Está-se mesmo a ver que a bomba das escutas a Belém vai rebentar nas mão de quem a queria mandar para outros, ou seja, o nosso miserável presidente da República e os seus homens de confiança, onde se pode incluir o director do Público, José Manuel Fernandes.
Numa tentativa desesperada de justificar a inventona, ouvia-se hoje na rádio que depois de há um mês atrás terem surgido as noticias das escutas, que o PR tinha encomendado uma vistoria de segurança e que esta nada tinha revelado.
Acontece, que a noticia das escutas foi encomendada há mais de um ano e meio aquando da visita de Cavaco á Madeira A ter havido vistoria de segurança teria sido nessa data e não agora depois de surgida a noticia.
Sabe-se com toda a certeza que esta notícia surgiu agora (há um mês) para desviar a atenção do facto de assessores do PR estarem a violar o dever de imparcialidade e estarem a colaborar com a elaboração do programa eleitoral do PSD.
Já a encomenda, há um ano e meio atrás, tinha surgido para desviar a atenção do facto de Cavaco Silva nada dizer sobre o irregular funcionamento da democracia na Madeira, tendo-lhe sido recusada a presença numa sessão na ALM e tendo um deputado eleito sido impedido de entrar nas instalações do parlamento regional.
Cavaco Silva mostra que não se coíbe de colocar em causa o regular funcionamento das instituições desde que daí retire um beneficio pessoal.
A sua ambição pessoal envolve o controle total sobre o governo. Objectivo esse que só pode ser alcançado colocando de novo os cavaquistas do PSD no governo.
Estou certo que não é este o desequilibro de poderes que os portugueses precisam.
1 comentário:
A lógica do PS: Notícias sobre as responsabilidades do PS no encerramento do mais visto dos espaços de informação da TV portuguesa são "intentonas", invenções de quem quer prejudicar o impoluto Sócrates. Já assumir que foi Cavaco a lançar a notícia das escutas é legítimo corresponde à realidade!
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