Na ressaca das eleições legislativas, o Presidente da República terá muito que explicar sobre a sua vergonhosa tentativa de influenciar o rumo da campanha eleitoral.
Toda a actuação de Cavaco Silva e da sua equipa visaram unicamente o apoucamento da imagem do governo em funções e dos seus membros.
A história do Jeep cheio de papelada para ler nas férias, os vetos, as insinuações baixas, a participação dos seus assessores na elaboração do programa do PSD, a sintonia com MFL, e finalmente a inventona das escutas, tudo isso condicionou o debate político e retirou da agenda a discussão séria dos programas eleitorais de cada partido.
Sempre que as coisas apertavam para o lado do PSD, lá vinha mais um caso mesquinho com o patrocínio do Presidente.
A demissão do amigo e assessor de longa data de Cavaco, Fernando Lima, só pode ser vista numa lógica de contenção de danos.
No dia 28, a derrota também será de Cavaco.
2 comentários:
Tu acreditas mesmo nas alarvidades que escreves ou, como alguns que eu conheço, apenas queres provocar? É que parece-me impossível alguém com meio palmo de testa acreditar nas coisas que dizes crer. Falas em baixeza, pois olha lá para os teus lados: só elevação, não?
Mas é a sério Tino, não percebi se finges só ser néscio, ou se és realmente...
Um caso a ter em atenção, em futuros encontros.
Áh e não achas que és demasiado célere a gritar vitória? É que pode ser que as notícias da morte da "avozinha" sejam manifestamente exageradas...
Caso se confirme a vitória de Sócrates, a derrota será do país. Não de Cavaco ou de Manuela, mas de nós todos.
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