segunda-feira, agosto 24, 2009

Onde andam os medinas carreiras e todos os demais catastrofistas

Nos primeiros seis meses do ano, o défice externo português diminuiu 2,4 mil milhões face ao mesmo período de 2008, tendo baixado novamente a fasquia dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os últimos dados do Banco de Portugal indicam que o saldo negativo da balança corrente - que inclui as transacções de bens, serviços, rendimentos e outras transferências financeiras - ascendia a 7,8 mil milhões de euros, o que traduz uma descida de 24% face aos -10,2 mil milhões de há um ano.

1 comentário:

Anónimo disse...

Razões para a redução do nosso défice externo?
- Baixa significativa dos preços do petróleo que é importado, redução do comércio internacional também a nível global, redução da nossa capacidade de obter crédito externo para importar, etc, etc. Por essa ordem de ideias o 2º semestre será ainda melhor...
Os números nem sempre são aquilo que parecem...Assim que esta exuberância financeira (bolsa) que se assiste desde Março de 2009 chegar à economia real o nosso déficite aumentará em relação ao semestre anterior...se depois se reduzirá isso dependerá da nossa capacidade exportadora...


A catástrofe global não aconteceu porque simplesmente os EUA têm o mundo refém. Porque o dólar é a moeda de referência mundial, sem a qual por exemplo não é possível comercializar petróleo, os EUA têm resolvido todos os seus buracos financeiros, públicos e privados, através da simples impressão de dólares. Num mundo normal o dólar simplesmente desvalorizava porque ninguém entregaria as suas mercadorias a troco de papel impresso. Os paises exportadores não se podem dar ao luxo de recusar os dólares fabricados desta forma porque ao colocar em causa o dólar estariam a colocar em causa todas as suas reservas e créditos que estão denominados nessa moeda. Estariam também a colocar em questão a sua economia pois é esta economia americana de faz de conta que permite ocupar os seus trabalhadores nas fábricas. É por isso que a China continua a emprestar dinheiro aos EUA apesar de saber que estes só conseguem pagar os respectivos juros usando a impressora. Os restantes bancos centrais alinham no jogo pois têm muitas das suas reservas denominadas em dólares. Com esta crise descobriu-se que há empresas demasiado grandes para se deixarem falir...o mesmo se passa com os países...
Explicar isto levaria horas. Esta política de impressão de moeda (milhares de milhões) só ainda não chegou à economia real sob a forma de inflação porque esta moeda por enquanto está apenas a preencher o enorme buraco que foi revelado nos mercados financeiros entre Setembro de 2008 e Fevereiro de 2009. Mal esse buraco financeiro seja preenchido e porque a economia americana (e não só) (pública e privada) está a ficar viciada nos "bails out" e não conseguirá viver sem os mesmos o mundo será varrido por uma onda de inflação. Muitos biliões foram criados no entanto a quantidade de "coisas" que se podem comprar não aumentou pelo que isso provocará inflação. Se é verdadde que esta política de impressão de dólares, pelas razões atrás avançadas, não significará o fim do dólar pelo menos significará um aumento da inflação que se repercutirá em todo o mundo.

Suponho que seja difícil acreditar que é isto que está a acontecer...

amsf