quarta-feira, julho 29, 2009

Propostas para um bom governo

A transparência na administração pública é um bem da maior importância para que os cidadãos contribuintes possam saber o que é feito com o seu dinheiro.
Nos últimos anos, e tirando beneficio das tecnologias da informação, tem sido dados passos largos no sentido do aumento da transparência. O portal oficial dos ajustes directos, bem como o portal da transparencia-pt da ANSOL e a publicação em muitos sites de instituições públicas dos lançamentos dos concursos, são alguns dos exemplos do muito que tem sido feito neste domínio.
No entanto, há ainda muito por fazer, e que facilmente pode ser feito.

Do mesmo modo que existe um site dos ajustes directos, que por lei estão limitados a determinados montantes, sou da opinião que deveria existir também um site para os concursos públicos, onde além de podermos consultar concursos que estão a decorrer, poderia qualquer cidadão consultar após a adjudicação, de qual a empresa/consórcio vencedor, qual o valor da adjudicação, os prazos, queixas apresentadas pelos concorrentes, etc.
Tudo isto, num site com um motor de pesquisa que permitisse uma maior facilidade no acesso, cruzamento e agregação da informação.

Este escrutínio público e esta transparência são um bem a que todos os cidadãos têm direito.
Se outros países já o fazem, nós também podemos.

1 comentário:

AMP disse...

Engraçado o exemplo dado para demonstrar o empenho deste governo na transparência da Administração Pública.
Lançado com a habitual pompa e circunstância, o Base não é mais que um labirinto informativo, feito para o cidadão nunca ter uma ideia consistente acerca de um contrato específico. Sim, não tenho dúvidas, foi mesmo propositado! O próprio site representa uma aplicação duvidosa de dinheiros públicos, entregue à Microsoft, como quase tudo o que é tecnologia pelo governo português
A plataforma da ANSOL veio demonstrar que podemos apresentar informação ao cidadão, de uma forma transparente, honesta, que custaria ao erário publico a módica quantia de 20 euros e que poderia ser construída pelos serviços públicos, sem recorrer a um outsourcing.
Um bom estudo seria saber quanto dinheiro é entregue anualmente a privados para efectuar serviços considerados outsourcing, quando poderiam ser efectuados internamente pela AP.