quarta-feira, julho 22, 2009

Dão-se alvissaras a quem tiver visto tão maravilhosos pavilhões


A Madeira vai ter um Museu da Ciência, Tecnologia e Informação. O edifício será construído na área de expansão do Madeira Tecnopólo, em Santo António, e o projecto de concepção foi atribuído pela Sociedade Metropolitana à equipa de arquitectos de Duarte Caldeira e Silva. Foram várias as propostas apresentadas para o futuro museu, mas a Metropolitana optou pelo projecto de Caldeira e Silva que, entre outras coisas, propõe uma área para as questões da tecnologia e outra para arquivo de imagens. E, tendo em conta a natureza do edifício, haverá, na nova obra, um lado interactivo muito forte. De acordo com a proposta de Duarte Caldeira e Silva, na área do Museu de Ciência, Tecnologia e Inovação estarão em exposição objectos, aparelhos e máquinas que poderão ser manipulados pelo público. Todos estes objectos serão referentes a disciplinas como nanotecnologia, biotecnologia, robótica e até genética. O objectivo é que seja uma espécie de montra do que mais de inovador se faz no mundo. Esta área do edifício do Museu da Ciência, Inovação e Tecnologia terá uma sala de exposições permanente e duas para mostras temporárias.

MUSEU DE IMAGENS
Nas mesmas instalações será criado o Museu das Imagens que permitirá contar a história da Madeira desde 1870 até à actualidade. O acervo desta parte do museu será feito com o património fotográfico da Secretaria Regional do Turismo. É, pois, para estas instalações que será transferido todo o material do actual Museu Vicentes, ao qual se acrescentarão também filmes rodados sobre a Madeira. Além do arquivo fotográfico, em exposição estarão antigos equipamentos, tanto de fotografia como de cinema. O que estará disponível para o público numa sala de exposições. O museu terá ainda uma sala de cinema. A proposta de Duarte Caldeira e Silva para o museu, que será construído num terreno em Santo António, entre a Ribeira de São João e a via distribuidora da Madalena (nas proximidades das piscinas olímpicas), pretende transformar o futuro edifício num ícone do Funchal, que seja rapidamente reconhecido pela população. A ideia, explica a proposta vencedora, é que a forma do prédio atraia as pessoas para as visitas. Porque, adiantam os arquitectos, o museu será aberto ao público e terá por finalidade cativar e interessar todos, independentemente da idade e do grau de literacia. Trata-se de um projecto de divulgação da ciência que, além disso, terá uma componente de lazer muito grande. Haverá espaço para espectáculos multimédia e haverá, em diversos pontos, projecções em ecrãs, com informações ao público. Em termos de organização interna, o prédio será construído em pisos. No piso de entrada, segundo a proposta de Duarte Caldeira e Silva, ficarão o átrio, as bilheteiras, informações, biblioteca, ciberzona, auditório e loja. As salas de exposições temporárias, as entradas de serviço e armazém ficarão no segundo piso e a exposição permanente será no terceiro. Nos últimos pisos (quarto e quinto) ficarão o museu da imagem e a sala de projecção.

CINEMA AO AR LIVRE
Nos jardins do Museu será implantado um auditório ao ar livre com ecrã, o que permitirá a projecção a partir da sala de cinema. O que, se for preciso, possibilitará a visualização de sessões de cinema e espectáculos ao ar livre. As áreas verdes, que ocupam oito mil e 500 metros quadrados, serão, por seu turno, alvo de uma intervenção específica de arquitectura paisagística, mas a equipa de Duarte Caldeira e Silva propõe já jogos de água e exposição de objectos museológicos e escultórios, com ligação ao tema do Museu. Detalhe importante é que o projecto de concepção prevê que o futuro edifício tenha uma produção de energia por métodos alternativos e menos poluentes. Uma parte da energia será produzida por painéis solares e serão instalados sistemas passivos de energia solar, cuja finalidade será a climatização do prédio, que deverá servir de exemplo em termos energéticos.

Projecto da Metropolitana
O novo projecto da Sociedade Metropolitana, um museu da ciência e um arquivo de imagem, para a área de expansão do Madeira Tecnopólo inclui-se no plano de obras para o concelho do Funchal idealizado pela Vice-presidência do Governo Regional. Cunha e Silva refere que o Museu da Ciência se integra no conjunto de projectos de inovação e requalificação da capital. Além deste museu, na área de expansão do Tecnopólo será construído também um pavilhão multiusos, cujo projecto é da autoria do arquitecto Manuel Salgado. E o vice-presidente admite que não serão os únicos, mas refere que eram os que estavam para ser lançados durante o actual mandato do Governo. Conforme consta do programa da Metropolitana. A requalificação do porto do Funchal encerra, para já, o plano de obras da Sociedade Metropolitana para o concelho da capital

Tema de Capa do DN-M do dia 17/10/2004, dia de eleições regionais.

Estes pavilhões estão à 5 anos para sair do papel, andando a passear entre o joram e as páginas dos jornais, sem que algum pedra sequer tenha sido empilhada. Propaganda pura e dura é o que é.

Sem comentários: