mostra que está em andamento uma campanha que terá como objectivo a "limpeza" estatística dos dados referentes ao desemprego na Madeira.
Surgirão dados estatísticos cada vez mais afastados da realidade com o objectivo de esconder o que está aos olhos de todos, e virá o Sr. Secretário triunfante, anunciar que vivemos no melhor dos mundos.
Mas esse mundo só existe na sua cabeça. Aqueles que têm desempregados na família sabem bem que a sua vida está cada vez mais difícil.
Se os nossos governantes gastassem metade da energia a resolver os problemas que aquela que gastam para tentar escondê-los, com certeza que esses problemas seriam um pouco menos graves.
Mas todos sabemos que não é assim que os nossos governantes actuam.
Domingo, Abril 26, 2009
E esta heim!
A mão direita do ginasta apoiada no cavalo de arções roda 180 graus com o polegar virado para trás, enquanto o corpo faz um movimento de 360 graus, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, para depois apoiar-se no arção da frente com o braço esquerdo. Confuso? É natural que esteja. Este é um movimento de difícil execução que merece a pontuação máxima na Ginástica Artística Masculina, e tem nome português.
Filipe Bezugo, ginasta do Clube Desportivo Nacional, é o 'pai' deste movimento, reconhecido este ano pela Federação Internacional e incluído no código da modalidade, tornando-se assim no primeiro português a dar o nome a um elemento de grau de dificuldade máxima, reconhecido internacionalmente.
O movimento 'bezugo', como ficou baptizado, foi executado pela primeira vez no Campeonato do Mundo de 1999, na China, em Tianjin, pelo atleta madeirense, que, dez anos depois, continua a ser o único ginasta a conseguir executá-lo na perfeição. Tudo começou em 1997 no Clube Desportivo do Nacional, tinha Filipe Bezugo 16 anos. Com a chegada de um novo treinador vindo da Hungria, Jozsef Csaky, o treino dos ginastas madeirenses ganhou novo dinamismo, sempre com o objectivo de colocá-los nos mundiais e nas olimpíadas.
"Tinha dificuldades no cavalo de arções, por isso a estratégia do Csaky foi criar um novo movimento de pontuação máxima para que eu conseguisse obter mais pontos", explica o ginasta de 28 anos.
A ideia surgiu tendo por base um movimento já existente. Csaky e Bezugo passaram dois anos a desenvolvê-la, porque, lembra o treinador húngaro, não é fácil girar num braço durante uma volta completa. "O nosso punho não roda 360 graus, por isso tivemos que fazer um jeitinho para Filipe conseguir virar, o que até hoje ninguém conseguiu fazer", diz orgulhoso.
E não é para menos. Bezugo diz que ter a sua assinatura no Código Internacional de Ginástica Artística Masculina, que é actualizada a cada quatro anos, equivale à descoberta de uma nova equação matemática.
Já Jozsef Csaky tem mais projectos na forja e três novos movimentos pensados, que só estão à espera de um ginasta "tão bom como o Filipe" para serem realizados. "Vamos ver se conseguimos colocar mais um nome madeirense no Código de Ginástica, era mais um Cristiano Ronaldo, mas desta vez na ginástica", disse o treinador húngaro.
Será difícil encontrar um novo Bezugo. Com 28 anos, 21 dos quais dedicados à ginástica, o madeirense, campeão nacional em 2002 e em 2004, possui 11 títulos de campeão nacional por aparelhos, sete representações em campeonatos europeus, outras tantas em campeonatos do Mundo e uma presença nos Jogos Olímpicos de Atenas (onde ficou em 43º lugar).
"Durante duas décadas treinei mais de seis horas por dia, agora treino apenas duas horas porque quero acabar a licenciatura", disse Bezugo, até porque aos 28 anos já não tem ilusões: "são poucos os ginastas no mundo com mais de 30 anos".
in Expresso
Porque hoje e domingo... e porque obrigaram o blog parlorama a fechar
Os resultados da avaliação baseavam-se apenas em elementos objectivos e mensuráveis como sejam os casos da assiduidade às sessões e a produção de cada eurodeputado avaliada através da contabilização dos relatórios e resoluções elaborados, das questões orais e escritas colocadas à Comissão, do tempo das intervenções orais no plenário, etc. Sabe-se quanto o detalhe (que não a substância…) destas avaliações podem ser contestadas: um dos casos mais clássicos é o da crítica aos factores de ponderação atribuídos a cada um dos parâmetros. Também se sabe quanto os criadores destas grelhas de avaliação são os últimos interessados na rigidez das suas conclusões. E também se sabe que na fase de contestação que se segue, fica-se à espera de sugestões de aperfeiçoamento, que normalmente não vêm – lembremo-nos apenas do caso recente de Mário Nogueira e dos professores entre nós…
Só que neste caso, nem tempo houve, nem sequer paciência para essas encenações do faz-de-conta-que-concordo-há-apenas-um-pormenor... O site manteve-se em rede por umas escassas 48 horas, até que as ameaças de procedimento judicial (oriundas, imagina-se, dos eurodeputados mais mal classificados…) terem forçado o seu autor, o eurodeputado italiano Marco Cappato, a encerrá-lo preventivamente. Mais do que a análise detalhada da fórmula de avaliação, que já não tive oportunidade de fazer, os resultados da aplicação da fórmula resultam em tantas conclusões embaraçosas que me parecem apontar na direcção da honestidade com que foi elaborada. Aliás, os embaraços das conclusões parecem atingir de uma forma aleatória todas as famílias políticas e todas as nacionalidades. Além de que os resultados comprovam certas suspeitas enquanto ajudam a desmontar outras.
Será o caso de Miguel Portas do Bloco, que ali aparece ligeiramente abaixo da média (479º) ou de José Ribeiro e Castro, tão incensado pelo seu desempenho pelos opositores internos de Paulo Portas, mas que está bem depois (597º) do seu colega de partido Luís Queiró (455º). A excelente prestação dos eurodeputados do PCP (9ª e 40º lugar) acaba apenas por ser ensombrada pela colocação embaraçosa de Sérgio Ribeiro (718º). Mas embaraço maior será para o PSD o facto do seu melhor eurodeputado (Carlos Coelho) aparecer depois de 8 do PS e de 2 do PCP... Nem mesmo o PS, para o qual estes resultados são lisonjeiros, se escaparia ao embaraço de explicar que critérios internos aplica para que não apresente à reeleição um dos melhores eurodeputados do hemiciclo, Paulo Casaca, classificado em 6º lugar, enquanto o faz com o que está classificado em 669º, Joel Hasse Ferreira…Retirado do blog Herdeiro de Aécio
Não resisti a copiar na integra este post e a respectiva lista ordenada da qualidade (???) dos eurodeputados portugueses. Cruzando esta lista com a lista dos candidatos às próximas eleições eurpeias torna-se evidente que nestas coisas de fazer listas continua a contar muito mais a politicazinha caseira que a qualidade do trabalho desenvolvido. Ou dito de outra maneira, não basta ser bom deputado, é preciso fazer muito pela notoriedade desse trabalho, caso contrário sobressaem os que não fazendo um trabalho tão valioso, conseguem dar-lhe o lustro suficiente para parecer melhor que a imagem pouco polida do bom trabalho. É como se valorizassemos mais o latão bem polido que o ouro tosco. Mas a politica, não é isso mesmo?!
Sábado, Abril 25, 2009
Flexisegurança na Dinamarca
Sexta-feira, Abril 24, 2009
É realmente muito bom.
Traduzindo. Isto significa que passaram de 193 ofertas em Fevereiro para 276 ofertas de trabalho em Março.
O que é fantástico é que o secretário não se intimida com o aumento de 667 desempregados mas fica muito satisfeito que com mais 80 ofertas de emprego. É realmente muito bom. O nosso secretário é um poço de optimismo.
No mesmo período foram colocados apenas 112 trabalhadores, mas mais uma vez, isso não é nada que tire o sono ao nosso excelentíssimo governante.
Força, Sr. Secretário. Não se incomode por o chamarem de incompetente. Cada um é para o que é, e o seu trabalhito está garantido.
Comparação do nº de desempregados na Madeira e nos Açores
Mais uma vez, não existe nenhuma causalidade entre a tomada de posse de Sócrates ou a LFR com o nº de desempregados nas duas regiões autónomas.
Em 2005 (fim do governo de Santana Lopes), já o número de desempregados na Madeira era muito superior ao dos Açores, e em 2007 ainda era maior.
O PSD-M bem pode tentar enganar os madeirenses mas a realidade é só uma: o grande culpado do desgoverno na Madeira é AJJ e o seu partido.
Desemprego na Madeira
"(...) a Madeira mereceu destaque com o aumento de 6,2% no espaço de um mês." e com um crescimento homólogo de 32,7%.
No fim de Março a Madeira tinha 11.456 desempregados e os Açores 5.116.
Desemprego na Madeira 2002-2009
Como se pode ver na Figura acima, desde 2002 que o número de desempregados na Madeira não pára de crescer. Em 2002 estavam inscritos nos centros de emprego cerca de 4000 pessoas, hoje são cerca de 3 vezes mais.
Pela figura também é possível ver que não existe qualquer correlação entre o crescimento do desemprego e a eleição de José Sócrates, como não existe qualquer correlação entre o crescimento do desemprego na Madeira com a entrada em vigor da Lei das Finanças Regionais.
Assim sendo, a única constante que explica o aumento do desemprego entre 2002 e 2009 é o facto do PSD-M estar no poder. Certo?
Artigo de opinião de JCG
O modelo de governação e a maioria dos nossos governantes actuais não toleram empresários independentes e receiam a livre concorrência. Ficam apavorados com as novas oportunidades de negócios da sociedade contemporânea e desconfiam dos madeirenses emancipados. Abominam tanto o mérito, como o valor do trabalho, e não suportam nem o risco nem a competição, substituindo-os a todos pela cunha, pelas redes de interesses e pelos favores.
Precisamos de um governo justo e de governantes imparciais, que pugnem pela igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, para que jamais o desperdício e o esbanjamento acabem por se transformar em verdadeiros privilégios.
Quinta-feira, Abril 23, 2009
Frases que impõem respeito
António Jorge Pinto no Dossier de Imprensa
Desemprego assustador
Em Março estavam inscritos nos centros de emprego na Madeira 11.456 pessoas, correspondendo a um aumento de 6,2% em relação a Fevereiro e um aumento brutal de 32% relativamente ao ano anterior.
Com estes números, a taxa de desemprego da Madeira está acima dos 9%, tendo já ultrapassado a taxa de desemprego nacional. Situação inédita em 35 anos de autonomia.
Para o restante País o aumento do desemprego foi de 3,2% em relação ao mês anterior, ou seja, metade do crescimento na Madeira.
Em Portugal, apenas o Algarve teve um desempenho pior que a Madeira, dando a entender que esta crise está a afectar o Turismo de uma forma ainda mais dura que os outros sectores da economia. No entanto em relação ao mês anterior o crescimento do desemprego no Algarve cresceu muito menos que na Madeira (1%) podendo indiciar uma inversão da tendência.
Esta aceleração no desemprego mostra ainda que estamos longe do fim da crise e que estes números tendem a ser ainda piores no futuro.
Sabemos que a crise é grave e que afecta todo o mundo, mas considero importante comparar os desempenhos do governos regionais da Madeira, com o dos Açores e nacional. A conclusão é notória, na questão do desemprego como noutras o governo do PSD-M está a ter um desempenho muito pior que os restantes, não mostrando ter capacidade para fazer face a esta crise.
Quarta-feira, Abril 22, 2009
Da arte da liderança
Da arte de fazer listas
Na mesma situação, o PSD-Açores consegue um 6.º lugar, que garante a eleição directa e quase que ultrapassavam o PSD-Madeira.
O meu tio José sempre me avisou: "Se que te disserem que o resultado foi o possível, prepara-te! É que vão te apresentar um resultado horrível!"
Dia da terra
Quando me vêm com as tretas da agricultura biológica pergunto-me se alguma vez as pessoas que defendem esse tipo de actividade perderam um minuto a pensar no assunto.
Ao defender um tipo de agricultura que prescinde de pesticidas e fertilizante químicos, o que se está a defender é, entre outras coisas, um aumento de pressão sobre as florestas.
A restrição de uso de pesticidas e fertilizantes leva a que para a mesma área de cultivo se tenha um rendimento inferior, ou dito de outra maneira, para produzir-mos o mesmo devemos ter uma área de cultivo superior.
E onde é que vão buscar essas terras para a agricultura? Nem mais. Vão buscá-la às áreas florestais.
Também existem uns artolas, que acham que o Homem está a mais na Terra, e como tal consideram que a solução é a diminuição de pessoas, sendo assim necessários menos alimentos e consequentemente menos terras para cultivar.
O uso de pesticidas e fertilizantes está num estágio altamente evoluído, não oferecendo risco nem para o consumo nem para o ambiente, e como tal é uma ferramenta que não deve ser dispensada.
Além disso, o aumento de disponibilidade de frutas e legumes, permitido pelos pesticidas e fertilizantes, compensa largamente em termos de benefícios para a saúde os males que poderiam advir da utilização dos mesmos.
P.S. - nada tenho contra quem queira apostar em nichos de mercado "gourmet" que queiram pagar por alimentos assim produzidos, mas não me parece justo que o estado subsidie esses caprichos.
Da arte do umbiguismo
Terça-feira, Abril 21, 2009
Angola renasce
Da arte da convocatória
Recordar Cavaco
Na altura, era primeiro ministro o Prof. Aníbal Cavaco Silva, e os policias reivindicavam o direito ao associativismo sindical, entretanto atribuído no governo socialista de António Guterres.
É também isso que os policias vão hoje ao terreiro do paço recordar. Os direitos que foram recusados por uns e atribuídos por outros. Recusados por Cavaco e atribuídos por Guterres.
Uma questão de bom senso
Não sei se me fie neste Don Tapscott ou continue a ouvir o Sancho
"O Programa Magalhães é a mais sofisticada e avançada implementação das tecnologias de informação em educação no mundo", frisa.
É que, para Tapscott, o velho modelo de aprendizagem do tipo - "eu sou um professor, tenho o conhecimento, e tu és o estudante, não sabes nada" - "é inapropriado" para a nova geração de jovens que "cresceu com interactividade e colaboração".
Segunda-feira, Abril 20, 2009
É escolher
Assim sendo, fica o deputado madeirense de fora.
Grandes carolas. Era mesmo isso que os madeirenses queriam.
P.S. - Estou certo que o PSD vai mesmo tentar enganar os eleitores, obrigando à renuncia das candidatas (que ninguém conhece) logo após as eleições autárquicas.
P.S. 1- Caso Elisa Ferreira e Ana Gomes sejam eleitas para os cargos de presidente de câmara, do Porto e Sintra respectivamente, entra para o parlamento europeu pelo menos mais uma senhora (Jamila Madeira) e ficam duas senhoras como presidente de duas das mais importantes autarquias portuguesas, e mais importante ainda, a Madeira fica com representação no parlamento europeu, através de Emanuel Jardim Fernandes.
Carlos César: atitude séria
Não me incomoda nada que o PSD-M eleja um eurodeputado, apesar do meu apoio ser para Emanuel Jardim Fernandes, como é óbvio.
Grave seria, se a Madeira ficasse sem um representante no parlamento europeu.
P.S. - Tenho pena que quem tem responsabilidades na indicação dos nomes para as listas, não veja na lei da paridade uma oportunidade mas sim um empecilho. A Madeira, como o restante país, têm senhoras com muita capacidade para desempenhar o cargo e representar, não só o seu país, como também a sua regiões. Infelizmente, temos políticos do passado que não entendem as coisas dessa maneira.
Congressos JÁ!
É preciso um congresso extraordinário no PS para arrumar com aquela confusão e outro com a mesma premência no PSD para dar um "exílio dourada" ao ainda Líder!
Por Caridade façam isso e já!
O PP lá conseguiu mais uma condescendência do Zé Manel, um sacrificiozinho a bem da causa politica regional ..... Os outros partidos lá vão marchando.
Mas é urgente que se faça qualquer coisa no centrão regional. Enquanto é tempo e a Republica não transforma o Represnetante em governador civil e acaba de uma vez por todos com essa tal "frescura" de autonomia.
A verdade do PSD
Que senhoras são estas que se deixam instrumentalizar, ainda por cima para contornar uma lei que foi criada para diminuir a sub-representatividade de género, de que as mulheres eram (são) as maiores vitimas?
E que partido é esse que considera que o espírito da lei não interessa para nada? Que o que interessa é saber como contornar a lei?
Não terá o PSD senhoras à altura de serem candidatas ao parlamento europeu?
Senhoras, não se esqueçam destas atitudes no dia das eleições. De todas as eleições.
Um partido de um homem só
P.S. - Lamento profundamente a recusa de Carlos Pereira em candidatar-se à CMF, embora compreenda, dada a falta de apoio, e mesmo hostilidade da actual direcção do PS-M em relação à sua pessoa.
Recado ao João Pereira Coutinho
Não vou contestar a opinião do João – mas vou lembrar-lhe, humildemente, que eu também tinha tendência a referir-me aos blogues de forma altiva e sobranceira, quando mandava palpites semanais na última página de um jornal diário (à época) de referência.
Depois, quando esse jornal “não quis mais” e os outros jornais e revistas não tiveram tempo para me responder aos mails, foi nessa presumível “lixeira” que me abriguei. Porque é livre. Porque pude. Porque existe. E apesar de “isto” não ser de ninguém, senti-me parte de alguma coisa.
Aprendi essa lição relevante, que passo ao João, se ele a quiser apanhar: o mundo é sempre o mesmo – só o lugar a partir do qual o observamos vai variando. É sensato não nos habituarmos à ideia de que o vamos ver sempre do mesmo ponto de vista. Porque um dia a lixeira pode transformar-se num espaço gourmet, como o que antes nos parecia longínquo pode subitamente estar à nossa frente.
O nosso comum amigo Miguel Esteves Cardoso já me tinha explicado isto vezes sem conta – mas eu demorei a perceber, é verdade.
Muito interessante este post de Pedro Rolo Duarte, que deveria servir de alerta para todos os jornalistas. A liberdade nas redacções é sempre limitada, e não fosse a auto-contenção de muitos e os seus lugares seriam rapidamente ocupados por outros. E um dia, quando os jornalistas não quiserem dobrar demasiado a sua espinha dorsal, eventualmente serão.
Inevitável!
Mesmo os seus adversários políticos reconhecem que é um dos mais bem preparados políticos regionais. É um bom economista, um gestor inteligente e um político frontal e destemido. Eu, que trabalhei com ele na campanha das autárquicas de 2005, reconheço-lhe uma capacidade de liderança inata, uma inesgotável capaciadade de trabalho, disciplina e fair play. E o que pode ser surpreendente para quem não o conhece, é que o Carlos é um tipo com um sentido de humor fantástico. Domingo, Abril 19, 2009
Verdade dura e crua
Meu amor, meu amor (meu limão de amargura)
Meu amor meu amor
Meu corpo em movimento
Minha voz à procura
Do seu próprio lamento
Meu limão de amargura
Meu punhal a crescer;
Nós parámos o tempo
Não sabemos morrer
E nascemos nascemos
Do nosso entristecer.
Meu amor meu amor
Meu pássaro cinzento
A chorar a lonjura
Do nosso afastamento.
Meu amor meu amor
Meu nó de sofrimento
Minha mó de ternura
Minha nau de tormento:
Este mar não tem cura
Este céu não tem ar
Nós parámos o vento
Não sabemos nadar
E morremos morremos
Devagar devagar
Nada como ouvir este poema pela voz de Amália Rodrigues
NOTA DE IMPRENSA 19-04-2009: André Escórcio, Líder Parlamentar do PS-M, demitiu-se.
Ao Presidente do PS-Madeira coube aceitar a demissão e agradecer o empenho que o deputado André Escórcio manifestou no exercício das suas funções, as quais serão assumidas pelo Presidente do PS-Madeira.
Aos cidadãos da Madeira e do Porto Santo, o Presidente do PS-Madeira aproveita o momento para endereçar uma palavra de esperança.
Nos momentos difíceis por que passa a nossa Região, só o PS-Madeira é alternativa. O Presidente do PS-Madeira garante que ele próprio e a sua Direcção não deixarão que mais uma vez, quando se aproximam actos eleitorais de extrema importância para a nossa Região, para o País e para a Europa, o PS-Madeira se deixe envolver por questões internas e disputas que nada trazem de positivo aos cidadãos.
O PS-Madeira mantém-se no rumo do fortalecimento e recuperação eleitoral nas eleições de 2009, preparando-se para oferecer a todos os cidadãos uma alternativa de governo nas eleições de 2011.
A Madeira e o Porto Santo precisam de um governo que governe para todos. A Madeira precisa de nós, de um PS-Madeira empenhado em oferecer uma alternativa aos cidadãos e nada motivado para disputas internas totalmente estéreis.
Funchal, 19 de Abril de 2009
O Presidente do PS-Madeira
João Carlos Gouveia
Lendo esta conferência de imprensa fica-se com a sensação que o ainda lider e a sua direcção nada têm a ver com as ditas disputas internas, quando na realidade são os principais instigadores. É incrível ver um presidente (não se pode chamar JCG de lider) que sendo eleito para um mandato institucional e de transição, coloca-se agora contra grande parte dos orgãos eleitos do partido, desde o grupo parlamentar até muitos órgãos concelhios, desrespeitando o mandato que lhe tinha sido dado pelos militantes, apenas com o objecivo de manter algum poder interno.
Só há uma saída para Gouveia
A sua decisão de entregar a liderança do grupo parlamentar só peca por tardia. Diga-se que ele aguentou mais do que seria humanamente expectável. A minha natural, total e incondicional solidariedade para com o André Escórcio.
Esta situação tem um culpado único. E esse culpado tem um nome: João Carlos Gouveia. É a JCG que têm de ser assacadas todas as responsabilidades pela situação em que ele fez mergulhar o PS-M.
Gouveia passou dois anos não se sabe bem a fazer o quê. Não organizou o partido. Não o motivou. Não o uniu. Não cumpriu o seu programa. Para na fase final do mandato, que recorde-se seria "institucional e de transição", se lançar numa desenfreada purga interna como forma de se perpetuar na sua liderança. Quebras sistemáticas de compromissos. Exclusão. Golpes palacianos. Atentado à hora e bom nome dos camaradas. Quebras de confiança. A total desvalorização da palavra e da confiança. Têm de ter da parte daqueles que acreditam que as palavras têm de valer, que o caminho é a inclusão e que se deve proteger e honrar os camaradas, reacções enérgicas. É nesse quadro que leio a decisão de André Escórcio.
Neste momento, tendo lançado o grupo parlamentar e o partido na maior confusão por sua exclusiva responsabilidade, João Carlos Gouveia tornou-se no principal obstáculo político do PS-Madeira.
Assim, só lhe resta uma saída com dignidade: Demita-se!
Dia triste para o PS-M
A minha total solidariedade ao professor André Escórcio.
Esta é mais uma consequência da liderança estalinista de João Carlos Gouveia, que passo a passo tenta fazer uma purga de todos aqueles que não alinham com o seu pensamento. Foi Vitor Freitas, Jaime Leandro, Carlos Pereira e muitos outros que não tendo a notoriedade pública dos primeiros também se sentem a ser afastados por uma liderança que não compreendem e que não os compreende.
Não sei como poderá JCG assumir sozinho a direcção do partido e a direcção do grupo parlamentar.
Lembro-me de JCG, depois de demitir VF e JL, dizer que tinha o apoio de todo o restante grupo parlamentar. Sabe-se agora que mentiu.
É triste que nós, os socialistas madeirenses, em pleno processo eleitoral tenhamos de passar por este caminho escolhido pelo lider.
O beneficiário de tudo isto é claro, é o PSD-M, que estando também em convoluções internas, consegue que os seus problemas sejam ofuscados pelo que se passa no PS-M.
É um dia triste para o PS-M
Sábado, Abril 18, 2009
É obvio que é uma derrota para Jardim
Então o PSD-M, que anda a transbordar de quadros, não foi capaz de indicar uma senhora que pudesse garantir a permanência de um deputado madeirense no parlamento europeu?
É evidente que o PSD-M não tem nenhuma força negocial com esta liderança.
Aqui está mais uma oportunidade para o PS-M tornar claro que Alberto João Jardim quer que os madeirenses elejam para primeira ministra uma senhora que para além do endividamento Zero nada fez pela Madeira, e AJJ quer que os madeirenses votem nuns deputados que não têm nenhum poder negocial junto do seu grupo parlamentar, como aliás já é evidente neste momento.
Sexta-feira, Abril 17, 2009
Madeira corre o risco de não ter nenhum eurodeputado
Assim sendo o único representante seguro das regiões autónomas portuguesas é o deputado dos PS a ser eleito pelos Açores, Luís Paulo Alves.
Existe também uma hipótese remota de Emanuel Jardim Fernandes vir a ser deputado europeu, na hipótese de Elisa Ferreira e Ana Gomes ganharem as eleições autárquicas em que estão envolvidas.
É urgente garantir um circulo eleitoral para ambas as regiões ultraperiféricas portuguesas no quadro das eleições europeias, caso contrário podemos perder uma representatividade que é essencial na defesa dos nossos interesses.
Este assunto deve ser alvo de uma reflexão muito séria. Perder um deputado de uma região ultraperiférica é também perder influência junto dos países que têm regiões ultraperiféricas.
Caiu a máscara ao PSD
Bastou a aprovação ontem em conselho de ministros de medidas de levantamento de sigilo bancário e aumento de tributação para rendimentos não justificados para vir o PSD dizer, "ai ai ai, ai ai ai, que não pode ser".
Como era de esperar o interesse do PSD no combate à corrupção era meramente instrumental e nada tinha de convicto. Servia para tentar atacar politicamente o governo, mas como se viu, à primeira efectivação de medidas recuaram em toda a linha.
P.S. - Foi bonito saber que a PJ avisou os senhores do PSD, que estavam à frente do BPN, que iria ter inicio a Operação Furacão, permitindo que estes despachassem todos os documentos comprometedores para Cabo Verde.
Quinta-feira, Abril 16, 2009
Crime de Enriquecimento Ilícito
"(...) a consagração desta nova incriminação suscita problemas, designadamente no que respeita ao princípio da presunção da inocência. (...)
Mas este problema (...) tem sido ultrapassado nos países que consagraram esta incriminação da seguinte forma: o Ministério Público mantém o dever de fazer a prova dos elementos do crime, isto é, dos rendimentos lícitos do político, do seu património e modo de vida e da manifesta desproporção entre aqueles e estes e ainda de um nexo de contemporaneidade entre o enriquecimento e o exercício das funções políticas. Se o Ministério Público não provar todos estes elementos do crime, não se pode punir o político. Se o Ministério Público provar todos estes elementos do crime, então o político deve ser punido, porque se verifica o referido perigo de o enriquecimento do político provir de crimes cometidos no exercício de funções.
O político não tem de fazer qualquer prova, mas pode destruir a prova da acusação, mostrando que os seus rendimentos lícitos são mais elevados, que o seu património e modo de vida são mais modestos ou que o enriquecimento não é sequer contemporâneo do exercício de funções políticas.
Assim se compreende que esta incriminação esteja prevista na convenção das Nações Unidas contra a corrupção e em diversos ordenamentos jurídicos, como o francês, onde está associada ao enriquecimento injustificado de pessoas no âmbito da criminalidade sexual e patrimonial. Também Portugal deve dar este passo fundamental no sentido de um combate mais eficaz à corrupção dos políticos."
Desafios de Duarte Gouveia
Já agora a resposta é Eduardo Alves da Costa (com a ajuda do amsf).
Boas noticias II
O ministro da Presidência afirmou hoje que a proposta do Governo para o combate à corrupção derroga garantias referentes ao sigilo bancário com sentido de "proporcionalidade" entre a eficácia da administração fiscal e os direitos dos contribuintes.
No final da conferência de imprensa, após a aprovação deste diploma em Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira frisou que o objectivo do Governo foi avançar com uma iniciativa que "permitirá à administração fiscal o acesso directo a contas bancárias, em derrogação de garantias actualmente existentes e que estavam associadas ao sigilo bancário".
"O Governo também fez com que deixem de existir direitos de recurso com efeitos suspensivos, que actualmente os contribuintes têm", acrescentou.
in SIC
Boas noticias
1. Proposta de Lei que aprova medidas de derrogação do sigilo bancário e de penalização fiscal agravada do enriquecimento patrimonial injustificado de especial gravidade
O Governo aprovou hoje, na generalidade, para consultas, uma Proposta de Lei que contempla um regime de tributação agravada, a uma taxa de 60%, do enriquecimento patrimonial injustificado, de valor superior a 100 mil euros, sem correspondência com os rendimentos constantes das declarações fiscais.
Em caso de suspeitas fundadas deste facto, cria-se um regime simplificado de acesso à informação bancária do sujeito passivo, por via de despacho fundamentado do Director Geral dos Impostos.
Permite-se, todavia, que o contribuinte possa eximir-se da taxa agravada através da justificação dos rendimentos obtidos.
Prevê-se, ainda, que nos casos em que haja indícios de infracções penais, nomeadamente em matéria de corrupção, os factos apurados sejam objecto de comunicação ao Ministério Público.
A felicidade tem olhos negros
A felicidade tem nome, Dinis. É o meu filho que tem apenas 24 dias, 51 cm e atingiu ontem os 3kgs.
Pouca fé
Tendo o PSD-M o apoio eleitoral que tem, e tendo a igreja a influência que tem, porque razão não poderá ser o JM viável com as mesmas condições que outros meios de comunicação social madeirenses são?
Sei que muitos dos jornalistas do JM são profissionais competentes e com certeza não se deve a eles a inviabilidade do JM num mercado aberto e com concorrência.
Também é verdade que o PSD já se atreveu a fazer essa experiência de viver no mercado da comunicação social, através do Noticias da Madeira, em concorrência e sem subsídios e o resultado foi o que se viu. BURACO.
Estes empresários da treta só valem alguma coisa com o dinheiro dos contribuintes a lhes aparar as asneiras, caso contrário seriam uns patas rapadas, tanta é a sua incompetência.
Deixem de gastar o nosso dinheiro com propaganda eleitoral e resolvam os muitos problemas que os madeirenses ainda têm, a começar pelos problemas da pobreza, alcoolismo, educação em que sistemáticamente somos postos na cauda do País.
Vergonha de governantes, é o que temos.
Os números do turismo são preocupantes
Já se previa que alguns mercados emissores fortemente afectados pela crise, como é o caso do Reino Unido, viesse a ter um impacto significativo nas contas do turismo em Portugal, e assim foi.
Também se sabia que os destinos mais distantes deveriam ser mais fortemente afectados, e mais uma vez confirmou-se, uma vez que a Madeira foi mais afectada que as outras grandes regiões de turismo em Portugal, nomeadamente Lisboa e Algarve.
Mais uma vez os nossos governantes, no caso a Secretária Regional do Turismo, perante uma queda de quase 30% nos proveitos diz que nada se passa. É com esta inércia e com a negação da realidade que vão resolver os problemas? Não me parece.
Para agravar ainda mais a situação no que diz respeito às taxas de ocupação, desde o inicio do ano que só no Funchal abriram mais 3 grandes estabelecimentos hoteleiros, a saber: Pestana Promenade, Meliã e Four Views Baia (antigo São João), que no global acrescentam mais de 500 camas ao mercado regional.
Tal como já tinha escrito há uns tempos atrás este não é tempo de abrir novas unidades hoteleiras, é sim tempo de remodelar unidades antigas e aumentar a qualificação dos profissionais de hotelaria.
Veremos por quanto tempo o governo regional do PSD-M se manterá nesta assustadora passividade.
Quarta-feira, Abril 15, 2009
Explica muita coisa...
Fazem de conta que não percebem
Além do facto de poderem existir muitos mamões que por via do JM e por via das baboseiradas que escrevem receberem uns trocos para compor os seus parcos salários de acessores.
Tenham vergonha. Se a Madeira tem um problema de pluralismo de informação isso deve-se ao PSD-M que tudo tenta controlar através de pressões financeiras e politicas.
Bem vinda a lei que pôe um travão a estes abusos.
Deflação à vista II
Como se pode ver no gráfico acima a desaceleração da economia madeirense tem sido bem mais acelerada que no restante país, agravada pelo facto da inflação na Madeira ser mais alta que no resto do país quando a inflação estava mais alta mas tendo caído numa situação de queda generalizada de preços conforme a crise se foi agudizando.Nos Açores, e apesar de a inflação também estar a diminuir(ver gráfico abaixo), esta situou-se em Março nos 2%, mantendo-se a média dos últimos 12 meses notavelmente estável à volta dos 3%, denotando o estado mais saudável da economia Açoriana comparando com a Madeirense.
Tragicomédia

Hoje lembrei-me do Sr. Muhammed Saeed Al-Sahaf que foi o Ministro de Informação de Saddam Hussein. Em Março de 2003, os americanos estavam prestes a invadir Bagdade e derrubar aquele regime odioso. Todos viam o que iria acontecer. Ficaram famosas as intervenções públicas do Sr. Al-Sahaf. O homem era um indefectível de Saddam e vivia num mundo só dele, produzindo uma verdadeira tragicomédia pública. Aqui ficam algumas das suas frases.
"A minha análise inicial é que os vamos matar a todos."
"A situação é excelente, eles vão tentar se aproximar de Bagdade...e eu acredito que é ai que os vamos enterrar."
Títulos que transportam uma imagem de força
Terça-feira, Abril 14, 2009
Deflação à vista
Em Março houve mesmo um agravamento desta tendência negativa, tendo-se situado a inflação homologa em -1,6%.
Neste aspecto, como noutros, estamos piores que no resto do País onde a inflação homologa em Março foi de "apenas" -0,4%, e foi ligeiramente positiva nos outros dois meses.
Por tudo isto, torna-se evidente a irresponsabilidade do Vice-Presidente do Governo Regional, Cunha e Silva, ao afirmar que na Madeira não era preciso tomar nenhuma medida especial porque atempadamente tinha sido feito o trabalho de casa. Vê-se.
Tal como foi irresponsável o secretário das finanças ao ir de férias para a Austrália, deixando a Madeira entregue à sua sorte numa altura que era exigível dos nossos governantes que dessem o seu melhor para resolver uma situação que é grave em todo o mundo mas que ainda é pior se não houver as medidas adequadas para proteger os mais indefesos, como é o caso dos desempregados e dos pequenos empresários.
Volto a afirmar, só comparando os resultados governativos podemos aferir quem melhor governa. E o PSD na Madeira em oposição ao PS nos Açores e a nível nacional tem mostrado que tem sido menos capaz de resolver os problemas das populações que representam. Vai-nos valendo as medidas de protecção social que em grande escala também têm ajudado os madeirenses. Se estivéssemos à espera do PSD-M estávamos ainda mais perdidos.
Segunda-feira, Abril 13, 2009
Equívocos
Sugestão de leitura: O Ambientalista Céptico

Este livro de Bjorn Lomborg é um exercício notável de separar os mitos da realidade.
Em geral acreditamos que vivemos num mundo pior e mais poluído que os nossos pais e que deixaremos um mundo ainda pior para os nossos filhos, no entanto essa percepção, podendo corresponder à verdade em algumas partes do mundo está longe de corresponder ao panorama geral.
O mundo em que vivemos conseguiu no espaço de muito poucas gerações dar condições de vida a mais pessoas do que em qualquer outra época na história. Durante o último século a população do mundo duplicou, não porque nos estejamos a reproduzir como coelhos mas porque deixamos de morrer como moscas.
Por fim o autor analisa os custos e resultados esperados do protocolo de Kioto na redução da temperatura global, argumentando que esse dinheiro seria muito melhor empregue para melhorar os sistemas de abastecimento de água e saneamento básico nos países em desenvolvimento, permitindo poupar muitas mais vidas do que gastando 5 triliões de dólares apenas para atrasar o aquecimento global em 6 anos.
Sem dúvida um livro a ler, nem que seja para ter acesso ao contraditório dos defensores do fim do mundo.
P.S. - a este propósito vale a pena ver a apresentação de Bjorn Lomborg nas conferências TED Talks.
Domingo, Abril 12, 2009
Por um PS democrático, livre e com futuro
Parece-me que num contexto democrático um partido político que pugna pela pluralidade e pela defesa da cidadania no seu seio, é um partido moderno, um partido com futuro.
Eu gosto de ouvir. E pondero sobre as críticas que me fazem. Não as entendo como pessoais e procuro perceber as suas motivações. Partindo sempre do princípio que estou a lidar com pessoas sérias.
Compreendo que este debate, quando não é feito no momento próprio, possa ser entendido como forma de trazer debilidade à expressão pública da linha partidária.
Percebo e concordo que o debate político deve ser organizado com forma de trazer riqueza ao processo de definição programática e de tomada de decisão do PS. Não concordo que a discussão se dê exclusivamente nos órgãos do Partido. Acho esse entendimento redutor daquilo que deve ser um processo dinâmico e aberto de reflexão e discussão ideológico-política, incentivando a participação de militantes, aderentes e não filiados, sobre os temas que entendam discutir.
Há aqui um equilíbrio que temos de conseguir. Da minha parte estou, como sempre estive, disponível para participar na acção política de um PS livre, democrático e que viabilize formas de discussão organizada, enriquecedora e politicamente proveitosa. É, pois, necessário que os dirigentes do PS façam um esforço para respeitar as opiniões diferentes e promover um debate franco e aberto à reflexão e ao enriquecimento das decisões.
à margem
Sem comentários.
PS: más prácticas
2. O apoio de Sócrates a Durão Barroso é lamentável. Razões nacionais o tanas. O cúmulo da incoerência. Mais valia estar calado!
Sábado, Abril 11, 2009
Para memória futura...II
Para memória futura...
"Um conjunto de dossiers estão a ser elaborados para servir de suporte da campanha eleitoral dos candidatos do PS-Madeira à Assembleia da República, onde, ao que tudo indica, o responsável pela pasta do Turismo poderá surgir em plano de destaque, embora esse propósito tenha esmorecido com a possibilidade de João Carlos Gouveia indicar dois independentes de grande prestígio intelectual e académico, como fez questão de pôr a circular." no Diário













