Esta história da alteração dos dados referentes aos incêndios florestais está muito mal contada.
Parece mesmo que nesta altura do ano deve falar-se em incêndios e como não há incêndios de grande dimensão, então vai-se buscar uma história de dados alterados por desconhecidos.
É evidente que esta não noticia destina-se a esconder a forma amadora como eram combatidos os incêndios, num passado não muito distante.
Em 2003 e 2004 as áreas florestais ardidas foram brutais e o dinheiro despendido para fazer esse combate ineficiente foi ainda mais brutal.
Foi António Costa, como ministro da administração interna, que decidiu contratar/adquirir os meios de combate a incêndios atempadamente. Foi também nessa altura que foi alterada radicalmente a forma como eram combatidos os incêndios, actuando numa fase muito precoce com equipas especializadas, impedindo que estes ganhassem uma dimensão que os tornava muito mais difíceis de combater.
Antes, nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, os meios aéreos de combate a incêndio eram contratados à OMNI de Dias Loureiro em cima da hora e a preços super inflacionados, e com suspeitas de serem os próprios meios de combate aos incêndios que ateavam alguns dos incêndios.
Hoje, para além do combate a incêndios ser muito mais eficaz e de se gastar muito menos nesse combate, ainda podemos ajudar outros países no combate a incêndios, como recentemente aconteceu nos combates a incêndios em Espanha.
Evoluímos muito nestes últimos 4 anos, mas alguns parecem empenhados em que os portugueses não se apercebam da diferença.
P.S. - Há quem tente justificar o sucesso deste governo no combate a incêndios com supostas melhorias meteorológicas, no entanto essa justificação não pega, uma vez que temos tido muitos dias com risco máximo de incêndio sem que dai resultem incêndios de grandes dimensões como no passado
Sem comentários:
Enviar um comentário