Tal como era esperado, em tempo de crise económica, aumentam fortemente as pressões sobre as contas públicas.
Por um lado existe uma diminuição das receitas resultantes do abrandamento da actividade económica e por outro existe uma pressão sobre as despesas sociais (desemprego) e apoios e estímulos económicos.
À esquerda do PS, os partidos não falam do aumento de receitas através de impostos, mas desejam um aumento das despesas, através de mais apoios sociais e estímulos à economia.
À direita do PS, os partidos não falam da diminuição das despesas, mas desejam uma diminuição das receitas, através de uma diminuição dos impostos.
Como é fácil de ver, quer uns quer outros obteriam um aumento do défice ainda maior do que temos neste momento.
É fácil cair na demagogia quando não se está no poder, mas seria bom que os portugueses percebessem que quando uns prometem diminuição de impostos estão também a prometer a diminuição de apoios às famílias e empresas, e que quando outros prometem mais apoios estão também a prometer mais impostos.
No meio termo está a virtude.
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