"Valor cobrado pela autarquia de Miguel Albuquerque é dez vezes mais alto do que o da câmara mais cara a nível nacional. (...)
De acordo com o regulamento publicado em diário oficial, os munícipes ou empresas interessados em ter na mão as fotocópias de qualquer processo de empreitadas e fornecimentos da Câmara do Funchal terão que desembolsar 500 euros apenas para a "organização dos processos e publicações", independentemente do número de páginas do "dossier" pretendido. O acesso a estes documentos deve preocupar sobremaneira o executivo camarário, visto que o valor que passará agora a ser cobrado corresponde a um aumento de 3600% (!) face ao montante antes pedido pela mesma tarefa de "organização dos processos e publicações": 14 euros. De referir que, além dos citados 500 euros, os munícipes e empresas terão de pagar uma verba por cada página fotocopiada.
(...) nenhuma outra autarquia aplica uma taxa tão elevada ou que se aproxime minimamente."
Miguel Albuquerque não responde a questões de ninguém. Miguel Albuquerque não explica as violações ao PDM, as duvidas nos fornecimentos à CMF, o descontrolo orçamental, a divida gingatesca, os preços dos estacionamentos, porque é que a CMF é a 3.ª do pais com mais funcionários,porque é que tem tantas chefias, o que é que aconteceu na AMRAM. Nada. Miguel Albuquerque não quer que se consulte processos de empreitadas e fornecimentos. A "Câmara mais transparente do mundo" é na veredade, muito opaca. Eu acho estranho, porque como diz o Povo "quem não deve não teme".
[post de 5/6/2006]
1 comentário:
E consta que ele escrevia no Jornal ou no DN fazendo-se passar por admirador de Alexis de Tocqueville!!!!! Devem ser um must tais artigos... E esse exemplo d(o acesso aos documentos) é a prova definitiva não só de que ele compreendeu bem o pensamento de Tocqueville, como se tornou num seu discípolo.
rui
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