Manuela Ferreira Leite veio hoje, no debate com FL, confirmar que este governo (PS) encontrou a Segurança Social em estado critico e que o tinha retirado desse estado, e que não pretendia alterar o que tinha sido feito.
A parte da auto-critica fica-lhe bem, porque o estado em que o seu governo deixou a SS era realmente assustador. O reconhecimento pelo bom trabalho dos outros também merece nota de destaque.
Já a conversa de que não pretendiam alterar o que tinha sido feito é que me deixou com a pulga atrás da orelha, pois isso significaria que o que o PSD apresentou no seu programa, não é para ser cumprido.
O PSD "promete" reduzir a TSU em 2% retirando à SS mais de 1000M€ anuais, e isso não é dar continuidade ao que está a ser feito.
O PSD propõe retirar ao sistema de segurança social, as contribuições mais altas, impedindo a solidariedade entre contribuintes e descapitalizando fortemente o sistema, e isso não é dar continuidade ao que está a ser feito.
Se MFL promete duas coisas contraditórias isso só pode significar que verdades há muitas, e as verdades do PSD podem colocar as reformas de muitos portugueses em maus lençóis.
Só lamento que o PSD não tenha a honestidade de defender aquilo que apresenta no seu programa, chegando ao absurdo de o negar.
1 comentário:
Dirigente socialista lança repto a "paladina de uma política da verdade"
PS desafia Ferreira Leite a condenar a “asfixia democrática” na Madeira
PÚBLICO 06.09.2009 - 16h54 Tolentino de Nóbrega
O líder do PS na Madeira, João Carlos Gouveia, desafiou a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, a pronunciar-se sobre situações de “asfixia democrática” nesta região. “Como está arvorada em paladina de uma política da verdade, seja coerente e condene os abusos de poder por parte do seu partido nesta região”, eis o repto lançado pelo dirigente socialista na véspera da visita da líder social-democrata.
Gouveia pede à candidata do PSD a primeiro-ministro que, “por questão de coerência, se demarque do modelo soviético implantado na Madeira nestes 33 anos de governação social-democrata”. Aponta como “atentados à liberdade e cidadania” na região “o poder absoluto de um só homem e de um só partido”, “a usurpação do modelo de democracia pluralista e parlamentar por uma forma plebiscitária e autocrática de exercício do poder” e “a utilização dos meios da região para benefício de um só partido”. Critica ainda “o exercício da governação apenas para a perpetuação do poder” e “o clima de medo instaurado resultante da pressão governativa sobre os cidadãos e empresas” que, denuncia, “debatem-se com as represálias de quem não é afecto ao governo regional”.
O líder do PS na Madeira pede igualmente a Manuela Ferreira Leite que durante a sua deslocação se pronuncie sobre o modelo social da região, designadamente sobre “a utilização dos recursos financeiros públicos para uma minoria afecta ao poder regional, face à pobreza generalizada”. Gouveia quer também que a presidente do PSD e ex-ministra das Finanças tome posição sobre o regime de autonomia, optando pelo projecto nacional ou pelo “modelo da Singapura do Atlântico, responsável pelo esbanjamento dos dinheiros públicos prisioneira da cultura separatista de 75 e 76”, caracterizado também por uma “sujeição das instituições autonómicas à vontade de um governante, segundo a visão totalitária do poder” e de “verdadeira asfixia democrática”.
Ferreira Leite tem previstas para amanhã várias acções de pré-campanha na Madeira. Participa numa arruada no centro do Funchal e num almoço com os candidatos madeirenses à Assembleia da República para a apresentação do programa do partido relativamente as regiões autónomas. À tarde, assiste, ao lado de Alberto João Jardim, a uma das 60 inaugurações que o presidente do governo regional tem agendadas até às eleições de 11 de Outubro.
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